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As doenças cardiovasculares têm sido apontadas como fatores de risco para complicações da Covid-19. Com o início da vacinação contra a doença, no mês de janeiro de 2021, idosos e profissionais de saúde estão sendo priorizados para a imunização. Em meio a dúvidas, uma das perguntas frequentes é se pessoas com doenças do coração devem se vacinar contra Covid-19. A afirmação é positiva, de acordo com Miguel Morita, diretor científico da Sociedade Paranaense de Cardiologia (SPC).

Pessoas com doenças cardíacas devem se vacinar contra Covid-19: ainda não há data para isso

As pessoas com doenças do coração, com doenças cardiovasculares, ainda não têm previsão de quando serão chamadas para a vacinação. Conforme o Plano Nacional de Imunização, em um primeiro momento serão vacinados os idosos em instituições de longa permanência, população indígena e profissionais de saúde. 

Em uma segunda fase, serão atendidos os idosos de maneira geral, começando com aqueles com idade superior a 80 anos; em seguida, os que têm entre 75 a 79 anos; até chegar aos 60 anos. Após esta etapa devem ser contemplados os trabalhadores de força de segurança e salvamento e a população de rua. Pessoas com comorbidades, incluindo aqueles com doenças do coração, seriam atendidos na sequência. Não existem datas definidas para as próximas fases do plano de imunização, pois tudo depende de produção e distribuição das doses.

Como vai funcionar a vacinação de pessoas com doenças do coração e outras comorbidades, segundo o Plano Estadual de Imunização, que segue as diretrizes do plano nacional. (Foto: Reprodução)

“As pessoas com doenças do coração, com doenças cardiovasculares, devem se vacinar contra Covid-19 com certeza. Isso deve acontecer no momento que for estipulado pelas autoridades governamentais, dentro da sequência estabelecida. Mas com certeza devem vacinar”, enfatiza Morita, que concedeu entrevista ao Saúde Debate no dia 22 de janeiro.

De acordo com ele, as pessoas com doenças do coração e demais doenças cardiovasculares são justamente aquelas com maior risco de apresentar quadros mais graves da Covid-19. “Um tipo de doença cardiovascular, que é a insuficiência cardíaca, aumenta muito o risco da forma grave da Covid-19. Um estudo recente americano mostra que uma em quatro pessoas que interna por Covid-19 e tem o histórico de insuficiência cardíaca morre durante a internação”, revela o diretor científico da Sociedade Paranaense de Cardiologia.

Leia mais: saudedebate.com.br

Fonte: Saúde Debate e Sociedade Paranaense de Cardiologia (SPC)

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Em um ano, o coronavírus mostrou ser mais do que apenas uma doença respiratória: afeta diferentes partes do corpo atacando diretamente as células, alterações na circulação sanguínea e inflamação exagerada.

Embora muitas perguntas sem respostas sobre o coronavírus tenham acabado com o mundo há cerca de um ano, durante esse tempo, os cientistas conseguiram correr contra o tempo e trouxeram muitas respostas sobre novas doenças – algumas delas surpreendentes. 

À medida que o coronavírus se espalha pelo mundo e deixa mais pessoas doentes – até agora, pelo menos 88 milhões de pessoas foram infectadas no planeta, médicos e pesquisadores estão começando a descobrir que outros órgãos além do coração, cérebro e rins também podem ser afetados. O impacto, às vezes até fatal, é por meio do coronavírus.

O patógeno também já causou problemas em dedo dos pés, foi detectado no testículo e ainda nas lágrimas de pacientes — mas é importante lembrar que ser encontrado em uma parte do corpo ou no ambiente não necessariamente significa adoecimento ou transmissibilidade.

Em relação aos chamados órgãos vitais, porém, a doença tem gerado incógnitas, pesquisas científicas e, em alguns casos, grande preocupação. Por isso, a BBC News Brasil procurou artigos científicos e pesquisadores brasileiros para responder o que se sabe até aqui sobre as consequências da Covid-19 em cinco órgãos fundamentais para a nossa sobrevivência: pulmões, coração, rins, fígado e cérebro.

Vale lembrar que a definição de quais são os órgãos vitais é variada, mas de acordo com os entrevistados, estes cinco estão mais perto de um consenso de serem fundamentais para a continuidade da vida e insubstituíveis, considerando as intervenções médicas existentes.

Saiba mais: g1.globo.com

Fonte: BBC e G1

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Numa visão geral foram detectados 81.451.630 casos de novo coronavírus (covid-19) no mundo, com 1.778.064 mortes. No Brasil cerca de 7.504.833( 20.548) casos, com 192.001 mortes.

Máscara facial: uso é obrigatório durante a pandemia. Quem se descuida não respeita a si mesmo, aos outros e aos profissionais de saúde, que estão exaustos e correndo risco de morte nos hospitais

Essa situação alarmante no mundo, com mortes e tantas pessoas internadas em estado grave, outras sem atendimento adequado por falta de estrutura pela alta demanda no atendimento médico, geram uma instabilidade emocional, econômica e em todos os níveis, um comprometimento social de forma ampla e assustadora.

Os profissionais da área da saúde estão exaustos, correndo risco de vida pela gravidade da contaminação em ambiente hospitalar e nas unidades de saúde.

A população deve entender que os cuidados são necessários não só para se proteger, mas para proteger o próximo.

O uso de máscaras cobrindo o nariz e a boca é obrigatório, porém não é feito por muitas pessoas que brincam com a saúde alheia, desrespeitando as normas determinadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), alastrando a doença de forma fatal.

Os encontros em ambientes fechados, reuniões, praias e festas com aglomeração de pessoas, geram insegurança e alastram cada vez mais o novo coronavírus, que se torna soberano, levando vidas, deixando a tristeza e quebrando o sentimento daqueles que esperam uma conscientização da população, que é importante a união para vencermos essa dura fase da pandemia.

Todos aguardam a vacina ansiosos para que possamos diminuir o número de mortes, e a incidência de casos novos.

Fonte: ofluminense.com.br

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Doença causada pelo novo coronavírus deixa um cansaço anormal como sequela em muitos dos pacientes. Fisiologistas explicam estudo americano que demonstra esse efeito da doença tanto no sistema nervoso central quanto nos músculos esqueléticos.

Proteínas inflamatórias como a IL-6, muito aumentadas pela Covid-19, prejudicam o metabolismo das células musculares, provocando perda de massa muscular (sarcopenia)

Um dos sintomas mais frequentes nas manifestações da Covid-19 é a queixa de fadiga, ou cansaço anormal e muito severo. Evidentemente este sintoma decorre de vários fatores e funções fisiológicas acometidas pela doença, principalmente o comprometimento da função pulmonar, que costuma ser o sistema mais afetado pela doença. Entretanto, o problema parece não se restringir à vigência da doença. Existe a descrição de um quadro que já está sendo denominado de fadiga pós-Covid. Trata-se de uma queixa dos pacientes no período de recuperação, que compreende sintomas de um cansaço anormal que não parece ser somente decorrente do tempo de inatividade pregresso devido à doença.

+ Covid-19: hospitalização é 34% menor entre pessoas fisicamente ativas
+ Coronavírus causa miocardite, inflamação no músculo do coração
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Proteínas inflamatórias como a IL-6, muito aumentadas pela Covid-19, prejudicam o metabolismo das células musculares, provocando perda de massa muscular (sarcopenia) — Foto: Istock Getty Images
Proteínas inflamatórias como a IL-6, muito aumentadas pela Covid-19, prejudicam o metabolismo das células musculares, provocando perda de massa muscular (sarcopenia) — Foto: Istock Getty Images

No intuito de investigar este quadro, pesquisadores da Universidade de Iowa nos Estados Unidos fizeram uma análise dos fatores potencialmente responsáveis pelo problema numa publicação deste mês de dezembro de 2020 na revista Brain Sciences. No artigo, os pesquisadores discutem os modelos propostos para explicar o mecanismo da fadiga e concluem que, pelas evidências descritas da evolução da doença, fica evidente que o Covid-19 deixa sequelas que comprometem tanto a percepção da fadiga por efeito no sistema nervoso central como também os mecanismos fisiológicos relacionados à fadiga periférica nos músculos esqueléticos.

Segundos evidências científicas publicadas recentemente, existe a descrição de um menor metabolismo da glicose no lobo frontal do cérebro provocado pela doença, o que explicaria um aumento da percepção de fadiga de natureza central.

A fadiga periférica também parece ser potencializada pela Covid-19. Os autores descrevem os efeitos de proteínas inflamatórias como a IL-6, muito aumentadas pela Covid, que prejudicam o metabolismo das células musculares, provocando perda de massa muscular (sarcopenia).

+ O que é sarcopenia? Creatina e exercícios podem ajudar a evitar perda de massa muscular

Esses achados devem ser do conhecimento de pacientes em fase de recuperação e principalmente dos profissionais das ciências do esporte, que terão pela frente a responsabilidade de orientar o período de recuperação de tanta gente que foi acometida pela doença.

fonte: globoesporte.globo.com

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Até o momento, outros quatro imunizantes já trouxeram a público resultados da última fase de testes clínicos, com eficácia que varia entre 62% e 95%. Agora, anunciou-se que a Coronavac chegou a no mínimo 50% de eficiência – o mínimo estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para vacinas contra o novo coronavírus. Nessa hipótese, só uma a cada duas pessoas ficará protegida da doença ao receber a dose da vacina. A outra continuará suscetível ao novo coronavírus.

Cientistas explicam que nenhum imunizante é 100% eficiente. O grau de eficácia, no entanto, é importante para definir qual a cobertura vacinal será necessária para, de fato, frear a doença. No caso de eficácia mínima para a covid, mesmo se toda a população recebesse a dose, não haveria certeza de queda na transmissão do vírus. “O índice de 50% foi estabelecido porque há uma pandemia e os especialistas não acreditavam que se conseguiria tão rapidamente chegar a uma vacina eficaz”, afirma o médico imunologista Jorge Kalil, professor da Faculdade de Medicina da USP e diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor). “Mas é uma eficácia baixa, em tempo normais não seria utilizado como vacina.”

Para o cientista, um eventual resultado de 50% não daria “tranquilidade” para a população. “Continua sendo necessário manter os cuidados pessoais”, diz. “Ainda assim, a transmissão poderia ser crescente. É preciso saber, por exemplo, qual a eficiência em diferentes grupos etários. Em vacinas feitas com vírus inativado, como a Coronavac, frequentemente a eficácia diminui para pessoas maiores de 65 anos.”

Segundo Kalil, imunizantes tradicionalmente usados em campanhas de vacinação no País, como sarampo e febre amarela, apresentam eficácia superior a 95%. A exceção é a da gripe – produzida anualmente com os três tipos de vírus mais comuns em circulação. “Às vezes, essa baixa eficácia acontece porque há muita cepa da gripe circulando concomitantemente”, afirma. “Não é o caso do coronavírus que, até agora, não se conseguiu mostrar que as mutações genéticas têm impacto na imunização.”

Outra vacinas

Em novembro, a Pfizer e a BioNTech anunciaram a conclusão da fase 3 dos testes clínicos da vacina contra a covid. Segundo as empresas, o imunizante apresentou uma eficácia de 95% e não registraram efeitos colaterais graves. Com o resultado, ela já está sendo aplicada em países como Inglaterra e Estados Unidos. Diferentemente da Coronavac, a vacina BNT162 é feita com tecnologia de RNA mensageiro. Ela traz as informações genéticas específicas da proteína do vírus que pode desencadear a resposta imune no corpo.

Esse mesmo princípio foi usado também pela Moderna, que no mesmo mês relatou eficácia preliminar de 94,5%. Vacinas de RNA são consideradas de terceira geração, modernas e fáceis de fazer. A contrapartida é que a molécula de RNA é muito instável e precisa ser mantida em temperaturas extremamente frias, de – 70°C, o que torna um desafio a sua conservação em países de baixa renda.

Já a Sputnik V, do Centro de Epidemiologia e Microbiologia Nikolai Gamaleya, é aplicada na Rússia desde o início do mês. Segundo o governo russo, a eficácia seria de 91,4%. No Brasil, os governos estaduais do Paraná e da Bahia já firmaram contratos individuais com o instituto para a aquisição do imunizante.

Outra vacina com resultados conhecidos é a da Universidade de Oxford, desenvolvida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, mas sobre a qual ainda pairam incertezas. Inicialmente, pesquisadores chegaram a divulgar eficácia de 90%. O resultado, contudo, seria apenas para um pequeno grupo de voluntários. No maior, o índice foi de 62%.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Datafolha aponta que 22% dos brasileiros não pretendem se vacinar, contra 9% em agosto. Crescimento coincide com campanha de Bolsonaro contra imunizante promovido pelo governo de SP.

(Photo by Igor Golovniov / SOPA Images/Sipa USA)

O número de brasileiros que não pretendem tomar uma vacina contra o novo coronavírus aumentou, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (12/12). O levantamento aponta que 22% dos entrevistados afirmaram que não pretendem se vacinar. Outros 73% disseram que querem tomar a vacina. E 5% declararam que não sabem.

O percentual de brasileiros que não querem tomar a vacina é significativamente mais alto do que no último levantamento do Datafolha. Em agosto, 9% afirmaram que não pretendiam se vacinar, contra 89% que eram favoráveis.

O Datafolha aponta ainda que a resistência à vacinação não tende a variar muito em diferentes grupos, seja pelo recorte de sexo, idade, escolaridade ou renda mensal. No entanto, o Instituto aponta que a desconfiança em relação à vacina é maior entre os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Brasileiros que afirmam sempre confiar no presidente Bolsonaro tem inclinação a se vacinar menos.

Segundo o Datafolha, 33% dos brasileiros que afirmaram sempre confiar no presidente Bolsonaro apontam que não vão se vacinar. O número cai para 16% entre aqueles que dizem nunca confiar no presidente.

O jornal Folha de S.Paulo, que divulgou a pesquisa Datafolha, aponta que o levantamento foi feito justamente em meio à chamada “guerra da vacina”, que envolveu Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Nas últimas semanas, redes bolsonaristas têm intensificado ataques ao governador paulista, que ao longo da pandemia colocou em prática um plano para importar e fabricar localmente uma vacina desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, a Coronavac.

Até o momento, a vacina promovida pelo governo de São Paulo é a que está mais avançada para uso em massa no Brasil. Doria já afirmou que pretende começar a vacinação no fim de janeiro.

Já o governo federal, que até o momento não apresentou um plano viável de imunização em curto ou médio prazo ou garantiu um leque diverso de vacinas, não tem disfarçado seu desdém pela Coronavac. Bolsonaro chegou até mesmo a celebrar publicamente a interrupção temporária dos testes da Coronavac em novembro, após a morte de um voluntário, em circunstâncias não relacionados ao experimento. No final de novembro, Bolsonaro também disse que não pretende tomar a vacina.

Protesto contra Doria em São Paulo. Bolsonaro tem alimentado movimento

Ao longo da pandemia, o presidente minimizou repetidamente a covid-19, que já provocou mais de 180 mil mortes no Brasil. Ele também apostou na promoção de tratamentos sem eficácia científica contra a doença, como a aplicação de hidroxicloroquina, deixando a compra de vacinas em segundo plano.

No momento, a Coronovac está na fase final de testes. A atitude do governo federal levantou o temor que a Anvisa, agência reguladora federal responsável por aprovar o uso de vacinas, sofra interferência de Bolsonaro e atrase o processo de autorização.

O Datafolha também apontou que em meio à ofensiva de Bolsonaro contra a Coronavac, a população brasileira demonstrou mais resistência a uma vacina desenvolvida na China. Segundo o levantamento, 50% dos brasileiros afirmaram que não tomariam uma vacina que tem origem no país asiático. A resistência é menor em relação a imunizantes produzidos em países ocidentais. No caso de uma vacina dos EUA, a resistência é 23%. Em relação a uma vacina britânica, 26%. Nos últimos meses, redes bolsonaristas têm chamado a Coronavac, que começou a ser produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, ligado ao governo paulista, de “vachina” e espalhado até mesmo mentiras delirantes sobre o imunizante ser um mecanismo disfarçado de controle da mente.

O Datafolha apontou ainda que a maioria dos brasileiros (56%) disse ser favorável que a vacina seja obrigatória para toda a população. Outros 43% são contrários à obrigatoriedade.

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A pneumonia é uma das complicações mais frequentes nos casos mais graves de Covid-19. Mas, apesar de guardar semelhanças com a pneumonia clássica, ela apresenta características diferentes e que demandam mais cuidado. 

Leia a entrevista e compartilhe conhecimento.

1 – Quais os agentes causadores da Covid-19 e da pneumonia clássica? Quais as semelhanças entre essas doenças?

O agente da Covid-19 é coronavírus 2 (SARS-CoV-2) e a pneumonia pode ocorrer quando se é contaminado por ele, o que nem sempre ocorre. Já a pneumonia clássica, que podemos chamar de pneumonia adquirida na comunidade, tem como causa mais comum a bactéria pneumococo, além de outros vírus e outras bactérias.

Em ambos os casos, o quadro de pneumonia pode ser precedido por sintomas na vias aéreas superiores, como congestão e secreção nasal, dor de cabeça e tosse (seca ou produtiva), com características diferentes a depender da doença. A febre também é comum e tem cursos, evolução e complicações distintas, conforme cada uma.

2 – E as diferenças entre elas?

As diferenças estão na evolução dos sintomas, nas complicações e nas características dos exames complementares solicitados (laboratoriais e de imagem).

Cerca de 20% dos casos de Covid-19 complicam para síndrome respiratória aguda grave e/ou complicações de coagulação. Há possibilidade também de complicações neurológicas e cardíacas.

A pneumonia clássica, especialmente a provocada por pneumococo, evolui muito raramente para insuficiência respiratória, pois tem tratamento específico com antibióticos e vacinação. Já a pneumonia por influenza tem tratamento antiviral e, igualmente, vacina, que deve ser administrada anualmente.

3 – Quando a Covid-19 provoca um quadro de pneumonia, ela é diferente de outros tipos de pneumonia? Como? Por quê?

Sim. Além de ter alta transmissibilidade, o curso clínico da Covid-19 é mais arrastado e com sintomas diferentes: a tosse seca (pouco produtiva) e a febre persistente e associada à falta de ar são sinais de alerta.

Enquanto a Covid-19, nos exames de imagem, acomete mais a periferia e os terços inferiores dos pulmões, dando uma imagem semelhante a vidro despolido, a pneumonia bacteriana clássica promove consolidação com o desenho dos brônquios, acometendo um lobo ou mais. O quadro laboratorial também tem algumas características diferentes, como marcadores não específicos de inflamação chamados PCR , D-dímero e a diminuição de leucócitos e/ou linfócitos no sangue.

As complicações hematológicas podem incluir tendência à trombose e demandar o uso de anticoagulantes com dose para tratamento. Alguns pacientes têm complicações neurológicas, como a diminuição do olfato, e cardiológicas, como a miocardite.

4 – Que sintomas devem provocar a ida do paciente ao hospital? Quando procurar ajuda?

O paciente deve ter auxílio de serviço médico até mesmo à distância quando houver sintomas de mal-estar, prostração, dor muscular, perda do apetite, do olfato, tosse e febre.

Na persistência da febre associada à tosse e falta de ar, é preciso procurar a Emergência hospitalar para atendimento clínico e realização de exames laboratoriais e de imagem do tórax. Aqueles que conseguem ser monitorados em casa com oxímetro de pulso também devem procurar o hospital caso a oxigenação se mantenha menor que 94%.

5 – Como se dá o diagnóstico para diferenciar os quadros e ter certeza da doença que o paciente apresenta?

Com avaliação clínica, laboratorial (com pesquisa do PCR-RT viral para Covid-19) e exames de sangue. Pode-se realizar também o painel viral simplificado ou estendido para outros vírus.

Exames de imagem do tórax, principalmente a tomografia, podem mostrar características típicas da pneumonia por Covid-19 ou de outros agentes, ajudando no diagnóstico diferencial e na identificação da evolução e gravidade da doença.

6 – Os tratamentos para essas duas doenças são similares?

Não, são muito distintos. Para a pneumonia adquirida na comunidade, mais comumente bacteriana, existe antibiótico específico. Temos também vacina dada em 3 doses, com intervalos de 6 a 12 meses e 5 anos, respectivamente.

Por ora, ainda não está definido tratamento específico para Covid-19, apesar de vários medicamentos em estudo e testados nas diferentes formas de apresentação da doença: leve, moderada ou grave. Esperamos, em breve, uma definição do tratamento específico.

Por ora, o tratamento na doença mais leve é a quarentena por pelo menos 14 dias ou até 72 horas do término dos sintomas e da febre com medicação sintomática, analgésicos e antitérmicos, boa hidratação e alimentação. O ideal seria ter 2 testes de PCR-RT viral negativos para saída da quarentena.

Se o paciente necessita de internação e apresenta complicações como insuficiência respiratória, o tratamento inclui oxigenoterapia e suporte ventilatório invasivo ou não invasivo em terapia intensiva, além de anticoagulação plena em casos graves específicos. Foram testadas drogas antivirais usadas em outras viroses, como o HIV; cloroquina; antibióticos como a azitromicina; medicação biológica; e anti-interleucina-6 (como tocilizumabe), usada em pacientes com doença reumatológica, porém todos sem evidência científica confirmada. Ainda está em teste o tratamento com soro convalescente.

Fonte: santalucia.com.br

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O surgimento e a disseminação da COVID-19 pegaram o mundo de surpresa e, por isso, a doença ainda é pouco conhecida. Os profissionais de saúde sabem que se trata de uma infecção respiratória causada pelo novo coronavírus e que pode evoluir para uma pneumonia grave e insuficiência respiratória, principalmente nos grupos de risco, como idosos e doentes crônicos.

Formas eficientes de tratamento, vacinas para prevenção e possíveis sequelas da doença ainda estão sendo estudadas. Até mesmo os sintomas podem confundir o diagnóstico, já que se manifestam de formas diferentes em cada pessoa contaminada pelo vírus. Saiba em que situações é necessário adotar o isolamento social ou buscar ajuda médica:

COVID-19 leve ou moderada

Os sintomas são como o de um resfriado, sem muitas complicações. Como muitos casos suspeitos no Brasil não são testados, não dá para saber o número exato de pessoas com esse grau da doença. A boa notícia é que cerca de 80% dos pacientes diagnosticados apresentam COVID-19 leve ou moderada, quando não há necessidade de internação hospitalar, de acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia.

SINTOMAS    

 

 

O tempo de recuperação da COVID-19 leve ou moderada é de até 14 dias, com sinais mais intensos na primeira semana. Nas pessoas que pertencem ao grupo de risco (idosos, pessoas com outras doenças e gestantes), a doença pode evoluir para um quadro mais grave nesse período.

Caso apresente qualquer um desses sintomas, siga a recomendação do Ministério da Saúde de isolamento social por 14 dias. Evite contato físico com pessoas que estiverem saudáveis, mesmo dentro de casa, e faça repouso.

 COVID-19 grave

Cerca de cinco dias após os primeiros sinais da doença, o paciente pode apresentar complicações graves, como febre alta e persistente e piora na dificuldade para respirar, sintomas que podem indicar a evolução para uma pneumonia. Geralmente, esse agravamento requer internação. O exame de tomografia detecta alterações nos pulmões provocadas pelo novo coronavírus.

 SINTOMAS DE ALERTA PARA PROCURAR ASSISTÊNCIA MÉDICA:

Estes sinais devem ser observados atentamente, pois nem sempre haverá presença de falta de ar e febre. Muitas vezes, outros sintomas podem sugerir que o vírus está causando danos ao seu pulmão, ao coração e até mesmo ao cérebro, o que pode estar relacionado com baixa oxigenação, inflamações e tromboses, quadros que vêm sendo observados nas infecções mais severas:

Algumas dessas formas graves evoluem com necessidade de internação em UTI, e auxílio de aparelhos para respirar (ventilação mecânica) – quadro classificado como Síndrome Respiratória Aguda Grave. O tempo estimado de tratamento em UTI é de 12 dias, e o período de recuperação leva de três a seis semanas. Nestes casos o vírus pode permanecer por mais tempo em atividade e, portanto, o período de isolamento deve superar os 14 dias.

Algumas pessoas, mesmo contaminadas pelo coronavírus, não apresentam sintomas. Neste grupo também temos aqueles considerados pré-sintomáticos, isto significa que desenvolverão sinais e sintomas da COVID-19 em alguns dias. 
Estes casos podem potencializar a disseminação da doença, uma vez que estes indivíduos podem transmitir o SARS-Cov-2 mesmo sem apresentar sintomas. Por isso a importância do isolamento social, do uso de máscaras ao sairmos na rua e da higienização redobrada das mãos, superfícies e dos objetos pessoais.

Fonte: painel.programasaudeativa.com.br

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O Reino Unido se prepara para a imunização em massa contra a covid-19 com a vacina produzida pelo laboratório americano Pfizer. Se o mesmo estivesse para acontecer no Brasil, à parte os problemas de logística e as dimensões continentais do país, não haveria doses suficientes para boa parte da população – essa é uma das conclusões de um levantamento feito pela empresa alemã especializada em dados de mercado e consumidores Statista.

Entre os 12 países listados no ranking dos mais bem preparados, o Canadá ocupa o primeiro lugar, com 9,5 doses por pessoa (lembrando que a aplicação das vacinas é fracionada em duas doses), seguido do Reino Unido e da Austrália. O Brasil ocupa o nono lugar, à frente apenas da Indonésia, do México e da Suíça (que conta apenas com meia dose por habitante).

 

Os dados usados foram coletados pela Organização das Nações Unidas (ONU), pela Universidade Duke e pelo Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat).

Sem CoronaVac

O Ministério da Saúde (MS) divulgou que o Brasil já tem, garantidas, 142,9 milhões de doses de imunizantes contra a covid-19 (100,4 milhões produzidas pela Fiocruz e o laboratório AstraZeneca, e 43,5 milhões da Covax Facility). Não foram contabilizadas as 60 milhões de doses da vacina CoronaVac, do laboratório Sinovac Biotech, que mantém acordo com o Instituto Butantan, em São Paulo.

O Ministério da Saúde desconsiderou os lotes de vacina CoronaVac contratados pelo governo de São Paulo.

O Ministério da Saúde desconsiderou os lotes de vacina CoronaVac contratados pelo governo de São Paulo.Fonte:  Xinhua/Zhang Yuwei 

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, “o ideal seria contar com uma vacina que possa ser ministrada em dose única e transportada em temperaturas até 8°C” – isso descartaria as vacinas genéticas (as da Pfizer e da Moderna, as mais adiantadas, exigem temperaturas de – 70°C).

A vacinação deverá seguir o cronograma em quatro etapas. Os primeiros a serem imunizados serão trabalhadores da saúde, idosos a partir de 75 anos, pessoas a partir de 60 anos que vivem em instituições, e população indígena.

A seguir serão vacinados idosos entre 60 e 74 anos; indivíduos com comorbidades que podem agravar a doença (como portadores de doenças renais crônicas ou cardiovasculares); por fim, professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e população carcerária.

Fonte: Exame, Ministério da Saúde e Tecmundo

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A farmacêutica norte-americana Moderna anunciou na segunda-feira o pedido de utilização de emergência da sua vacina para a covid-19 aos reguladores do medicamento europeu e norte-americano.

A empresa revelou ainda que os resultados finais dos testes clínicos da vacina contra o novo coronavírus indicam uma eficácia de 94,1%. Nos casos mais graves, a eficácia geral é de 100%.

A eficácia e a segurança demonstrada pela vacina – que suscitou efeitos secundários temporários semelhantes a sintomas de gripe – cumprem os requisitos da agência norte-americana, a FDA, para uma autorização de uso de emergência ainda antes de toda a fase de testes estar concluída.

A Agência Europeia do Medicamento também já manifestou abertura para autorizar o uso do fármaco.

Em comunicado, a Moderna aponta que a análise primária de eficácia incluiu 196 pessoas que adoeceram – 30 das quais gravemente -, mas 185 estavam no grupo que tomou o placebo, ou seja, não tomaram a vacina mRNA-1273.

Assim, a Moderna conta pedir uma autorização de uso de emergência à FDA e uma autorização de introdução no mercado condicional à Agência Europeia do Medicamento. Além disso, vai apresentar à Organização Mundial de Saúde um procedimento acelerado de registo da vacina.

Caso obtenha autorização da FDA, a Moderna espera ter prontas 20 milhões de doses da vacina no fim do ano para os Estados Unidos. Como a vacina precisa de duas doses, isso significa que dez milhões de pessoas poderão ser imunizadas.

Fora dos Estados Unidos, a empresa já afirmou que poderá uma quantidade significante de vacina na Europa no primeiro trimestre de 2021.

A vacina da Moderna, tal como a da Pfizer, usa uma parte do código genético de uma proteína que reveste o novo coronavírus. Quando introduzido no corpo humano, leva-o a produzir essa proteína, treinando o sistema imunitário para reagir e reconhecê-la se entrar em contacto com o vírus.

A vacina não precisa de temperaturas negativas de 70 graus, como é o caso da Pfizer, possibilitando transporte e armazenamento mais baratos e acessíveis para áreas rurais ou economias em desenvolvimento.

Leia mais: zap.aeiou.pt

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