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Estilo de vida

Por Bruno Carone*

Recentemente, tive conhecimento de dois dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios) que chamaram muito a minha atenção. O primeiro é que a cada grupo de dez famílias, em média, apenas duas costumam viajar para fora do seu ambiente habitual ao longo do ano. Além disso, entre as que declararam que não viajam, 48% revelaram que o motivo é a falta de dinheiro.

O dado me preocupa porque, muito mais do que um simples passeio, viajar é ter a oportunidade de sair da rotina, é uma forma de autocuidado e de busca pelo bem-estar e por tempo com nós mesmos ou com quem é importante para nós. Há destinos com poder de minimizar nosso estresse, potencializar a nossa criatividade ou ampliar a nossa cultura, entre tantos outros benefícios.

Do ponto de vista corporativo, acredito fortemente que o profissional que tem um período de descanso de qualidade tende a voltar mais motivado para o trabalho. Isso, seja nas férias, após um dia de expediente, no final de semana ou em algum período de folga pré-estabelecida com o gestor. Além disso, se essa desconexão das obrigações profissionais é genuinamente incentivada e respeitada pela organização, estou certo de que os melhores talentos pensarão, pelo menos, duas vezes antes de se abrir para o mercado e deixar um ambiente tão acolhedor assim.

No meu entender, essa preocupação ganha um caráter ainda mais genuíno quando direcionada do mesmo grau a profissionais de todos os níveis hierárquicos, dos mais operacionais aos mais estratégicos, entendendo que todos os cargos e funções são necessários para fazer a operação se manter ativa. Do contrário, posições simples que apoiam muitos profissionais e muitas áreas não existiriam.

O bem-estar do colaborador deve estar no radar do RH não só por uma necessidade vital do ser humano, mas também por esse momento pós-pandemia em que as pessoas estão seriamente repensando seus propósitos e rumos da carreira. De acordo com dados do Page Group, 53,3% dos profissionais da América Latina estão dispostos a se abrir para o mercado, o que tem impulsionado 41,3% dos empregadores entrevistados a se movimentarem para oferecer benefícios atrativos combinados com remuneração competitiva.

Diante da necessidade de inovar na atração e retenção de profissionais, minha recomendação é a oferta de benefícios diferenciados, ou seja, aqueles que permitem que o colaborador tome decisões dentro do que foi ofertado. Pode ser, por exemplo, um incentivo para o profissional viajar, permitindo que, além de democratizar o descanso para todos os níveis hierárquicos, o colaborador decida como, quando e onde quer descansar. É possível, ainda, dar incentivos para ações educacionais e ou para o cuidado com o corpo e a mente. O céu é o limite.

A grande questão aqui é que os profissionais de talento não estão mais dispostos a serem tratados como números de registro dentro da organização. Eles querem ser vistos e valorizados como pessoas que são. O melhor é que eles encontrem isso no seu negócio. Mas se isso não acontecer, diante do conceito anywhere office, eles vão atrás disso em outra parte do mundo. Pode aposta


*Bruno Carone é  co-fundador do Férias & Co

Beber bastante líquido ao longo do dia, no mínimo 2 litros de água.

Alimentação é fonte de energia. Quem se alimenta bem, de forma equilibrada, tem rendimento melhor, mais disposição para enfrentar o dia e rendimento satisfatório nas tarefas cotidianas e no ambiente profissional.

Assim como é preciso obedecer a certos critérios para fazer uso racional da energia elétrica no dia a dia, para evitar gastos desnecessários e um alto preço a pagar futuramente, também é recomendável criar hábitos saudáveis para nutrir o corpo, sem excessos nem desperdícios.

Mas, apesar de ser um dos pilares da vida saudável, não é só a alimentação que deve ser observada para garantir bem-estar. É preciso mexer o corpo, repousar e, também, reavivar a mente.

Abaixo, sete dicas de cuidados com a saúde, que vão deixar seu dia com muito mais energia. Confira:

  1. Beber bastante líquido ao longo do dia, no mínimo 2 litros de água.
  2. Dormir bem, cerca de oito horas por noite. Não deixar a TV ligada, evitar mexer no celular, desligar aparelhos que emitam ruídos ou luzes, capazes de interferir e prejudicar o repouso.
  3. Fazer exercícios físicos com regularidade (pelo menos, três vezes por semana). Não precisa ser uma rotina atlética, apenas pôr o corpo para funcionar: caminhada, pedalada, corrida, academia… O que for mais conveniente à rotina.
  4. Alimentação é combustível. Quanto melhor a qualidade, melhor o nosso desempenho. Verduras, legumes, frutas, sementes, grãos, carnes magras, peixes, pouco sal e açúcar, tudo para uma nutrição equilibrada e saudável. Comer na medida da fome, sem excessos é recomendável também, assim como evitar alimentos ultraprocessados e refrigerantes.
  5. Fazer checkup regularmente e ter em dia os exames preventivos.
  6. Manter atualizada a carteira de vacinação.
  7. Fazer atividades que sirvam de respiro à correria do dia a dia: leitura, música, passeios ao ar livre, conversa com amigos (sempre observando os protocolos sanitários por conta da pandemia) e outras atividades lúdicas.

Fonte SOL: Empresa brasileira de sustentabilidade e energia solar que, através de custos acessíveis, está democratizando a energia sustentável no País. 

Por Helen Mavichian* 

Quando ouvimos falar sobre Educação Positiva é comum relacionarmos unicamente à educação tradicional, com aprendizados voltados, por exemplo, a etapas como a alfabetização. Apesar de estar alinhada com essa etapa, o conceito é muito mais amplo do que se imagina. Esta é, acima de tudo, uma maneira de educar que tem como principal objetivo a busca pelo equilíbrio entre estabelecer limites firmes e incentivar a liberdade e autonomia das crianças. Trata-se de um tipo de educação fomentado no afeto, compreensão, respeito e aprendizado mútuo, considerando a voz da criança e suas vontades. 

Em uma sociedade na qual as “palmadinhas” são vistas como método de ensino, a Educação Positiva pode soar até mesmo subversiva. No entanto, trata-se de um método que compreende que o relacionamento saudável com uma criança não pode se fundamentar em castigo e chantagens. O objetivo aqui é dar autonomia e aumentar a autoconfiança, fazendo com que haja uma resposta positiva não somente na parte socioemocional, mas em aspectos cognitivos também, tornando a relação pais-filhos mais saudável. 

Naturalmente, a Disciplina Positiva, como também é chamada a Educação Positiva, engloba as diferentes fases da vida de uma criança, e isso inclui aspectos como a alimentação. Em momentos como a introdução alimentar, muitos pais podem encontrar desafios e se sentir desestimulados. Proporcionar um momento prazeroso, interessante e divertido pode auxiliar tanto no desenvolvimento do paladar quanto no processo de se alimentar como um todo. 

Tudo isso sempre adequando-se à idade da criança. De zero a dois anos, é preciso levar em consideração que os reflexos neurológicos são ainda bem básicos. É nesse período que o bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio. A inteligência é prática e as noções de espaço e tempo são construídas pela ação. Por isso, é importante atrair a atenção do bebê para aquele momento sem exagerar nos estímulos. Um ambiente com sons e imagens em excesso, por exemplo, faz com que o alimento em si seja pouco atraente e, por consequência, menos apreciado.

Permitir ao bebê ter contado com a textura do alimento e deixar com que ele o saboreie dentro do seu tempo contribui para que esse seja um momento estimulante. Devemos lembrar sempre que o desenvolvimento cognitivo depende do envolvimento de várias funções diferentes. Se um ambiente caótico e estressante torna a alimentação desagradável para um adulto, que dirá para quem está descobrindo o ato de se alimentar. 

Outro aspecto importante é o diálogo. Ordenar que a criança coma ou fazer chantagens como “você só voltará a brincar se comer” torna o momento estressante, o que pode fazer com que ela o associe a algo negativo. Como tudo na Educação Positiva o grande aliado é a conversa, o cuidado no tom de voz e a maneira de fazer com que o interesse seja despertado de uma maneira tranquila e harmoniosa. Um exemplo disso é mostrar opções ao bebê e deixar que ele as explore dentro do seu tempo e interesse. 

De maneira geral, o que aprendemos constantemente ao aplicarmos a Educação Positiva – não somente na alimentação, mas no desenvolvimento como um todo – é que estabelecer conexões saudáveis com os filhos faz com que eles obtenham resultados muito mais positivos. Para isso, é importante que a criança tenha acesso aos materiais e ao espaço para que ela possa se apropriar dos estímulos necessários, assim como encontrar diversão nesses momentos. 

Os seres humanos estão em constante evolução e a nossa maneira de transmitir aprendizados também. Um método novo ou distante do tradicional pode ser inicialmente visto com desconfiança, mas é ele que pode determinar o crescimento feliz e saudável de uma criança de uma maneira leve tanto para ela quanto para os pais.

 

* Helen Mavichian é Psicoterapeuta especializada em crianças e adolescentes e Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. É graduada em Psicologia, com especialização em Psicopedagogia. Pesquisadora do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Possui experiência na área de Psicologia, com ênfase em neuropsicologia e avaliação de leitura e escrita. 

O termo workaholic tem caído cada vez mais em desuso. Em um passado recente, era considerado de ‘respeito’ o profissional que trabalhava de forma excessiva nas organizações e que, quase nunca, conseguia tempo para seus compromissos pessoais. Hoje, ao contrário, o equilíbrio é muito valorizado. Há pesquisas que comprovam que ele promove felicidade e mais produtividade, pois o indivíduo consegue transitar, de forma adequada, por todas as esferas da vida: pessoal, profissional e espiritual.

De acordo com David Braga, CEO, board advisor e headhunter da Prime Talent, ao longo da carreira há fases em que é necessário se dedicar arduamente a tarefas profissionais, mas isso não precisa se transformar em rotina. “Manter o expediente por longos períodos, inclusive extrapolando os horários de descanso e fins de semana, não significa estar sendo produtivo. Outro ponto a ser avaliado é que a vida é muito mais do que apenas trabalhar e pagar boletos, não é verdade?”, diz.

Para o headhunter, que também é professor da Fundação Dom Cabral e conselheiro da Associação Brasileira de Recursos Humanos – seção Minas Gerais (ABRH MG), a gestão da rotina profissional, com equilíbrio e coerência, é de responsabilidade individual. Segundo ele, se o profissional não estabelece rotinas para si, as empresas acabam criando novas demandas e tarefas e o workaholic se vê atolado, pois quer “abraçar o mundo”.

“Claro que o bom colaborador deve estar sempre aberto a aceitar novos desafios e projetos em sua carreira, desde que consiga, na prática, conciliar com tarefas já preestabelecidas. Quando ele vai absorvendo novas atividades, sem respeitar o próprio limite, o corpo grita. Não à toa, o Brasil desponta nos índices de burnout, a famosa Doença do Século, que tem levado muitos profissionais à estafa mental”, acrescenta. Assim, perdem as corporações e os colaboradores.

David Braga, CEO da Prime Talent. Foto divulgação

Entre as orientações que o especialista em carreira elenca estão:

  • Priorizar o que é urgente em detrimento do importante;
  • Segmentar o que você precisa entregar;
  • Reavaliar se o que tem feito, hoje, produzirá resultados para o futuro;
  • Não criar ou manter a cultura do “tudo para ontem” – esse tipo de ambiente gera estresse, fica tóxico, adoece as pessoas e cria o sentimento de incompetência ou de incapacidade;
  • Fazer uma autorreflexão: se você está em uma empresa da qual não compactua com os valores, o que ainda faz aí? Sua opinião não é escutada ou você não é valorizado no emprego, o que tem feito para alterar esse contexto? Trabalha de forma excessiva? Reveja seu dia a dia;

“Antes de ter uma crise de burnout, promova mudanças na sua rotina para obter mais qualidade, assertividade e até mesmo produtividade. A vida pede atitude, mas também leveza. Viver com equilíbrio mostra sabedoria, especialmente porque já percebemos que a vida é curta. E, lembre-se: profissionais de sucesso assumem o controle de suas vidas – criam caminhos para mudar aquilo com o que não concordam ou que os deixa insatisfeitos. Já os demais – ou os medianos – o que fazem? Preferem deixar a vida passar por meses ou anos”, acrescenta Braga.

Segundo ele, na atualidade, e cada vez mais, as pessoas têm buscado o equilíbrio, afim de conseguir dar conta de todas as esferas da vida – profissional, pessoal e espiritual. “Saiba que você está exatamente onde batalhou para estar. E se não estiver contente com a situação, crie novas formas e maneiras para mudar este cenário. Como sabiamente disse o físico Albert Einstein: ‘A vida é como andar de bicicleta. Para manter em equilíbrio é preciso se manter em movimento’”, conclui.

 

*Edna Vasselo Goldoni

Nem precisamos dizer que carregamos esse excesso de responsabilidades por conta dos anos em que fomos consideradas as únicas responsáveis pelo zelo com a família.

Mesmo depois de avançarmos para o mercado de trabalho, continuamos acumulando tarefas. Hoje o cenário já é melhor, uma nova geração de homens e mulheres já se entendem na divisão das rotinas da casa. Mesmo assim, ainda temos muitos lares em que isso não acontece.

Além disso, o mundo acelerou demais, a tecnologia deu saltos e somos cada vez mais cobrados para entregar tudo muito mais rápido.

Diante deste contexto e para tentar dar conta, uma tarefa sempre impossível, corremos o risco de cair na “cultura do imediatismo”.

Edna Vasselo Goldoni é Presidente e Fundadora do Instituto Vasselo Goldoni | CEO Vasselo Goldoni Desenvolvimento Humano, aliada da ONU Mulheres e Idealizadora do Programa Mentoria Colaborativa Nós por Elas

O que é a cultura do imediatismo?

Esse termo foi criado pelo professor Douglas Rushkoff, da New School University de Manhattan. Ele popularizou o conceito quando o apresentou em seu livro “Choque do presente: quando tudo acontece agora”, lançado em 2013.

A cultura do imediatismo é um comportamento progressivamente ansioso e desconectado das pessoas. Uma pessoa imediatista ignora o passado e vê o futuro como incerto. O problema principal é se fechar para as lições do passado e não planejar o futuro.

Com o avanço da tecnologia e das redes sociais, temos a impressão de que tudo é para agora. Nada pode esperar. O simples fato de ficarmos minutos sem sinal de internet ou de esperar um pouco mais pelo download de um arquivo, nos tira do eixo.

E isso nos torna pessoas demasiadamente ansiosas, porque além das demandas crescentes, ainda temos que dar conta de fazê-las num prazo irreal.

Quem se torna uma pessoa com esse tipo de comportamento terá dificuldades de se relacionar com os outros, podendo desencadear ansiedade e depressão ao longo do tempo.

Quais as características de uma pessoa imediatista?

  • Apego aos conteúdos das redes sociais, não suportando ficar longe do seu smartphone, por exemplo.
  • Pautam suas vidas pelo que veem as outras pessoas postando.
  • Dificuldade para lidar com frustrações.
  • Transfere a satisfação instantânea das redes para a vida pessoal, relacionamentos, saúde, bem-estar e outros assuntos que muitas vezes demoram mais tempo para serem resolvidos.
  • Baixa capacidade de refletir sobre os problemas e desafios.
  • Como não tem tempo para pensar, as decisões sempre são tomadas com base em análises superficiais.

E esse comportamento pode prejudicar significativamente a nossa vida e saúde mental.

Mas como mudar esse comportamento?

É preciso pedir ajuda e nesse caso o ideal é se consultar com um psicólogo para iniciar um tratamento, pois a mudança não acontece rapidamente, é um processo e para isso, é preciso ter paciência. Baita desafio para quem é imediatista.

A meditação pode ajudar muito, já que é uma prática que possibilita o aumento da atenção e da memória, e a diminuição do estresse e da ansiedade.

O autoconhecimento também é fator decisivo nessa jornada, pois nos conhecendo melhor, mais tolerantes seremos com nossos problemas e com os outros.

A partir dessas práticas será possível desenvolver relacionamentos mais saudáveis e reduzir o sofrimento imposto pelo imediatismo.

Como o imediatismo afeta a sociedade

Para o sociólogo Zygmunt Bauman, que criou o conceito de “Modernidade Líquida”, imediatismo e educação não combinam.

Onde predomina o imediatismo, perde espaço a educação. O estudar e se aprofundar em qualquer tema, perde para as informações fragmentadas que estão disponíveis num clique. E gera acomodação e satisfação momentânea com o superficial, tornando tudo o que demanda mais tempo, atenção, estudo, mais difícil.

Esse comportamento pode prejudicar uma sociedade que não vê mais a educação como alavanca de crescimento e o prejuízo será perceptível no longo prazo.

Muitas vezes até parece bom ser imediatista

O imediatismo é uma realidade na sociedade atual e nos exige ser cada vez mais produtivos e ágeis, o que pode facilmente nos vender a falsa ideia de que se não for assim, estamos fadados ao fracasso, mas é o contrário.

Podemos ter sérios problemas de relacionamento no trabalho e estagnação da sua carreira. Sem contar os problemas com nossa saúde mental, como já falei aqui.

Por isso, meu conselho é equilíbrio sempre! Muitas vezes temos de ser rápidos, mas podemos dosar a nossa rotina com pausas, com a leitura de bons livros, com intervalos programados para desacelerar, enfim, cada um sabe o que melhor lhe cabe.

Sendo assim, desejo que o recesso entre Natal e Ano Novo seja de muito descanso, e que seu planejamento para o próximo ano contemple também ações de reflexão profunda e bem-estar.

E que com isso, você conquiste todos os seus objetivos.

 


Fontes: FIA – Cultura do Imediatismo, Revista Exame, Zygmunt Bauman – Modernidade Líquida e IBC – Instituto Brasileiro de Coaching.

 *Edna Vasselo Goldoni é fundadora e presidente do Instituto Vasselo Goldoni, CEO da Vasselo Goldoni Desenvolvimento, HR Influencer 2021 – 1º lugar no Brasil; membro honorário e vitalício da All Ladies League Global Network (Soul Sister), única mulher indicada ao Prêmio TOP OF MIND Profissional de Vendas, sendo finalista em três Edições; representou o Brasil no Congresso Mundial da ONU Mulheres em 2016.

Sobre Instituto Vasselo Goldoni

O IVG é um Instituto que promove Programas de Ação Social sem fins lucrativos, fundado em 7 de novembro de 2017 e tem como missão incentivar e difundir a equidade de gênero, a sororidade, a reintegração e o respeito à diversidade, cultivando e desenvolvendo em suas ações, os valores da autoconfiança, da resiliência e da superação para motivar mulheres e homens a serem protagonistas de histórias inspiradas nos mais nobres e elevados ideais e, juntos, construírem uma sociedade em que prevaleçam a justiça, a paz e o progresso para todos. Para mais informaçoes, acesse  IVG – Instituto Vasselo Goldoni (institutoivg.com.br) 

Neste Dia dos Namorados, o segundo durante a pandemia, muitos casais enfrentam grandes dificuldades em seus relacionamentos amorosos. Em parte, por causa do isolamento social, que obrigou namorados e casados a viverem com mais intensidade suas relações, por conta do isolamento social. É um fenômeno mundial, que apenas antecipou situações e desgastes que levariam mais tempo para vir à tona na vida normal, pré-pandemia. A terapeuta Catia Simionato tem uma visão interessante dessas relações e oferece algumas dicas e sugestões que podem transformar e melhorar o relacionamento amoroso.

Catia Simionato

Para Catia, as mulheres que estão infelizes na sua relação não têm ideia do seu próprio poder para melhorar o relacionamento amoroso. “Ao invés de reclamar ou se sentir vítima do parceiro, a mulher precisa entender que a energia feminina é muito mais poderosa e transformadora do que a energia masculina. Isso significa que, em grande parte dos casos, a solução para o relacionamento pode estar dentro dela mesma. E isso está ao seu alcance de qualquer mulher, com mudanças de atitudes e posturas que não são muito complicadas”, explica Simionato. “Mas atenção: não estamos falando de relacionamentos abusivos ou violentos. Mulheres que enfrentam isso devem procurar ajuda da Justiça e se afastar imediatamente dos seus parceiros”, ressalta ela.

Segundo a terapeuta, a questão de melhorar o relacionamento amoroso é um dos assuntos mais procurados no seu canal Ser Felicidade, que reúne cerca de 1,2 milhão de seguidores no YouTube, Instagram, Facebook, Telegram e Spotify. Mais de 90% desse público é formado por mulheres. É o maior espaço da Internet brasileira voltado para o tema “expansão da consciência”. E, por isso, Catia resolveu compartilhar seus conhecimentos sobre este assunto por meio de um retiro online chamado “Papo de Sereia”, que vai acontecer, pela Internet, nos dias 25, 26 e 27 de junho.

Catia é responsável por todos os conteúdos do canal Ser Felicidade. Ela é especialista em desenvolvimento pessoal, autoconhecimento, expansão da consciência e meditações, além de ser professora espiritual. Conta atualmente com cerca de 2.000 alunos e os vídeos publicados na sua página do YouTube (www.youtube.com/c/SerFelicidade) já tiveram, no total, mais de 107 milhões de visualizações desde 2016.

MELHORAR O RELACIONAMENTO AMOROSO EQUILIBRANDO AS ENERGIAS

Muitas mulheres enfrentam dificuldades para viver um relacionamento realmente saudável, amoroso e feliz. E, pela experiência, pesquisas e estudos de Catia Simionato, o motivo disso é que as mulheres simplesmente erram na hora de lidar com o poder da energia feminina e tentam controlar tudo, o tempo todo, e assim assumem o papel da energia masculina no relacionamento ou na família, de forma inconsciente. Essa é a receita perfeita para diminuir ou acabar com a atração do seu parceiro por ela, e até mesmo da própria mulher perder o interesse por ele.

Quantas vezes você já ouviu uma mulher bem-sucedida ou simplesmente com muita atitude e capacidade de resolver os problemas reclamar dos homens com uma postura menos pró-ativa ou chamar o seu parceiro ou ex de “banana”, “sem iniciativa” ou “inseguro”? É disso que fala Catia.

Ela viveu esses desafios na própria vida, anos atrás, antes do atual casamento, e foi em busca de conhecimentos para entender melhor como funcionam, de fato, os relacionamentos entre homem e mulher. Um tipo de jornada que ela própria já havia explorado, antes, ao viajar pelo mundo conhecendo alguns dos mais renomados professores espirituais. Desta vez, sua viagem foi pela Internet, onde conheceu uma coach norte-americana chamada Rori Raye, que faz sucesso nos Estados Unidos ensinando às mulheres um conjunto de habilidades para lidar com seus parceiros, o que inclui uma “mudança de chave”: a capacidade de experimentar apenas “ser” e não mais se esforçar sempre para “fazer”. Seu trabalho inclui orientar as mulheres a expressarem seus sentimentos em palavras e uma linguagem corporal que um homem não apenas percebe, mas também se sente mais atraído pela parceira.

Depois de realizar cursos com Rori, inclusive uma mentoria presencial nos Estados Unidos, Catia conheceu outra coach de relacionamento, também norte-americana, com quem se aprofundou mais na sua busca: Adrienne Everheart. Com ela, Catia desenvolveu ainda mais seu entendimento sobre as diferenças entre as energias feminina e masculina, como equilibrá-las na mulher e, sobretudo, como estimular esta energia feminina para melhorar o relacionamento amoroso.

Na vida moderna, a mulher saiu de dentro de casa e foi para o mercado de trabalho competir com o homem e crescer profissionalmente, atingindo postos importantes de liderança e sucesso. Para isso, porém, muitas mulheres estimularam demais sua energia masculina, que é a capacidade de liderar, resolver problemas e ser pró-ativa, competências necessárias no mundo corporativo, e típicos da energia masculina.

Todos os homens e mulheres possuem as duas energias, mas normalmente as mulheres têm a energia feminina em maior intensidade, enquanto nos homens, claro, prepondera a energia masculina. “Sabe o que realmente atrai um homem? A energia feminina”, diz Catia. O que é energia feminina? Ela tem a ver com as emoções da mulher. Esqueça aquela história que homens não gostam de ouvir sobre as emoções das mulheres. Eles gostam. Mais do que isso, se sentem atraídos por elas. Homens querem saber sobre os problemas e fragilidades da mulher para que eles possam resolver tudo. Para serem o “herói” da história. Sua energia tem tudo a ver com ser o “herói”.

E, no fim das contas, o que é a mulher nesta história? “É a princesa encantada que será salva pelo herói, como nos Contos de Fadas. Essa é uma boa definição de como funcionam os relacionamentos. Se não há uma princesa em perigo, se não há uma mulher contando ao homem seus sentimentos e fragilidades, o modo herói dele não é ativado – e isso reduz a atração dele por ela. E dela por ele, afinal a princesa deseja ser salva pelo herói – e quando não é, ela mesma o critica”, explica a terapeuta.

“Será que a mulher deixa o homem à vontade para ele colocar em prática o seu instinto natural (de cuidar, proteger, salvar) ou muitas mulheres resolvem tudo sozinhas, com seu excesso de iniciativa? Com excesso de energia masculina!”, questiona Catia. É super positivo e necessário a mulher ter esse comportamento no mercado de trabalho, por exemplo. Mas, em casa, para um relacionamento amoroso prosperar, é importante existir mais equilíbrio. A mulher precisa “ser” mais e “fazer” menos.

Para ilustrar essa explicação, Catia lembra mais uma vez da “princesa” sentada dentro de um barco sendo levada por um “herói” que rema o tempo todo na direção que ele achar melhor. Ela não está fazendo nada. Está apenas sendo ela mesma. E deixando que ele tome suas próprias decisões. Relacionamentos amorosos saudáveis precisam de exemplos assim. Menos é mais em relacionamentos, em diversos aspectos.

Um erro clássico da mulher é correr atrás demais dos seus namorados, sobretudo no início. “Como sair dessa, com naturalidade, e como saber esperar e ser feliz consigo mesma enquanto dá a chance do homem (o herói) tomar a atitude no seu tempo, sem cobranças, sem demonstrações exageradas de afeto por ele, sem a mulher parecer carente ou desesperada?”, esse é o desafio de muitas mulheres na opinião de Catia.

COMO NASCEU O “PAPO DE SEREIA”

Tempos depois de todos esses estudos sobre relacionamentos, em 2018, Catia promoveu um retiro espiritual para um grupo de clientes femininas no Havaí. O tema do encontro não eram os relacionamentos. Nos momentos de folga, porém, quando Catia acompanhava suas alunas na praia, ela ouvia repetidamente reclamações sobre namorados e maridos. Muitas das suas alunas, fossem namoradas ou esposas, tinham problemas com seus relacionamentos. E, assim, de maneira informal, à beira do mar, Catia começou a compartilhar tudo que aprendeu sobre relacionamentos, especialmente a questão do equilíbrio entre energia feminina e masculina nas mulheres. Era literalmente um “papo de sereia”.

E a terapeuta mostrou para elas que a mulher tem mais poder nos relacionamentos, simplesmente porque sua energia é mais poderosa. A mulher, se quiser, pode ser a responsável pela qualidade do relacionamento, e não há nada de machista nesta afirmação. Falamos de energias, sentimentos e atitudes simples no dia a dia.

O homem, como um espermatozóide, fica feliz quando conquista, quando vence, quando “invade”. Essa é a sua energia natural. Já a energia da mulher é ficar feliz quando ela está bem com ela mesma, com seu corpo, com suas decisões. É uma energia que reforça o “eu me amo”, “eu compreendo minhas emoções”, “não corro atrás de homem”, “deixo meu companheiro colocar as emoções dele para fora”. Isso tudo é muito mais poderoso do que a energia masculina.

Nessas conversas, Cátia dava, entre outras dicas, um exemplo prático e divertido para qualquer mulher testar com um homem. Numa conversa com seu parceiro, em vez de falar “eu acho”, diga a mesma coisa de um jeito diferente. Diga “eu sinto”, e em seguida diga o que acha a partir dos seus sentimentos. Essa é uma forma poderosa de conectar a energia feminina à masculina. Até pessoas próximas de Catia, que estavam nesse evento, tiveram seus relacionamentos transformados com esses ensinamentos.

RETIRO ONLINE EXCLUSIVO

 Catia Simionato vai realizar, pela primeira vez, um treinamento exclusivo sobre o tema – o “Papo de Sereia”. Será um retiro online, durante três dias, para falar apenas sobre relacionamentos amorosos. A programação inclui cinco aulas nos dias 25, 26 e 27 de junho, pela Internet. As inscrições serão abertas hoje, às 21h. Para mais informações, o público pode acessar www.serfelicidade.com.br/contato.

Não há como driblar a fisiologia natural do organismo e parar o envelhecimento. Entretanto, um estilo de vida saudável pode retardar os efeitos da degeneração celular e postergar o surgimento de doenças e dificuldades típicas da terceira idade. Esta é a razão pela qual uma nova geração de pacientes está buscando a Medicina do Estilo de Vida (MEV) para envelhecer com mais saúde e qualidade de vida.

“Esta especialidade da Medicina traz uma abordagem interdisciplinar que tem como alicerce o estilo de vida saudável para prevenir, combater e até mesmo reverter doenças crônicas, resultando em longevidade com saúde. Essa abordagem tem como pilares a alimentação saudável com uma dieta baseada em plantas, atividade física regular, qualidade do sono,, controle de tóxicos, saúde mental e relacionamentos – todos com embasamento científico”, explica Dra. Livia Salomé, especialista em Medicina do Estilo de Vida (MEV) pelo American College of Lifestyle Medicine e vice-presidente da Regional Minas Gerais do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida (CBMEV).

O objetivo da especialidade é criar uma relação onde o médico possa conhecer seu paciente de forma integral e mais profunda, desenvolvendo soluções estratégicas para o equilíbrio do corpo. “Dessa forma, podemos dizer que o médico do estilo de vida vai além do prognóstico baseado em um diagnóstico de doenças já desenvolvidas”, esclarece Dra. Livia. 

Para ela, o diferencial dessa especialidade é, além de prevenir doenças, garantir que o envelhecimento impacte o menos possível na vida do idoso por meio de estratégias de mudança de estilo de vida. “O paciente é o principal elemento deste processo. Inclusive, vemos que é possível mesmo a reversão de doenças crônicas até então tidas como incuráveis”, diz.

Diversos fatores determinam as condições de saúde durante a terceira idade. Entre eles, a integração da capacidade física e mental, a capacidade funcional, a independência e o suporte social. “Tudo isso agrega valores e constrói espaços de cidadania, de forma ativa, saudável e humanizada”, reflete.

A Medicina do Estilo de Vida leva em conta que, assim como o corpo muda com a idade, mudam também outras necessidades como, por exemplo, a alimentação. Pessoas mais idosas tendem a comer menos, o que pode ser um desafio para alcançar a recomendação de ingestão dos nutrientes essenciais. Metade das pessoas idosas consome menos proteína do que a quantidade diária recomendada e até 92% têm baixos níveis de vitamina D no sangue. “Cuidar da alimentação é fundamental em qualquer idade, mas para a terceira idade é crucial”, diz a especialista.

Outro aspecto importante que contribui para o envelhecimento saudável é a prática frequente de atividade física, importante para a saúde em qualquer idade. Porém, no caso dos idosos, aqueles que praticam exercícios são mais propensos a avaliar sua saúde como excelente. Isto ocorre porque mexer o corpo significa melhora do humor, maior independência, mais interação social, menor risco de doenças e lesões por quedas e, consequentemente, mais bem-estar mental.

“Tanto a alimentação quanto os exercícios são relevantes para o controle de peso, ponto que merece atenção especial na terceira idade. O excesso de peso pode bloquear o caminho de uma boa mobilidade e uma atitude positiva, por isso, é preciso estar atento”, afirma a médica. 

Segundo a especialista, cuidar da saúde mental também é importante para todos, principalmente para os interessados em ter um envelhecimento saudável. “A Medicina do Estilo de Vida contempla este aspecto também, buscando ajustar questões como o convívio em família em atividades corriqueiras, como as refeições diárias, amigos e comunidade e ter uma boa noite de sono. Tudo isso reduz o estresse e promove mais energia e otimismo, propiciando longevidade”, conclui a médica.

Aquela dor nas costas está insuportável. As queixas são muitas, mas os movimentos para solucionar a questão, poucos. Falta tempo na agenda. Na semana que vem você faz um alongamento ou marca aquele retorno ao fisioterapeuta, não é mesmo? Pensando melhor, a dor nem está tão insuportável assim. Alguém aí se identifica? Alguém aí está ignorando os pedidos de socorro emitidos pelo corpo e pela mente? 

Atentar aos sinais emitidos por corpo e mente e definir uma rotina de autocuidado que faça sentido no dia a dia pode ser um grande passo

Segundo o fisioterapeuta Regis Severo, que atua na área de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos da Mercur, é cada vez mais comum as pessoas “terceirizarem” suas questões de saúde. “Muitas vezes o que vivenciamos é que quando uma pessoa vai procurar um fisioterapeuta ou outro profissional de saúde ela tem uma queixa específica. Ela precisa, quer e confia que o profissional vai resolver o problema dela, mas às vezes ela não confia no potencial de controle que tem da própria saúde e ignora os sinais que o corpo emite, negligenciando um autocuidado que é imprescindível para o bem-estar”, afirma. 

O profissional defende que todos devemos fazer reflexões que nos levem a assumir o protagonismo, o controle da própria saúde para colocar em prática um autocuidado que somado a uma ajuda profissional pode de fato fazer a diferença. “O que estou fazendo para contribuir com o meu bem-estar, com a minha saúde? Como eu posso prevenir? Quais os sinais que o meu corpo e a minha mente estão emitindo? Como eu posso ser protagonista na minha melhora? São questionamentos importantes e que fazem a diferença no resultado de qualquer tratamento”, ressalta.

Autocuidado: reconhecimento do corpo e da mente

Coloque a máscara de oxigênio em você primeiro. Sabemos a origem deste alerta, não é mesmo? Como podemos cuidar da nossa vida e das nossas relações se a nossa própria saúde não vai bem? O que é saúde para você? Com a resposta dessa pergunta fica mais simples estabelecer uma rotina de cuidados para o corpo e a mente que faça sentido no seu estilo de vida.

Esses cuidados podem ser físicos, como a prática de exercícios, alimentação saudável e horas suficientes de sono; mentais, processando e verbalizando seus sentimentos, suas visões de mundo; sociais, dedicando tempo a nutrir seus relacionamentos ou causas que acredita e até espirituais, praticando yoga ou meditação. É você quem decide por onde começar, o importante é dar esse passo.

A psicóloga Patricia Fighera, que atua na área de Talentos Humanos da empresa Mercur, ressalta que é importante enxergar corpo e mente de maneira unificada. “Quando falamos de ser integral, fatores emocionais e físicos se relacionam. Somos a união de todas as dimensões que fazem parte de nós, físicas, mentais, espirituais, sociais. A busca do autocuidado se dá quando conseguimos considerar a integralidade do ser. Por isso, ao cuidar do corpo, estamos contribuindo com a saúde da mente e vice-versa”, destaca. 

Ela ressalta que o primeiro passo para conseguir conciliar uma rotina de autocuidado no dia a dia é ter consciência de si, das suas condições, para depois ser capaz de identificar as instâncias que precisam de cuidado e buscar as estratégias para lidar com elas. “No momento em que eu me (re) conheço de verdade, eu priorizo o cuidado comigo”, ressalta.

Já no que diz respeito ao físico, o fisioterapeuta Régis Severo aposta na prevenção e no cuidado frequente. Ele considera que recursos simples, de fácil utilização e que podem ser inseridos na rotina de maneira prática ajudam a manter o compromisso com a saúde. “Consultas periódicas não funcionam, não alcançam o objetivo almejado nos tratamentos se fora do consultório do profissional que está orientando aquele processo a pessoa não investe no seu bem maior: o próprio bem-estar”.

Caminhar, andar de bicicleta e praticar algum esporte com regularidade são dicas do profissional. Outra prática simples recomendada por ele é o uso das Faixas Elásticas para Exercícios que são leves, fáceis de usar e de transportar. Elas permitem realizar diferentes tipos de exercícios, auxiliam no fortalecimento e resistência dos músculos, na melhora da coordenação motora e habilidades funcionais e no auxílio do aumento da mobilidade, flexibilidade e força em casos de prevenção e reabilitação de lesões, treinamento esportivo, condicionamento físico e tratamento pós-operatório. “Quando temos recursos simples, de fácil uso, conseguimos encorajar a pessoa a fazer sua parte durante um processo de reabilitação, por exemplo”, comenta.

Educar em Saúde significa buscar desenvolver nas pessoas o senso de responsabilidade por sua própria saúde e pela saúde das pessoas queridas e da comunidade em que vive.

Podcast: Para quem quiser se aprofundar no assunto do protagonismo na saúde, pode ouvir a quarta edição do podcast Papo Mercur.  Nele, o fisioterapeuta que atua na área de Inovação da Mercur Regis Severo e a psicóloga que atua na área de Talentos Humanos da Mercur Patricia Fighera refletem sobre o quanto é essencial cuidar da gente mesmo e ser protagonista da nossa própria saúde. Ouça agora: https://soundcloud.com/mercuroficial/papomercur04 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que até 5 milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas se a população global fosse mais ativa. Segundo a entidade, um em cada quatro adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física suficiente. Assim, em um momento em que muitas pessoas encontram-se em casa devido à pandemia, a OMS lançou no final do ano passado novas diretrizes sobre atividade física e comportamento sedentário, que enfatizam que todas as pessoas, de todas as idades e habilidades, podem ser fisicamente ativas e que todo tipo de movimento conta.

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As novas diretrizes recomendam pelo menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa por semana para adultos, incluindo pessoas que vivem com condições crônicas ou deficiências, e uma média de 60 minutos por dia para crianças e adolescentes. E ressaltar a importância de se exercitar para promoção da saúde se encaixa perfeitamente nesta semana, pois nesta terça-feira, 6 de abril, é celebrado o Dia Mundial da Atividade Física, enquanto no seguinte, 7, é o Dia Mundial da Saúde.

O treinador de força, Vinícius Arnoudo de Sousa Abreu, que também atua como gestor de desempenho da Care Clinic, localizada no Órion Complex, em Goiânia, ressalta a importância das atividades físicas. “Os benefícios são inúmeros, desde os fisiológicos aos sociais. E neste momento de restrições ainda ajuda a diminuir a ansiedade, além de auxiliar no sistema imunológico, pois pessoas que praticam atividades físicas constantes são menos propensas a infecções”, explica.

Na pandemia
Em relação ao momento de pandemia pelo qual estamos passando, Vinícius destaca que percebeu um aumento de pessoas que aderiram aos exercícios físicos. “Quem não praticava, passou a praticar, principalmente os outdoor (ao ar livre), como andar de bicicleta e corrida”, exemplifica. No entanto, o profissional ressalta que é preciso manter essa rotina. “Não precisamos de uma pandemia para saber que exercícios são bons. E esse processo tem que ser contínuo, pois faz para para a saúde, para o envelhecimento, para a manutenção das taxas saudáveis”, afirma.

O especialista dá uma dica essencial para quem quer fazer atividades físicas neste período. “Não existe atividade adequada para a pandemia. Se a academia segue os protocolos e te dá segurança, pode ir. Se você prefere se exercitar ao ar livre, tudo bem. O recomendado é fazer o que gosta. Só assim terá recorrência no processo e não vai falhar”, afirma ele, que recomenda usar máscara. “O uso da máscara não atrapalha a atividade física moderada. E para exercícios com intensidade alta, que causam batimentos cardíacos elevados, é melhor fazer ao ar livre e sozinho. Porém, manter os níveis de segurança é mais importante do que fazer um exercício forte”.

Vinícius alerta que não se deve fazer exercícios com febre, pois será inútil, o certo é procurar um médico. Para aqueles que estão se recuperando da Covid-19, o educador físico revela que não há um prazo para a retomada das atividades. “É preciso se observar, suas taxas de respiração, a frequência cardíaca e ir voltando de forma moderada. Se sentir que pode pôr mais intensidade é só ir ajustando, é importante conversar com um profissional para que o desempenho volte”, salienta. “Uma coisa que recomendo para meus alunos nesse processo é ter calma, observar como reage, ter cuidado e continuar usando máscara”, completa.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até cinco milhões de mortes poderiam ser evitadas todos os anos, ao redor do mundo, se a população fosse mais ativa. A atividade física regular pode prevenir doenças cardíacas, diabetes e câncer, reduzir os sintomas de depressão, ansiedade e estresse.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 40% dos adultos brasileiros são sedentários. A definição passa pela quantidade de movimentos que uma pessoa faz ao longo do dia. Se for insuficiente para uma queima calórica que promova ações de saúde, então, ela pode ser considerada sedentária.

“O sedentarismo é um problema de saúde pública e privada mundial. Já se discute uma pandemia de sedentarismo na comunidade há pelo menos uma década, em que ações vêm sendo tomadas para que se minimize o número de pessoas sedentárias. Com a pandemia e o isolamento social, as pessoas ficam mais restritas em casa, o que contribui para um nível elevado do status de sedentarismo”, explica o Diretor de Prevenção do Hospital Cardiológico Costantini, Prof. Dr. Rafael Michel de Macedo.

As diretrizes da OMS recomendam, pelo menos, de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa, por semana, para todos os adultos e uma médica de 60 minutos, por dia, para crianças e adolescentes. “O sedentarismo é antagônico ao momento que a gente vive. Quanto menos movimento eu faço, mais exposto estou a todos os tipos de doença, inclusive com piora do meu estado imunitário. O ideal é caminhar pequenas distâncias ao longo do dia, repetidas vezes, realizar movimentos que podemos ter acesso em plataformas on-line e desenvolver os níveis de aptidão física”, explica o Dr. Rafael.

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