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Progressos da Medicina

A tecnologia do QR Code já é utilizada em diversas áreas, desde a entrada de um show até para fazer um pagamento. Sua praticidade fez com que os mais variados segmentos a adotassem, e não seria diferente na área da saúde. Uma das formas que essa tecnologia é aplicada neste segmento é nos resultados de exames médicos. Além de ser uma alternativa rápida, é um meio que garante a segurança do resultado, visto que o risco de fraude diminui consideravelmente.

“O QR Code nos laudos de exames médicos permite que a veracidade das informações possam ser facilmente verificadas. Ao fazer a leitura do QR Code, ocorre a abertura de uma página web onde uma cópia do laudo é apresentada. Assim, é possível confrontar as informações entre o laudo apresentado pelo paciente e o laudo do sistema”, explica Rodrigo Faitta Chitolina, supervisor de laboratório e responsável técnico do ID8 – Inovação em Diagnóstico.

Segurança garantida pelo QR Code

O QR Code, que significa Quick Response Code, existe desde os anos 1970 e consiste em um gráfico 2D que pode ser lido por câmeras da maioria dos celulares do mundo. Nos últimos meses, alguns países tornaram obrigatório, tanto na entrada como na saída de viagens internacionais, a apresentação do exame molecular de antígeno RT-PCR negativo, 72 horas antes do embarque. Por este motivo, o uso de QR Code nos resultados dos exames começou a ser requisitado, para evitar fraudes e/ou adulterações no laudo médico. 

O Egito, por exemplo, foi um dos primeiros países a tornar obrigatória esta exigência, que pede, além do QR Code, o exame PCR impresso e com carimbo do laboratório, até 96 horas antes do embarque. A comprovação por meios eletrônicos identifica a clínica ou o laboratório no qual o teste foi realizado, além de data, horário e local. 

Laboratórios de análises clínicas ao redor do mundo já passaram a aderir o uso do QR Code nos resultados de exames médicos, como é o caso do ID8, que já chegou a emitir mais de 100 mil laudos de RT-PCR em um único mês. “Todos os exames são parametrizados para liberação com QR Code de verificação e validação”, destaca Chitolina. 

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, países como Alemanha, Bolívia, Canadá, Catar, Equador, Peru, Paraguai, Índia, Itália, Suíça, Turquia, entre outros, exigem o RT-PCR com resultado negativo emitido até 72 horas antes do embarque. Comprar ou vender um teste falsificado é crime, podendo resultar em fraude e prisão. No Brasil, diversos casos desse tipo de fraude já foram noticiados, inclusive em atestados médicos trabalhistas, sendo que o QR Code também pode evitar este tipo de fraude no ambiente corporativo. 

Outro documento que pode ser obrigatório para a entrada em alguns países é o comprovante de vacinação. Para os brasileiros, a carteira é disponibilizada no aplicativo . O certificado digital de vacinação também está disponível e conta com a tecnologia do QR Code, garantindo segurança e sua autenticidade. 

Agilidade é fundamental para tratamento eficaz

Com a pandemia de Covid-19, é imprescindível rapidez e agilidade nos resultados de exames. “Um resultado assertivo e liberado em poucas horas garante uma detecção precisa e rápida dos patógenos mesmo em situações de sintomatologia não definida, orienta o tratamento assertivo na conduta médica e ainda permite reduzir gastos hospitalares, morbidade e mortalidade”.

Com a resposta dos exames no menor tempo possível, o tratamento correto é iniciado antes, evitando a ocupação de leitos em hospitais e o uso de medicamentos mais fortes, como antibióticos. “Entendemos que o diferencial do diagnóstico reside, além da precisão e acurácia, em uma liberação rápida dos resultados”, finaliza Chitolina, do ID8. 


Rodrigo Faitta Chitolina, supervisor de laboratório e responsável técnico do ID8 – Inovação em Diagnóstico. 

Por Rafael Kenji Fonseca Hamada

Com o anúncio do metaverso pela empresa Meta, em 2021, algumas companhias já estão em busca do pioneirismo nesse novo universo, que se propõe a ser o maior avanço de tecnologia desde o surgimento da internet. Com o 5G e o aumento da velocidade de download e navegação, o metaverso ganha ainda mais notoriedade.

Em 2022, a previsão é de um maior surgimento de startups voltadas à acessibilidade e inclusão, uma vez que o modo de se relacionar está cada vez mais virtual. Já existem discussões para transferência de reuniões de trabalho para o ambiente de realidade virtual, o que facilita o acesso a pessoas com deficiência física e motora, mas é um grande desafio a pessoas com déficit de acuidade visual e auditiva. A boa notícia é que existem diversas startups brasileiras com soluções para esses problemas que já existem no meio real e serão transferidos para o virtual.

Os avanços na a área da saúde não serão diferentes. Em breve os novos consultórios serão virtuais formados por avatares, uma evolução da telemedicina tradicional. O paciente ganha ainda mais conforto ao solicitar um atendimento de sua casa, sem precisar de deslocar para alguma unidade de saúde para triagem ou em casos leves, como muito utilizado no enfrentamento da pandemia de COVID-19. A possibilidade de gameficação em todo esse processo aumenta o protagonismo do paciente no acompanhamento do seu cuidado em saúde e facilita a prevenção de agravos.

O metaverso será um grande aliado ao enfrentamento de problemas de saúde e nos programas de prevenção, já que surge uma nova forma de disseminação de informações, coleta de padrões de uso, pensamento e atuação, além de estimular o comportamento de usuários para o cuidado de sua própria saúde.

A promessa das healthtechs, startups com soluções voltadas para a saúde, é o uso da realidade virtual e da inteligência artificial na educação em saúde e no acesso aos serviços de saúde. Faculdades de medicina já utilizam a realidade virtual par ao ensino de disciplinas como anatomia e radiologia. Psiquiatras e psicólogos já usam há algum tempo a realidade virtual para o tratamento de fobias e transtornos do pânico. Isso tudo vem complementar a tecnologia tradicional, que, ao contrário do que se pensa, tecnologias como a telemedicina e os óculos de realidade virtual já estão presentes no Brasil desde antes dos anos 2000.

Como em todo período de catástrofes, guerras ou situações de privação durante a História, apesar dos momentos infelizes, foram desenvolvidas tecnologias essenciais em saúde. A amoxicilina, a dipirona e o soro fisiológico surgiram durante as guerras, e a pandemia de Covid-19 certamente será um momento de descoberta e desenvolvimento de novas tecnologias e produtos que impactarão a saúde das próximas gerações. A criação acelerada das vacinas, que demoraram menos de um ano para serem testadas, aprovadas e aplicadas, já é um grande exemplo dessa evolução.

No próximo ano, aguardamos o surgimento de novas tecnologias e produtos que auxiliarão no combate desta e de próximas pandemias e facilitarão o acesso à saúde, bem como já esperamos um aumento do investimento em healthtechs, além da criação de novas healthtechs nos segmentos de realidade virtual, inteligência artificial, acessibilidade e inclusão, telemedicina — apesar da saturação vista no último ano — e biotecnologia.


*Rafael Kenji Hamada é médico, investidor anjo e CEO da Feluma Ventures, uma corporate venture builder cujo principal objetivo é desenvolver soluções inovadoras voltadas ou adaptadas para as áreas de saúde e educação. É, também, fundador da @academy.abroad; intercambista da Harvard Medical School e speaker do TEDx FCMMG — felumaventures@nbpress.com

A telemedicina, aliada ao prontuário eletrônico, que utiliza a tecnologia de assinatura digital e as plataformas de teleconferências, contribuíram para melhores resultados no combate à pandemia

A pandemia da covid-19 evidenciou as realidades sociais e econômicas, mostrando ao mundo que o acesso à saúde é deficitário não só no Brasil, mas em todo o mundo. Países como Itália e Espanha foram os primeiros a sofrer com o aumento do número de mortes causadas pelo novo coronavírus e até mesmo na maior potência do mundo, Estados Unidos, os hospitais tiveram a totalidade dos seus leitos ambulatoriais e de internação ocupados.

O Brasil possui o maior sistema de saúde pública do mundo, através do SUS (Sistema Único de Saúde), com a garantia de acesso à saúde descrita em lei, o que possibilitou uma distribuição facilitada de vacinas e acesso a atendimento médico e de demais profissionais da área. Entretanto, a velocidade de expansão de novos casos superou a capacidade de atendimento, levando à saturação dos sistemas de saúde, tanto público como privado.

Para levar acesso à toda população, as ferramentas digitais de saúde foram e continuam sendo imprescindíveis para o atendimento de qualidade, com seu uso ainda mais necessário durante a pandemia. A principal ferramenta utilizada como forma de melhoria do acesso durante a crise sanitária foi a telemedicina. Empresas que já possuíam a tecnologia saíram na frente na corrida de ampliar o acesso.

Por Rafael Kenji Hamada, CEO da Feluma Ventures. Foto: Divulgação

Com a telemedicina, pacientes com sintomas leves de covid-19, ou aqueles que necessitavam apenas de uma orientação, foram atendidos de forma remota, evitando a sobrecarga dos sistemas de saúde e evitando a contaminação de mais pessoas. O atendimento médico remoto ainda passou a ter um papel de prevenção, já que um paciente com sintomas leves de doenças virais, como cefaleia, tosse, coriza e mialgia, deixou de ir ao hospital para ser atendido e orientado à distância. Dessa forma, enfermos que estavam com outras doenças, como infecção pelo vírus influenza, rotavírus ou bactérias deixaram de ter contato com o SARS-CoV-2, causador do novo coronavírus, logo, evitando uma nova contaminação oriunda do ambiente hospitalar.

A telemedicina passou a ter papel epidemiológico também, quando integrado a uma plataforma de gestão e prontuário eletrônico que registram os dados dos pacientes e seus atendimentos. Isso acontece porque doente de todo o Brasil, inclusive de áreas remotas do interior dos estados foram atendidos por médicos também espalhados por todo o país. Dessa forma, além do registro e da análise dos sintomas apresentados, as plataformas passaram a registrar o endereço do paciente e realizar a notificação compulsória, por meio do e-SUS. Com isso, ampliou-se o desenho do mapa do coronavírus no território nacional e assegurou-se uma melhor acurácia na notificação compulsória, já que muitos dos pacientes orientados em áreas remotas nunca seriam notificados, porque dificilmente seriam atendidos em casos leves a moderados da doença.

Essa atuação da telemedicina e dos prontuários eletrônicos se estendeu não apenas para a covid-19, mas como outras doenças, como a dengue. Entre fevereiro e abril deste ano, pacientes com sintomas sugestivos de covid-19, mas com teste negativo para a doença, foram testados para dengue pelos médicos de teleconsulta. O resultado foi que a grande maioria apresentava sorologia positiva para a doença, gerando um alerta epidemiológico às autoridades de saúde, meses antes de serem notificados oficialmente os surtos de dengue espalhados pelo Brasil.

Vimos iniciativas em todo país de atendimento em saúde a populações ribeirinhas, indígenas, quilombolas e demais pessoas que ainda possuem o atendimento dificultado, muitas vezes de forma gratuita.

A telemedicina, aliada ao prontuário eletrônico, que utiliza a tecnologia de assinatura digital e as plataformas de teleconferências, contribuíram para melhores resultados no combate à pandemia no Brasil e no mundo, além de criar uma nova cultura de transformação digital no país.

*Rafael Kenji Hamada é CEO da Feluma Ventures uma Corporate Venture Builder cujo principal objetivo é desenvolver soluções inovadoras voltadas ou adaptadas para as áreas de saúde e educação – felumaventures@nbpress.com

 

A variante Omicron deve iniciar uma nova corrida para o desenvolvimento de vacinas, caso os imunizantes já existentes não tenham eficácia e efetividade comprovadas contra a nova variante da Covid-19. Para isso, os fabricantes já podem contar com uma tecnologia que auxiliou e dinamizou a criação das primeiras vacinas: o cloud computing (computação em nuvem).

Para o especialista em tecnologia, o CEO da dataRain, Wagner Andrade, a nuvem foi fundamental para trazer velocidade às pesquisas e assim garantir o desenvolvimento rápido das vacinas contra a Covid-19. “Trata-se de um processo de pesquisa compartilhada a nível global, envolvendo diversos institutos, indústria farmacêutica, universidades e centros governamentais, que se uniram para desenvolvê-las. E toda base de conhecimento foi compartilhada na nuvem com esses colaboradores”, comenta.

A gigante farmacêutica AstraZenca e a Universidade de Oxford foram vanguardistas no uso da nuvem e, com isso, saíram na frente. As primeiras 100 milhões de doses da vacina Oxford-AstraZeneca foram administradas no início de janeiro de 2021 no Reino Unido. Naquele momento, a mídia já voltava suas atenções à rapidez com a qual a vacina foi desenvolvida.

A Amazon Web Services (AWS) foi uma das plataformas de provedores de nuvem pública escolhidas para realizar este trabalho. A solução foi fundamental para vencer o desafio principal: a falta de tempo, pois, a partir desta tecnologia foi possível o compartilhamento de resultados de testes em massa ao redor do mundo inteiro. 

“Antes da Covid-19, os anticorpos eram testados em um pequeno subconjunto da população e aumentavam gradualmente ao longo de um período de 12 a 24 meses. No entanto, com tempo limitado, a AstraZeneca precisava coletar dados de eventos adversos de 2 bilhões de doses sendo administradas, ao mesmo tempo, em todo o mundo.  Desta forma, a farmacêutica pode executar análises em escala e obter os dados disponíveis em tempo recorde”, ressaltou Andrade.

A nuvem dá a capacidade de realização de mais de 51 bilhões de testes estatísticos em menos de 24 horas. Com estes resultados, é possível estudar os efeitos de mutações ou genes individuais, caso a caso e com uma ampla gama de fenótipos.

Ainda por meio da nuvem, a AstraZeneca produziu um pipeline de bioinformática genômica, o que dá aos seus cientistas tempo e recursos para que possam buscar inovação. Como resultado, o Center for Genomics Research da empresa está avançando em sua meta de analisar dois milhões de genomas até 2026.

Para Andrade, a nuvem pode proporcionar ainda mais benefícios para a saúde. Além de agilizar o desenvolvimento de vacinas, pode contribuir com a aceleração da implantação da telemedicina e gerar uma integração de dados, chamada interoperabilidade na saúde, organizando informações para ajudar na tomada de decisão sobre tratamentos, bem como o desenvolvimento de novos medicamentos, nos casos de pesquisas científicas. 

“Muitas das mudanças que vieram por conta da pandemia vão perdurar. Ocorreram várias descobertas, entre elas a questão das organizações de saúde, que perceberam que a telemedicina é uma forma segura de fazer o acompanhamento da evolução clínica e a interoperabilidade que significa que, ao passar por consultas com médicos de diferentes especialidades, o paciente terá seus dados prontamente disponíveis em toda a rede envolvida. Tudo isso garante atendimentos mais ágeis e eficientes”, complementa.

A dataRain, empresa brasileira 100% orientada à computação em nuvem, é um dos mais importantes parceiros na área de Saúde da Amazon Web Services (AWS) no Brasil. Com expertise de quase quatro anos no mercado, a consultoria já soma projetos relevantes de telemedicina e interoperabilidade, em organizações como o Hospital Israelita Albert Einstein, Hospitais Sancta Maggiore, Hospital Santa Marcelina, Hospital Santa Cruz, Laboratórios Sabin e a Secretaria de Saúde de São Paulo.

Atualmente, a dataRain está envolvida em projetos de Infraestrutura de Nuvem suportando os principais sistemas de missão crítica de hospitais, clínicas e laboratórios, com soluções de Big Data para sequenciamento genômico, pesquisas, processamento e armazenamento em nuvem de imagens médicas digitais, entre outras soluções. O segmento é responsável por mais de 50% do faturamento da companhia, filiada a entidades como a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) e na Associação Brasileira de CIOs de Saúde (ABCIS). 

Assessoria de Imprensa – dataRain

Atendimento remoto permite avaliação, acompanhamento no pós-operatório e proximidade do médico com pacientes que moram no Exterior

Realidade em várias especialidades médicas, a telemedicina tem se mostrado um recurso eficiente também nas clínicas de cirurgia plástica. “Em tempos de pandemia, esta é uma ferramenta que permite uma conexão segura com o paciente para atendê-lo nas mais variadas necessidades”, observa o médico Juliano Pereira, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Com as recomendações para o isolamento social, uma forma de evitar a disseminação do novo coronavírus, causador da Covid-19, a procura dos pacientes por atendimento remoto, segundo Pereira, aumentou em cerca de 50%.

Em 16 de abril de 2020, por meio de decreto presidencial, foi sancionado o Projeto de Lei nº 13.989/20, que permite o uso da telemedicina durante a pandemia de Covid-19. Desde então, o recurso passou a ser prática diária nos consultórios médicos, incluindo as clínicas de cirurgia plástica do Brasil.

De acordo com levantamento realizado com 900 associados da SBCP, 43% dos cirurgiões plásticos brasileiros passaram a atendimentos on-line após o decreto presidencial. “No período de pandemia, a ferramenta é um acessório importante na avaliação pré-operatória, no acompanhamento de pacientes a distância e também no seguimento tardio no pós-operatório”, afirma Juliano Pereira, ressaltando que o exame físico permanece como uma exigência essencial nos procedimentos de cirurgia plástica e dificilmente será substituído por exames virtuais.

O atendimento “sem fronteiras”, propiciado pela telemedicina, fez com que a procura aumentasse em 50% na clínica de Juliano Pereira. A ferramenta tem favorecido também as consultas on-line com pacientes que moram fora da cidade, em outros Estados e mesmo em outros países. “Em avaliações e mesmo no pré-operatório, a consulta remota costuma adiantar as etapas de preparação para os procedimentos”, observa o cirurgião plástico, que só neste ano já atendeu remotamente pacientes do Japão, Estados Unidos, Portugal, Inglaterra e Austrália.

No dia a dia de clínicas e consultórios, o aprimoramento e o uso cada vez mais intensificado da telemedicina, como demonstra a pesquisa realizada com o apoio da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, vai permitir, de acordo com os especialistas ouvidos no estudo, aumentar a eficiência dos cuidados no pós-operatório e nos cuidados com pacientes que sofreram queimaduras, por exemplo. Facilidade de comunicação com as equipes médicas e conexão com pacientes que estão distantes dos principais centros, sem que isso afete a qualidade e a precisão dos serviços prestados, foram os outros dois pontos citados.

“Vale a pena destacar que para o cirurgião plástico a teleconsulta, no estágio em que nos encontramos na pandemia, é eficiente para orientar o paciente”, diz Juliano Pereira. “O exame físico continua sendo importante e é fundamental para que possamos decidir sobre os procedimentos que precisamos realizar”, conclui.

Durante a pandemia, as recomendações para o isolamento social intensificaram o trabalho em home office, as aulas virtuais, os encontros a distância e, com isso, aumentaram de forma significativa o tempo em que se passa diariamente diante das telas dos celulares, dos computadores e também da televisão. Estes equipamentos eletrônicos, observa o especialista em Ciências Médicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Lucas Portilho, emitem luzes que, entre outros danos, enfraquecem as células responsáveis por sintetizar colágeno e elastina. “Este enfraquecimento resulta no envelhecimento precoce da pele”, pontua. Segundo o especialista, da mesma forma em que se utilizam filtros solares como medida efetiva para proteção contra os efeitos danosos dos raios UVA e UVB, é essencial aplicar uma barreira que bloqueie as luzes emitidas pelos monitores. À frente de uma equipe de formuladores, Portilho desenvolveu o Sérum antiluz de telas. Específico para ambientes indoor, o produto é inovador por oferecer proteção não apenas contra a radiação azul, como os filtros que estão no mercado, mas também sobre as luzes verde e vermelha, que provocam efeitos devastadores na pele.

Diante do aumento da exposição às telas de computadores, smartphones e celulares durante a pandemia, pesquisadores criaram um produto capaz de bloquear os raios que causam envelhecimento precoce e manchas

Dados pré-pandemia mostram que as pessoas passavam 3,2 horas diárias, em média, utilizando celulares. “Por estarmos mais em casa, o período de uso do aparelho aumentou bastante de um ano para cá”, observa Lucas Portilho. “Hoje, 84% dos usuários de smatphones também assistem simultaneamente à televisão, o que intensifica, significativamente, o tempo de exposição às radiações emitidas por estes equipamentos”, exemplifica.

Os efeitos da exposição às luzes azul, verde e vermelha provenientes das telas de celulares, computadores e TV mereceram estudos científicos na fundação francesa Gattefossé. Simulando as radiações emitidas pelos equipamentos eletrônicos, pesquisadores comprovaram que o organismo se ressente com a ação de enzimas que degradam o colágeno e a elastina. Da mesma forma, a formação de radicais livres aumenta e provoca inflamações cutâneas. Também as mitocôndrias, que atuam como usinas de energia das células da pele, sofrem danos quando em contato excessivo com essas luzes.

Lucas Portilho, Divulgação

Entre outras consequências da exposição à luminosidade emitida pelas telas dos aparelhos eletrônicos, Portilho destaca a menor produção de colágeno e elastina que levam ao enfraquecimento e envelhecimento precoce da pele. “As manchas são outro agravante relacionado à exposição excessiva da radiação das telas. As que são causadas por inflamação, potencializam-se diante desse tipo de luz. Também as pessoas que fazem procedimentos estéticos, que têm acne inflamatória, deveriam se proteger ainda mais dessa exposição”, afirma. O especialista considera ainda os danos oxidativos desta radiação ao DNA.

Para os efeitos nocivos dos raios UVA e UVB, a ciência comprova e investe na eficiência dos filtros solares. Alguns produtos, destaca Portilho, já oferecem proteção com as luzes azuis dos equipamentos eletrônicos. “O desafio, em tempos de pandemia, é fazer com que as pessoas usem os filtros também dentro de casa”, diz. Não menos desafiante foi a tarefa à qual o especialista se lançou com sua equipe. “Consideramos que era preciso desenvolver um produto que oferecesse proteção não apenas contra os raios azuis, mas que fosse eficiente também para as luzes verde e vermelha emitidas pelos aparelhos”, afirma.

A partir de intensas pesquisas, o especialista formulou o Sérum antiluz de telas, com tecnologia que protege os fibroblastos da pele, garantindo proteção contra a degradação do colágeno e da elastina.

Artemisia capillaris

O sérum é formulado com diversos ativos. Um deles é o Raykami, obtido de uma planta chamada Artemisia capillaris, proveniente do norte do Japão, onde se localiza uma das últimas florestas primordiais do Planeta. Cultivada na região de Shirakami, a planta é produzida a partir de métodos ancentrais, alinhados com conceitos de agricultura orgânica.

O produto desenvolvido pela equipe de Lucas Portilho pode ser formulado em farmácias de manipulação. “Diante dos efeitos danosos da luminosidade dos equipamentos eletrônicos sobre a pele, nunca é demais ressaltar que o uso do protetor em casa não é desperdício”, conclui o especialista.

A infertilidade é um problema que atinge tanto homens quanto mulheres em idade reprodutiva, e pode ser considerada após 12 meses de tentativas sem sucesso de engravidar. Doenças e alterações anatômicas são alguns dos grandes responsáveis pela dificuldade em alcançar a gravidez.

Mas, ainda que encontrem dificuldades, essas pessoas podem, sim, ter uma gestação, uma vez que existem técnicas avançadas na medicina reprodutiva capazes de auxiliar nesse processo. O ginecologista da Clínica Origen de Medicina Reprodutiva, dr. Marcos Sampaio, relembra que diversos casos podem ser tratados e resolvidos por meio da reprodução assistida, que conta com três técnicas principais: a relação sexual programada (RSP), a inseminação intrauterina (IIU) e a fertilização in vitro (FIV). “Cada uma possui uma complexidade diferente e métodos distintos, realizados para auxiliar casais com problemas de infertilidade”, explica.

Todavia, mesmo com chances altas de sucesso, a reprodução assistida não garante a gravidez. “Fatores como a idade da mulher e problemas no endométrio podem interferir no resultado do procedimento. Porém, felizmente, existem algumas técnicas complementares, principalmente na FIV, que são capazes de aumentar as chances de sucesso no tratamento e evitar essas falhas”, complementa.

A seguir, Sampaio esclarece algumas prováveis causas de falhas na FIV, quando elas acontecem e como podem ser evitadas no tratamento.

O médico ginecologista dr. Marcos Sampaio, aborda as possíveis causas de falhas na Fertilização In Vitro e indica prováveis soluções

Como a FIV é realizada?

A FIV é uma das técnicas de reprodução assistida realizada tanto para fatores de infertilidade masculina quanto feminina. De acordo com o médico ginecologista, é o método de maior complexidade, com altos índices de sucesso, sendo todas as suas etapas desenvolvidas em laboratório. “É feita em cinco etapas principais: a estimulação ovariana, punção ovariana e coleta dos espermatozoides, fecundação, cultivos dos embriões e transferência embrionária. É a técnica mais indicada atualmente, principalmente em casos mais graves de infertilidade, como distúrbios de ovulação, endometriose, ausência de espermatozoides, infertilidade sem causa aparente (ISCA), entre outros”, destaca.

Quais as possíveis causas para a falha na FIV?

Ainda que seja a técnica com maiores números de resultados positivos no tratamento, Sampaio aponta que a FIV também está sujeita a falhas no procedimento e elas podem ocorrer por diversos fatores.

A idade da mulher é um dos principais fatores de influência nas falhas do tratamento. Quanto mais avançada a idade, menor é a chance de gravidez, pois a qualidade dos óvulos é essencial no processo e ela acaba sendo comprometida com o passar do tempo. Mulheres com problemas no endométrio também correm o risco de falhas na FIV, uma vez que ele é essencial para o processo. É nessa camada de tecido do útero que o embrião realiza a implantação e se fixa para iniciar o desenvolvimento do feto”.

Fatores masculinos

Sobre os fatores masculinos, o médico destaca os danos ao DNA espermático. “Esses fatores, quando identificados por exames complementares, podem ser tratados de forma adequada para que o procedimento possa ser feito novamente”.

Segundo o ginecologista, a qualidade embrionária também é um fator fundamental para o sucesso no tratamento, pois pode causar a falha de implantação em alguns casos, um dos maiores causadores da falha na FIV. “Existem formas de avaliar essa questão antes de realizar a transferência embrionária, como o cultivo dos embriões por um tempo maior no meio de cultura ou mesmo a troca dos gametas”, complementa. Para ele, além da qualidade embrionária, é importante que exista uma boa interação entre embrião e endométrio para que a implantação aconteça.

Doação de gametas é considerada quando a sua qualidade é comprometida e pode atrapalhar o tratamento, por isso a opção pelo banco de doações pode ser viável nesses casos, já o útero de substituição é indicado quando a mulher passa por problemas que impeçam a implantação.

Marcos destaca, ainda, que exames também são capazes de identificar possíveis doenças ou alterações que atrapalhem o processo de reprodução assistida, como a ultrassonografia transvaginal, histerossalpingografia, histeroscopia e a ressonância magnética. “É preciso um acompanhamento preciso e completo para identificar as causas da infertilidade, seja ela da mulher ou do homem, e propor o tratamento adequado. Felizmente, os avanços da medicina reprodutiva tornam cada vez mais raras as falhas no procedimento”, finaliza.

Desde o ano passado, com a pandemia causada pelo coronavírus, têm surgido no mercado diversas soluções que prometem exterminar o vírus. A dúvida que fica é: quantas delas, de fato, conseguem essa proeza e, mais, quais são seguras para ser aplicada dentro de casa?

Diferentemente dos processos de limpeza comuns, que não são capazes de matar bactérias, fungos ou vírus, seja o Sars-Cov-2 ou quaisquer outros que já estão em nosso cotidiano, a radiação UV-C, encontrada em lâmpadas germicidas, desintegra o DNA desses micro-organismos devido a energia contida no comprimento de onda do raio de luz, destruindo sua estrutura e inativando as células vivas do vírus. Esse método já é usado há muitos anos no combate à transmissão de doenças, sobretudo em ambientes médicos, como hospitais e clínicas. 

Agora, tem conquistado o público por outros fatores também: além de ser altamente eficaz, se realizado por profissionais competentes que saibam dosar a intensidade da irradiação, a desinfecção é ecológica, pois a adição de produtos químicos não é necessária. Como consequência, se torna bastante segura para quem tem animais de estimação ou crianças em casa, minimizando o risco de alergia aos cheiros provocados pelos produtos de limpeza doméstica comumente utilizados. 

“As infecções causadas por patógenos transportados pelo ar caem ou se espalham pelas superfícies, por isso, importamos uma tecnologia da China para combater o coronavírus. A sanitização UV-C mata quase 100% desses agentes infecciosos quando associada a potência da luz ultravioleta, reduzindo a quase zero as chances de contaminação. É, portanto, uma maneira de evitar a disseminação do coronavírus, que continua em alta. O que até algum tempo era restrito aos hospitais, agora pode ser aplicada dentro da nossa casa ou veículo de transporte pessoal, pois precisamos estar sempre seguros e apostar em aparatos tecnológicos que garantem a sanitização destes espaços, sendo, assim, uma forma de contribuir de maneira positiva para barrar a transmissão do vírus”, explica Fritz Paixão CEO da CleanNew, rede especializada na higienização de estofados.

Outra vantagem é que não há possibilidade desses microrganismos desenvolverem resistência à radiação UV-C, como pode ocorrer com o uso de medicamentos e outros produtos. “O raio é absorvido imediatamente pelo DNA dos microrganismos destruindo sua estrutura e inativando as células infectantes. Não há como os vírus ou bactérias ficarem suscetíveis às mutações”, pontua o executivo.

Segundo Paixão, empresas do ramo que utilizam os raios ultravioletas, cresceu 95% no ano passado justamente pela preocupação em oferecer produtos com efeitos bactericidas para proporcionar aos clientes a sensação de bem-estar. “Mais de 70% das nossas clientes são mulheres preocupadas com a segurança dos filhos e familiares. O aumento foi um reflexo da mudança de comportamento do consumidor, que passou a ficar mais tempo dentro de casa, na sua cama e na sala de estar, que tem potencial para acumular sujidades e devem ser higienizados com frequência”, afirma.

 

 

Um estudo conduzido pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, detectou que Alexa, Google e outros smart speakers podem ser uma ótima ferramenta voltada para a saúde dos usuários. As caixas conseguem monitorar batimentos cardíacos à distância. Os pesquisadores criaram um sistema alimentado por inteligência artificial que, se vier a ser implementado, trará a telemedicina para o quarto de todo mundo.

O estudo utilizou a tecnologia de sonar para captar as vibrações próximas à parede torácica. O aparelho emite sinais de áudio, que depois são analisados por um algoritmo para identificar os padrões de batimento . Outro algoritmo é então aplicado para determinar o tempo entre dois batimentos cardíacos. Esses intervalos entre batimentos permitem que médicos avaliem o funcionamento do coração.

O sistema elimina a necessidade do paciente utilizar acessórios como smartwatchs, pulseiras inteligentes ou monitores.

E nem vai ser necessário comprar novos smart speakers para ter esse benefício. A função pode ser oferecida em uma atualização de software. Segundo os pesquisadores, os resultados dos primeiros testes foram surpreendentes.

Levar um estilo de vida ativo não é suficiente para combater os efeitos negativos do excesso de peso na saúde do coração, de acordo com uma pesquisa publicada recentemente. Isso desafia a ideia de que condicionamento físico é mais importante do que peso para levar um estilo de vida saudável e apela às empresas que repensem políticas de saúde internas que priorizam a atividade física em vez de perda de peso.

Pesquisadores analisaram dados de mais de 500 mil adultos e agruparam pessoas com base nos níveis de atividade e peso corporal, avaliando a saúde do coração e três principais fatores de risco para derrame e ataque cardíaco: diabetes, pressão alta e colesterol alto.

Embora ser ativo esteja relacionado a uma melhor saúde cardíaca para qualquer pessoa, o autor do estudo, Alejandro Lucia, da Universidade Europeia de Madri, disse que os resultados indicam que “o exercício não parece compensar os efeitos negativos do excesso de peso”, contradizendo a popular noção de que alguém pode ser “gordo, mas saudável”.

Lucia disse que essa noção “levou a propostas controversas de políticas de saúde para priorizar a atividade física e a boa forma acima da perda de peso”, políticas que ele acredita que devam ser reconsideradas para tornar a “perda de peso um alvo principal” na luta para reduzir o risco de doenças cardiovasculares em pessoas com sobrepeso e obesas.

Embora uma quantidade substancial de pesquisas mostrem que ser ativo protege contra várias doenças, o impacto do peso corporal tem se mostrado mais controverso. Muitos, como Lucia observou, apoiam a ideia de que alguém pode ser “gordo, mas em forma” (em inglês, “fat but fit”) e há evidências que sugerem que o condicionamento físico pode ajudar a compensar o excesso de peso. É improvável que o estudo resolva essa controvérsia e há uma série de falhas metodológicas que precisariam ser abordadas para resolver a questão de forma conclusiva. Keith Frayn, professor emérito de metabolismo humano da Universidade de Oxford, disse que a pesquisa “deve ser considerada apenas um ponto de partida” ao falar sobre a relação entre condicionamento físico, peso e saúde.
 
Frayn disse que o desenho do estudo significa que ele poderia ter perdido fatores de saúde que “não estão necessariamente refletidos nas medições de sangue relatadas aqui”, bem como benefícios que vão “além da proteção contra doenças cardiovasculares (e) metabólicas”.

Michael Pencina, vice-reitor de ciência de dados e tecnologia da informação na Duke University School of Medicine, disse à CNN que o estudo não pode levar a uma conclusão sobre a causa dos problemas de saúde. “Este é um estudo transversal”, disse ele. “Tudo o que podemos falar é sobre associações”. O estudo não pode, por exemplo, nos dizer se uma pessoa se tornou ativa porque era obesa ou se era ativa e ainda assim se tornou obesa, explicou Pencina.

Já o professor Metin Avkiran, diretor médico associado da British Heart Foundation, disse que o estudo “acrescenta evidências existentes de que não existe “obesidade saudável”, além de confirmar que ser fisicamente ativo protege contra esses fatores de risco.

 
No Brasil
Para Pedro Augusto Bastos, cardiologista do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP), mesmo que pessoas em condição de obesidade tenham um estilo de vida saudável, o sobrepeso continua sendo um fator de risco para diversas doenças cardiovasculares. “Exercícios físicos e boa alimentação são essenciais, mas não garantem 100% de isenção do desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Somente se manter ativo não é o suficiente. É necessário direcionar as atividades para a perda real de peso”, explica o médico.
 
Segundo ele, em diversas famílias brasileiras, há a crença de que deixar as crianças muito bem alimentadas, às vezes de modo exagerado, significa torná-las fortes e imunes a qualquer enfermidade. Mas, é possível perceber o aumento de crianças e adolescentes acima do peso, com problemas de saúde em idades muito precoces em comparação a gerações anteriores às atuais. Bastos defende que a “obesidade saudável” é uma ilusão, visto que os fatores que mantêm o excesso de gordura corporal, como dieta inadequada e sedentarismo, deixam as pessoas propensas a adquirir problemas de saúde a qualquer momento. “Normalmente, aqueles que estão acima do peso têm uma alimentação de pior qualidade e praticam menos atividade físicas, o que pode provocar aumento de hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes, levando a infartos e acidentes vasculares encefálicos.”
 
Por outro lado, o médico garantiu que o corpo magro não necessariamente é um símbolo de saúde, já que algumas pessoas que não se encontram acima do peso também podem desenvolver doenças cardiovasculares, como diabetes do tipo 1, por questões genéticas ou dieta precária. “A ideia que tento manter em alta para os meus pacientes é que ter qualidade de vida, é um fator de proteção, mas, infelizmente, não nos deixa isentos das doenças cardiovasculares.” Além de buscar a perda de peso de maneira segura, a solução para qualidade de vida apresentada por Bastos inclui prática regular de exercícios físicos e boa alimentação.

Fonte: forbes.com.br

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