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Prevenção & Saúde

Os casos de dengue no Brasil estão em queda. Segundo o Ministério da Saúde, o país registrou redução de 75% em 2026 em relação ao mesmo período do ano passado. O dado mostra avanço no controle da doença, mas não significa que o risco acabou.

A dengue continua exigindo atenção porque o mosquito Aedes aegypti se reproduz em locais com água parada. E muitos desses focos ficam dentro de casa, no quintal, na varanda, na área de serviço ou em objetos esquecidos depois da chuva.

O Ministério da Saúde informa que, embora exista vacina contra a dengue, o controle do vetor segue como o principal método de prevenção da dengue e de outras arboviroses urbanas, como chikungunya e zika.

Queda nos casos não elimina o risco

Quando os números melhoram, é comum a prevenção perder força. Esse é um erro. O mosquito não desaparece porque os casos caíram. Ele continua se reproduzindo sempre que encontra água parada.

Na prática, poucos dias de descuido podem criar novos focos. Um pratinho de planta, uma calha entupida, um ralo esquecido ou uma garrafa aberta já podem acumular água suficiente para virar criadouro.

Por isso, a queda nos casos deve ser vista como sinal de que as ações funcionam, não como motivo para abandonar os cuidados.

Onde o mosquito pode se esconder em casa

Os focos mais comuns nem sempre são grandes. Muitas vezes, estão em pequenos pontos que passam despercebidos.

Vale revisar:

  • pratos de plantas;
  • vasos e cachepôs;
  • ralos pouco usados;
  • calhas;
  • caixas d’água;
  • tonéis e baldes;
  • garrafas vazias;
  • pneus;
  • bandejas de geladeira;
  • bebedouros de animais;
  • piscinas sem tratamento;
  • brinquedos deixados no quintal;
  • lixo acumulado;
  • lonas e plásticos que formam poças.

O Ministério da Saúde orienta eliminar água parada em vasos, pratos de plantas, garrafas e pneus, manter calhas e ralos limpos, tampar reservatórios e descartar corretamente o lixo.

O que revisar em 10 minutos

Uma checagem rápida por semana já ajuda a reduzir o risco. O ideal é fazer essa revisão depois de chuva ou lavagem de quintal.

Comece pelos vasos de plantas. Retire a água dos pratinhos ou coloque areia até a borda. Depois, olhe ralos, baldes, garrafas e objetos que possam acumular água.

Na sequência, confira se a caixa d’água está bem tampada. Veja também se calhas estão limpas e se não há folhas impedindo o escoamento.

Em apartamentos, a atenção deve ir para varanda, área de serviço, vasos, ralos, bandejas de ar-condicionado e recipientes esquecidos.

Erros comuns que aumentam o risco

Um erro frequente é achar que o mosquito só se reproduz em água suja. Ele também pode se desenvolver em água limpa parada.

Outro erro é cuidar apenas do quintal e esquecer pequenos recipientes. Tampa de garrafa, brinquedo, pote de planta e bandeja de geladeira podem virar foco.

Também merece atenção a casa de veraneio, imóvel fechado ou residência de parente idoso. Locais pouco visitados podem acumular água sem que ninguém perceba.

Sintomas que merecem atenção

A dengue pode causar febre, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas na pele, náuseas e mal-estar. Em caso de suspeita, a orientação é procurar um serviço de saúde para avaliação.

Não use medicamentos por conta própria. Alguns remédios podem aumentar riscos em casos de dengue. A avaliação profissional é importante para orientar conduta segura.

O que muda na vida prática

A queda de casos é uma boa notícia, mas a prevenção continua dentro da rotina. O cuidado mais eficiente é simples: procurar e eliminar água parada antes que o mosquito se multiplique.

Uma revisão semanal da casa, do quintal ou da varanda pode proteger sua família e também os vizinhos. Dengue não se controla só no hospital. Começa nos pequenos pontos que a gente deixa passar.

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O domingo costuma acabar antes de acabar. Não é quando a luz diminui nem quando o relógio avança para a noite. Ele termina naquele instante em que a cabeça deixa o presente e começa a ensaiar a semana seguinte, mesmo que o corpo ainda esteja sentado no sofá. A lista mental de tarefas surge sem convite, o descanso começa a parecer insuficiente e a sensação é de que algo ficou pendente, ainda que o dia tenha sido livre.

Há quem tente resolver essa inquietação produzindo. Organiza arquivos, responde mensagens, adianta compromissos, como se antecipar fosse uma forma de defesa. Outros fazem o oposto, empurram tudo para longe, evitam qualquer sinal da segunda-feira e apostam que ignorar a semana vai adiá-la. Nenhuma dessas estratégias costuma funcionar por muito tempo, porque o desconforto não está exatamente no que se faz, mas no que não se encerra.

O estresse do começo da semana raramente nasce na segunda-feira. Ele se forma antes, no acúmulo de estímulos, na dificuldade de desacelerar, na sensação persistente de que tudo continua aberto. O corpo entende esse estado como alerta contínuo, e o descanso perde profundidade. Não é falta de tempo livre, é falta de fechamento. O domingo passa, mas não se conclui.

Talvez por isso pequenos gestos façam diferença. Não os grandes planos, nem as mudanças radicais, mas ajustes discretos. Diminuir o ritmo no fim do dia, fechar abas, evitar mais uma notícia ou mais uma rolagem automática. Organizar a semana sem tentar controlá-la por inteiro, anotando o essencial e aceitando que o restante será resolvido quando chegar. O cérebro lida melhor com limites claros do que com excesso de possibilidades.

Criar um ritual simples de encerramento ajuda mais do que parece. Separar a roupa do dia seguinte, arrumar a bolsa, sentar em silêncio por alguns minutos ou apenas ir para a cama sem estímulos adicionais. Não é sobre começar a semana com entusiasmo, nem com energia extra. É sobre começar menos desgastado. Talvez o problema nunca tenha sido a segunda-feira, mas o modo como o domingo termina.

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A sensação de cansaço ao despertar não deve ser normalizada. Quando ela se repete, o organismo está dando um aviso claro.

A seguir, entenda os principais motivos e o que observar no dia a dia.

O sono pode até ser longo, mas não é profundo

Dormir muitas horas não garante recuperação. O sono saudável passa por ciclos que incluem fases profundas e reparadoras. Quando esses ciclos são interrompidos, o corpo não se recompõe.

Entre os fatores mais comuns estão:

  • uso de celular ou TV até tarde

  • horários irregulares para dormir e acordar

  • consumo de cafeína à noite

  • refeições pesadas antes de deitar

Esses hábitos fragmentam o sono, mesmo que uma pessoa não perceba despertares conscientes.

Estresse e ansiedade manter o corpo em alerta

Quando a mente não desacelera, o corpo também não descansa. Pensamentos acelerados, preocupação constante e sensação de urgência de ativação hormonal ligada ao estado de alerta.

O resultado é um sono superficial. A pessoa dorme, mas o corpo permanece em modo de defesa, o que explica acordar cansado, com sensação de peso ou conforto logo cedo.

O problema pode estar na rotina, não na noite

Muita gente tenta resolver o cansaço ajustando apenas o horário de dormir. Mas a rotina do dia tem impacto direto no sono.

Alguns pontos de atenção:

  • sedentarismo

  • exposição insuficiente à luz natural

  • excesso de telas durante o dia

  • cochilos longos ou tardios

O corpo precisa de estímulos corretos para entender quando é hora de estar alerta e quando é hora de descansar.

Quando o cansaço é sinal de algo mais

Se a sensação de exaustão persiste por semanas, mesmo com mudanças de hábito, é importante investigar.

O cansaço ao acordar pode estar associado a:

  • distúrbios do sono, como apneia

  • alterações

  • cílios nutricionais

  • quadros de ansiedade ou depressão

Nesses casos, o ideal é procurar avaliação profissional. O corpo não costuma errar quando insiste em dar sinais.

O que observar a partir de agora

Sem fórmulas milagrosas, algumas orientações simples ajudam a entender o próprio padrão:

  • você acorda cansado todos os dias ou só em alguns?

  • o cansaço melhora ao longo da manhã ou piora?

  • há dor de cabeça, esforço ou dificuldade de concentração?

Essas respostas ajudam a diferenciar um ajuste de rotina de algo que merece atenção clínica.

Dormir é uma necessidade biológica. Acordar cansado não deveria fazer parte do normal.

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A pandemia de COVID-19 colocou a saúde global em foco e destacou a importância da cooperação internacional para combater doenças infecciosas. A crise de saúde global tem afetado a vida das pessoas em todo o mundo, e tem mostrado que a saúde não conhece fronteiras e que precisamos trabalhar juntos para garantir um futuro mais saudável para todos.

O COVID-19 mostrou como é importante ter uma resposta coordenada e colaborativa para combater doenças infecciosas. A disseminação da doença foi rápida e afetou países em todo o mundo, e foi necessária uma resposta rápida e eficaz para limitar o impacto da doença. A pandemia também destacou a necessidade de mais investimentos em pesquisa médica e na capacidade dos sistemas de saúde.

Mas a pandemia não é o único desafio que enfrentamos em termos de saúde global. Outras doenças infecciosas, como a malária, também afetam milhões de pessoas todos os anos. A malária é uma das doenças mais mortais do mundo, e afeta principalmente pessoas em países de baixa e média renda. A erradicação da malária é um objetivo global ambicioso, mas é possível com investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas ferramentas de prevenção e tratamento.

Além das doenças infecciosas, as doenças crônicas são uma preocupação crescente em todo o mundo. Doenças como diabetes, doenças cardíacas e câncer estão aumentando em prevalência em todo o mundo, e têm um impacto significativo na qualidade de vida e na economia global. A prevenção e o tratamento adequado dessas doenças requerem uma abordagem integrada, com investimentos em educação, prevenção e tratamento.

A promoção da saúde materna e infantil também é um desafio global importante. A mortalidade materna e infantil continua sendo um problema em muitos países, especialmente em países de baixa renda. É necessário investir em cuidados de saúde de qualidade para mulheres grávidas e para as crianças, desde o nascimento até a idade adulta.

Em suma, a pandemia de COVID-19 destacou a importância da saúde global e da cooperação internacional para combater doenças infecciosas. Mas a pandemia não é o único desafio que enfrentamos em termos de saúde global, e há muitas outras doenças e problemas de saúde que exigem nossa atenção. A resposta a esses desafios exige a colaboração de governos, organizações internacionais, profissionais de saúde e comunidades locais em todo o mundo. Somente assim poderemos garantir um futuro mais saudável para todos.

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A época mais fria do ano exige cuidados redobrados, principalmente por ser um período em que a nossa imunidade pode cair e nos deixar mais suscetíveis a gripes e resfriados. Afinal, sabemos que após os 50 anos o nosso organismo está mais fragilizado, mas, nada de alarmes: mantenha a sua saúde em dia para que a sua imunidade esteja forte para passar a estação ileso!

Para ajudá-lo nessa missão, separamos algumas dicas essenciais que vão dar aquela mãozinha na sua saúde:

1 Hidrate-se!

É fato que no inverno a vontade de tomar água diminui, mas é preciso manter a hidratação e se forçar a beber água. Muitas pessoas esperam sentir sede para então se hidratar, mas vale lembrar que quando sentimos sede significa que a falta de água em nosso organismo já está crítica e, então, vem o alerta. O ideal é não chegar nesse ponto, bebendo água constantemente, mesmo sem sentir sede.

Há quem consuma muitos chás e outras bebidas quentes nessa época, como café e chocolate quente. Apesar de ser uma ótima pedida para combater as baixas temperaturas da época, ainda assim, é importante beber água pura mesmo.

2 Movimente-se!

Apesar de dar preguiça de se movimentar por conta do frio e a vontade maior seja a de ficar debaixo das cobertas, pratique exercícios em casa, principalmente alongamentos. Afinal, é normal estarmos mais inflexíveis pela postura mais contraída com a queda da temperatura.

Em nosso site já postamos alguns canais – tanto no Facebook quanto no Youtube – de pessoas que estão oferecendo aulas on-line de exercício ou dança para que você se movimente em casa.
Vale lembrar que é preciso que respeite o seu corpo e vá no seu ritmo ao fazer as atividades para que não sobrecarregue as suas articulações. Verifique sempre se as aulas on-line que irá acompanhar são para pessoas acima de 60 anos e sempre consulte o seu médico.

3 Agasalhe-se!

Muito provavelmente você conhece algum idoso que, mesmo o dia estando bem frio, com temperatura a 15ºC, por exemplo, veste apenas uma blusa fina de malha. Mas, na terceira idade é preciso se atentar e manter o corpo sempre bem agasalhado, porque a friagem da estação aumenta o risco das perigosas pneumonias, além de resfriados e gripes.

É necessário ainda manter as extremidades protegidas, como calçar meias para não deixar os pés gelados, luvas para proteger as mãos e gorros para manter a cabeça aquecida. Reforce também os cobertores à noite, porque as temperaturas tendem a cair bastante durante a madrugada.

4 Alimente-se adequadamente!

Apesar de ser uma época do ano que pede pratos quentes é preciso prestar atenção na alimentação e manter sempre verduras e legumes crus, além de frutas nas refeições.

Aproveite para se deliciar com as comidas típicas da época, como pinhão, quentão, pamonha, entre outros, e, claro, abuse dos caldos quentes, canjas e sopas, mantendo o consumo de saladas também.

5 Higienize as mãos

Quem não tem aquecedor nas torneiras precisa seguir firme e manter os procedimentos de higiene recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para combater o coronavírus: lavar as mãos com água e sabão por, pelo menos, 30 segundos, além de continuar usando o álcool em gel, ainda que as suas mãos fiquem geladas.

6 Hidrate a sua pele!

Apesar da grande maioria das pessoas maduras não ter o costume de utilizar cremes hidratantes, é preciso aplicá-los na pele, que fica mais ressecada nessa época do ano, principalmente nas pernas. O ideal é aplicar diariamente após o banho e, assim, evitar até mesmo irritações na pele, que podem ser causadas pela desidratação da derme.

Vale lembrar que a hidratação da pele também é diretamente ligada à hidratação do organismo com água.

A pele do rosto e as mãos também precisam ser diariamente cuidadas e hidratadas para não sofrerem com as baixas temperaturas, que podem até mesmo causar maior sensibilidade no rosto e rachaduras nas mãos causadas pelo ressecamento.

7  Reforce a sua imunidade!

Você está em dia com a vacina da gripe? Ainda mais no inverno, é importante reforçar a imunidade e tomar a vacina. Se você ainda está com essa pendência, coloque a sua máscara de proteção, leve álcool em gel nas mãos e busque se vacinar o quanto antes. Caso possa ir de carro, a grande maioria dos postos de saúde tem adotado um esquema ‘drive-thru’ para evitar a aglomeração de pessoas.

Além da vacinação, é importante para a imunidade tomar vitamina D, que é ativada na presença de sol: ou seja, nos dias ensolarados, mantenha-se no sol nos períodos em que a radiação solar é saudável: na parte da manhã, até 10h ou no final da tarde, depois das 16h.

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O britânico Chris Staniforth, de 20 anos, morreu com coágulos no sangue depois de ficar jogando Xbox por 12 horas a cada sessão. O jovem sofreu um bloqueio pulmonar quando desenvolveu uma trombose venosa profunda. Foto divulgação

Pessoas que têm o hábito de passar grandes períodos sentadas ou deitadas, sem movimentar as pernas, sobretudo as adeptas dos videogames, correm riscos quanto à saúde vascular e elevam a ocorrência de doenças como a trombose. E a preocupação é que esse perigo também se estende à faixa etária dos 15 aos 24 anos de idade.

Entre os jovens, a prevalência da doença anteriormente era baixa, e se manifestava em casos específicos como em internações hospitalares – principalmente em UTI -, câncer, uso de cateter central para infusão de medicamentos e obesidade. Nos últimos anos, com o sedentarismo, casos de Covid-19 e isolamento social, permanecer muito tempo na frente da TV, do computador ou do videogame intensificou o surgimento da trombose, como relata o cirurgião vascular e presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP), Dr. Fabio Rossi.

“Quando permanecemos imobilizados por muito tempo, seja sentado ou em pé, existe a estase, que é o represamento do sangue nas pernas. O sangue parado tende a se solidificar, formando o coágulo ou trombo. Isso significa um aumento do risco de trombose que, atualmente, tem atingido também os jovens gamers, que permanecem sentados por horas na frente de um computador”, explica o médico.

Sintomas

A doença ocorre quando há a formação de um coágulo na circulação sanguínea, que prejudica o fluxo de sangue no organismo, que também surge com a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (TEP). Um dos principais mecanismos responsáveis pelo retorno do sangue venoso dos membros é a contração da bomba muscular da panturrilha, que por sua vez impulsiona a coluna de sangue de volta ao coração, e é prejudicada com a falta de movimento.

A trombose se manifesta com inchaço, edema, dor e arroxeamento nas pernas. Nos casos de embolia, são comuns dores no peito, tosse, falta de ar, palpitação e, em ocorrências mais graves, parada cardiorrespiratória e óbito. “Nessas situações, é indispensável procurar um médico vascular que, na maioria dos casos, fará um exame chamado Doppler Vascular, que tem a capacidade de confirmar o diagnóstico e verificar a gravidade da trombose”, alerta Dr. Rossi.

Prevenção

Para evitar o desenvolvimento do tromboembolismo venoso, o profissional recomenda a adesão de iniciativas simples, porém saudáveis, na rotina:

  • Evitar longos períodos em uma mesma posição, seja em pé, deitado ou sentado;
  • Fazer pausas durante as partidas de videogame para movimentar os membros inferiores, com pequenas caminhadas e alongamentos ao longo do dia;
  • Praticar exercícios físicos regularmente;
  • Manter uma alimentação balanceada, sem o exagero de alimentos gordurosos;
  • Ingerir bastante líquido.

O médico ainda reforça a necessidade de sempre se hidratar bebendo água e não sucos ou outros tipos de bebidas. “Não vale refrigerante, porque eles contêm cafeína, que promove a diurese e pode provocar até mesmo a desidratação”, alerta.

A prevenção e o diagnóstico precoce ajudam a evitar maiores complicações em relação à doença. É fundamental consultar um angiologista ou cirurgião vascular e estar alerta aos sinais do corpo. “Sobretudo, é necessário que a população se informe sobre o significado da doença e como evitar o TEV, além de ficar atenta aos principais sinais e sintomas, pois há casos onde a intervenção imediata por equipes multidisciplinares, treinadas e equipadas se faz necessária para evitar a morte por embolia pulmonar, tão prevalente em nossa sociedade, e as suas sequelas crônicas”, afirma Dr. Fabio Rossi.


O Dr Fabio H Rossi possui Doutorado e Pós-Doutorado pelo Instituto Dante Pazzanese (IDPC) e Universidade de São Paulo (USP), e especialização internacional pelo Montefiore Medical Center ( Prof Frank J Veith – Nova Iorque – EUA). É o Professor coordenador responsável pela Residência Médica em Cirurgia Vascular e Endovascular, e também pela disciplina de Pós-Graduação de Tecnologia em Cirurgia Cardiovascular e Endovascular extra-cardíaca (IDPC-USP). Atualmente é Presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP).

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No primeiro ano da pandemia da Covid-19, os brasileiros recorreram mais às bebidas alcóolicas e às drogas. Levantamento feito pela Global Drug Survey (GDS) em 2020 e divulgado no ano passado, mostra um aumento de 17.2% no consumo de maconha; 7.4% de cocaína e de 12.7% de benzodiazepínicos (ansiolíticos e hipnóticos) no Brasil. Com relação ao consumo de álcool, o aumento foi de 13,1%, um pouco abaixo da média mundial de 13,5%. A pesquisa foi realizada com mais de 55 mil pessoas em todo o mundo e  desenvolvida como parte de um esforço global para entender melhor o impacto da pandemia na vida das pessoas, com foco no uso de álcool e outras drogas, saúde mental e relacionamentos.

Para alertar sobre o assunto, foi criado o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, no próximo dia 20 de fevereiro. Após dois anos de pandemia, a rotina das pessoas voltou a uma certa normalidade e os feriados prolongados seguem como oportunidade para o uso dessas substâncias. No Brasil, o principal deles é o Carnaval, período popularmente conhecido pelas pessoas se extravasarem e cederem aos excessos. Neste ano, devido a variante ômicron, muitas cidades cancelaram as celebrações da data, principalmente as públicas, mas as festas particulares seguem permitidas. 

Legalizadas, as bebidas alcóolicas são de fácil acesso para as pessoas. O hepatologista Rafael Ximenes, que atende no centro clínico do Órion Complex, percebe aumento de demanda após feriados prolongados. “Depois de festas e feriados, aumenta a procura médica, seja de quem já consome álcool e piora, seja de quem bebe pouco e passa mal”. Ele ainda fala dos sinais imediatos do consumo de álcool. “Em um primeiro momento existem mudanças de comportamento, perdas de reflexo, as quais causam acidentes, e ainda violência”, detalha.

O médico explica que o consumo constante e exagerado das bebidas causa, a longo prazo, pancreatite, cirrose, lesões neurológicas e no coração, mas que no início elas não apresentam sinais. “Os sintomas só aparecem quando a doença já está grave. A pancreatite causa dor na parte superior da barriga e diarréia. A icterícia, que são os olhos e a pele amarelados, pode ser sinal de cirrose ou hepatite alcóolica”, exemplifica Rafael, citando que uma forma de prevenção é ir ao médico regularmente.

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, não é o tipo da bebida que irá fazer mais ou menos mal, mas o seu consumo. “Dependendo da quantidade ingerida, a cerveja é mais leve, com menor teor alcóolico, mas as pessoas costumam beber mais”, ressalta Rafael Ximenes. “O recomendado é que as mulheres consumam no máximo sete doses por semana e os homens 14, sendo que uma dose equivale a uma lata de cerveja, 40 ml de destilado ou uma taça de vinho de 125 ml”, indica o hepatologista.

Outras drogas
A psiquiatra Lucila Pereira Neves, que também atende no centro clínico do Órion Complex, conta que normalmente as pessoas começam a beber ou experimentam drogas por curiosidade, incentivo de amigos, para se divertir ou para dar alívio a algum sentimento ruim, como tristeza, timidez ou ansiedade. “O uso repetitivo poderá levar ao vício devido a um mecanismo neurobiológico desencadeado pela própria substância consumida, que leva a uma descarga de dopamina no cérebro. A dopamina é um neurotransmissor que nos dá a sensação de prazer. Com isso, ocorre o desejo de repetir o uso”, explica ela.

Tanto as drogas quanto às bebidas trazem muitas consequências para quem consome. “Os males físicos, como alterações hepáticas, pulmonares, dores neuropáticas, desnutrição; males cognitivos, como prejuízo da inteligência, atenção, memória e raciocínio. Existem os males emocionais, como depressão, ansiedade e piora dos transtornos psiquiátricos que a pessoa já possua; males sociais, com prejuízo nos relacionamentos com familiares, amigos e profissionais. E ainda os males financeiros, pois o dependente químico, além de perder emprego ou não conseguir ser empregado, se desfaz de seus bens para financiar o vício”.

A médica destaca que a melhor forma de evitar o vício é não experimentar. “Uma vez experimentadas, a chance de evolução para dependência pode ser imprevisível, a depender de vários fatores”, explica. Um dependente químico não afeta apenas a si, mas também a quem está à sua volta. “Traz tristeza aos familiares, que muitas vezes não sabem como ajudar. Além de ficar mais exposto a violência e acidentes e ele mesmo praticar atos violentos e criminosos, levando a repercussões jurídicas”.

Lucila Pereira concorda que, após o Carnaval e feriados prolongados, aumenta a procura por atendimento médico. “Principalmente por quem teve recaída, ou seja, já estava em um processo terapêutico e procura com maior facilidade o atendimento médico, sem tanto medo e preconceito, que ainda são grandes entraves ao tratamento e a busca de ajuda”, detalha. Dentre os tratamentos disponíveis para os dependentes químicos, ela cita a psicoterapia, terapia ocupacional, mudanças do estilo de vida com atividade física regular, higiene do sono, alimentação adequada e combate ao estresse, suporte espiritual e tratamento medicamentoso clínico e psiquiátrico. 


A psiquiatra Lucila Pereira Neves cita todos os malefícios causados pelo uso das drogas e como eles afetam os usuários e quem está a sua volta. Arquivo Pessoal

 

Hepatologista Rafael Ximenes explica que as doenças causadas pelo consumo exagerado de bebidas só apresentam sinais quando estão avançadas. Arquivo Pessoal

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As unhas são formadas por queratina e tem como função principal proteger a ponta dos dedos. No entanto, a utilização de acetona ou produtos químicos domésticos como detergente, água sanitária, alvejante, sabão e vários outros pode enfraquecê-las, deixando-as quebradiças e prejudicando seu crescimento saudável.

Entre diversas dicas para unhas saudáveis, a esteticista dermaticista Patrícia Elias indica usar bases fortalecedoras com bastante vitamina antes do esmalte, utilizar luvas sempre que for manusear produtos químicos e interromper o hábito de roer as unhas.

“Para quem não abre mão de unhas esmaltadas, é recomendado o uso de removedores de esmalte sem acetona e unhas livres de esmaltes ao menos dois dias por semana para deixar a unha respirar”, aponta Patrícia.

E para acelerar o crescimento e conquistar unhas compridas, Patrícia ensina uma receita caseira com ação fungicida que promete contribuir para unhas compridas, fortes e saudáveis em poucas semanas. Confira:

Ingredientes:

  • 1 colher de café bem cheia de óleo de coco;
  • 1 colher bem cheia de aloe vera (babosa);
  • 1 dente de alho picado;
  • 10 cravos da Índia.

Misture tudo em um recipiente e espere 24 horas para começar a usar. Passe diariamente, preferencialmente antes de dormir, na base das unhas perto da cutícula, embaixo das pontas dos dedos e nas laterais.


Patrícia Elias: Sócia Fundadora da Clínica e da Loja Patrícia Elias Estética & Saúde. Pós-Graduada em Dermaticista pela Faculdade IBECO, Bacharel em Estética e Cosmetologia na Universidade Anhembi Morumbi.

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Em um país como o Brasil, onde a idade média da população aumenta a cada ano, o cuidado com a saúde do coração é de extrema importância para garantir longevidade e qualidade de vida.

Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta que, em todo o país, cerca de 14 milhões de pessoas apresentam alguma doença cardiovascular, que causam 400 mil mortes anuais e correspondem a cerca de 30% dos óbitos de brasileiros. “No mundo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima em 1,7 milhão o número de mortes por essas enfermidades”, diz o Dr. Adriano Luiz Guerra, Cardiologista.

Segundo o mesmo estudo, o infarto do miocárdio gera o custo aproximado de 22 bilhões de reais anuais ao sistema de saúde brasileiro, enquanto outras doenças como insuficiência cardíaca, hipertensão e fibrilação atrial, atrial, custam em torno de 32 bilhões de reais para o país.

 Entre as doenças mais comuns estão: 

  • Hipertensão arterial;
  • Doença coronariana;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Doença cerebrovascular;
  • Cardiopatia congênita.

“Muitas dessas doenças estão relacionadas à qualidade e modo de vida. Fatores como sedentarismo, obesidade, tabagismo, estresse, ansiedade e demais causas podem acarretar distúrbios cardíacos”, explica o médico.

Pessoas com histórico familiar de moléstias no coração devem redobrar os cuidados e, independente da idade, procurar um cardiologista para o devido acompanhamento. Além do mais, tais indivíduos devem se precaver de alguns vícios, como o álcool e o cigarro, praticar atividades físicas, manter uma alimentação saudável e realizar exames periodicamente.

“Mesmo não sendo portador de nenhuma comorbidade mencionada e conservando hábitos saudáveis, o ideal é que toda pessoa se consulte com um cardiologista a partir da terceira ou quarta década de vida para a realização de um check-up, principalmente antes de iniciar alguma atividade física”, alerta o Dr. Guerra.

 

Escute o especialista:  

 

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A herpes zoster é uma doença viral que, geralmente, infecta o indivíduo na infância, causando o quadro de varicela (catapora). O vírus passa por uma fase de disseminação hematológica até atingir a pele e, após, caminha pelos nervos periféricos até atingir os gânglios nervosos, onde pode permanecer em latência por toda a vida.

“Situações diversas, como em pacientes portadores de doenças como AIDS, leucemia, doença de Hodgkin e outras, podem ocasionar uma reativação do vírus, fazendo-o se movimentar pelo nervo periférico até atingir a pele, causando as erupções características dessa doença”, explica a Dra. Giovanna Mori Almeida, dermatologista do Hospital Albert Sabin (HAS).

Doentes em tratamento com imunossupressores, como uso prolongado de corticoides, por exemplo, e pessoas que tiveram contato com infectados com varicela, ou até mesmo com outro doente de zoster, podem desenvolver a doença.

A herpes zoster pode deixar complicações mesmo depois da resolução da fase de infecção aguda. “Isso acontece porque durante o processo inflamatório da infecção pelo vírus, o paciente pode ter uma lesão definitiva do nervo ou da raiz, denominada neuralgia pós-herpética”, diz o neurologista do HAS, Dr. Felipe Saad.

Os sintomas são, geralmente, dores nevrálgicas que antecedem as lesões cutâneas e o tratamento deve ser iniciado o mais precoce possível, com medicamentos antivirais e analgésicos. “Quanto mais cedo for a intervenção médica, menores as chances de complicações e de neuralgia pós-herpética”, adverte a Dra. Giovanna.

Outras sequelas que a herpes zoster pode causar são:

  • Comprometimento do nervo trigêmeo, particularmente do ramo oftálmico, podendo danificar a córnea;
  • Acometimento do nervo facial (Paralisia de Bell), levando à distorção do rosto;
  • Comprometimento do nervo geniculado, devido às lesões no nervo facial e auditivo, podendo ocorrer zumbidos, vertigem e distúrbio de audição.

O diagnóstico da doença se dá através de exame clínico e histórico do paciente. “Antes de surgirem as feridas, o indivíduo pode sentir uma sensação estranha, como um toque desagradável da pele, chamado de anodinia”, acrescenta o Dr. Saad.

Importante salientar que existe vacina contra a herpes zoster, aprovada pela ANVISA e indicada principalmente aos pacientes com mais de 50 anos, fase de maior risco de infecção. A vacinação também ajuda a diminuir a dor aguda e crônica, contudo, não é eficaz sobre herpes tipo 1 (oral) e herpes tipo 2 (genital), somente sobre a tipo 3 (zoster).

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