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Prevenção & Saúde

Com o aumento na expectativa de vida, o número de enfermos pode dobrar até 2040

Segundo dados retirados da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, a doença de Parkinson é a segunda patologia degenerativa, crônica e progressiva do sistema nervoso central mais frequente no mundo, atrás apenas do Alzheimer. Estima-se que há aproximadamente 4 milhões de pessoas no mundo vivendo com a enfermidade, o que representa 1% da população mundial a partir dos 65 anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Com o crescimento na expectativa de vida, este número pode dobrar até 2040. Para as famílias que já convivem com entes nesta condição, a equipe de profissionais da Home Angels, maior rede de franquias de cuidadores da América Latina, preparou algumas dicas para facilitar as tarefas diárias. 

  • Antes de iniciar uma atividade, peça que o idoso faça o planejamento mental do que será realizado. Desta maneira, ele terá maior segurança no movimento que irá fazer. Vale ressaltar que esta organização não será tão eficaz se o ambiente sofrer com mudanças contínuas, por isso, deve-se evitar a troca de móveis, por exemplo. 
  • Quando a atividade apresentar certo risco ou esforço para o idoso, evite conversar com ele pois, assim, a atenção não é dividida e o foco fica apenas no que está sendo feito. Lembre-se, no Parkinson, os movimentos deixam de ser automáticos e passam a ser pensados antes de serem realizados. Este entendimento ajuda  a compreender porque as atividades são realizadas uma a uma e não duas ao mesmo tempo. 
  • Durante as refeições, evite deixar a televisão ligada. O idoso precisa estar em uma posição confortável e o ambiente deve contar com uma boa iluminação. Os utensílios usados para a refeição podem ser adaptados.
  • Tenha sempre por perto uma cadeira, pois em casos de fadiga extrema, o idoso tem onde descansar. A cadeira, em um determinado estágio da doença, se torna um item importante para o idoso que já apresenta instabilidade postural.
  • Priorize roupas confortáveis, evitando botões ou zíper; caso tenha, deixe o idoso sentado para abri-los e fechá-los. Pode ser que sejam necessários comandos verbais para ajudar na construção do movimento que será realizado, portanto, observe o idoso para ver se este já é o caso.
  • A fadiga é uma característica muito comum e é até mesmo esperada na doença, que causa muito impacto na condição geral do enfermo. Existem técnicas para o gerenciamento desse estágio e os profissionais de saúde envolvidos nos cuidados podem te ajudar. Além das técnicas, uma boa noite de sono e um cochilo, 40 minutos no máximo, no meio da tarde, pode ajudar bastante. 

Sobre a Home Angels

A Home Angels surgiu em 2009 da união de ideias dos empresários Artur Hipólito e Marco Imperador. Os sócios perceberam que, com o aumento gradual da expectativa de vida da população brasileira, havia um mercado em potencial ainda inexplorado: uma rede de franquias de cuidadores de idosos. A rede é pioneira no segmento e se consolidou no mercado rapidamente, tornando-se referência como a maior rede de cuidadores de idosos da América Latina. As unidades Home Angels prestam serviço de excelência em assistência física e emocional, tendo sempre um atendimento supervisionado e personalizado aos assistidos e suas famílias. Mais informações: https://www.homeangels.com.br/

Cerca de 50% dos brasileiros tiveram o sono afetado desde o início da pandemia1. Nos Estados Unidos, os problemas recorrentes de noites mal dormidas, causam uma perda anual de mais de R$ 100 bilhões de reais1. As pessoas com insônia crônica são menos produtivas e têm um desempenho pior que as que dormem bem. Estima-se que os prejuízos em torno dessa baixa produtividade sejam de cerca de R$ 4 mil por funcionário, segundo estudo2 norte-americano publicado na revista científica Sleep.

Pesquisas mostram como a doença interfere na produtividade do profissional

Não apenas a privação, mas a baixa qualidade do sono pode afetar as funções cognitivas do indivíduo. Diversos distúrbios podem ser a causa de noites mal dormidas. A apneia está entre eles. Em um estudo amostral em indivíduos com acesso a rede de saúde, mais de 80% dos afetados pela apneia do sono nunca haviam sido diagnósticados3. A estimativa atual é de que 936 milhões de pessoas sejam acometidas pela apneia do sono em todo o mundo4. Ela produz uma redução na efetividade do sono, gera sonolência diurna e pode ter um impacto similar sobre a produtividade.

Entre os fatores de risco para apneia obstrutiva do sono podemos listar sobrepeso e obesidade, circunferência cervical aumentada, sexo masculino, meia-idade, diagnóstico de hipertensão arterial, uso de álcool ou medicações sedativas, anormalidades na via aérea, ronco e histórico familiar prévio5, embora muitos pacientes recém-diagnosticados sejam mulheres. 

O uso de terapia com pressão positiva contínua nas vias respiratórias (CPAP) durante o sono é o tratamento padrão para essa condição. “A utilização é feita adaptando-se uma máscara ao rosto, por onde é administrado um fluxo de ar que vai permitir a respiração normal. O bom resultado dependerá do comprometimento do paciente com o tratamento”, diz Fernanda Murakami, líder em inovações clínicas da ResMed LATAM.


Referências:

  1. Correio Braziliense 2011. Available at: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2011/10/02/interna_ciencia_saude,272253/pesquisa-revela-que-insonia-afeta-produtividade-profissional-e-vida-pessoal.shtml
  2. Kessler RC et al. SLEEP 2011. Available at: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21886353/
  3. Young T et al. SLEEP 1997. Available at: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9406321/
  4. Benjafield AV et al. Lancet Resp Med 2019. Available at: https://www.thelancet.com/journals/lanres/article/PIIS2213-2600(19)30198-5/fulltext
  5. American Association of Sleep Medicine. Available at: https://sleepeducation.org/sleep-disorders/sleep-apnea/
  6. ResMed. Available at: https://www.resmed.com.br/apneia/opcoes-treatment

Brasil, junho de 2021: Esse é o mês do orgulho LGBTQIA+, e precisa dar mais atenção a essa causa. Celebrado mundialmente o evento é marcado por palestras e festas, além da tradicional Parada do Orgulho LGBT, para conscientizar e reforçar a importância do respeito e da promoção de equidade social e profissional de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queer, intersexuais e assexuais.

Silicone industrial é proibido pela ANVISA e jamais deve ser inserido no corpo. Porém, mesmo com o fácil acesso a informações, o número de pessoas que ainda se submetem a esse tipo de procedimento é absurdo.

Junto com essa conscientização sobre os direitos e respeito, o Dr. Thiago Marra quer alertar o público sobre um assunto bastante importante: “o de não se encaixar no corpo”. “Quando o paciente não se identifica no corpo, ele começa a se desesperar e fazer loucuras, como colocar o silicone mais barato e proibido pela ANVISA.”, comenta o médico ao informar que o silicone industrial é proibido, pois ele é produzido para outros fins como colagem de superfícies, vedação de vidros e lacunas, impermeabilização de azulejos, entre outras utilidades.

Atualmente o dr., retirou o silicone industrial da youtuber Luisa Marilac. Lembrando, porém, que a substância não foi retirada 100% do corpo. O produto gruda na pele e anda pelo corpo do paciente, de modo que é impossível retirar o produto por completo. “Luisa colocou o silicone quando jovem, com 16 anos, e praticamente não existia tanta informação, hoje ela começou a sentir os sintomas que vão de pequenas dores e até mesmo a morte.”, comenta o dr. ao dizer que a cirurgia é complicada e o ideal é não colocar o que não é aprovado pelos órgãos de saúde.

Com o intuito de diminuir essa agressividade com o corpo e proteger as pessoas de substâncias perigosas, o médico comunica: “me coloco a disposição de todas as pessoas que precisam de intervenções médicas em relação ao silicone industrial.”.


Quem é Dr. Marra?

Thiago Marra é doutor especialista em rinoplastia. Ele nasceu em Belo Horizonte e vem de uma família tradicionalmente de médicos. Formou-se no colégio Loyola, um dos mais conceituados de Belo Horizonte, e cursou medicina na FCMMG (Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais) – nota 5 no ENADE e uma das mais antigas e tradicionais faculdades de medicina do país. Em janeiro de 2012, ingressou no serviço de pós-graduação de cirurgia-geral pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte na equipe cirúrgica do dr. Nancran. Durante dois anos em tempo integral, dedicou-se dentro de um dos maiores hospitais públicos da América Latina, com mais de 1.000 leitos no SUS, a aprender tratar cirurgicamente dezenas de patologias como hérnia inguinal, hérnia umbilical, colecistectomia (retirada de vesícula), abdómen agudo, tumores intestinais, dentre outros. Após concorrer a disputada vaga em cirurgia plástica, com mais de 40 candidatos para duas vagas, ele foi aprovado no serviço no Hospital Universitário de Ciências Médicas. Foram três anos de muito aprendizado ao lado de mais de 14 preceptores, dentre eles mestres e doutores, e mais de 8.400 horas cumpridas.

 

 

Aproximadamente 60 milhões de brasileiros, o que corresponde a 37% da população do país, sofrem de dor ocasionada pela má postura ao usar o celular. A informação é da Organização Mundial de Saúde (OMS) que afirma, ainda, que o problema no Brasil supera a média verificada no mundo, de 35%. 

Em um momento em que a sociedade passa cada vez mais tempo entre telas, por conta da necessidade de isolamento social para prevenir e conter a disseminação da Covid-19, os dados da OMS exigem mais atenção. A má postura pelo uso incorreto do celular pode ocasionar a “text neck”, conhecida como “síndrome do pescoço de texto”, que uma vez não corrigida pode levar à dor crônica e, até mesmo, à necessidade de intervenção cirúrgica.  

Foto: Thom Holmes/Unsplash

A síndrome é caracterizada pelo esforço repetitivo ao manter o pescoço flexionado enquanto se faz o uso do smartphone, o que provoca a dor na região cervical e pode ser acompanhada por dores nos ombros, nas costas, na região torácica e na cabeça. Em alguns casos, é possível sentir também o formigamento nos braços, sintomas oculares e psicológicos, como ansiedade e estresse.   

Como identificar  

A síndrome evolui de forma silenciosa e, por isso, preocupa os profissionais da área da saúde. Os pacientes que relatam sintomas, geralmente, já estão em estágio mais avançado do problema. Por isso, os cuidados com a postura devem ser diários.  

“Quando a pessoa fica muito tempo debruçada para frente olhando a tela do celular, ela aumenta o braço de alavanca, e o peso da cabeça fica maior”, define a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), esclarecendo que essa posição provoca dores na coluna cervical que podem irradiar para outras áreas do corpo.  

Aos primeiros sinais de dores em crianças, adolescentes ou adultos, é aconselhável buscar orientação médica. O diagnóstico pode ser realizado por meio de uma ressonância magnética de coluna cervical, exame de imagem que estuda a área da coluna compreendida entre o crânio e o pescoço.   

A ressonância permite visualizar ossos e músculos sem a necessidade de um procedimento cirúrgico, sendo, portanto, um método de avaliação menos invasivo. Apesar disso, é muito preciso na identificação de processos inflamatórios e problemas nas vértebras da coluna cervical, como hérnia de disco, desgaste e degeneração das articulações, deslocamentos, traumas, dentre outros.  

Orientações de prevenção e tratamento  

O tratamento da síndrome do pescoço de texto é feito a partir de medicamentos de combate às dores e do trabalho de correção da postura para evitar o agravamento da situação. Outros problemas de saúde desencadeados pela síndrome devem ser tratados caso a caso.   

A orientação da SBOT é para que as pessoas busquem minimizar os impactos do uso do celular. Assim, o ideal é tentar dividir o tempo que se gasta com o aparelho ao longo do dia. “Quando usar, é preciso deixar a tela na altura dos olhos para não inclinar tanto a cabeça”, pontua a Sociedade, ressaltando que a prática regular de atividade física também é uma aliada para fortalecer a musculatura da coluna.  

Evitar posturas estáticas por um tempo prolongado, utilizar as duas mãos para segurar o celular, digitar com os dois polegares e fazer pausas para descanso longe do aparelho ao longo do dia são algumas dicas para evitar o surgimento da síndrome, bem como possíveis complicações decorrentes dela.

Impactos e consequências socioeconômicas da pandemia devem trazer mais atenção ao bem-estar feminino, em 28 de maio, Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher. Agressões são o estopim para uma série de doenças, alerta especialista

Os dados de 2020 são alarmantes para as mulheres brasileiras, os casos de violência doméstica subiram 27%, segundo pesquisas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Ainda, 80% das mulheres entrevistadas pelo IBOPE, entre os meses de junho e julho, relataram sentir alguma dor com frequência.

Essas informações somadas ao que explica a doutora Camille Figueiredo, pesquisadora e médica reumatologista na Cobra Reumatologia, têm impacto direto na saúde das mulheres, cujos sintomas mais comuns são ansiedade, medo e estresse – fatores que se transformam em uma verdadeira bomba-relógio para o bem-estar feminino especialmente durante a pandemia de COVID-19.

Por isso que nesta data de 28 de maio, dedicada ao Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher, a doutora Camille abre o debate chamando a atenção para problemas que podem ser associados às doenças reumatológicas.

Os dados resumem o cenário alarmante em que vivemos: à medida que a pandemia se intensifica, relatos de violência doméstica contra as mulheres estão se espalhando rapidamente em todo o mundo e seus parceiros estão aproveitando as medidas de distanciamento físico para isolar vítimas dos recursos de assistência adequados. – Camille Figueiredo (pesquisadora e médica reumatologista na Cobra Reumatologia)

A violência pode ir muito além do ato da agressão física, ela também gera gatilhos para os problemas na ordem da saúde mental. Esses são impactos que podem funcionar como o estopim no sistema imune, levando ao desenvolvimento e agravamento de doenças reumatológicas, como artrite, fibromialgia, lúpus, entre outras.

A Dra. Camille Figueiredo se dedica neste momento a estudar o impacto da pandemia na vida das mulheres e publicou um artigo, COVID-19: one pandemic shading another, no conceituado periódico Arch Depress Anxiety. Na publicação, assinada em parceria com o Dr. Felipe Mendonça de Santana, Camille traz dados relevantes que deixam um importante alerta, pelo bem-estar físico, emocional e pela prevenção de futuras complicações imunológicas, e mais que isso, pela vida das mulheres brasileiras:             

Abordagens para acabar com a violência doméstica devem idealmente ser consistentes em uma colaboração mútua entre governos e organizações não governamentais, visando primeiro aquelas mulheres mais vulneráveis. Estes devem ser integrados em ordem para prevenir o problema, enquanto fornece abrigo, psicológico apoio e educação para mulheres, particularmente nos casos em que crianças estão envolvidas. Além disso, combate à violência doméstica consiste em resolver continuamente os problemas domésticos, não apenas durante a pandemia, mas depois disso. Este não é um problema novo, só está cada vez mais agravante. – Camille Figueiredo (pesquisadora e médica reumatologista na Cobra Reumatologia)


Sobre a doutora: Formada pela Universidade do Estado do Pará (1998), Camille Pinto Figueiredo é responsável pelo braço acadêmico da Cobra Reumatologia. Com residência e doutorado realizados no Hospital das Clínicas (FMUSP) e pós-doutorado pela Friedrich-Alexander-University Erlangen-Nuremberg (Alemanha), Camille é médica e pesquisadora, dedicando-se, sobretudo, aos estudos sobre metabolismo ósseo e HR-pQCT. Em virtude de suas pesquisas, Camille foi congratulada com quatro prêmios, dentre eles, atribuídos pela Sociedade Brasileira de Densitometria Óssea, juntamente com outros pesquisadores: “Prêmio Antônio Carlos Araújo de Souza em Densitometria Clínica” (2008) e “III Prêmio de Incentivo à Pesquisa em Osteoporose e Osteometabolismo” (2011).

Para falar mais sobre vitaminas, a nutricionista Tatiana Amalfi, explica a função de cada uma delas, para que são utilizadas, seus benefícios e os perigos da automedicação. 

Especialista explica como os suplementos ajudam a manter o organismo saudável e alerta sobre os perigos da automedicação

A vitamina B12 é um suplemento nutricional importante para o funcionamento normal do sistema nervoso, por sua vez, esse sistema auxilia na produção de hemácias, enquanto a D3 prevê os sintomas da falta de vitamina D no organismo e é essencial para a saúde óssea, auxiliando nas funções musculares, na saúde do coração e na imunidade.

“A B12 é usada para a prevenção da anemia, que também é conhecida como megaloblástica. Já a vitamina D ajuda na absorção do cálcio no organismo e é importante para o sistema imunológico”, ressalta a nutricionista.

Mais relacionada à saúde estética, a vitamina Levedo de Cerveja tem ação energética, desintoxica o organismo e ajuda a combater os altos níveis de glicose no sangue, sendo fonte de proteína, fibras e sais minerais. A Levedura também ajuda no sistema digestivo, nervoso e imunológico, além de prevenir a queda de cabelo controlar a diabete e a acne.

Já a vitamina CoQ-10 é indicada para pessoas que praticam exercícios físicos com frequência, principalmente de endurance como corredores, ciclistas e triatletas. A Coenzima Q10 produz ATP, um componente presente e indispensável na cadeia transportadora de elétrons que diminui a fadiga durante e, principalmente, após o treinamento ou atividade física. A enzima desenvolvida no suplemento auxilia na redução do inchaço e da sobrecarga oxidativa de um exercício ou treino pesado.

 “Cada vitamina tem uma função no organismo, por isso é necessário que o paciente tenha acompanhamento de um profissional que possa diagnosticar que tipo de vitamina aquele corpo necessita. Recomendações e orientações de quem deve ou não ingerir algum tipo de vitamina ou suplemento, precisam ser prescritas por um profissional nutricionista ou médico, de acordo com as necessidades de cada indivíduo”, ressalta.

A ingestão destes componentes sem prescrição médica é muito comum. As pessoas tendem a entrar na farmácia e comprar o suplemento da moda. No entanto, o assunto não é tão simples assim. Segundo Tatiana, a automedicação e as centenas de combinações de minerais indicados para suprir alguma carência do organismo, na realidade podem trazer mais danos do que benefícios ao corpo.

“Cabe a recomendação de só recorrer à complementação com orientação de um especialista depois de detectada alguma privação que justifique esse procedimento. Existem casos, por exemplo, que a carência de determinada vitamina é resultado de uma situação especial, como doenças, gravidez e até a faixa etária do indivíduo. Por isso a importância de ingerir a vitamina somente após exames clínicos”, orienta Amalfi.

A nutricionista ainda reitera que “a automedicação é sempre contra indicada e é errado pensar que tomar vitaminas sem acompanhamento médico e sem conhecimento do que o seu corpo de fato precisa não faz mal”, finaliza.

Embora estejam simbolicamente ligados a chegada da maturidade, o aparecimento dos cabelos brancos segue uma lógica biológica que pode ou não acompanhar a idade cronológica da pessoa. Atualmente os cabelos brancos estão valorizados mesmo entre um público que antes mal considerava ostentar o visual dos fios totalmente prateados, é crescente o número de mulheres que estão preferindo deixar os fios seguirem o ciclo natural da perda de cor.

Dr Ademir Leite Junior, médico e tricologista Presidente da Academia Brasileira de Tricologia lista 15 dicas sobre cabelo branco que todos deveriam saber

Mas, afinal, como é de fato esse processo do embranquecimento dos cabelos? E quem gostaria de retardar o surgimento deles, tem essa possibilidade? Além da ausência da cor natural, quais são as diferenças entre cabelos brancos e pigmentados?

Quem responde a essas dúvidas é o médico e tricologista Dr Ademir Leite Junior. O profissional, que é Presidente da Academia Brasileira de Tricologia lista 15 coisas sobre cabelo branco que todos deveriam saber.

1 – Podem aparecer em qualquer idade, mesmo ao nascimento, mas normalmente costumam dar seus primeiros sinais após os 30 anos de idade para a maioria das pessoas.

2 – Da mesma forma que há adolescentes que começam a ter cabelos brancos existem idosos que não ficam com os cabelos grisalhos.

3 – O termo canície é utilizado para definir o processo de embranquecimento dos cabelos.

4 – Cada folículo piloso (raiz do cabelo) apresenta um conjunto de células que produzem a melanina (pigmento do cabelo) e que estão ativas (trabalhando). Neste mesmo folículo há um estoque de células que renovam as células ativas na medida que estas vão envelhecendo.

5 – Uma vez que se esgota este conjunto de células (as ativas e as do estoque de renovação), os cabelos ficam brancos.

6 – É o estoque de células que temos em cada raiz do cabelo que faz com que eles mantenham o pigmento por maior tempo. Se este estoque é grande nossos cabelos tenderão a ficar brancos mais tardiamente.

7 – Além do consumo das células que produzem os pigmentos dos nossos cabelos (melanócitos), existem momentos em nossa vida em que a produção do pigmento diminui. Isto se dá por eventos traumáticos ou estresse.

8 – Existem casos de doenças e medicamentos que podem acelerar o aparecimento de cabelos brancos.

9 – É sabido que uma elevada quantidade de radicais livres nos folículos pode provocar o aparecimento precoce de fios brancos.

10 – Não há nenhum medicamento que tenha efeito comprovado na recuperação da coloração dos cabelos.

11 – As colorações sintéticas ainda são os métodos mais eficazes de cobrir os fios brancos e de disfarçá-los.

12 – Cabelos brancos apresentam a mesma estrutura anatômica dos fios pigmentados, porém não apresentam exatamente o mesmo pigmento que dá a cor aos mesmos.

13 – É mentira que a cada fio branco arrancado nascem outros sete fios brancos. Uma vez arrancado um fio branco pode voltar a nascer branco novamente, mas isso nunca interferirá na pigmentação dos fios ao redor dele, uma vez que cada fio de cabelo tem seu próprio conjunto de células que produzem a melanina (pigmento dos cabelos)

14 – O estresse parece ter um envolvimento direto com o aparecimento precoce dos fios brancos.

15 – Fios brancos devem ser tratados da mesma forma que fios pigmentados, uma vez que anatomicamente são idênticos aos fios com cor.

Dor ou sensação de queimação na boca do estômago são alguns dos sinais de gastrite. A estimativa da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FGB) é de que 70% dos brasileiros sofrem com os incômodos causados pela inflamação na mucosa do estômago. 

Aguda ou crônica, a gastrite tem diferentes causas. A doença tem sintomas em comum com outros problemas digestivos. A orientação é se consultar com um especialista em gastroenterologia que irá pedir os exames adequados para o diagnóstico do motivo da inflamação do estômago para o tratamento adequado. 

O Ministério da Saúde destaca que, além dos medicamentos, o paciente precisa mudar os estilos de alimentação e de vida. Estar atento ao funcionamento do próprio organismo e adotar cuidados simples ajudam a recuperar a saúde. 

Atenção às refeições 

De acordo com o Ministério da Saúde, a pessoa deve se alimentar bem e com calma, mastigando bem os alimentos. Determinar horários para café da manhã, almoço e jantar contribuem para evitar a gastrite. Não é recomendado ficar muitas horas em jejum e indica-se optar por refeições curtas ao longo do dia em vez de uma grande refeição.

As orientações do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) da Universidade Federal de Rio de Janeiro (UFRJ) sobre a mudança nos hábitos alimentares incluem retirar ou reduzir o consumo de café, chás mate e preto, leite e derivados, chocolate, sal e gorduras em excesso, além das frituras, refrigerantes e bebidas alcoólicas. Picles, feijão, brócolis, repolho, rabanete, nabo, tomate, couve-flor, couve, pepino e rabanete também devem ficar fora do cardápio. 

Outros produtos que costumam ser retirados da rotina de alimentação de pacientes com gastrite são alimentos enlatados ou embutidos, doces processados – como doce de leite, marmelada, goiabada, pé-de-moleque, cocada, geleia, compotas – e as frutas secas e cristalizadas. 

Especialistas do HUCFF lembram que temperos e condimentos em geral – molhos industrializados, mostarda, ketchup, molho tártaro, caldos concentrados em geral, molho inglês, massa de tomate, pimenta, vinagre – também são vilões para pessoas com este quadro. As frutas não podem ser oleaginosas, como as nozes, avelã, coco, amêndoa, castanha de caju e do Pará, amendoim, pistache, nem ácidas, como limão, laranja, abacaxi, damasco, pêssego, cereja, morango e kiwi. 

A prioridade é um cardápio leve com verduras e com carnes magras. Ou seja, salsicha, linguiça, enlatados, patês, carnes gordas, bacon, carne de porco, embutidos em geral, presunto, mortadela e alimentos em conserva estão fora da dieta até a melhora do paciente. 

Prevenindo as causas 

Alguns dos motivos que desencadeiam a gastrite são o tabagismo e o efeito colateral pelo uso de analgésicos, aspirina ou anti-inflamatórios além do prescrito pelos médicos. Portanto, abandonar o cigarro e não abusar de remédios colaboram para evitar ou melhorar o quadro do paciente. 

O Ministério da Saúde indica ainda que a doença também pode ser causada pela bactéria Helicobacter pylori ou até ter origem autoimune. Neste caso, os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico atacam e destroem as células gástricas da própria pessoa. 

Cuidando do lado emocional 

“Gastrite nervosa” é um autodiagnóstico comum entre as pessoas. No entanto, o Blog da Saúde do Ministério da Saúde explica que não existe este tipo de gastrite. O motivo é que estresse, problemas emocionais e pressão psicológica podem interferir no funcionamento do sistema digestivo. Esses quadros podem desencadear dores estomacais, acidez e refluxo. No entanto, eles não são considerados gastrite por não haver inflamação. 

Nesses casos, é necessário tratamento adequado para que o paciente recupere a qualidade de vida. A pessoa deve procurar o gastroenterologista e o apoio de um especialista em psiquiatria ou psicologia para o suporte adequado. Outra orientação é evitar a automedicação e receitas caseiras indicadas na internet que podem agravar a situação. 

Apareceu sintomas? Procure o médico 

Além da dor de estômago intensa, que pode ser rápida ou permanente, a Rede D’Or São Luiz enumera outros sinais de suspeita de gastrite, como sensação de estufamento, indigestão ou má digestão, sensação de estômago cheio após pequenas porções de comida, azia e perda de apetite. Em alguns casos mais sérios, o paciente pode sofrer com náuseas e ter sangue nas fezes e no vômito. 

Aos sinais de gastrite, deve-se relatar todos os sintomas para auxiliar o médico a fazer o histórico clínico. É indicado exame físico e solicitada uma endoscopia, que é o principal procedimento para diagnóstico de gastrite. Também pode haver investigação complementar por raios-X e, se necessário, biópsia.

A partir da identificação das causas da gastrite, a pessoa recebe as orientações para o tratamento adequado, com medicamentos prescritos para reduzir a quantidade de ácido no estômago.

A Porfiria Hepática Aguda (PHA) faz parte de uma família de doenças genéticas raras, caracterizadas por crises potencialmente fatais e, para alguns pacientes, por sintomas debilitantes crônicos que afetam negativamente as atividades diárias e a qualidade de vida.

Campanha global acontece de 10 a 17 de abril. De difícil diagnóstico, doença genética afeta diretamente a qualidade de vida do paciente

A PHA é composta por quatro subtipos, cada um resultante de uma mutação genética que acarreta deficiência em uma das enzimas da via da biossíntese do heme no fígado: Porfiria intermitente aguda (PIA), Coproporfiria Hereditária (CPH), Porfiria Variegata (PV) e Porfiria por Deficiência de ALAD (PDA)1,2.

Nos Estados Unidos e na Europa, cerca de 5 mil pessoas apresentam uma ou mais crises, anualmente. Cerca de 1 mil pessoas sofrem crises frequentes e graves, que requerem várias hospitalizações a cada ano3. Aproximadamente 1 de cada 100 mil pessoas é diagnosticada com PHA sintomática4. Atualmente, não existem tratamentos no Brasil para impedir as crises debilitantes e tratar os sintomas crônicos da doença.

Os sintomas da PHA variam muito e geralmente ocorrem pela primeira vez no auge da vida produtiva dos pacientes, entre os 20 e 30 anos de idade. Predominantemente, a PHA afeta as mulheres, mas homens e mulheres herdam, com a mesma frequência, as mutações que causam a doença5. Os sintomas afetam a qualidade de vida de modo significativo, tais como:

  • Dor abdominal difusa e grave;
  • Náusea;
  • Urina escura/avermelhada;
  • Fraqueza, dormência;
  • Insuficiência respiratória;
  • Confusão, ansiedade, convulsões, alucinações, fadiga;
  • Lesões de pele crônicas ou causadas por exposição ao sol, incluindo a formação de bolhas em pacientes com PH e PV.

Os ataques podem ocorrer repentinamente com ou sem gatilhos identificáveis tais como: flutuações hormonais durante a menstruação, determinados medicamentos (por exemplo, antimicrobianos e anticonvulsivantes), dietas, consumo de álcool, tabagismo e estresse6,7,8,9.

É comum haver um diagnóstico incorreto da PHA, pois os sintomas muitas vezes podem se parecer com os de outras doenças mais comuns, como a síndrome do intestino irritável (SII), apendicite, fibromialgia e endometriose. Os pacientes podem permanecer sem diagnóstico por até 15 anos. Essa demora pode levar a cirurgias desnecessárias e aumentar a carga da doença, com sintomas como paralisia, hipertensão, doença renal crônica ou carcinoma hepatocelular (câncer do fígado).

Os sinais que podem sugerir PHA são:

  • Idas frequentes ao médico, incluindo clínico geral e especialistas;10
  • Sintomatologia continuada após intervenção cirúrgica;6,11
  • Impressão de dor psicossomática ou vício em drogas;8
  • Escurecimento da urina quando exposta à luz;8
  • Dor recorrente durante a fase lútea da menstruação.6

Os pacientes relatam que a PHA limita sua capacidade para trabalhar e manter uma vida social12,13:

  • 20% alegaram dispensa médica ou incapacidade física há muito tempo;
  • 47% tinham interações sociais limitadas;
  • 29% eram incapazes de sair de casa, o que demonstra os efeitos psicossociais da PHA na vida dessas pessoas.

 Sobre a Semana de Conscientização da Porfiria (10 a 17 de abril)

A Semana de Conscientização da Porfiria é uma iniciativa da American Porphyria Foundation (APF) focada em iniciar uma conversa educativa e de conscientização sobre a porfiria com pacientes e profissionais de saúde. A APF é uma fundação sem fins lucrativos dedicada a melhorar a saúde e o bem-estar de todas as pessoas e famílias afetadas pela doença. No Brasil, a campanha é incentivada pela Associação Brasileira de Porfiria (Abrapo), instituição sem fins lucrativos que desde 2006 dá apoio às pessoas com porfirias e promove a integração entre médicos e pacientes de diferentes regiões do Brasil. Mais informações em porfiria.org.br e https://porphyriafoundation.org .


Referências:

  1. Bissell, Wang. J Clin Trans Hepat. 2015;3(1):17-26.
  2. Puy, Hervé et al. Lancet. 2010;375:924-937.
  3. Anderson, Bloomer et al. Ann Intern Med. 2005;142(6):439-450.
  4. Elder G, Harper P, Badminton M, Sandberg S, Deybach J-C. J Inherit Metab Dis. 2013;36(5):849-857.
  5. Bissell DM, Wang B. J Clin Transl Hepatol. 2015;3(1):17-26. 7
  6. Anderson KE, Bloomer JR, Bonkovsky HL, et al. Ann Intern Med. 2005;142(6):439-450.
  7. Naik H, Stoecker M, Sanderson SC, Balwani M, Desnick RJ. Mol Genet Metab. 2016;119(3):278-283.
  8. Bissell DM, Anderson KE, Bonkovsky HL. N Engl J Med. 2017;377(9):862-872
  9. Balwani M, Wang B, Anderson KE, et al; for the Porphyrias Consortium of the Rare Diseases Clinical Research Network, Hepatology.
  10. Gouya L, Balwani M, Bissell DM, et al. Pôster apresentado à European Association for the Study of the Liver International Liver Congress; April 14, 2018
  11. Bonkovsky HL, Maddukuri VC, Yazici C, et al. N Engl J Med. 2014;127(12):1233-1241.
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  13. Bylesjö I, Wikberg A, Andersson C. Scand J Clin Lab Invest. 2009;69(5):612-618.

Por Rodrigo Ferrarese

Só quem teve bartolinite sabe a dor que a inflamação na glândula de Bartholin provoca. É isso que é a bartolinite em si: uma infecção da glândula de Bartholin e de seu ducto, que pode evoluir para formação de abscesso. Trata-se de um problema relativamente comum, com cerca de 150 mil casos no Brasil por ano.

A bartolinite é uma infecção da glândula de Bartholin, que pode ser tratada com remédios, drenagem ou, em alguns casos, cirurgia.

O que é a glândula de Bartholin?

A glândula de Bartholin é uma glândula que fica na entrada da vagina, bem na parte de baixo da região. São, na verdade, duas glândulas, que ficam uma de cada lado da entrada vaginal. Sim, todas as mulheres têm essa glândula.

A função da glândula de Bartholin é ajudar na lubrificação da vagina. No entanto, ela não é fundamental para isso. As pacientes que precisam por algum motivo retirar essa glândula continuam tendo uma lubrificação normal.

Essa glândula produz uma secreção por um canalzinho (ducto), eliminando-a na entrada da vagina e assim ajudando na lubrificação. Se, por algum motivo, esse canalzinho entope (geralmente a causa é infecção), o líquido fica acumulado dentro da glândula. O acúmulo desse líquido leva ao que chamamos de Cisto de Bartholin.

Dr. Rodrigo Ferrarese – ginecologia e obstetrícia

O que é e como tratar o Cisto de Bartholin?

O Cisto de Bartholin é uma alteração nesta região, que a deixará um pouco abaulada, ou seja, vai aparecer uma bola na região da vagina. Essa bola pode ser de qualquer tamanho, variando desde um grãozinho de feijão até mesmo uma bola de pingue-pongue.

Quando esse conteúdo infecciona passamos a chamar o quadro de bartolinite.

Como é o tratamento da bartolinite?

Antes de tudo, sim, há tratamento e tem cura! Quando a mulher está no que chamamos de processo infeccioso, que é a bartolinite, provavelmente sentirá muita dor. É preciso passar em consulta para que o médico avalie exatamente o que pode ser feito.

Pode ser que o tratamento inclua apenas analgésico, antibiótico ou anti-inflamatório, para que haja uma desinflamação do cisto e também para eliminar bactérias.

Quando o tratamento com remédio não é suficiente, é necessário a drenagem dessa bartolinite. Essa drenagem pode ser feita no pronto-socorro ou no consultório, através de agulha ou bisturi. O processo é um pouco doloroso, mas não pela técnica e sim pela inflamação em si.

Sim, a bartolinite pode voltar

Podemos afirmar que o mais comum é a bartolinite ter uma certa recorrência. Não conseguimos dizer de quanto tempo será esse intervalo de tempo e pode ser que você tenha a sorte de nunca mais sofrer com essa inflamação, mas a bartolinite tende a voltar num período inferior a um ano.

“Mas, doutor, o que pode fazer então?”. É preciso fazer um acompanhamento médico, junto com seu ginecologista, para que ele ofereça um tratamento adequado ao seu quadro. Por exemplo, caso tenha o Cisto de Bartholin, é fundamental que você veja com ele se há a necessidade da retirada deste cristo, para que nunca mais tenha esse problema.

A retirada do Cisto de Bartholin é um procedimento rápido, feito no hospital através de bisturi ou através do uso de laser. A técnica mais atual, hoje, é o que chamamos de vaporização da cápsula da glândula de Bartholin. Trata- se de uma “queimada” da cápsula com o uso de laser CO2.

O mais importante? Saber que tem tratamento e que é passageiro.

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