Prevenção & Saúde

A época mais fria do ano exige cuidados redobrados, principalmente por ser um período em que a nossa imunidade pode cair e nos deixar mais suscetíveis a gripes e resfriados. Afinal, sabemos que após os 50 anos o nosso organismo está mais fragilizado, mas, nada de alarmes: mantenha a sua saúde em dia para que a sua imunidade esteja forte para passar a estação ileso!

Para ajudá-lo nessa missão, separamos algumas dicas essenciais que vão dar aquela mãozinha na sua saúde:

1 Hidrate-se!

É fato que no inverno a vontade de tomar água diminui, mas é preciso manter a hidratação e se forçar a beber água. Muitas pessoas esperam sentir sede para então se hidratar, mas vale lembrar que quando sentimos sede significa que a falta de água em nosso organismo já está crítica e, então, vem o alerta. O ideal é não chegar nesse ponto, bebendo água constantemente, mesmo sem sentir sede.

Há quem consuma muitos chás e outras bebidas quentes nessa época, como café e chocolate quente. Apesar de ser uma ótima pedida para combater as baixas temperaturas da época, ainda assim, é importante beber água pura mesmo.

2 Movimente-se!

Apesar de dar preguiça de se movimentar por conta do frio e a vontade maior seja a de ficar debaixo das cobertas, pratique exercícios em casa, principalmente alongamentos. Afinal, é normal estarmos mais inflexíveis pela postura mais contraída com a queda da temperatura.

Em nosso site já postamos alguns canais – tanto no Facebook quanto no Youtube – de pessoas que estão oferecendo aulas on-line de exercício ou dança para que você se movimente em casa.
Vale lembrar que é preciso que respeite o seu corpo e vá no seu ritmo ao fazer as atividades para que não sobrecarregue as suas articulações. Verifique sempre se as aulas on-line que irá acompanhar são para pessoas acima de 60 anos e sempre consulte o seu médico.

3 Agasalhe-se!

Muito provavelmente você conhece algum idoso que, mesmo o dia estando bem frio, com temperatura a 15ºC, por exemplo, veste apenas uma blusa fina de malha. Mas, na terceira idade é preciso se atentar e manter o corpo sempre bem agasalhado, porque a friagem da estação aumenta o risco das perigosas pneumonias, além de resfriados e gripes.

É necessário ainda manter as extremidades protegidas, como calçar meias para não deixar os pés gelados, luvas para proteger as mãos e gorros para manter a cabeça aquecida. Reforce também os cobertores à noite, porque as temperaturas tendem a cair bastante durante a madrugada.

4 Alimente-se adequadamente!

Apesar de ser uma época do ano que pede pratos quentes é preciso prestar atenção na alimentação e manter sempre verduras e legumes crus, além de frutas nas refeições.

Aproveite para se deliciar com as comidas típicas da época, como pinhão, quentão, pamonha, entre outros, e, claro, abuse dos caldos quentes, canjas e sopas, mantendo o consumo de saladas também.

5 Higienize as mãos

Quem não tem aquecedor nas torneiras precisa seguir firme e manter os procedimentos de higiene recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para combater o coronavírus: lavar as mãos com água e sabão por, pelo menos, 30 segundos, além de continuar usando o álcool em gel, ainda que as suas mãos fiquem geladas.

6 Hidrate a sua pele!

Apesar da grande maioria das pessoas maduras não ter o costume de utilizar cremes hidratantes, é preciso aplicá-los na pele, que fica mais ressecada nessa época do ano, principalmente nas pernas. O ideal é aplicar diariamente após o banho e, assim, evitar até mesmo irritações na pele, que podem ser causadas pela desidratação da derme.

Vale lembrar que a hidratação da pele também é diretamente ligada à hidratação do organismo com água.

A pele do rosto e as mãos também precisam ser diariamente cuidadas e hidratadas para não sofrerem com as baixas temperaturas, que podem até mesmo causar maior sensibilidade no rosto e rachaduras nas mãos causadas pelo ressecamento.

7  Reforce a sua imunidade!

Você está em dia com a vacina da gripe? Ainda mais no inverno, é importante reforçar a imunidade e tomar a vacina. Se você ainda está com essa pendência, coloque a sua máscara de proteção, leve álcool em gel nas mãos e busque se vacinar o quanto antes. Caso possa ir de carro, a grande maioria dos postos de saúde tem adotado um esquema ‘drive-thru’ para evitar a aglomeração de pessoas.

Além da vacinação, é importante para a imunidade tomar vitamina D, que é ativada na presença de sol: ou seja, nos dias ensolarados, mantenha-se no sol nos períodos em que a radiação solar é saudável: na parte da manhã, até 10h ou no final da tarde, depois das 16h.

 

O britânico Chris Staniforth, de 20 anos, morreu com coágulos no sangue depois de ficar jogando Xbox por 12 horas a cada sessão. O jovem sofreu um bloqueio pulmonar quando desenvolveu uma trombose venosa profunda. Foto divulgação

Pessoas que têm o hábito de passar grandes períodos sentadas ou deitadas, sem movimentar as pernas, sobretudo as adeptas dos videogames, correm riscos quanto à saúde vascular e elevam a ocorrência de doenças como a trombose. E a preocupação é que esse perigo também se estende à faixa etária dos 15 aos 24 anos de idade.

Entre os jovens, a prevalência da doença anteriormente era baixa, e se manifestava em casos específicos como em internações hospitalares – principalmente em UTI -, câncer, uso de cateter central para infusão de medicamentos e obesidade. Nos últimos anos, com o sedentarismo, casos de Covid-19 e isolamento social, permanecer muito tempo na frente da TV, do computador ou do videogame intensificou o surgimento da trombose, como relata o cirurgião vascular e presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP), Dr. Fabio Rossi.

“Quando permanecemos imobilizados por muito tempo, seja sentado ou em pé, existe a estase, que é o represamento do sangue nas pernas. O sangue parado tende a se solidificar, formando o coágulo ou trombo. Isso significa um aumento do risco de trombose que, atualmente, tem atingido também os jovens gamers, que permanecem sentados por horas na frente de um computador”, explica o médico.

Sintomas

A doença ocorre quando há a formação de um coágulo na circulação sanguínea, que prejudica o fluxo de sangue no organismo, que também surge com a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (TEP). Um dos principais mecanismos responsáveis pelo retorno do sangue venoso dos membros é a contração da bomba muscular da panturrilha, que por sua vez impulsiona a coluna de sangue de volta ao coração, e é prejudicada com a falta de movimento.

A trombose se manifesta com inchaço, edema, dor e arroxeamento nas pernas. Nos casos de embolia, são comuns dores no peito, tosse, falta de ar, palpitação e, em ocorrências mais graves, parada cardiorrespiratória e óbito. “Nessas situações, é indispensável procurar um médico vascular que, na maioria dos casos, fará um exame chamado Doppler Vascular, que tem a capacidade de confirmar o diagnóstico e verificar a gravidade da trombose”, alerta Dr. Rossi.

Prevenção

Para evitar o desenvolvimento do tromboembolismo venoso, o profissional recomenda a adesão de iniciativas simples, porém saudáveis, na rotina:

  • Evitar longos períodos em uma mesma posição, seja em pé, deitado ou sentado;
  • Fazer pausas durante as partidas de videogame para movimentar os membros inferiores, com pequenas caminhadas e alongamentos ao longo do dia;
  • Praticar exercícios físicos regularmente;
  • Manter uma alimentação balanceada, sem o exagero de alimentos gordurosos;
  • Ingerir bastante líquido.

O médico ainda reforça a necessidade de sempre se hidratar bebendo água e não sucos ou outros tipos de bebidas. “Não vale refrigerante, porque eles contêm cafeína, que promove a diurese e pode provocar até mesmo a desidratação”, alerta.

A prevenção e o diagnóstico precoce ajudam a evitar maiores complicações em relação à doença. É fundamental consultar um angiologista ou cirurgião vascular e estar alerta aos sinais do corpo. “Sobretudo, é necessário que a população se informe sobre o significado da doença e como evitar o TEV, além de ficar atenta aos principais sinais e sintomas, pois há casos onde a intervenção imediata por equipes multidisciplinares, treinadas e equipadas se faz necessária para evitar a morte por embolia pulmonar, tão prevalente em nossa sociedade, e as suas sequelas crônicas”, afirma Dr. Fabio Rossi.


O Dr Fabio H Rossi possui Doutorado e Pós-Doutorado pelo Instituto Dante Pazzanese (IDPC) e Universidade de São Paulo (USP), e especialização internacional pelo Montefiore Medical Center ( Prof Frank J Veith – Nova Iorque – EUA). É o Professor coordenador responsável pela Residência Médica em Cirurgia Vascular e Endovascular, e também pela disciplina de Pós-Graduação de Tecnologia em Cirurgia Cardiovascular e Endovascular extra-cardíaca (IDPC-USP). Atualmente é Presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP).

No primeiro ano da pandemia da Covid-19, os brasileiros recorreram mais às bebidas alcóolicas e às drogas. Levantamento feito pela Global Drug Survey (GDS) em 2020 e divulgado no ano passado, mostra um aumento de 17.2% no consumo de maconha; 7.4% de cocaína e de 12.7% de benzodiazepínicos (ansiolíticos e hipnóticos) no Brasil. Com relação ao consumo de álcool, o aumento foi de 13,1%, um pouco abaixo da média mundial de 13,5%. A pesquisa foi realizada com mais de 55 mil pessoas em todo o mundo e  desenvolvida como parte de um esforço global para entender melhor o impacto da pandemia na vida das pessoas, com foco no uso de álcool e outras drogas, saúde mental e relacionamentos.

Para alertar sobre o assunto, foi criado o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, no próximo dia 20 de fevereiro. Após dois anos de pandemia, a rotina das pessoas voltou a uma certa normalidade e os feriados prolongados seguem como oportunidade para o uso dessas substâncias. No Brasil, o principal deles é o Carnaval, período popularmente conhecido pelas pessoas se extravasarem e cederem aos excessos. Neste ano, devido a variante ômicron, muitas cidades cancelaram as celebrações da data, principalmente as públicas, mas as festas particulares seguem permitidas. 

Legalizadas, as bebidas alcóolicas são de fácil acesso para as pessoas. O hepatologista Rafael Ximenes, que atende no centro clínico do Órion Complex, percebe aumento de demanda após feriados prolongados. “Depois de festas e feriados, aumenta a procura médica, seja de quem já consome álcool e piora, seja de quem bebe pouco e passa mal”. Ele ainda fala dos sinais imediatos do consumo de álcool. “Em um primeiro momento existem mudanças de comportamento, perdas de reflexo, as quais causam acidentes, e ainda violência”, detalha.

O médico explica que o consumo constante e exagerado das bebidas causa, a longo prazo, pancreatite, cirrose, lesões neurológicas e no coração, mas que no início elas não apresentam sinais. “Os sintomas só aparecem quando a doença já está grave. A pancreatite causa dor na parte superior da barriga e diarréia. A icterícia, que são os olhos e a pele amarelados, pode ser sinal de cirrose ou hepatite alcóolica”, exemplifica Rafael, citando que uma forma de prevenção é ir ao médico regularmente.

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, não é o tipo da bebida que irá fazer mais ou menos mal, mas o seu consumo. “Dependendo da quantidade ingerida, a cerveja é mais leve, com menor teor alcóolico, mas as pessoas costumam beber mais”, ressalta Rafael Ximenes. “O recomendado é que as mulheres consumam no máximo sete doses por semana e os homens 14, sendo que uma dose equivale a uma lata de cerveja, 40 ml de destilado ou uma taça de vinho de 125 ml”, indica o hepatologista.

Outras drogas
A psiquiatra Lucila Pereira Neves, que também atende no centro clínico do Órion Complex, conta que normalmente as pessoas começam a beber ou experimentam drogas por curiosidade, incentivo de amigos, para se divertir ou para dar alívio a algum sentimento ruim, como tristeza, timidez ou ansiedade. “O uso repetitivo poderá levar ao vício devido a um mecanismo neurobiológico desencadeado pela própria substância consumida, que leva a uma descarga de dopamina no cérebro. A dopamina é um neurotransmissor que nos dá a sensação de prazer. Com isso, ocorre o desejo de repetir o uso”, explica ela.

Tanto as drogas quanto às bebidas trazem muitas consequências para quem consome. “Os males físicos, como alterações hepáticas, pulmonares, dores neuropáticas, desnutrição; males cognitivos, como prejuízo da inteligência, atenção, memória e raciocínio. Existem os males emocionais, como depressão, ansiedade e piora dos transtornos psiquiátricos que a pessoa já possua; males sociais, com prejuízo nos relacionamentos com familiares, amigos e profissionais. E ainda os males financeiros, pois o dependente químico, além de perder emprego ou não conseguir ser empregado, se desfaz de seus bens para financiar o vício”.

A médica destaca que a melhor forma de evitar o vício é não experimentar. “Uma vez experimentadas, a chance de evolução para dependência pode ser imprevisível, a depender de vários fatores”, explica. Um dependente químico não afeta apenas a si, mas também a quem está à sua volta. “Traz tristeza aos familiares, que muitas vezes não sabem como ajudar. Além de ficar mais exposto a violência e acidentes e ele mesmo praticar atos violentos e criminosos, levando a repercussões jurídicas”.

Lucila Pereira concorda que, após o Carnaval e feriados prolongados, aumenta a procura por atendimento médico. “Principalmente por quem teve recaída, ou seja, já estava em um processo terapêutico e procura com maior facilidade o atendimento médico, sem tanto medo e preconceito, que ainda são grandes entraves ao tratamento e a busca de ajuda”, detalha. Dentre os tratamentos disponíveis para os dependentes químicos, ela cita a psicoterapia, terapia ocupacional, mudanças do estilo de vida com atividade física regular, higiene do sono, alimentação adequada e combate ao estresse, suporte espiritual e tratamento medicamentoso clínico e psiquiátrico. 


A psiquiatra Lucila Pereira Neves cita todos os malefícios causados pelo uso das drogas e como eles afetam os usuários e quem está a sua volta. Arquivo Pessoal

 

Hepatologista Rafael Ximenes explica que as doenças causadas pelo consumo exagerado de bebidas só apresentam sinais quando estão avançadas. Arquivo Pessoal

As unhas são formadas por queratina e tem como função principal proteger a ponta dos dedos. No entanto, a utilização de acetona ou produtos químicos domésticos como detergente, água sanitária, alvejante, sabão e vários outros pode enfraquecê-las, deixando-as quebradiças e prejudicando seu crescimento saudável.

Entre diversas dicas para unhas saudáveis, a esteticista dermaticista Patrícia Elias indica usar bases fortalecedoras com bastante vitamina antes do esmalte, utilizar luvas sempre que for manusear produtos químicos e interromper o hábito de roer as unhas.

“Para quem não abre mão de unhas esmaltadas, é recomendado o uso de removedores de esmalte sem acetona e unhas livres de esmaltes ao menos dois dias por semana para deixar a unha respirar”, aponta Patrícia.

E para acelerar o crescimento e conquistar unhas compridas, Patrícia ensina uma receita caseira com ação fungicida que promete contribuir para unhas compridas, fortes e saudáveis em poucas semanas. Confira:

Ingredientes:

  • 1 colher de café bem cheia de óleo de coco;
  • 1 colher bem cheia de aloe vera (babosa);
  • 1 dente de alho picado;
  • 10 cravos da Índia.

Misture tudo em um recipiente e espere 24 horas para começar a usar. Passe diariamente, preferencialmente antes de dormir, na base das unhas perto da cutícula, embaixo das pontas dos dedos e nas laterais.


Patrícia Elias: Sócia Fundadora da Clínica e da Loja Patrícia Elias Estética & Saúde. Pós-Graduada em Dermaticista pela Faculdade IBECO, Bacharel em Estética e Cosmetologia na Universidade Anhembi Morumbi.

Em um país como o Brasil, onde a idade média da população aumenta a cada ano, o cuidado com a saúde do coração é de extrema importância para garantir longevidade e qualidade de vida.

Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta que, em todo o país, cerca de 14 milhões de pessoas apresentam alguma doença cardiovascular, que causam 400 mil mortes anuais e correspondem a cerca de 30% dos óbitos de brasileiros. “No mundo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima em 1,7 milhão o número de mortes por essas enfermidades”, diz o Dr. Adriano Luiz Guerra, Cardiologista.

Segundo o mesmo estudo, o infarto do miocárdio gera o custo aproximado de 22 bilhões de reais anuais ao sistema de saúde brasileiro, enquanto outras doenças como insuficiência cardíaca, hipertensão e fibrilação atrial, atrial, custam em torno de 32 bilhões de reais para o país.

 Entre as doenças mais comuns estão: 

  • Hipertensão arterial;
  • Doença coronariana;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Doença cerebrovascular;
  • Cardiopatia congênita.

“Muitas dessas doenças estão relacionadas à qualidade e modo de vida. Fatores como sedentarismo, obesidade, tabagismo, estresse, ansiedade e demais causas podem acarretar distúrbios cardíacos”, explica o médico.

Pessoas com histórico familiar de moléstias no coração devem redobrar os cuidados e, independente da idade, procurar um cardiologista para o devido acompanhamento. Além do mais, tais indivíduos devem se precaver de alguns vícios, como o álcool e o cigarro, praticar atividades físicas, manter uma alimentação saudável e realizar exames periodicamente.

“Mesmo não sendo portador de nenhuma comorbidade mencionada e conservando hábitos saudáveis, o ideal é que toda pessoa se consulte com um cardiologista a partir da terceira ou quarta década de vida para a realização de um check-up, principalmente antes de iniciar alguma atividade física”, alerta o Dr. Guerra.

 

Escute o especialista:  

 

O que é herpes zoster?

por Ricardo Bastos

A herpes zoster é uma doença viral que, geralmente, infecta o indivíduo na infância, causando o quadro de varicela (catapora). O vírus passa por uma fase de disseminação hematológica até atingir a pele e, após, caminha pelos nervos periféricos até atingir os gânglios nervosos, onde pode permanecer em latência por toda a vida.

“Situações diversas, como em pacientes portadores de doenças como AIDS, leucemia, doença de Hodgkin e outras, podem ocasionar uma reativação do vírus, fazendo-o se movimentar pelo nervo periférico até atingir a pele, causando as erupções características dessa doença”, explica a Dra. Giovanna Mori Almeida, dermatologista do Hospital Albert Sabin (HAS).

Doentes em tratamento com imunossupressores, como uso prolongado de corticoides, por exemplo, e pessoas que tiveram contato com infectados com varicela, ou até mesmo com outro doente de zoster, podem desenvolver a doença.

A herpes zoster pode deixar complicações mesmo depois da resolução da fase de infecção aguda. “Isso acontece porque durante o processo inflamatório da infecção pelo vírus, o paciente pode ter uma lesão definitiva do nervo ou da raiz, denominada neuralgia pós-herpética”, diz o neurologista do HAS, Dr. Felipe Saad.

Os sintomas são, geralmente, dores nevrálgicas que antecedem as lesões cutâneas e o tratamento deve ser iniciado o mais precoce possível, com medicamentos antivirais e analgésicos. “Quanto mais cedo for a intervenção médica, menores as chances de complicações e de neuralgia pós-herpética”, adverte a Dra. Giovanna.

Outras sequelas que a herpes zoster pode causar são:

  • Comprometimento do nervo trigêmeo, particularmente do ramo oftálmico, podendo danificar a córnea;
  • Acometimento do nervo facial (Paralisia de Bell), levando à distorção do rosto;
  • Comprometimento do nervo geniculado, devido às lesões no nervo facial e auditivo, podendo ocorrer zumbidos, vertigem e distúrbio de audição.

O diagnóstico da doença se dá através de exame clínico e histórico do paciente. “Antes de surgirem as feridas, o indivíduo pode sentir uma sensação estranha, como um toque desagradável da pele, chamado de anodinia”, acrescenta o Dr. Saad.

Importante salientar que existe vacina contra a herpes zoster, aprovada pela ANVISA e indicada principalmente aos pacientes com mais de 50 anos, fase de maior risco de infecção. A vacinação também ajuda a diminuir a dor aguda e crônica, contudo, não é eficaz sobre herpes tipo 1 (oral) e herpes tipo 2 (genital), somente sobre a tipo 3 (zoster).

Por Dr. Rodrigo Ferrarese

Os pólipos uterinos são crescimentos que ocorrem no revestimento interno (endométrio) do útero. Por esse motivo, às vezes são chamados de pólipos endometriais. Eles são formados pelo crescimento excessivo do tecido endometrial e normalmente estão presos ao endométrio por uma haste fina ou uma base larga e se estendem para dentro do útero. Geralmente não são cancerosos, mas podem causar problemas relacionados à menstruação e à fertilidade.

Os pólipos podem ser redondos ou ovais e variam de tamanho em alguns milímetros (pense em uma semente de gergelim) até alguns centímetros (o tamanho de uma bola de pingue-pongue, por exemplo) ou maiores. Pode ser que a mulher tenha um ou vários pólipos presentes.

Qualquer mulher pode desenvolver pólipos uterinos?

Os pólipos uterinos têm maior probabilidade de se desenvolver em mulheres entre 40 e 50 anos do que em mulheres mais jovens. Isso porque ocorrem normalmente em mulheres na pré-menopausa ou após a menopausa, mas raramente são identificados em mulheres com menos de 20 anos.

Suas chances de desenvolver pólipos uterinos podem aumentar se você estiver com sobrepeso ou obesa, tiver pressão alta (hipertensão) ou se estiver tomando tamoxifeno, um medicamento usado para tratar o câncer de mama.

Quais são as causas dos pólipos uterinos?

A verdade é que a razão exata pela qual os pólipos se formam ainda é desconhecida, mas consideramos as oscilações nos níveis hormonais como um fator. O estrogênio, que desempenha um papel no engrossamento do endométrio a cada mês, é um dos hormônios que pode estar relacionado ao crescimento dos pólipos uterinos.

Quais são os sintomas dos pólipos uterinos?

Os sintomas incluem:

  • Períodos menstruais irregulares
  • Fluxo excepcionalmente intenso durante a menstruação
  • Sangramento ou manchas entre menstruações
  • Sangramento vaginal após a menopausa
  • Infertilidade
  • O sintoma mais comum de fato períodos menstruais irregulares ou imprevisíveis
  • Outros sintomas incluem sangramento menstrual prolongado ou excessivo (menorragia ou hipermenorreia), sangramento entre os períodos e sangramento após a menopausa ou relação sexual. Os pólipos uterinos são a causa de sangramento anormal em cerca de 25% desses casos.
  • A incapacidade de engravidar ou de abortos espontâneos também são possíveis sintomas de pólipos uterinos.

Como os pólipos uterinos são diagnosticados?

Em primeiro lugar, durante a consulta clínica na qual o ginecologista deve procurar saber seu histórico menstrual e possível dificuldade para engravidar. É importante que essa conversa seja franca e que a paciente mencione todo e qualquer sintoma incomum que esteja experimentando, como sangramento excessivo ou escapes entre os períodos, por exemplo.

O médico também fará um exame ginecológico e poderá solicitar exames ou procedimentos adicionais. Esses testes podem incluir:

Ultrassom transvaginal: é um procedimento no qual um dispositivo portátil fino, denominado transdutor de ultrassom, é inserido na vagina. O dispositivo emite ondas sonoras, que fornecem uma imagem do interior do útero, incluindo eventuais irregularidades que possam estar presentes.

Histerossonografia ou sono histerografia: é um procedimento relacionado que pode ser realizado após a ultrassonografia transvaginal. Um fluido estéril é introduzido no útero por meio de um tubo fino denominado cateter. O fluido faz com que o útero se expanda, fornecendo uma imagem mais clara de quaisquer crescimentos dentro da cavidade uterina durante o procedimento de ultrassom.

Histeroscopia: pode ser usada para diagnosticar ou tratar pólipos uterinos. Durante esse procedimento, o médico insere um tubo longo e fino com um telescópio iluminado (histeroscópio) através da vagina e do colo do útero até o útero. O histeroscópio permite que o médico examine o interior do útero. A histeroscopia é algumas vezes usada em combinação com a cirurgia para remover os pólipos.

Histeroscopia para identificar pólipos uterinos

Biópsia endometrial: o médico usa um instrumento de plástico macio para coletar tecido das paredes internas do útero. A amostra é enviada ao laboratório para análise para determinar se há alguma anormalidade.

Qual é o tratamento para pólipos uterinos?

O tratamento pode não ser necessário se os pólipos não apresentarem sintomas, ou seja, não interferirem na qualidade de vida da mulher. No entanto, os pólipos devem ser tratados se causarem sangramento intenso durante os períodos menstruais ou se houver suspeita de serem pré-cancerosos ou cancerosos. Ainda, devem ser removidos se causarem problemas durante a gravidez, como aborto espontâneo, ou resultar em infertilidade em mulheres que desejam engravidar. Além disso, recomenda-se que, se um pólipo for descoberto após a menopausa, ele deve ser removido.

Os possíveis tratamentos para os pólipos uterinos incluem:

Medicamentos que ajudam a regular o equilíbrio hormonal podem ser usados como tratamento temporário. Esses medicamentos contribuem para aliviar os sintomas. No entanto, os sintomas geralmente retornam depois que os medicamentos são interrompidos.

Histeroscopia cirúrgica é talvez o método de tratamento mais comum para a retirada dos pólipos. Trata-se de uma cirurgia sem cortes.

Caso não seja possível remover um pólipo, pode ser que uma cirurgia adicional seja necessária. A histerectomia (remoção do útero) normalmente é considerada apenas nos casos em que células cancerosas são encontradas nos pólipos uterinos.

Como prevenir os pólipos uterinos?

Infelizmente não há prevenção. Por isso, é importante manter consultas regulares com o seu ginecologista e ficar atenta a qualquer alteração em especial no seu ciclo menstrual e menstruação. Além disso, vale ficar alerta para os fatores de risco, como obesidade, hipertensão ou uso de tamoxifeno para tratar câncer de mama.

 

Sobre Dr. Rodrigo Ferrarese

O especialista é formado pela Universidade São Francisco, em Bragança Paulista. Fez residência médica em São Paulo, em ginecologia e obstetrícia no Hospital do Servidor Público Estadual. Atua em cirurgias ginecológicas, cirurgias vaginais, uroginecologia, videocirurgias, cistos, endometriose, histeroscopias, pólipos, miomas, doenças do trato genital inferior (HPV), estética genital (laser, radiofrequência, peeling, ninfoplastia), uroginecologia (bexiga caída, prolapso genital, incontinência urinaria) e hormonal (implantes hormonais, chip de beleza, menstruação, pílulas, DIU…).  Mais informações podem ser obtidas pelo perfil @dr.rodrigoferrarese ou  pelo site https://drrodrigoferrarese.com.br/

Sabemos que a vida de qualquer pessoa pode ser afetada negativamente com o problema da dor crônica. E, muitas vezes, medicamentos como anti-inflamatórios e outros analgésicos são insuficientes no alívio da dor.

Os antidepressivos são remédios considerados adjuvantes no tratamento da dor crônica. Os remédios adjuvantes são medicamentos que geralmente  foram desenvolvidas, e são utilizados, para tratar outras doenças e podem ser utilizados para aliviar dores. Eles funcionam alterando a forma com que os nervos processam a dor e reduzindo a sensibilização central.

Sempre que eu prescrevo um antidepressivo para um paciente com dor crônica eu gasto um tempo da minha consulta explicando o porquê. Muitos já passaram por outros médicos que também prescreveram, porém não aderiram ao tratamento, justamente por acharem estranho uma prescrição de antidepressivo – Comenta.

Alguns antidepressivos são conhecidos por sua eficácia no tratamento das dores neuropáticas e não neuropáticas, como os tricíclicos; em especial a nortriptilina e a amitriptilina.

Eu acho muito importante explicar isso – Continua a Dra. Amelie Falconi. Muitos pacientes com dores crônicas sofrem com os estigmas relacionados com as dores crônicas, entre eles o fato de a dor não aparecer em exames; que as dores deles são psicológicas, que as pessoas não acreditam em suas próprias dores, ou que eles utilizam as dores para chamar atenção. Então, se o médico não explica o porquê, e prescreve um antidepressivo para dor, o paciente vai pensar que é mais uma pessoa que não acredita na sua dor!

Os antidepressivos são uma classe de remédios com boas indicações para o tratamento da dor crônica. Assim como outros remédios eles apresentam efeitos colaterais. Retire suas dúvidas com seu médico sobre esses efeitos colaterais, quanto tempo para esses efeitos colaterais sumirem, quando tempo para a medicação apresentar efeito na dor, entre outras dúvidas.

Sempre retire todas suas dúvidas com o seu médico, e não com o Google ou com conhecidos! Ele que avaliou você, conhece o seu caso e é a melhor pessoa para esclarecer suas dúvidas! – alerta.

* Dra. Amelie Falconi possui formação em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora, com especialização em Anestesiologia MEC/ SBA, especialista em dor pela Santa Casa de São Paulo e Tratamento Intervencionista da Dor.

Para curtir o mar e a piscina durante a temporada de altas temperaturas, algumas mulheres preferem estar em dia com a depilação. Mas o conforto com a ausência dos indesejados pelos deve estar acompanhado de alguns cuidados quando o assunto é exposição ao sol. “Com a maior incidência dos raios solares, deve-se aumentar os cuidados tanto antes quanto após o procedimento de eliminação dos pelos para, assim, evitar manchas”, explica Regina Jordão, fundadora e CEO da rede de franquias Pello Menos, pioneira nos serviços de depilação à cera indolor e sem hora marcada no Brasil. A especialista destaca os principais cuidados a se considerar na estação mais quente do ano. Confira:

Faça esfoliação e evite roupas muito apertadas

Para que a depilação seja um sucesso, entre três e sete dias antes da depilação, faça uma esfoliação e hidratação na região, pois isso evita o encravamento dos pelos. Roupas muito apertadas ou de tecidos sintéticos devem ser evitadas logo após a retirada, pois ampliam a sensibilização da pele e, também, o possível encravamento dos pelos.

Deixe a pele respirar!

Independentemente do método escolhido, é importante respeitar o intervalo entre uma depilação e outra, deixando a pele respirar. Após o procedimento, use um gel que tenha ação calmante, refrescante e anti-inflamatória, evitando o uso de produtos à base de álcool, pois são substâncias que podem irritar ainda mais a pele.

Evite praias e piscinas logo após a depilação

O procedimento realizado com cera, por exemplo, retira a camada superficial da pele, deixando a região mais sensibilizada e a exposição imediata aos raios solares não é indicada. “Você pode se depilar no verão sim, mas a recomendação é aguardar no mínimo 48 horas e abusar do filtro solar para tomar sol diretamente na região”, explica Regina.

Proteção solar

Com o tempo adequado após a depilação, o uso do protetor solar é fundamental em qualquer época do ano e, mesmo no inverno, com a menor incidência dos raios, a aplicação do produto ainda é necessária. “O ideal é usar um protetor solar em todo o corpo com FPS igual ou superior a 30. Já para a pele do rosto, recomenda-se um produto específico para esta região com FPS igual ou superior a 50”, avalia a especialista.

Mantenha-se longe das manchas!

Evite o uso de bronzeadores, pois o procedimento depilatório vai remover a cor superficial da derme. Já reparou que logo depois de depilar, a pele fica mais clara? Então, é que há essa eliminação sutil da coloração. Portanto, a aplicação de um ativo na área que já está sensível pode acabar induzindo a melanina no local, causando manchas na pele. 

Cuidado ao descolorir os pelos

Apesar de ser comum, o hábito de se expor ao sol com o descolorante aplicado na pele não é indicado. Bem pelo contrário: é perigoso, pois pode causar manchas. É preciso, portanto, ter cuidado ao optar pelo método, preferindo água oxigenada com valor entre 10 a 20 volumes e não permanecer com o produto no corpo mais do que o tempo estipulado na embalagem. Faça também o teste em uma área pequena da pele, pois descolorantes podem causar alergias.

Depilação com lâmina também merece atenção 

A lâmina promove uma depilação superficial, ou seja, o procedimento terá que ser refeito em um intervalo muito menor de tempo. Este também não é o melhor método para todos os tipos de pele, além de não ser o mais recomendado para depilar as áreas mais sensíveis, como virilha e axilas. Acrescente a conta, ainda, que é arriscado se expor ao sol após a raspagem, pois a lâmina causa micro fissuras, deixando a pele sensível e favorecendo o aparecimento de manchas.

A disfunção erétil é um problema de saúde que afeta muitos brasileiros, mas ainda segue como um tabu entre os homens, o que os impede de buscar auxílio médico. No entanto, os sintomas não devem ser negligenciados, pois podem ser um alerta precoce de doenças cardiovasculares, como informa a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). 

Pesquisa divulgada pelo Datafolha em 2021 mostrou que, pelo menos, 38% dos entrevistados, homens entre 18 e 70 anos, tiveram disfunção erétil nos últimos dois anos. O problema é caracterizado pela dificuldade de manter a ereção para uma relação sexual satisfatória. 

De acordo com a SBU, a idade é um dos fatores que pode contribuir para a disfunção erétil e estudos revelam que 50% dos homens apresentam o problema em algum nível após os 50 anos. No entanto, não só a faixa etária é considerada fator de risco.  

Problemas emocionais, hormonais, circulatórios e neurológicos; o uso de medicamentos, álcool, cigarro ou drogas ilícitas; hipertensão; obesidade; sedentarismo; colesterol alto; e diabetes são outros fatores que podem aumentar a incidência da disfunção erétil, inclusive, em homens mais jovens. 

Muitos desses problemas de saúde que podem acarretar a disfunção erétil são, inicialmente, assintomáticos e podem evoluir para complicações mais graves de forma silenciosa, como é o caso da hipertensão, do colesterol alto, da diabetes e dos problemas circulatórios. Segundo a SBU, homens com disfunção erétil correm mais risco de sofrerem ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC). 

Por isso, ao apresentar o sintoma, o homem deve se consultar com um médico urologista para realizar um check-up e investigar as causas do problema. 

Tratamento da disfunção erétil 

Uma vez identificada, a disfunção erétil tem tratamento. Os cuidados variam de acordo com cada caso, pois consistem em abordar as causas do problema. Podem ser indicados medicamentos, psicoterapia e a inclusão de hábitos mais saudáveis, como uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios físicos. Também é importante não fumar, não consumir bebidas alcoólicas e não usar drogas ilícitas. 

Os medicamentos orais devem ser indicados pelo médico urologista, responsável por informar a administração correta do uso. Esse tipo de medicação aumenta o fluxo sanguíneo no pênis, auxiliando a ereção. 

Caso os medicamentos orais não funcionem, o paciente pode recorrer à injeção intra-venosa, que dilata as artérias do órgão. Outras possibilidades são, ainda, a terapia a vácuo e o implante peniano. 

Spray à base de jambu 

Em junho deste ano, um novo medicamento passou a ser testado pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) com o propósito de ajudar os homens que sofrem com a disfunção erétil.  

Trata-se de um remédio natural feito à base da planta jambu, também conhecida como agrião do Pará. O medicamento é em formato de spray e tem sido disponibilizado aos pacientes que procuram o Núcleo de Urologia da Unifap.

De acordo com a coordenação do curso de Farmácia da instituição, a iniciativa busca acolher os homens que enfrentam o problema, incentivando que busquem orientação profissional para investigar as causas e iniciar o tratamento.

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