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Mente saudável

Muitas celebridades vêm se afastando das redes sociais por causa de ataques e ameaças virtuais. No Brasil, a cantora Luiza Sonza foi a última vítima dos conhecidos “haters” de internet – contas que disseminam o ódio contra famosos e anônimos. A artista anunciou que adiou o lançamento do novo álbum e se dedicará a cuidar da saúde mental. Assim como ela, o “detox” das redes sociais está cada vez mais comum, mas, afinal: por que os ataques nas redes sociais aumentaram tanto?

André Dória, psicólogo e psicanalista, explica que o aumento do discurso de ódio nas redes está ligado a uma forma de satisfação perversa que transforma admiração em ódio

André Dória, Coordenador do Núcleo de Transtorno Bipolar da Holiste Psiquiatria, conta que a psicanálise ajuda a explicar esse fenômeno: “A psicanálise já nos ensinou que, muitas vezes, precisamos eleger um mestre imaginário para justamente poder destruir a relação com ele. Há uma forma de satisfação perversa nesse movimento: quando aquele, ou aquela, que elejo como referência não satisfaz às minhas projeções, eu elimino. Cancelo. Como as redes sociais são uma profusão de ídolos para todos os ideais, trazem também a profusão do efeito reverso: o ódio pelo ideal frustrado”, explica.

Não me representa!

De acordo com o psicólogo, o pesadelo do cancelamento é, muitas vezes, antecedido por um sonho de um mundo perfeito em torno de uma figura pública. O problema é que, apesar de intensa, essa relação de identificação é bastante frágil. Nas redes, há representantes de temas para todos os gostos: meio ambiente, casamento perfeito, família perfeita, neonazismo, puritanismo, sucesso profissional e muito mais.

“Ao decidir seguir uma celebridade que defende uma determinada causa, por exemplo, a relação de quem a segue é uma relação de representação: aquela celebridade me representa. Uma ação, uma palavra, um gesto, fora do que os seguidores esperam, e que foge ao traço que os identificam com celebridade, transforma o sentimento de admiração em ódio. É aí que reside a fragilidade dessas identificações: elas só se sustentam quando o outro reflete o que eu penso, o meu ponto de vista”, detalha.

Deste modo, este ódio disseminado nas redes pode ser considerado um sentimento narcísico – ou seja, egoísta. “Como diz Caetano Veloso: Narciso acha feio o que não é espelho”, comenta o especialista.

Como lidar com o ódio nas redes sociais?

O uso da expressão detox indica que há uma intoxicação. Afinal, por que cada vez mais pessoas decidem se afastar temporariamente das redes sociais? Segundo André Dória, existem inúmeras respostas possíveis, mas, inicialmente, “estamos intoxicados pela velocidade dos tempos atuais”.

“As redes sociais são a tradução dessa aceleração, pulverizando as três etapas que guiavam nossa tomada de decisões: o tempo de ver, compreender e concluir. Hoje, já saltamos diretamente para a conclusão. O exemplo das fake news ilustra isso. Ao receber uma informação em sua rede social, ou num aplicativo de mensagens, muitas pessoas de imediato já passam adiante, sem verificar nem refletir criticamente sobre a informação recebida. Nesse sentido, a intoxicação é generalizada, não afeta somente artistas, cantores ou atletas”, aponta.

O profissional diz que não há uma fórmula mágica para lidar com os ataques virtuais, a não ser contar com bons advogados, bons psicólogos e a consciência sobre a volatilidade das identificações que sustentam a comunidade virtual em torno de causas ou figuras públicas. Outra dica para um uso saudável da internet é avaliar se o uso não se tornou um vício. “Talvez haja uma pista que sirva para nos orientar: quando perdemos a capacidade de escolha, nos vemos reféns do uso compulsivo”, alerta.

Que dimensão o TDAH pode tomar na vida de pais e filhos?

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é classificado como um distúrbio do neurodesenvolvimento. Essa síndrome de desatenção, hiperatividade e impulsividade são condições neurológicas que aparecem de maneira precoce na fase da infância, em geral antes da idade escolar, e que vai prejudicar todo o desenvolvimento pessoal, escolar, acadêmico e social, caso não seja tratado a tempo.

TDAH pode ser dividido em três tipos: o TDAH em que o predominante é a hiperatividade/impulsividade, aquele em que a desatenção é que vem a predominar e,  um terceiro tipo, quando há uma combinação entre os dois outros tipos.

Segundo a Dra. Priscila Dossimédica psiquiatra, com especialização em infância e adolescência pela UNICAMP – “Os distúrbios de neurodesenvolvimento vão afetar, como o próprio nome diz, o funcionamento do cérebro; isso significa que a linguagem, a memória, a interação social, a capacidade de interagir socialmente e a própria percepção serão envolvidos.”

Considerando que boa parte dos casos de TDAH vai continuar na vida adulta, o leque de sintomas e suas consequências aumentam, incluindo: impaciência, humor instável, instabilidade nos relacionamentos e na vida profissional, além da incapacidade de finalizar tarefas, violações de trânsito e uso abusivo de álcool e drogas, podendo se estender ao envolvimento com a criminalidade.

O Perigo das Telas

Dra. Priscila Dossi, chama atenção para um dos grandes desafios hoje, que é o uso excessivo telas, principalmente das crianças e adolescentes, no momento mais crucial para o desenvolvimento e o aprendizado de cada indivíduo. E, que se agravou muito durante a pandemia.

“O uso excessivo das telas pode levar ao aumento da agressividade, da irritabilidade e ao acesso a conteúdos inadequados para a idade, se não houver uma rígida supervisão dos pais ou cuidadores”, completa a psiquiatra.

Além do convívio das crianças e adolescentes com as telas de Tv, computador e celulares dentro de casa, nos momentos de ócio e lazer, o isolamento por decorrência da quarentena acabou obrigando as pessoas a se afastarem do convívio social, o que é também é prejudicial para as crianças e adolescentes. O convívio social, as atividades e interações escolares foram trocados por mais horas de tela.

“Sabemos que o uso excessivo de telas pode causar dependência, impedindo a criança e o adolescente de interagir com o mundo a sua volta, prejudicando os relacionamentos, o aprendizado formal (escolar/presencial), e a própria percepção do mundo.

A outra perspectiva do problema aponta para um agravamento dos quadros de TDAH no período do isolamento social, intensificando alguns sintomas como déficit de atenção e hiperatividade, principalmente envolvendo as atividades escolares. Isso significa que a criança ou o adolescente com hiperatividade ou falta de atenção, terá uma dificuldade imensa em acompanhar as aulas on-line, por ser obrigada a ficar de 3 a 4 horas diante de uma tela com intervalos curtos entre as aulas – completou a Dra. Priscila Dossi.

Devido ao isolamento social, as aulas passaram a ser remotas, além de ter uma grande queda da qualidade do ensino, os professores contam com a dificuldade de conseguir o melhor aproveitamento dos seus alunos, principalmente daqueles que sofrem com TDAH.

A Volta às Aulas

Dra Priscila Dossi, chama atenção para o retorno às aulas, sendo que  a criança e o adolescente devem ser orientados e apoiados na readaptação escolar presencial, com o apoio dos pais e familiares, e também dos agentes da educação.

“Não se pode descartar que as crianças e os adolescentes foram afetados pela pandemia e todo o seu desdobramento, de várias maneiras, desde o aumento de quadros de ansiedade e depressão, piora dos quadros de TDAH e ainda o aumento de casos de violência doméstica em que essas crianças e adolescente foram expostos durante esse período.”- Diz a Especialista.

“É o momento de reavaliarmos toda essa experiencia e os impactos negativos sobre as nossas vidas e a vida de nossos filhos e, se necessário, buscar ajuda profissional, que hoje está cada vez mais fácil devido aos atendimentos online” – finaliza Priscila.

 

CRÉDITOS:

Dra Priscila Zempulski Dossi é médica psiquiatra com especialização em psiquiatria infantil e adolescência pela UNICAMP. Trata infância, adolescência, adultos e também cuida dos transtornos peri-parto.

CRM-MS: 7271 RQE: 5944/5945

Instagram: @prisciladossipsiquiatra

Site: https://prisciladossi.com.br

Para fugir de um problema ou preocupação, algumas pessoas tentam de alguma forma acelerar os ponteiros do relógio, seja se mantendo ocupado com algo que gosta, com o trabalho ou até mesmo dormindo em excesso. Em tempos de pandemia, esses comportamentos estão mais comuns e têm afetado as relações e o desempenho nas atividades cotidianas.

Sonolência excessiva pode prejudicar atividades diárias

As angústias, o medo, o estresse e outras perturbações fazem com que a mente humana crie mecanismos para escapar da realidade momentânea e tentar antecipar o próximo dia, explica o doutor em neuroanatomia, mestre em anatomia humana pela Unicamp e terapeuta integrativo, Mario Sabha Jr“A gente adota esses comportamentos para se preservar e nem sempre percebe. Ter sonolência excessiva durante o dia e dormir mais cedo que o habitual é uma das formas mais comuns de fuga para não enfrentar determinada situação”, diz.

Segundo o especialista, esse é um padrão que, na maioria dos casos, vem da infância. “Isso pode vir de mecanismos que utilizamos para tentar fazer que o dia seguinte chegue mais rápido dormindo mais cedo. Crianças fazem muito isso na tentativa de antecipar um passeio ou um presente, por exemplo”, afirma.

Sabha enfatiza que dormir mais cedo ajuda a aliviar as tensões, mas existem diferenças entre o descanso necessário depois de um dia cansativo e a tentativa de fuga, que pode se repetir se não ocorrerem mudanças de hábitos. “Nossa mente tem truques para que a gente consiga abreviar um pouco o dia, os sofrimentos e os cansaços, mas dormir mais cedo nem sempre vai mudar a realidade, o mau humor ou aliviar o estresse se você acordar e repetir as mesmas coisas e não buscar ajuda”, diz.

Cada pessoa lida de uma forma diferente com os problemas cotidianos e por esse motivo é fundamental buscar ajuda profissional para entender a razão desse comportamento que pode comprometer o desempenho em atividades diárias, alerta o terapeuta integrativo. “Buscar profissionais que consigam trabalhar o corpo, a mente, a essência da pessoa e que a auxilie explorar suas qualidades e buscar o equilíbrio nesse momento é essencial. Tratamentos por meio de terapias metafísicas com reeducação emocional e afetiva é uma das formas de ter mais qualidade de vida”, completa.

A pandemia do coronavírus tem afetado as pessoas de diferentes formas. Uma nova pesquisa, feita nos Estados Unidos com 2 mil consumidores, mostrou que, para 51% deles, a pandemia afetou negativamente como eles se sentem em relação aos seus corpos. A pesquisa também descobriu que a massagem ficou em segundo lugar – atrás apenas de férias – como o método mais necessário para recuperar a autoconfiança pré-pandemia.

Levantamento feito com 2 mil pessoas indica férias em primeiro lugar e massagem em segundo. Entre os entrevistados, 49% afirmaram que não têm o mesmo nível de confiança que tinham antes da Covid-19

“A situação que estamos vivendo tem causado danos físicos e abalado a saúde mental em muitos de nós”, comenta Gustavo Albanesi, CEO do Buddha Spa, a maior rede de spas urbanos do Brasil. “As pessoas estão passando muito tempo em casa e fazendo malabarismos com as crianças em ‘homeschooling’ e os adultos em ‘home office’, além das tarefas domésticas. É importante cuidar de si neste momento, incorporando rituais de autocuidado e relaxamento, com massagens terapêuticas e exercícios físicos. Os óleos essenciais também ajudam a equilibrar o ambiente e manter o bem-estar.”

Conheça mais alguns insights relevantes da pesquisa:

  • 40% dos consumidores disseram que passaram por um espelho e não reconheceram seu reflexo pelo menos uma vez desde o início da pandemia;
  • 49% afirmaram que não têm o mesmo nível de confiança que tinham antes da Covid-19;
  • 51% revelaram que a pandemia afetou negativamente a forma como eles se sentem em relação ao corpo;
  • 42% confessaram não se sentir mais “em casa” com o corpo;
  • 47% disseram que seu corpo está doendo de maneiras novas e diferentes desde março de 2020;
  • 58% disseram que sua rotina diária desde o início da pandemia está causando grande desgaste em seus corpos;
  • 50% admitiram sentir-se fisicamente esgotados diariamente devido ao estresse geral da pandemia, enquanto 46% culparam a “mesmice” geral da passagem dos dias por se sentirem esgotados;
  • 45% experimentavam dor crônica antes da pandemia e, desses, 66% experimentaram um aumento em sua dor crônica durante a pandemia;
  • Enquanto isso, dos entrevistados que nunca experimentaram dor crônica antes (55%), 30% disseram que o estresse da pandemia os tornou aflitos com dor crônica pela primeira vez em suas vidas.

Muitos dos entrevistados querem fazer melhorias no que diz respeito à autoconfiança e ao bem-estar físico:

  • 52% acham que férias vão ajudar a recuperar a confiança pré-pandemia;
  • 37% disseram que vão precisar de uma massagem para recuperar a confiança pré-pandemia;
  • 67% desejam melhorar seus níveis de energia e 46% desejam melhorar sua flexibilidade;
  • 44% dos entrevistados querem melhorar a dor nas costas que estão sentindo, enquanto 43% planejam melhorar a postura;
  • 40% acham que vão precisar de ajuda profissional para fazer com que seu corpo se sinta como se fosse antes da pandemia.

5 coisas para retomar a confiança pré-pandemia

  • Férias (52%)
  • Massagem (37%)
  • Sair à noite (37%)
  • Cortar o cabelo (33%)
  • Manicure/pedicure (33%)

A pesquisa foi realizada pela OnePoll a pedido da rede de franquias de massagem Massage Envy, do Arizona.

O Dia Mundial da Saúde, lembrado no dia 07 de abril, é uma data que busca incentivar a conscientização e o respeito da população em manter o corpo e mente saudáveis. Além disso, em 07 de abril de 1948, foi criado a Organização Mundial da Saúde (OMS), por isso, a coincidência pela data, que reforça sempre os principais riscos da nossa saúde e como se prevenir corretamente.

Com a pandemia da Covid-19, a data chama a atenção para os cuidados gerais com a saúde física e mental

Anualmente, a OMS define um tema relacionado à saúde para ser abordado ao redor do mundo por meio de campanhas de conscientização. Para 2021, a Organização definiu o tema como “Dia Mundial da Saúde 2021 – Construindo um mundo mais justo e saudável”, defendendo que a saúde é um direito de todos e não um privilégio. O objetivo foi constatar o alto número de grupos vulneráveis, espalhados pelo mundo, que ainda enfrenta dificuldades para ter um tratamento de saúde digno, principalmente, no enfrentamento à Covid-19.

Nesse sentido, é importante destacar que a constituição da Organização Mundial da Saúde, define que “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade”. Ou seja, uma pessoa saudável não é somente aquela que não esteja apresentando nenhuma doença, mas também apresenta uma boa relação consigo mesma e com a sociedade.

A saúde em tempos de pandemia

A pandemia transformou os comportamentos, costumes e atitudes diárias da população, além, é claro, de estar contaminando um alto número de pessoas pela doença. Então, é muito importante que todos se conscientizem em buscar a ajuda médica adequada antes e, principalmente, durante a recuperação da doença. “Cada paciente com Covid-19 foi afetado de alguma forma – com febre, com tosse, com comprometimento da capacidade pulmonar. Por isso, é muito importante que ao longo de todo o tratamento seja feito o acompanhamento correto com um profissional de saúde adequado. Isso pode salvar vidas”, afirma Milton Alves Monteiro Junior- Enfermeiro Infectologista do Hospital HSANP.

Para quem foi ou está contaminado pela Covid-19, é muito importante que haja uma rotina de cuidados para se recuperar adequadamente da doença. Manter a higiene, lavando as mãos e utilizando máscara sempre que necessário, afinal, existem casos de reinfecção pela doença. Procure descansar, pois o corpo humano e o metabolismo precisam de tempo para se reestruturarem. Faça suas atividades de forma sentada, como tomar banho, por exemplo, e só volte ao “normal” depois de se fortalecer.

Então, como ser saudável nos dias de hoje?

Com a quarentena e a aplicação das medidas de segurança para diminuir o contágio da Covid-19, todas as pessoas estiveram e estão sujeitas a mudanças diárias em suas rotinas pessoais, profissionais, alimentares, etc. Por isso, Milton preparou algumas dicas que podem ser essenciais para atravessar esse período de forma mais saudável e tranquila:

  • Alimente-se bem: isso é fundamental para aumentar a imunidade do corpo humano;
  • Tenha uma boa noite de sono: os benefícios de uma noite bem dormida são de extrema importância, tanto para a saúde física quanto mental;
  • Faça exercícios físicos: a endorfina e a dopamina, liberadas durante a prática de exercícios, são consideradas aliadas no bem-estar e saúde do ser humano;
  • Beba muita água: manter o corpo humano hidratado é essencial para o bom funcionamento do metabolismo;
  • Tentar ser positivo diante dos acontecimentos: a positividade é muito importante para manter uma saúde mental saudável, diante de um cenário tão difícil como o da Covid-19.
  • Passe mais tempo com a família e amigos: desfrutar de um tempo ao lado das pessoas que ama, traz mais sentido à vida, tornando-a mais colorida. É importante trabalhar, mas rever amigos e familiares é fundamental para a existência humana. Por causa do isolamento social, uma alternativa é agendar vídeo-chamadas para se encontrar com amigos e familiares que não moram junto na mesma casa.
  • Tenha momentos de lazer: Mesmo quem passa muito tempo trabalhando e se sente confortável com isso, não se importando em passar horas e horas em frente à tela do computador, por exemplo, precisa de um momento para descansar a mente. Mesmo com a pandemia, isso é possível! Aprender cozinhar um prato novo, implementar alguma melhoria na sua casa, brincar com seus filhos, assistir a uma série, entre outros passatempos: entenda lazer como uma pausa na rotina para respirar novos ares e recuperar as energias.

“Parecem dicas simples e despretensiosas, mas são de extrema importância para que todos possam se reestabelecer e enfrentar um período tão complicado como o atual”, conclui o especialista.

Cerca de sete em cada dez pessoas afirmaram terem cancelado ou adiado serviços de saúde, por causa da Covid-19. É o que aponta uma pesquisa online realizada pela Ipsos e encomendada pela Johnson & Johnson Medical Devices (J&JMD), no ano passado.

A pandemia continua, mas não pode ser pretexto para deixar de monitorar e tratar os problemas de saúde. O câncer e outras doenças são um exemplo disso. O atraso na realização de seus exames pode permitir o agravamento do quadro de saúde do paciente. O assunto é sério e urgente.

Suspender consultas e adiar cirurgias pode ser uma péssima decisão. A detecção precoce de problemas de saúde, seja qual for, pode possibilitar ao paciente uma condição de vida com mais qualidade, com tratamentos menos complexos, além de proteger o organismo a tempo de outras reações diversas.

A importância do check-up

“Muitos pacientes não apresentam sintomas de doenças, sendo as mesmas constatadas após uma avaliação clínica, por isso o check-up médico e odontológico é extremamente importante. Em alguns casos como tumores de boca, alterações do crescimento do esqueleto facial, alterações das articulações da mandíbula (ATM), o diagnóstico firmado pode implicar a atuação de um profissional da cirurgia maxilofacial, e é nestes casos que tenho a possibilidade em ajudar”, relata Dr. Antônio Albuquerque de Brito, que é vice-presidente da Associação Brasileira de Cirurgia Craniomaxilofacial, Médico e Cirurgião Dentista, atuante nas áreas de cirurgia de cabeça e pescoço, craniomaxilofacial e bucomaxilofacial.

Covid-19 na sala de cirurgia? Nem pensar, todo cuidado é pouco!

Covid-19 é uma infecção de contaminação comunitária. Muitos brasileiros não sabem, mas os hospitais e os profissionais que lá atuam estão preparados para receberem pacientes cirúrgicos, em especialidades diversas, mesmo durante a vigência da pandemia. As instalações utilizadas são diferentes daqueles utilizados por pacientes portadores do coronavírus. Uma área não se envolve com a outra, de forma a prevenir e amenizar os impactos da doença. Os pacientes ficam separados e não entram em contato uns com os outros.

“Em todas as cirurgias solicito antecipadamente o teste para Covid-19 (RT-PCR), de forma a prevenir a transmissão da Covid-19 durante o tratamento. Quando negativo, seguimos com a realização da cirurgia. Quando positivo, declinamos o procedimento e adiamos para outro momento oportuno, seguindo os protocolos estabelecidos para esse fim. Como profissional de saúde tenho cuidado redobrado em resguardar a integridade da saúde dos meus pacientes. Todo o trabalho é norteado conforme as instituições regulatórias e protocolos internacionais de saúde. Acompanho todo o processo e cerco de cuidados para a cirurgia acontecer com segurança. Além disso, sempre esclareço de modo claro e transparente sobre o atual cenário e suas implicações, isso é fundamental”, enfatiza Brito.

Dr. Antônio Brito comenta o que os médicos têm feito para ajudar os pacientes a retomarem os cuidados com a saúde

Dados gerais

  • Alguns grupos e faixas da população são mais suscetíveis ou vulneráveis ao coronavírus, conforme relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MS);
  • As operações eletivas, ou seja, aquelas programadas com antecedência tiveram uma redução de 92,5%, em média. Houve uma interrupção em praticamente todo o país entre 16 de março e 22 de maio, sendo realizadas, nesse período apenas as cirurgias de trauma, aquelas envolvendo acidentes graves ou por violência, drenagem de abscesso, que são provocadas por infecções bacterianas, e poucos casos de cânceres foram permitidos tratamento no período. Os dados são do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial;
  • As cirurgias eletivas retomaram no final de maio, porém apenas para as doenças que não podem ser adiadas, como os procedimentos relacionados as patologias benignas, os casos de deformidades maxilares com impacto importantes nas funções mastigatória, respiratória, na deglutição, na fonação e nas disfunções nas articulações da mandíbula. A retomada normalizou de fato a partir de setembro e conforme a orientação de cada Secretaria Estadual de Saúde (dados do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial).

 

Ser multitarefa tem sido tradicionalmente percebida como uma habilidade feminina, no entanto a atividade está mais relacionada ao acúmulo de funções do que à competência. Com a pandemia do Covid-19 e as mudanças na rotina muitas mulheres dobraram a quantidade de tarefas realizadas.

As mães que trabalhavam fora, foram obrigadas a equilibrar o home office com os estudos dos filhos, cuidados com a família e administração da casa. Não que isso não possa ser feito, mas sem organização torna-se um malabarismo perigoso com gatilhos como ansiedade, estresse e depressão que prejudicam quadros de uma das enfermidades que mais afetam as mulheres, as doenças reumáticas.

Com as mulheres representando mais de 60% dos casos de doenças reumatológicas no Brasil, sendo elas autoimunes como Lúpus, artrite reumatoide, ou degenerativas como osteoartrite e osteometabólicas como a osteoporose, os estudos sempre tentam buscar o porquê dessa população feminina ser a mais afetada.

Uma grande causa para a incidência ser maior nas mulheres são os hormônios femininos, que passam por alterações bruscas em períodos de gravidez e menopausa, podendo afetar de maneira específica o sistema imunológico. Tanto que muitas das doenças reumatológicas surgem após esses períodos de grande mudança hormonal no organismo. Além disso, o fato de que em muitas culturas (maioria) as mulheres serem as únicas responsáveis diretas pela função de multitarefa, pode levar a um estresse emocional, quadros depressivos e de ansiedade, que podem funcionar como o estopim no sistema imune, levando ao desenvolvimento de tais doenças. Outro fator decorrente de ser multitarefa é o cansaço e a dor musculoesquelética causada diretamente pelas “funções atribuídas à mulher”, o que claramente pode mascarar diagnósticos sérios como artrite, artrose, fibromialgia e até mesmo levar à perigosa automedicação.

Segundo a especialista da Cobra Reumatologia, Dra. Camille Figueiredo é preciso estar muito atenta às dores e aos inchaços nas articulações, principalmente nas mãos, punhos e pés.

Uma coisa é um dolorimento difuso muscular decorrente da sobrecarga de trabalho que envolve atividade física, como é o caso da atividade voltada à limpeza do lar, organização do ambiente, cozinhar, lavar etc. Outra coisa é o sono não reparador, seguido de dor ao levantar, com certa rigidez articular que precisa de “algum tempo” para que os movimentos habituais sejam realizados, além de dor localizada em articulações específicas como punhos e nas pequenas articulações das mãos, acompanhadas ou não de inchaço (edema articular); isso tudo nunca poderá ser encarado como “dolorimento normal de muita atividade”, tem algo acontecendo no organismo, que não é compatível com somente sobrecarga de atividade. E é nesse momento que a busca por atendimento especializado deve ser feita para evitar coisas como: automedicação, que pode mascarar algumas doenças reumatológicas por um certo período de tempo, atrasando o diagnóstico e consequentemente o tratamento dessas doenças, além de em grande parte das vezes levar à destruição óssea e articular, com prejuízo da função, por vezes irreversível, dependendo do atraso no início do tratamento reumatológico. – doutora Camille Figueiredo

Dores fortes que se estendem por mais de dois dias não são normais e não devem ser tratadas com analgésicos musculares. É preciso ficar atento se houve alguma lesão ou esforço físico excessivo que justifique a dor, caso contrário um reumatologista deve ser consultado.

Também para as pacientes que já possuem diagnóstico vale lembrar que a rotina e a dieta devem ser regradas para que o quadro reumático não piore. Abaixo a doutora Camille Figueiredo lista algumas dicas de como otimizar a rotina para ter uma vida saudável.

  1. Alimentação saudável: evite ao máximo incluir em sua dieta alimentos industrializados e condimentados. Controle a ingestão de sódio e carboidrato. Dê prioridade a frutas, vegetais e carne e claro, cálcio (leite, queijos e iogurtes, além de folhas verdes escuras).
  2. Adapte o ambiente: busque adaptar o ambiente às suas necessidades, use utensílios que facilitem atividades como abrir latas e potes, por exemplo.
  3. Dê uma folga aos seus pés: utilize calçados confortáveis, com solados rígidos para melhor estabilidade. Evitem saltos, para pacientes que apresentam deformidades e calosidades nos pés decorrentes da artrite reumatoide, recomenda-se sapatos especiais, de acordo com cada problema. Um calçado adequado garante equilíbrio articular e evita quedas (isso inclui retirar tapetes que deslizam e levam a quedas com fraturas, para quem tem fragilidade óssea).
  4. Inclua exercícios físicos prazerosos em suas atividades. O planejamento do programa de atividade física elaborado por um profissional ajudará a trazer ganho de força muscular, flexibilidade e equilíbrio. Além disso, a atividade física ajuda a controlar a doença, com melhora da dor, sono e humor.
  5. Além de exercícios físicos, exercícios que fazem bem à mente também são mais que necessários: inclua algum hobby como leitura, bons filmes, jogos, bordados, pintura, desenhos etc, algo que seja prazeroso ao seu dia a dia.
  6. Se organize e distribua as responsabilidades: ser multitarefas não é obrigação de ninguém. As funções podem ser divididas por todos que moram na casa e, se organizadas podem se tornar até bem-vindas na rotina.

Sobre a doutora: Formada pela Universidade do Estado do Pará (1998), Camille Pinto Figueiredo é responsável pelo braço acadêmico da Cobra Reumatologia. Com residência e doutorado realizados no Hospital das Clínicas (FMUSP) e pós-doutorado pela Friedrich-Alexander-University Erlangen-Nuremberg (Alemanha), Camille é médica e pesquisadora, dedicando-se, sobretudo, aos estudos sobre metabolismo ósseo e HR-pQCT. Em virtude de suas pesquisas, Camille foi congratulada com quatro prêmios, dentre eles, atribuídos pela Sociedade Brasileira de Densitometria Óssea, juntamente com outros pesquisadores: “Prêmio Antônio Carlos Araújo de Souza em Densitometria Clínica” (2008) e “III Prêmio de Incentivo à Pesquisa em Osteoporose e Osteometabolismo” (2011).

* Por Dra. Rita de Cássia Salhani Ferrari

Era dezembro de 2019 e surgiam as primeiras notícias sobre uma pneumonia de causa desconhecida que se espalhou rapidamente na China. Vimos e ouvimos sobre o ocorrido sem nos alarmar para o verdadeiro desastre que ele causaria em âmbito mundial.

Coronafobia é classificada como um medo extremo de contrair o vírus levando a sintomas excessivos de ordem física, psicológica e comportamental. 

Coronafobia é classificada como um medo extremo de contrair o vírus levando a sintomas excessivos de ordem física, psicológica e comportamental. Dois meses depois, o assunto tomava maior proporção e a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciava que a COVID-19 causada por um tipo de coronavírus chamado SARS-CoV-2 se tratava de uma pandemia.

Em 10 meses, o mundo que conhecíamos até então mudou. E enquanto escrevo este artigo, são contabilizadas mais de 2,5 milhões de mortes em 192 países.  Mas para quem fica, além da dor que avassala aqueles que perderam parentes, amigos e colegas de trabalho, existe uma outra batalha que precisa ser driblada, e ela já tem nome: Coronafobia.

Mas, afinal, do que se trata o termo CORONAFOBIA e como se tornou nomenclatura oficial dos estados mentais relacionados às fobias?

Em um estudo recente publicado em dezembro de 2020 pela US National Library of Medicine que analisou 500 casos de ansiedade e depressão, verificou que todos eles estavam ligados à pandemia. 

A COVID-19 provoca na população um aumento de sentimentos como medo e ansiedade.  Sendo que o medo e a insegurança, por exemplo, são alguns dos sentimentos mais presentes por conta da imprevisibilidade do comportamento do vírus em cada pessoa atingida.  Mas não apenas isso. Estamos falando ainda da imprevisibilidade das questões socioeconômicas, da carreira e dos negócios. E todas as incertezas levaram a um aumento considerável dos transtornos psiquiátricos e emocionais desde que a pandemia começou e se tornou um evento traumático de proporções maiores do que os surtos de doenças anteriores dos últimos tempos.

Eventos traumáticos podem levar a fobias específicas, logo, o termo Coronafobia, criado ao final de 2020, trata-se de uma ansiedade grave causada pela condição pandêmica. É classificada como um medo extremo de contrair o vírus levando a sintomas excessivos de ordem física, psicológica e comportamental. 

Se um simples espirro ou tosse, por exemplo, suscitam uma preocupação irracional de ser COVID-19, isto pode estar relacionado à Coronafobia. Ou seja, é importante ficar atento para analisar se a ansiedade é desproporcional ao risco real prejudicando a qualidade de vida.

Alguns dos sintomas físicos são: palpitações, tremores, dificuldades para respirar e alterações de sono.  No âmbito emocional, os sintomas mais predominantes são tristeza, culpa, medo de perder o emprego ou medo de contaminar e levar ao óbito seus familiares.  Já entre os sintomas comportamentais mais frequentes estão o medo excessivo de encontrar pessoas, de tocar em superfícies, evitando locais públicos mesmo que sejam abertos, e ir repetidamente ao médico achando que está doente.

A preocupação com a saúde e a tomada de cuidados recomendadas pela OMS são altamente benéficos, mas, se houver uma preocupação irracional, levando a “comportamentos de controle”, como aferir a frequência cardíaca ou a temperatura muitas vezes ao dia, ou ir ao médico com frequência apenas para garantir que não está doente, pode ser sinal de que a ansiedade está fora de controle e é preciso procurar um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento.

O Ministério da Saúde realizou uma pesquisa com 17.491 brasileiros com idade média de 38,3 anos, variando entre 18 e 92 anos, durante os meses de abril e maio de 2020, quando as mortes pelo novo coronavírus aumentaram. O levantamento revelou que 8 entre 10 brasileiros estavam sofrendo de algum transtorno de ansiedade.

Um outro estudo, que reuniu diversas universidades brasileiras, mostrou que o impacto negativo da pandemia na saúde mental da população brasileira evidenciou que os grupos mais afetados pela Coronafobia foram jovens mulheres, além de pessoas com diagnóstico prévio de algum distúrbio mental e dos grupos de alto risco para coronavírus.

Um dado que pode assustar é o fato de os jovens estarem presentes nos grupos mais afetados. Mas existe uma explicação possível: talvez, por terem de enfrentar a pausa nos estudos presenciais, o distanciamento físico de amigos, a falta de opções de lazer e entretenimento, e o medo de se tornar um transmissor da doença e assim, contaminar familiares pertencentes ao grupo de risco. Além disso, foi relatado também, nesse grupo, o início de problemas de sono durante a pandemia ou o agravamento desses quando preexistentes.

A pandemia por si só já nos assola com preocupações e sofrimentos reais. Mas, quando se está fora do controle, há como reverter esse cenário, portanto, para a Coronafobia, também chamada de “pandemia do medo” há tratamento, tanto cognitivo-comportamental, como por meio de medicamentos. Para quem busca qualidade de vida e prefere ter suporte da medicina alternativa, o uso de fitoterápicos, como a Passiflora incarnata associada a Crataegus rhipidophylla e Salix alba L, também pode ser um caminho. No entanto, qualquer um dos tratamentos acima deve ser prescrito por profissionais, que irão avaliar qual o tratamento de acordo com os sintomas e outros aspectos clínicos.

 

Dra. Rita de Cássia Salhani Ferrari é médica formada pela Universidade Federal de São Paulo, com Fellowship no Geriatric Medicine Program na University of Pennsylvania responsável pelo departamento de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Marjan Farma.

Sandra Venturelli fala da importância de ter planejamento e pensamento positivo.

O ano de 2020 se despediu nesta quinta-feira (31), mas vai ficar marcado para sempre na história por tantas dificuldades e também pelos desafios. Mas 2021 chega com novas oportunidades. A psicóloga Sandra Venturelli dá dicas de como manter a saúde mental.

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O primeiro ponto destacado por ela é a organização. A partir do momento em que a pessoa se organiza, ela consegue saber o que pode ou não fazer, sabendo os seus limites e possibilidade.

“Nós estamos em uma época em que as pessoas são muito imediatistas. É muito necessário ter um foco daquilo que eu quero. A gente sempre fala para colocar os objetivos na virada do ano, sobre o que eu quero, o que eu posso fazer. Avalia o que você quer tirar da sua vida e coloque projetos novos, como a perda de peso, parar de fumar, hábitos que eu não quero mais. É preciso ter um objetivo claro”, diz.

A psicóloga comentou ainda sobre a ansiedade. Ela destacou que o ansioso vive no futuro e, com a pandemia, os transtornos psicológicos aumentaram. Os sinais podem aparecer por meio de um coração trabalhando descompensado, uma arritmia, agitação motora muito grande, que geram sofrimento e angústia muito grandes.

“É bem difícil a gente virar o ano, ir para o ano novo com coisas velhas, mas temos a Covid voltando, algumas coisas permanecem, o que gera mais ansiedade ainda. É muito importante eu controlar os meus pensamentos, porque se eu visualizo algo como negativo, a tendência é eu me sentir mal. Tentar ver o lado positivo da situação, observar a vida de um modo mais realista possível”.

Confira a matéria completa e vídeo em: g1.globo.com

Fonte: G1.com 

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