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Levantamentos realizados ao redor do mundo calculam que até 16% dos pacientes com covid-19 apresentam algum tipo de complicação cardíaca. Os danos ao coração independem do grau da doença: mesmo os quadros mais leves podem trazer prejuízos ao sistema cardiovascular.

Antes de retomar os treinos, especialistas brasileiros sugerem que todos os recuperados da covid-19 façam uma avaliação médica e alguns exames

 O problema é que, muitas vezes, essa sequela no peito não dá sintoma algum e a pessoa só vai sentir suas consequências ao exigir um trabalho extra do sistema cardiovascular.

Isso acontece, por exemplo, durante uma atividade física: o coração precisa bater mais para bombear sangue aos músculos e, se tiver com algum dano provocado pelo coronavírus, pode funcionar mal e até pifar.

Foi para evitar que isso aconteça que a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) fez uma parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) para lançar a primeira diretriz sobre o retorno aos exercícios com segurança após a covid-19.

 

Veja a entrevista médica Cléa Simone Colombo, representante da SBC

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Fonte: BBC
 
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As alterações causadas pela Covid-19 no corpo humano podem ser prejudiciais a curto, médio e longo prazo, especialmente em pacientes recém-recuperados que praticam atividades físicas. O médico infectologista e professor universitário Rodrigo Juliano Molina explica que a infecção por Covid-19 resulta em fenômenos inflamatórios que podem ser atenuados conforme o quadro clínico do paciente.

“O vírus Sars-Cov-2 promove um fenômeno inflamatório que leva a alterações nos órgãos, sejam pulmonares, que levam às alterações de trocas gasosas (se perdurarem, haverá lesão grave no pulmão, com aparecimento de fibroses, e o paciente terá comprometido sua função pulmonar), sejam no coração, onde na fase inflamatória pode ocorrer a miocardite, inflamação do tecido do coração, que desencadeia a arritmia, a inflamação das artérias coronárias e a formação de trombos. A própria Covid-19 leva à coagulação, por isso a formação de trombos e isquemias. As isquemias, diminuição da irrigação sanguínea, levam a um quadro de insuficiência cardíaca no futuro”, explica Rodrigo Juliano.

Segundo Molina, há pacientes com sintomas tardios, como fadiga e perda do olfato e paladar, que melhoram aos poucos. Fatores de risco, como comorbidades e idade avançada, podem intensificar a inflamação.

leia mais: jmonline.com.br

fonte: JMONLINE

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Os efeitos provocados pela Covid-19 no organismo humano podem se estender por, pelo menos, três meses após a infecção, segundo mostra um estudo britânico. Os pesquisadores acompanharam um grupo de mais de 50 pacientes depois de eles terem recebido alta hospitalar e observaram que a maioria do grupo apresentou problemas como falta de ar, fadiga, ansiedade e depressão, além de anormalidades em órgãos, como pulmões e rins.

Os especialistas acreditam que uma inflamação persistente pode ser a explicação para esse quadro clínico. Os dados foram apresentados em um estudo publicado no repositório on-line de pesquisas científicas Medrxiv, e ainda não foram submetidos à revisão.

Na pesquisa, os cientistas acompanharam a evolução de 58 pacientes com Covid-19, que apresentaram quadros clínicos de moderado a grave e precisaram ser hospitalizados. Todos testaram positivo para o exame PCR e foram internados no Hospital da Universidade de Oxford (OUH, em inglês), entre março e maio de 2020.

Os especialistas incluíram no estudo dados de 30 pessoas sem a enfermidade (grupo controle). Todos os analisados foram submetidos à ressonância magnética (MRI, em inglês) do cérebro, pulmões, coração, fígado e rins, além de um exame de espirometria, que avalia a função pulmonar, um teste de caminhada de seis minutos e uma análise cardiopulmonar de exercício.

Alterações

Os pesquisadores observaram que dois a três meses após o início da doença, 64% dos pacientes experimentaram falta de ar persistente e 55% reclamaram de fadiga significativa. Na ressonância magnética, anormalidades de tecidos foram observadas nos pulmões de 60% dos pacientes com Covid-19; nos rins, em 29%, nos corações, em 26%; e nos fígados, em 10%. “Anormalidades de órgãos foram registradas mesmo em pacientes que não estavam gravemente enfermos ao serem admitidos no hospital”, destacou Betty Raman, líder do estudo e pesquisadora da Universidade de Oxford, no Reino Unido, em um comunicado emitido pela instituição de ensino.

A ressonância magnética também detectou mudanças nos tecidos em algumas áreas cerebrais, e pacientes demonstraram comprometimento do desempenho cognitivo. O nível de resistência dos analisados durante a realização de exercícios físicos foi reduzido significativamente, segundo os pesquisadores.

“Nosso estudo avaliou pacientes em recuperação da Covid-19 após hospitalização, dois a três meses após o início da doença. Embora tenhamos encontrado anormalidades em múltiplos órgãos, é difícil saber quanto disso era preexistente e quanto foi causado pela Covid-19”, admitiu Raman.

Mesmo sem ter comprovações de que o novo coronavírus foi a causa principal dos danos que os pacientes apresentaram no estudo, os pesquisadores assinalaram ter encontrado indícios que corroboram essa hipótese. “É interessante ver que as anormalidades detectadas na ressonância magnética e as dificuldades dos pacientes na realização dos exercícios estão fortemente correlacionadas com marcadores de inflamação vistos em nossas análises. Isso sugere uma ligação potencial entre inflamação crônica e dano contínuo a órgãos entre os sobreviventes”, observou a principal autora do estudo.

Os participantes da pesquisa também passaram por avaliações de qualidade de vida, saúde cognitiva e mental. Os pesquisadores constataram que os pacientes eram mais propensos a relatar sintomas de ansiedade e depressão, o que gerou um prejuízo significativo na qualidade de vida em comparação com os participantes do grupo controle.

leia mais: diariodepernambuco.com.br

fonte: Diário de Pernambuco

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Médicos avaliaram que doença pode desregular forma como sangue coagula, além de danificar pulmões e sua capacidade de processar oxigênio fresco no sangue

Pesquisadores afirmaram nesta segunda-feira, 19, em uma publicação no Journal of the American College of Cardiology, que danos cardíacos de longo prazo são prováveis em alguns sobreviventes da Covid-19.

Os médicos avaliaram que a doença pode desregular a forma como o sangue coagula, além de danificar os pulmões e sua capacidade de processar oxigênio fresco no sangue.

Pacientes que tiveram que passar por ventilação e sedação estão mais em propensos a desenvolverem os problemas, escreveram o Dr. Sean Pinney da Escola de Medicina Icahn no Monte Sinai e seus colegas.

Mais pesquisas

Outro estudo observou um tipo de dano ao coração conhecido como lesão miocárdica em cerca de um quarto dos pacientes com o novo coronavírus.

Na mesma publicação, uma terceira pesquisa observou que os pacientes com excesso de gordura corporal, açúcar no sangue não controlado, pressão alta e colesterol alto enfrentam riscos muito maiores de complicações do novo coronavírus. No mundo todo é crescente o número de pessoas que possuem os quatro problemas.

fonte: CNN Brasil

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Se não bastasse enfrentar o coronavírus, ainda é preciso se preocupar com os efeitos deixados por ele. Na economia, na educação, nos relacionamentos, no organismo… É, a pandemia tem nos desafiado em muitos aspectos. E quando falamos em saúde, o alerta é maior: este deve ser, sem dúvidas, um dos primeiros tópicos na nossa lista de prioridades.

E isso vale até para aqueles que já enfrentaram a covid-19 e se recuperaram. Aos poucos, a classe médica e científica foi tomando conhecimento do potencial agressivo da doença e das lesões causadas em órgãos e tecidos. Evidências apontam para riscos de consequências graves e permanentes, inclusive no coração.

O fato é que mesmo indivíduos sem problemas preexistentes ou fatores de risco para eventos cardiovasculares podem apresentar alterações da função cardíaca.

Sabemos que muitos desses pacientes supostamente recuperados do coronavírus vão precisar de acompanhamento e uma possível reabilitação. Há ainda, claro, diversas dúvidas sobre essas sequelas, até porque as pesquisas e estudos estão ocorrendo quase que simultaneamente ao avanço do vírus, da busca por medicamentos e de uma vacina. No entanto, é preciso cautela e muita atenção.

Entendendo o que a doença causa Resumidamente, a covid-19 tem três fases de evolução.

A primeira, a da multiplicação viral, depende das defesas imunológicas do corpo no combate ao vírus. Sem a reação necessária do organismo, ela avança para a fase dois, quando ocorre uma atividade inflamatória inicial, estágio em que o pulmão é o órgão alvo, levando a alterações respiratórias e a possibilidade de redução da oxigenação. Caso a doença não seja controlada, ela passa então para a fase três, momento em que há uma hiperinflamação, que além de agravar a situação pulmonar, atinge quase todos os órgãos e tecidos, com sérias consequências, sequelas e risco de morte.

No caso do coração, mesmo com a ausência de doenças cardíacas anteriores, ele pode ser atingido a partir da fase dois e por diversos mecanismos, que vão desde lesões diretas pelo vírus no músculo cardíaco até complicações secundárias em resposta inflamatória e trombótica desencadeada pela infecção.

Veja mais em uol.com.br

Fonte: UOL

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