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Descubra o que açafrão (também conhecido como açafrão-da-terra ou cúrcuma) pode oferecer para a sua saúde

O açafrão (ou açafrão-da-terra ou cúrcuma) é uma planta herbácea da família do gengibre e que a partir dela é possível conseguir uma especiaria de mesmo nome que possui diversos benefícios, podendo ser usada tanto na culinária como para cuidar de nossa saúde.

Originário do sudoeste asiático, o açafrão vem despertando um grande interesse da comunidade científica devido aos diversos benefícios aparentes – e que vêm se mostrando verdadeiros ou ao menos promissores.

É sabido, por exemplo, que o açafrão possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. E há pesquisas que procuram investigar os efeitos da curcumina – o pigmento que dá cor e também é um componente ativo do açafrão-da-terra – diante do câncer.

A fim de espalhar a palavra do açafrão e fazer com que todos usufruam de suas qualidades, resolvemos contar para vocês sobre alguns benefícios dessa raíz. 

Veja a dica da Cláudia Marques – Nutricionista

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=sjeOA35vkgU[/embedyt]

 

O açafrão tem efeitos antidepressivos

Pesquisas têm demonstrado que a curcumina, componente ativo do açafrão, possui efeito positivo contra a depressão, essa doença silenciosa e que tem feito cada vez mais vítimas.

Há pesquisas que afirmam que o resultado da curcumina em pacientes depressivos é similar a de medicamentos antidepressivos, tendo a vantagem de não possuir efeitos colaterais, que são tão costumeiros a todo tipo de medicamentos.

O açafrão pode ajudar a prevenir o câncer

Há estudos pesquisando os efeitos da curcumina sobre o câncer e alguns deles têm evidenciado que o açafrão tem o poder de reduzir a angiogênese, agindo sobre a formação de tumores e contribuindo para destruir células cancerígenas.

Além disso, o seu fator antioxidante é capaz de proteger células que podem alterar o DNA celular, o que leva ao surgimento de células cancerígenas.

Pode até ser coincidência, mas há quem acredite que não é à toa que a Ásia seja a maior produtora e consumidora de açafrão no mundo e também o lugar onde há menor registro proporcional de casos de câncer.

O açafrão ajuda a cuidar do coração

Mais uma vantagem do fator antioxidante da curcumina, o açafrão-da-terra pode agir contra a oxidação do colesterol, que é o que leva os vaso sanguíneos acumularem placas endurecidas capazes de ocasionar um ataque cardíaco. Além de evitar a oxidação do colesterol, o que ajuda a proteger o coração, há estudos científicos que defendem que a curcumina reduz o risco de insuficiência cardíaca.

A propriedade anti-inflamatória do açafrão também pode ser benéfica para o coração, pois inflamações crônicas podem ser prejudiciais para órgão tão importante para o corpo humano, e o açafrão consegue inibir algumas das moléculas e enzimas que as causam.

Quer saber mais sobre como as inflamações crônicas podem prejudicar o coração? Nós temos essa matéria aqui que você pode conferir.

E caso você queria ser informar ainda mais, temos essa lista com 18 superalimentos que melhoram a saúde do coração.

O açafrão pode ajudar a prevenir o Alzheimer

Outro benefício incrível do açafrão é a possibilidade que ele possui de prevenir o mal de Alzheimer.

Como sabemos, o Alzheimer é uma doença terrível. Neuro-degenerativa, ela compromete as funções cognitivas, diminuindo as capacidades de trabalho e relação social, sendo uma das doenças responsáveis pela demência.

Como não termos uma tratamento eficaz para combater o Alzheimer, preveni-la é uma das melhores maneiras de enfrentá-la. E é aí que o açafrão-da-terra entra, pois a curcumina reduz o risco da doença por agir reduzindo a formação de placas amiloides, pois é justamente com o acúmulo de uma proteína chamada beta-amilóide que se origina o mal de Alzheimer.

Quer se informar mais sobre essa doença? Nesta matéria explicamos com mais detalhes o que é o mal de Alzheimer e quais são seus principais sintomas.

Leia mais: selecoes.com.br

Fonte: Revista Seleções

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Para começar, a bebida ajuda a melhorar a disposição e a dar energia, além de deixar o raciocínio mais ágil, de acordo com informações da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). O café também contribui na redução do risco de depressão, do suicídio, do alcoolismo, da cirrose, da diabetes do adulto, dos cálculos biliares, do câncer de cólon e da doença de Parkinson e do Alzheimer. Café não é remédio, mas, assim como a prática diária de exercícios, ajuda a manter a saúde física e mental, além de contribuir com um estilo de vida mais saudável. E, já que o Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, é importante experimentar a variedade de tipos e sabores que o café nacional oferece. Além do sabor, dentro de uma xícara de café cabe muita saúde.

Ainda segundo a Associação, as propriedades contidas em sua composição, principalmente a cafeína, são benéficas para o organismo humano. Quando em contato com o sistema nervoso central, a substância provoca um estado de alerta, o que estimula a atividade mental, melhora a concentração e alivia a tensão. Em tempos de home office, uma xícara de café é capaz de proporcionar a energia necessária para que as tarefas sejam concluídas com eficácia.

Café e prática esportiva

Outro benefício que pode ser alcançado através da sua ingestão é o ganho de disposição para a prática de esportes e atividades físicas. O atleta passa a ter mais resistência, melhora o rendimento e consegue fazer exercícios mais intensos por um período mais longo, diminuindo a fadiga e as chances de lesões corporais. O café também é um aliado para os amantes da musculação. Segundo um estudo realizado pela Universidade de Mississipi, nos EUA, e publicado na revista oficial do Colégio Americano de Medicina Esportiva, a ação da cafeína no sistema nervoso central e periférico aumenta a capacidade dos músculos esqueléticos de gerar força.

“A cafeína, em especial, aumenta o rendimento de atletas por estimular a produção de energia pelas células da musculatura. Embora não seja considerado doping, ela melhora o desempenho. Altas doses de cafeína pura também são utilizadas em treinamentos de atletas de alta performance, inclusive com doses muito elevadas”, destaca Luis Antonio Machado César, Diretor do Núcleo de Pesquisa Café & Coração no InCor – HC – da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Aliado na prevenção de doenças

O uso da bebida está diretamente ligado à manutenção da saúde e de um estilo de vida mais saudável. Tomá-la constantemente, em especial a do tipo filtrado, reduz as chances de infarto do coração e reduz o risco de diabetes tipo II. Isso acontece por causa dos antioxidantes presentes no alimento, que também atuam como termogênico, acelerando o metabolismo. E o metabolismo acelerado, em linhas gerais, faz com o que organismo queime mais gordura, auxiliando na perda de peso. De acordo com um estudo divulgado pela British Medical Journal, importante revista acadêmica de medicina do Reino Unido, o consumo de até quatro xícaras diárias está associado a uma menor probabilidade de desenvolver problemas cardiovasculares, como derrames cerebrais.

A Doutora Silvia Siag Oigman, Coordenadora do Projeto Café e Cérebro do IDOR, explica que a ingestão de café contribui com a melhora na qualidade da saúde e com a longevidade: “O café é considerado um alimento funcional, consumi-lo diariamente é um hábito saudável e que pode trazer muitos benefícios para nossa saúde, graças a sua riqueza em compostos bioativos. Além da cafeína, contém sais minerais, vitaminas, diterpenos e ácidos clorogênicos. Possui forte atividade antioxidante e previne a depressão. Os estudos epidemiológicos sugerem que o consumo de café é inversamente associado ao risco de desenvolvimento de Parkinson e Alzheimer, diabetes do tipo 2 e alguns cânceres”.

Ainda segundo Silvia, estudos demonstraram que doses de 200 a 250 miligramas de cafeína elevam o humor e que esses efeitos podem durar até 3h.

Fonte: https://www.abic.com.br/

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Por Dr. Juliano Slhessarenko

Já ouviu as expressões “você quase me deu um ataque cardíaco”, “Eu estava morrendo de preocupação” ou “isso partiu meu coração”?

O coração e a mente estão intimamente conectados. Estados mentais negativos, incluindo depressão, ansiedade, solidão, raiva e estresse crônico, podem aumentar o risco de doenças cardíacas com o tempo ou piorar os problemas cardíacos já existentes.

Como as emoções negativas afetam a saúde do coração?

Veja, por exemplo, a síndrome do coração partido, também chamada de cardiomiopatia de estresse. Estudos demonstraram que o risco de um ataque cardíaco aumenta 21 vezes em 24 horas após a perda de um ente querido.

O coração pode ser afetado por outros choques além da perda de um ente querido. A cardiomiopatia por estresse pode ocorrer em reação a notícias estressantes, como o diagnóstico de câncer de um ente querido. E emoções fortes, como raiva, podem causar ritmos cardíacos irregulares.

O estresse também pode ser prejudicial ao coração. Se você está sob estresse, sua pressão arterial e freqüência cardíaca aumentam. O estresse crônico expõe seu corpo a níveis insalubres e persistentemente elevados de hormônios do estresse, como o cortisol, e também pode alterar a forma como o sangue coagula. Todos esses fatores podem preparar o terreno para um ataque cardíaco ou derrame.

As emoções negativas também podem afetar os hábitos de vida, o que, por sua vez, pode aumentar o risco de doenças cardíacas. Por exemplo, pessoas que estão cronicamente estressadas, ansiosas, deprimidas ou com raiva podem ter maior probabilidade de beber muito álcool, fumar, comer demais e fazer menos exercícios – todos hábitos prejudiciais à saúde que fazem mal ao coração.

E se seu coração já estiver vulnerável?

Se você tem uma doença cardíaca, ela pode ser agravada pelo estresse emocional. Pacientes com doenças cardíacas e ansiedade têm duas vezes mais chances de morrer três anos após um evento cardíaco.

Além disso, os pacientes com doenças cardíacas têm três vezes mais probabilidade de sofrer de depressão. Para aqueles recém-diagnosticados com doenças cardíacas, a depressão aumenta o risco de um evento prejudicial relacionado ao coração ocorrer naquele ano. Mesmo em pessoas sem doenças cardíacas anteriores, a depressão grave dobra o risco de morte por causas relacionadas ao coração.

O que você pode fazer? A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que todo paciente cardíaco seja rotineiramente examinado para depressão. Além disso, uma nova abordagem baseada na emoção para a saúde cardíaca, chamada psicologia cardíaca, enfoca as necessidades de saúde mental dos pacientes cardíacos. Promove ferramentas, como gerenciamento de estresse e psicoterapia, para ajudar os pacientes a lidar com sua doença.

O coração e a mente coexistem. Não ignore as emoções que podem sobrecarregar sua vida, como estresse crônico, ansiedade, depressão e raiva. Encontre maneiras de cuidar de seu bem-estar emocional e seu coração agradecerá.

Experimente estas dicas saudáveis ​​para o coração:

  1. Reconheça seus sentimentos e expresse-os. Fale com seus entes queridos, escreva em um diário ou junte-se a um grupo de apoio. Procure ajuda profissional se precisar. Controle o estresse com exercícios diários de meditação consciente, ioga ou respiração profunda.
  2. Evite beber muito e não fumar.
  3. Exercício. Experimente uma caminhada rápida de 15 minutos, nadar, andar de bicicleta, fazer jardinagem ou dançar.
  4. Faça uma dieta saudável com bastante ácidos graxos ômega-3, que têm efeitos antiinflamatórios.

Como minhas emoções podem afetar a insuficiência cardíaca?

O estresse não gerenciado pode causar hipertensão, danos às artérias, ritmos cardíacos irregulares e enfraquecimento do sistema imunológico.

A depressão em pacientes com insuficiência cardíaca aumenta o risco de hospitalização; eventos cardíacos, como dor no peito e ataque cardíaco; e morte.

Você pode se sentir deprimido porque não sabe o que esperar ou porque não consegue realizar tarefas simples sem ficar excessivamente cansado. Outros fatores podem contribuir para a depressão, como:

Sua história familiar, saúde física e estado de espírito e meio ambiente
Transições de vida, perdas e altos níveis de estresse.

Por que o impacto psicológico de um evento cardíaco é importante?

Não há dúvida de que ter um ataque cardíaco ou ser admitido por um evento cardíaco pode ser muito estressante e, portanto, precisamos entender como as pessoas passam por esse processo e como podemos apoiá-las da melhor forma.

Além disso, ficou claro nos últimos 20 anos ou mais que algumas pessoas têm reações psicológicas bastante graves. Em particular, você tende a obter níveis bastante elevados de sintomas depressivos e o que foi descoberto é que aqueles que apresentam sintomas depressivos são, na verdade, mais propensos a ter problemas cardíacos recorrentes. Acredita-se que haja um risco duplo [nessas pessoas] de ter outro ataque cardíaco ou morrer de doença cardíaca, e há muita preocupação no momento sobre como essa ligação ocorre e o que podemos fazer a respeito.

Fonte: olhardireto.com.br

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Realizada em novembro, campanha “Coração na Batida Certa” tem como objetivo alertar a população sobre a doença.

Instituído pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), desde 2007, no dia 12 de novembro é celebrado o Dia de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita. Anualmente, a Sociedade realiza, juntamente com as Instituições ligadas à área de Cardiologia de todo o país, a campanha “Coração na Batida Certa”, que tem como objetivo organizar atividades de educação/orientação para a população sobre a prevenção e tratamento das doenças do coração.

As doenças cardiovasculares ocupam um lugar de destaque entre as causas de morte no Brasil e no mundo. Entre essas doenças, as arritmias cardíacas, têm grande impacto na mortalidade e na qualidade de vida da população mundial. No Brasil, anualmente, a doença acomete mais de 20 milhões de pessoas e é responsável por mais de 320 mil mortes súbitas no país.

Durante uma arritmia cardíaca o coração pode bater rápido, lento ou em velocidade normal, porém, “fora do compasso”. Mesmo que o paciente não perceba a arritmia, ela pode acarretar efeitos sérios que vão desde um derrame até a possível morte do paciente. Para o cardiologista eletrofisiologista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), José Sobral Neto, a doença precisa não apenas de atenção, mas principalmente de prevenção.

“Precisamos chamar a atenção para o assunto, que apesar de comum não recebe a importância que deveria da população. A campanha trabalha com dois pilares principais: social – que visa conscientizar a população da existência e modo de prevenir os fatores de risco para o desenvolvimento de arritmias cardíacas e da morte súbita e educativa – para disseminar e implementar diretrizes e guias práticos de prevenção da doença e suas consequências”, alerta.

leia mais: jornaldebrasilia.com.br

fonte: Jornal de Brasília

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No mês de conscientização sobre o tema, médicos indicam os check-ups necessários por faixa etária

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, quase um terço dos homens não têm o hábito de ir ao médico para prevenir doenças e buscar qualidade de vida. De acordo com a pasta, a falta de cuidados tem consequências: eles morrem mais cedo do que as mulheres e de doenças que poderiam ser prevenidas, como acidentes vasculares, infartos, câncer e doenças do aparelho digestivo.

 
 
Especialistas afirmam que não há uma tabela de exames comuns, conforme a faixa etária, para todos os pacientes. É preciso salientar que cada indivíduo é único. Apesar disso, a realização de determinados exames ainda na juventude pode determinar uma velhice mais saudável. Confira, a seguir, um calendário de avaliações médicas pelo qual os homens devem passar ao longo da vida:
 

Entre nove e 11 anos  

Triagem para dislipidemias (elevação de colesterol e triglicerídeos no plasma ou a diminuição dos níveis de HDL que contribuem para a aterosclerose): coletas de sangue para medidas que incluem colesterol total, triglicerídios, HDL e LDL.

Entre 11 e 14 anos  

Vacina HPV: vale conversar com o pediatra ou o urologista infantil sobre a imunização. Segundo o Ministério da Saúde, os HPVs são vírus capazes de infectar a pele ou as mucosas. Existem mais de 150 tipos, dos quais 40 podem infectar a região genital e provocar cânceres, como de colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe, e outros podem causar verrugas genitais. Os principais vírus são combatidos com duas doses da vacina de HPV, disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

A partir dos 20 anos

Hemograma: consegue dar uma visão sistêmica do corpo, permitindo identificar sinais de doenças ou disfunções. Obesos e hipertensos devem fazer anualmente. Recomendado a cada três anos até os 40 anos. Depois dos 40 anos, deve ser feito anualmente.

Exame de glicemia: serve para medir o nível da glicose na circulação sanguínea do paciente. Obesos e hipertensos devem fazer anualmente. Recomendado a cada três anos até os 40 anos. Depois dos 40, deve ser feito anualmente.

Exame de colesterol: inclui uma série de análises, determinando os níveis de colesterol total (CT), triglicerídeos (TG) e colesterol da lipoproteína HDL (HDL-C), e principalmente o LDL. Obesos e hipertensos devem fazer anualmente. Recomendado a cada três anos até os 40 anos. Depois dos 40, deve ser feito anualmente.

Dosagem de creatinina: confere o funcionamento dos rins. Obesos e hipertensos devem fazer anualmente. Recomendado a cada três anos até os 40 anos. Depois dos 40, deve ser feito anualmente.

Autoexame nos testículos: realizar, pelo menos a cada seis meses, para detectar a presença de nódulos no local. Apesar de raro (5% do total de casos de câncer entre os homens), preocupa porque a maior incidência é em homens em idade produtiva. É facilmente curado na fase inicial. Em caso de dor testicular, não espere o autoexame: consulte um urologista.  

A partir dos 30 anos

Eletrocardiograma básico: detecta arritmias, aumento de cavidades cardíacas, patologias coronarianas, infarto do miocárdio e outros diagnósticos. Permite avaliação da atividade cardíaca em repouso.

A partir dos 35 anos

Exame de TSH: identifica doenças da tireoide. Recomendado a cada cinco anos.

A partir dos 40 anos

Teste ergométrico (de esforço): exame que estima o risco cardiovascular, a frequência cardíaca, o ritmo cardíaco, a pressão arterial e outros parâmetros cardiológicos durante a realização de um esforço físico gradual e crescente. É realizado com o paciente caminhando ou correndo em uma esteira rolante ou pedalando em uma bicicleta ergométrica.

Ecocardiograma: para avaliar a parte mecânica e funcional do coração e as válvulas internas. Realizado conforme decisão clínica. A periodicidade dependerá da presença ou não de patologias.

Ecografia abdominal total: identifica alterações no abdômen, visualizando órgãos internos, como fígado, vesícula biliar, pâncreas, baço, rins, útero, ovário, bexiga e próstata. Recomendada a cada dois anos.

Ecodopler de carótidas: para pacientes com histórico familiar de pressão alta, diabetes, colesterol alto e casos de AVC. Exame complementar de diagnóstico que mostra a anatomia e circulação nas artérias carótidas e vertebrais (que fornecem sangue para o cérebro). Exame usado para avaliar idade vascular e complementar a estratificação de risco. Indicada a cada dois anos. Em caso de placas significativas, anualmente.

Laboratório: creatinina, ureia, tireoide, glicose, colesterol, triglicerídeos, de urina e de fezes. Deve ser realizado anualmente.

Avaliação dermatológica: previne o câncer de pele.

Preste atenção

Lembre-se do hemograma e dos exames de glicemia, colesterol, creatinina e transaminase, que a partir dos 40 anos devem ser feitos anualmente.

A partir dos 45 anos até os 75

Consulta com urologista: o especialista deve ser visitado anualmente para averiguar a próstata. O volume de uma próstata normal é de até 30 gramas. Homens da raça negra ou com histórico de câncer de próstata devem consultar a partir dos 45 anos.  

A partir dos 50 anos

Urologista: discutir com o urologista questões relacionadas à disfunção erétil, em caso de ocorrência.

Colonoscopia: se tiver sintomas intestinais ou histórico familiar de pólipos ou câncer de intestino precoce (antes dos 60 anos), realizar antes dessa idade. A regularidade do exame será apontada pelo médico, dependendo do caso. Deve ser rotineira a cada cinco anos.

Eletrocardiograma em repouso: detecta arritmias, aumento de cavidades cardíacas, patologias coronarianas, infarto do miocárdio e outros diagnósticos. Permite avaliação da atividade cardíaca em repouso. Deve ser feito anualmente.

Teste ergométrico (de esforço): anual em pacientes de risco intermediário e a cada dois anos em pacientes de baixo risco.

Densitometria óssea: serve para verificar a densidade dos ossos e deve ser realizada para verificar a ocorrência de osteoporose.

Teste de Vitamina D e Vitamina B12: deve ser realizado a cada dois anos. Indicações de dosagens mais frequentes devem ser individualizadas, de acordo com a situação do paciente.

Escore de cálcio coronariano: avalia e quantifica a presença de cálcio nas artérias do coração. Exame utilizado em pacientes de risco intermediário, com obesidade, hipertensão, diabetes e histórico familiar importante, em que os outros métodos de estratificação de risco tenham resultados conflitantes. Identifica calcificações nas coronárias por meio de uma tomografia de tórax. Nesses pacientes, pode ser indicado a partir dos 40 anos.

Angiotomografia de coronárias: exame de diagnóstico por imagem que usa um tomógrafo para evidenciar características das artérias. Cateterismo virtual.

Fontes: Eduardo Carvalhal, presidente da seccional RS da Sociedade Brasileira de Urologia e chefe do Serviço de Urologia do Hospital Moinhos de Vento; Jacqueline Rizzolli, endocrinologista do Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS; Fabio Canellas, cardiologista e chefe do serviço de check-up cardiovascular da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre

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Cerca de 20% dos brasileiros estão obesos. É o que aponta a pesquisa da Vigitel  (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), divulgada pelo Ministério da Saúde.

Em 2006, quando a pesquisa começou, esse número era de 11,8%. Considerando o excesso de peso, 55,4% da população está nesta situação.

No Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, o médico cardiologista doutor Everton Dombeck, do Hospital Cardiológico Costantini, explica que a obesidade é um dos principais fatores de risco para as doenças. cardiovasculares.

“Nós costumamos falar sobre o tripé dos fatores que desencadeiam as doenças do coração: colesterol, pressão e glicemia. Esses são os índices que precisam estar controlados. Normalmente, quando elevados, associados a uma vida desregulada, sem dieta e exercícios físicos, a pessoa chega à obesidade”.

Em 2020, com a pandemia do coronavírus, esses números tendem a aumentar. “Nós já estamos vendo esse crescimento no consultório.

Os pacientes estão passando por mudanças bruscas nas rotinas e esse período de adaptação é muito complicado.

Pessoas que antes comiam nos refeitórios das empresas, com alimentação balanceada ou que costumavam levar marmita para o trabalho, hoje, com a falta de tempo, estão comendo mais industrializados e fast-food”, conta Dombeck.

Além disso, Dombeck explica que o isolamento social e as dúvidas sobre o futuro evidenciam o estresse e a ansiedade, o que acaba estimulando a alimentação por compulsão.

“Em uma rotina normal, o ideal é que a pessoa siga uma dieta equilibrada e faça exercícios físicos com frequência. Hoje, neste momento atípico, este controle ficou ainda mais difícil. As preocupações são outras, então, a última coisa que nós pensamos é na saúde física, o que não deveria acontecer”.

Cuidados para prevenção e tratamento

A obesidade é uma doença crônica e exige constante tratamento. A melhor saída é sempre a combinação entre dieta equilibrada e exercícios físicos.

O recomendado é fazer acompanhamento médico, com ajuda de nutricionistas, endocrinologistas, cardiologistas e um profissional da área de educação física para auxiliar nos exercícios.

Dombeck explica que é muito importante um acompanhamento psicológico:

“Eu costumo falar que é o ‘ping-pong de autossabotagem no padrão comportamental’ que leva as pessoas a cometerem erros básicos e muito frequentes no que diz respeito à dieta, atividade física e, consequentemente, no controle dos níveis de colesterol, pressão e glicemia. Não importa a idade, grau de escolaridade, nem a classe social, o ser humano é suscetível a repetir esse comportamento durante toda a vida. Precisa de uma reeducação”.

Por Dr. Everton Dombeck, do Hospital Cardiológico Costantini

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