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O Ministério da Saúde atualizou as orientações referente a vacinação das pessoas que possuem comorbidades. De acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), esse será o próximo grupo prioritário a ser vacinado.

A principal atualização no documento informa que as pessoas com comorbidades precisam estar pré-cadastradas no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) ou em alguma unidade de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Com o prontuário ativo dos interessados, os municípios garantem uma maior precisão no quantitativo do grupo. Caso não tenha inscrição, a apresentação de um comprovante que demonstre que a pessoa pertence a um destes grupos de risco, como exames, receitas, relatório médico ou prescrição médica também é válida no momento da vacinação.
Entre as comorbidades incluídas como prioritárias para vacinação contra a Covid-19 estão Diabetes, Pneumopatias crônicas graves e Hipertensão Arterial Resistente (HAR). O Ministério da Saúde também orientou que pessoas com comorbidades sejam convocadas de acordo com a sua idade.

Conferira a lista completa de comorbidades prioritárias.

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Nos últimos tempos, devido a pandemia do novo coronavírus, surgiram novas situações que não eram esperadas e, com isso, as pessoas precisaram se reinventar em vários aspectos, principalmente on-line.

O trabalho, para uma grande parcela, passou a ser home office e o ensino escolar, à distância, gerando uma maior convivência dos cônjuges, deixando crianças e adolescentes tempo integral em casa. Fora o aumento considerável de serviços domésticos, a adoção de protocolos rígidos de proteção e o distanciamento de familiares, amigos e colegas de trabalho.

Essa relação de convivência extrema em casa e a falta de contato com outras pessoas está gerando muito estresse e ansiedade nos lares, acarretando uma necessidade muito grande de terapia familiar e, por que não, terapia holística ao invés da tradicional psicoterapia?

Por meio de métodos associados da medicina integrativa é possível tratar sintomas como estresse, insegurança, dores,  entre outros. Por exemplo, o uso da homeopatia somada à acupuntura no tratamento. “Algumas famílias simplesmente se distanciaram por questões de proteção ao vírus, outras passaram a coabitar muito mais tempo com as pessoas que dividem o mesmo espaço. Tudo isso somado a alta pressão no trabalho, insegurança financeira, falta de previsibilidade e vários medos associados, seja de perder um ente querido, de pegar a COVID-19 ou mesmo perder seu patrimônio. Isso acabou causando um alto índice de rupturas relacionais, separações, divórcios, conflitos e impasses constantes”, explica Natália Lima.

Natália Lima, Terapeuta Holística fala sobre os benefícios da terapia holística para o equilíbrio familiar durante a quarentena

Baseado nesse cenário, Natália tem atendido cada vez mais famílias para um tratamento sistêmico. “Embora os membros da família cheguem juntos ao Espaço, os atendimentos são individuais, pois cada um tem o seu próprio motivador de estresse. Assim, é possível identificar as reais causas de cada pessoa e, por meio de remédios homeopáticos e fitoterápicos, cada indivíduo é receitado com um plano específico de tratamento”,  diz Lima.

O ponto crucial é que as emoções definem o estado de saúde, tanto físico, quanto mental e, diante de todas essas circunstâncias, passaram a ser mais percebidas, ressaltadas e exaltadas, convergindo para os impasses pessoais, afetando o bem-estar. Isso porque, os problemas vividos pelo casal, acabam conflitando com as necessidades e expectativas dos filhos e todos entram no ciclo de estresse que prejudica as relações.

“Em uma relação pessoal, a máxima ‘quando um não quer, dois não brigam’ é uma verdade, por isso, o tratamento sob uma ótica familiar tem ganhado cada vez mais espaço dentre as terapias alternativas”, conclui a terapeuta holística.

 

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No dia 7 de abril é comemorado o Dia Mundial da Saúde. A data, criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tem como intuito principal a conscientização da sociedade a respeito de cuidados e prevenção. No último ano, a pandemia de Covid-19, o isolamento social e o medo dos pacientes de frequentar os consultórios fizeram com que diversas doenças fossem negligenciadas e, consequentemente, muitas tiveram seus quadros agravados.

Na especialidade vascular, problemas como aneurisma da aorta, isquemia dos membros inferiores (falta de circulação), pé diabético, varizes e trombose venosa precisam de acompanhamento médico periódico. “Nunca foi tão importante cuidar da saúde. E para manter nossa imunidade alta é preciso uma boa alimentação, um sono reparador, praticar atividade física diariamente e ter controle do estresse. Além disso, fazer consultas regulares para monitorar os cuidados da saúde vascular. E no que tange à Covid-19, lembramos a possibilidade aumentada do aparecimento de eventos circulatórios até quatro semanas após o término da doença. É importante que os pacientes sejam orientados sobre como prevenir tais problemas”, alerta o cirurgião vascular e presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, Dr. Bruno Naves.

Com o cenário de crise de saúde, os atendimentos médicos remotos tornaram-se uma alternativa viável para as consultas eletivas e de acompanhamento de comorbidades. Mas, é importante destacar que a Telemedicina não descarta a consulta presencial e deve ser utilizada apenas com a finalidade de esclarecer dúvidas. Durante a assistência, o especialista tem a liberdade de aconselhar o paciente a agendar uma consulta presencial ou até mesmo buscar um atendimento de emergência.

Dr. Naves explica que, na área vascular, há muitos pacientes com doenças que progridem de forma lenta, quando há o acompanhamento da especialidade. Na grande maioria, trata-se de idosos que, apesar da vacina, ainda precisam manter o distanciamento. Nesses casos, o atendimento virtual é uma boa alternativa. Entretanto, com o surgimento de novos sintomas, ou agravamento notório da condição, a consulta presencial é mais recomendada.  

O especialista ainda afirma que a procura pela especialidade durante e após a infecção pelo novo coronavírus é muito importante. “Temos atendido uma grande quantidade de pacientes com complicações após a Covid-19. Pessoas que tinham varizes, por exemplo, com flebites ou tromboses”.

Os consultórios médicos são ambientes limpos e preparados para prevenir a disseminação, não somente do Sars-CoV-2, como de muitos outros agentes infecciosos. Mesmo que não seja possível a identificação da presença, ou não, do vírus no ambiente, é importante ressaltar que existem locais muito mais frequentados, como supermercados e transportes públicos, onde há uma possibilidade muito maior de contágio. O uso correto de máscaras, a higiene pessoal com a lavagem constante das mãos e sua desinfecção com álcool em gel 70%, o distanciamento físico e evitar aglomerações ainda são as principais formas de prevenir a doença.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que até 5 milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas se a população global fosse mais ativa. Segundo a entidade, um em cada quatro adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física suficiente. Assim, em um momento em que muitas pessoas encontram-se em casa devido à pandemia, a OMS lançou no final do ano passado novas diretrizes sobre atividade física e comportamento sedentário, que enfatizam que todas as pessoas, de todas as idades e habilidades, podem ser fisicamente ativas e que todo tipo de movimento conta.

Especialista fala de cuidados durante os treinos e como deve ser a volta daqueles que se recuperaram da Covid-19

As novas diretrizes recomendam pelo menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa por semana para adultos, incluindo pessoas que vivem com condições crônicas ou deficiências, e uma média de 60 minutos por dia para crianças e adolescentes. E ressaltar a importância de se exercitar para promoção da saúde se encaixa perfeitamente nesta semana, pois nesta terça-feira, 6 de abril, é celebrado o Dia Mundial da Atividade Física, enquanto no seguinte, 7, é o Dia Mundial da Saúde.

O treinador de força, Vinícius Arnoudo de Sousa Abreu, que também atua como gestor de desempenho da Care Clinic, localizada no Órion Complex, em Goiânia, ressalta a importância das atividades físicas. “Os benefícios são inúmeros, desde os fisiológicos aos sociais. E neste momento de restrições ainda ajuda a diminuir a ansiedade, além de auxiliar no sistema imunológico, pois pessoas que praticam atividades físicas constantes são menos propensas a infecções”, explica.

Na pandemia
Em relação ao momento de pandemia pelo qual estamos passando, Vinícius destaca que percebeu um aumento de pessoas que aderiram aos exercícios físicos. “Quem não praticava, passou a praticar, principalmente os outdoor (ao ar livre), como andar de bicicleta e corrida”, exemplifica. No entanto, o profissional ressalta que é preciso manter essa rotina. “Não precisamos de uma pandemia para saber que exercícios são bons. E esse processo tem que ser contínuo, pois faz para para a saúde, para o envelhecimento, para a manutenção das taxas saudáveis”, afirma.

O especialista dá uma dica essencial para quem quer fazer atividades físicas neste período. “Não existe atividade adequada para a pandemia. Se a academia segue os protocolos e te dá segurança, pode ir. Se você prefere se exercitar ao ar livre, tudo bem. O recomendado é fazer o que gosta. Só assim terá recorrência no processo e não vai falhar”, afirma ele, que recomenda usar máscara. “O uso da máscara não atrapalha a atividade física moderada. E para exercícios com intensidade alta, que causam batimentos cardíacos elevados, é melhor fazer ao ar livre e sozinho. Porém, manter os níveis de segurança é mais importante do que fazer um exercício forte”.

Vinícius alerta que não se deve fazer exercícios com febre, pois será inútil, o certo é procurar um médico. Para aqueles que estão se recuperando da Covid-19, o educador físico revela que não há um prazo para a retomada das atividades. “É preciso se observar, suas taxas de respiração, a frequência cardíaca e ir voltando de forma moderada. Se sentir que pode pôr mais intensidade é só ir ajustando, é importante conversar com um profissional para que o desempenho volte”, salienta. “Uma coisa que recomendo para meus alunos nesse processo é ter calma, observar como reage, ter cuidado e continuar usando máscara”, completa.

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Ser multitarefa tem sido tradicionalmente percebida como uma habilidade feminina, no entanto a atividade está mais relacionada ao acúmulo de funções do que à competência. Com a pandemia do Covid-19 e as mudanças na rotina muitas mulheres dobraram a quantidade de tarefas realizadas.

As mães que trabalhavam fora, foram obrigadas a equilibrar o home office com os estudos dos filhos, cuidados com a família e administração da casa. Não que isso não possa ser feito, mas sem organização torna-se um malabarismo perigoso com gatilhos como ansiedade, estresse e depressão que prejudicam quadros de uma das enfermidades que mais afetam as mulheres, as doenças reumáticas.

Com as mulheres representando mais de 60% dos casos de doenças reumatológicas no Brasil, sendo elas autoimunes como Lúpus, artrite reumatoide, ou degenerativas como osteoartrite e osteometabólicas como a osteoporose, os estudos sempre tentam buscar o porquê dessa população feminina ser a mais afetada.

Uma grande causa para a incidência ser maior nas mulheres são os hormônios femininos, que passam por alterações bruscas em períodos de gravidez e menopausa, podendo afetar de maneira específica o sistema imunológico. Tanto que muitas das doenças reumatológicas surgem após esses períodos de grande mudança hormonal no organismo. Além disso, o fato de que em muitas culturas (maioria) as mulheres serem as únicas responsáveis diretas pela função de multitarefa, pode levar a um estresse emocional, quadros depressivos e de ansiedade, que podem funcionar como o estopim no sistema imune, levando ao desenvolvimento de tais doenças. Outro fator decorrente de ser multitarefa é o cansaço e a dor musculoesquelética causada diretamente pelas “funções atribuídas à mulher”, o que claramente pode mascarar diagnósticos sérios como artrite, artrose, fibromialgia e até mesmo levar à perigosa automedicação.

Segundo a especialista da Cobra Reumatologia, Dra. Camille Figueiredo é preciso estar muito atenta às dores e aos inchaços nas articulações, principalmente nas mãos, punhos e pés.

Uma coisa é um dolorimento difuso muscular decorrente da sobrecarga de trabalho que envolve atividade física, como é o caso da atividade voltada à limpeza do lar, organização do ambiente, cozinhar, lavar etc. Outra coisa é o sono não reparador, seguido de dor ao levantar, com certa rigidez articular que precisa de “algum tempo” para que os movimentos habituais sejam realizados, além de dor localizada em articulações específicas como punhos e nas pequenas articulações das mãos, acompanhadas ou não de inchaço (edema articular); isso tudo nunca poderá ser encarado como “dolorimento normal de muita atividade”, tem algo acontecendo no organismo, que não é compatível com somente sobrecarga de atividade. E é nesse momento que a busca por atendimento especializado deve ser feita para evitar coisas como: automedicação, que pode mascarar algumas doenças reumatológicas por um certo período de tempo, atrasando o diagnóstico e consequentemente o tratamento dessas doenças, além de em grande parte das vezes levar à destruição óssea e articular, com prejuízo da função, por vezes irreversível, dependendo do atraso no início do tratamento reumatológico. – doutora Camille Figueiredo

Dores fortes que se estendem por mais de dois dias não são normais e não devem ser tratadas com analgésicos musculares. É preciso ficar atento se houve alguma lesão ou esforço físico excessivo que justifique a dor, caso contrário um reumatologista deve ser consultado.

Também para as pacientes que já possuem diagnóstico vale lembrar que a rotina e a dieta devem ser regradas para que o quadro reumático não piore. Abaixo a doutora Camille Figueiredo lista algumas dicas de como otimizar a rotina para ter uma vida saudável.

  1. Alimentação saudável: evite ao máximo incluir em sua dieta alimentos industrializados e condimentados. Controle a ingestão de sódio e carboidrato. Dê prioridade a frutas, vegetais e carne e claro, cálcio (leite, queijos e iogurtes, além de folhas verdes escuras).
  2. Adapte o ambiente: busque adaptar o ambiente às suas necessidades, use utensílios que facilitem atividades como abrir latas e potes, por exemplo.
  3. Dê uma folga aos seus pés: utilize calçados confortáveis, com solados rígidos para melhor estabilidade. Evitem saltos, para pacientes que apresentam deformidades e calosidades nos pés decorrentes da artrite reumatoide, recomenda-se sapatos especiais, de acordo com cada problema. Um calçado adequado garante equilíbrio articular e evita quedas (isso inclui retirar tapetes que deslizam e levam a quedas com fraturas, para quem tem fragilidade óssea).
  4. Inclua exercícios físicos prazerosos em suas atividades. O planejamento do programa de atividade física elaborado por um profissional ajudará a trazer ganho de força muscular, flexibilidade e equilíbrio. Além disso, a atividade física ajuda a controlar a doença, com melhora da dor, sono e humor.
  5. Além de exercícios físicos, exercícios que fazem bem à mente também são mais que necessários: inclua algum hobby como leitura, bons filmes, jogos, bordados, pintura, desenhos etc, algo que seja prazeroso ao seu dia a dia.
  6. Se organize e distribua as responsabilidades: ser multitarefas não é obrigação de ninguém. As funções podem ser divididas por todos que moram na casa e, se organizadas podem se tornar até bem-vindas na rotina.

Sobre a doutora: Formada pela Universidade do Estado do Pará (1998), Camille Pinto Figueiredo é responsável pelo braço acadêmico da Cobra Reumatologia. Com residência e doutorado realizados no Hospital das Clínicas (FMUSP) e pós-doutorado pela Friedrich-Alexander-University Erlangen-Nuremberg (Alemanha), Camille é médica e pesquisadora, dedicando-se, sobretudo, aos estudos sobre metabolismo ósseo e HR-pQCT. Em virtude de suas pesquisas, Camille foi congratulada com quatro prêmios, dentre eles, atribuídos pela Sociedade Brasileira de Densitometria Óssea, juntamente com outros pesquisadores: “Prêmio Antônio Carlos Araújo de Souza em Densitometria Clínica” (2008) e “III Prêmio de Incentivo à Pesquisa em Osteoporose e Osteometabolismo” (2011).

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Junto com a pandemia, muitos profissionais passaram a acumular cargas de trabalho excessivo e desgastante. E se há quem pense que isso pode ser bom ou ter algum glamour, a advertência médica é clara: a sobrecarga pode levar ao esgotamento físico e psíquico, dando espaço ao surgimento da Síndrome de Burnout. 

 
 
Segundo a psicóloga do Hospital Edmundo Vasconcelos, Marina Arnoni Balieiro, o cenário atual é altamente propício para o desenvolvimento do problema. Motivos: a flexibilidade de horário do trabalho remoto e as restrições a escapes, como uma parada para almoçar ou tomar café fora. “Isso eleva mais a pressão no indivíduo e pode levar a uma crise de ansiedade ou até mesmo a um estágio de depressão”, reforça Marina.
 
A psicóloga esclarece que há um fator importante que explica por qual razão algumas pessoas desenvolvem o problema e outras não, mesmo trabalhando nas mesmas condições. “O desenvolvimento da síndrome não pode ser generalizado, pois é uma soma entre o ambiente e atributos individuais. Por vezes, a pressão profissional pode ter origem na instituição empregadora, na própria profissão ou mesmo estar associada a características do paciente”, explica. 
 
Independentemente do fator desencadeante, é importante estar atento aos sinais para um diagnóstico rápido. É comum que esse processo de esgotamento seja gradual. Ao longo da evolução do quadro podem ser percebidos sinais como insônia, dificuldade de concentração, irritabilidade, baixa autoestima, desânimo e, em pacientes com estágio mais avançado, surgimento de dores no corpo e na cabeça, insegurança e depressão.
 
“Para evitar essa evolução dos sintomas, o ideal é um diagnóstico no início. Neste estágio, em geral, conseguimos bons resultados com acompanhamento profissional e terapia. Em quadros mais avançados, é necessário incluir a medicação para tratar os sintomas e permitir uma melhora na qualidade de vida, o que não significa ser possível abrir mão do acompanhamento por meio da terapia”, enfatiza a psicóloga.
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Neste mês de março, quando completamos um ano de pandemia, o Instituto Oncoguia, com o apoio da Roche, divulga novos dados do Radar do Câncer que destacam os impactos da pandemia de COVID-19 em todas as etapas da jornada dos pacientes com a doença. As informações foram compiladas por meio da coleta de dados do DATASUS, mapeando procedimentos de rastreamento, diagnóstico e tratamento dos pacientes e os comparando com o período de 2019.

Exames citopatológicos e mamografias tiveram queda na casa de 50% e as biópsias, que servem para confirmar a doença, diminuíram em 39%

Um dos principais procedimentos para o diagnóstico do câncer, as biópsias, tiveram uma redução de 39,11%, quando comparados os meses de março a dezembro de 2019 e 2020. Em 2019 foram realizados 737.804 desses procedimentos e, em 2020, um total de 449.275. As maiores quedas ocorreram nos meses de abril (-63,3%) e maio (-62,6%). “A redução do número de biópsias para diagnóstico de câncer tem repercussão muito grande na mortalidade. Quando vemos essa queda, entendemos que muitas pessoas estão deixando de ser diagnosticadas e tratadas, o que permite que o tumor cresça e se torne menos curável”, comenta Rafael Kaliks, oncologista clínico e diretor científico do Oncoguia.

Outros exames importantes para a saúde da mulher, como o citopatológico cervico vaginal, tanto para diagnóstico, como para rastreamento de câncer do colo do útero, também apresentaram queda, assim como a mamografia. Houve redução de mais de 50% nos exames citopatológicos e a mamografia de rastreamento, fundamental para o diagnóstico precoce, apresentou queda de 49,81%. “São dados extremamente preocupantes”, lamenta a fundadora do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz. “A pandemia afetou e continua afetando profundamente o cenário do câncer. Exames, tratamentos e consultas pré-agendados foram suspensos ou cancelados, tanto a pedido do paciente, como por medida de segurança adotada pelas instituições de saúde”, explica.

A cada ano no Brasil, cerca de 700 mil pessoas recebem o diagnóstico de câncer e 225 mil morrem por conta da doença. Em situações normais, o país já possui uma alta taxa de diagnóstico tardio, agora, com a pandemia, tudo indica que o problema vai aumentar muito. Essa é uma das principais preocupações surgidas pós-levantamento desses dados públicos feito pelo Instituto Oncoguia, que realizou duas fases de uma pesquisa, em 2020, para compreender, pela voz do paciente e do familiar, as dificuldades e os desafios que as pessoas com câncer têm enfrentado para realizar seus tratamentos.

“Apesar de termos acompanhado muito de perto as preocupações, os sentimentos e os cancelamentos vividos pelos pacientes com câncer durante todo esse período, esses novos dados do Radar do Câncer materializam uma realidade que temos que começar a enfrentar desde agora”, reitera Luciana. “Onde estão essas pessoas que não fizeram seus exames e, em especial, as biópsias? O câncer não espera, e os cuidados com a saúde não devem ser interrompidos.”

Patrick Eckert, Presidente da Roche Farma Brasil, explica que pela gravidade e pelo grande número de casos, o diagnóstico e o tratamento do câncer precisam ser um tema de interesse de toda a sociedade. “Apoiar a análise dos dados sobre esse impacto nos coloca no caminho de traduzir essas preocupações em ações, sem deixar nenhum paciente para trás, ainda mais em um momento de pandemia, em que a falta de atenção adequada pode resultar em avanço da doença”, exemplifica.

Todos os dados e gráficos podem ser acessados no Radar do Câncer, disponível em COVID.

Sobre o Instituto Oncoguia

O Instituto Oncoguia é uma associação civil sem fins lucrativos fundada em 2009. Tem como missão ajudar o paciente com câncer a viver mais e melhor por meio de ações de educação, conscientização, apoio e defesa dos direitos dos pacientes.
Site: www.oncoguia.org.br

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* Por Dra. Rita de Cássia Salhani Ferrari

Era dezembro de 2019 e surgiam as primeiras notícias sobre uma pneumonia de causa desconhecida que se espalhou rapidamente na China. Vimos e ouvimos sobre o ocorrido sem nos alarmar para o verdadeiro desastre que ele causaria em âmbito mundial.

Coronafobia é classificada como um medo extremo de contrair o vírus levando a sintomas excessivos de ordem física, psicológica e comportamental. 

Coronafobia é classificada como um medo extremo de contrair o vírus levando a sintomas excessivos de ordem física, psicológica e comportamental. Dois meses depois, o assunto tomava maior proporção e a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciava que a COVID-19 causada por um tipo de coronavírus chamado SARS-CoV-2 se tratava de uma pandemia.

Em 10 meses, o mundo que conhecíamos até então mudou. E enquanto escrevo este artigo, são contabilizadas mais de 2,5 milhões de mortes em 192 países.  Mas para quem fica, além da dor que avassala aqueles que perderam parentes, amigos e colegas de trabalho, existe uma outra batalha que precisa ser driblada, e ela já tem nome: Coronafobia.

Mas, afinal, do que se trata o termo CORONAFOBIA e como se tornou nomenclatura oficial dos estados mentais relacionados às fobias?

Em um estudo recente publicado em dezembro de 2020 pela US National Library of Medicine que analisou 500 casos de ansiedade e depressão, verificou que todos eles estavam ligados à pandemia. 

A COVID-19 provoca na população um aumento de sentimentos como medo e ansiedade.  Sendo que o medo e a insegurança, por exemplo, são alguns dos sentimentos mais presentes por conta da imprevisibilidade do comportamento do vírus em cada pessoa atingida.  Mas não apenas isso. Estamos falando ainda da imprevisibilidade das questões socioeconômicas, da carreira e dos negócios. E todas as incertezas levaram a um aumento considerável dos transtornos psiquiátricos e emocionais desde que a pandemia começou e se tornou um evento traumático de proporções maiores do que os surtos de doenças anteriores dos últimos tempos.

Eventos traumáticos podem levar a fobias específicas, logo, o termo Coronafobia, criado ao final de 2020, trata-se de uma ansiedade grave causada pela condição pandêmica. É classificada como um medo extremo de contrair o vírus levando a sintomas excessivos de ordem física, psicológica e comportamental. 

Se um simples espirro ou tosse, por exemplo, suscitam uma preocupação irracional de ser COVID-19, isto pode estar relacionado à Coronafobia. Ou seja, é importante ficar atento para analisar se a ansiedade é desproporcional ao risco real prejudicando a qualidade de vida.

Alguns dos sintomas físicos são: palpitações, tremores, dificuldades para respirar e alterações de sono.  No âmbito emocional, os sintomas mais predominantes são tristeza, culpa, medo de perder o emprego ou medo de contaminar e levar ao óbito seus familiares.  Já entre os sintomas comportamentais mais frequentes estão o medo excessivo de encontrar pessoas, de tocar em superfícies, evitando locais públicos mesmo que sejam abertos, e ir repetidamente ao médico achando que está doente.

A preocupação com a saúde e a tomada de cuidados recomendadas pela OMS são altamente benéficos, mas, se houver uma preocupação irracional, levando a “comportamentos de controle”, como aferir a frequência cardíaca ou a temperatura muitas vezes ao dia, ou ir ao médico com frequência apenas para garantir que não está doente, pode ser sinal de que a ansiedade está fora de controle e é preciso procurar um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento.

O Ministério da Saúde realizou uma pesquisa com 17.491 brasileiros com idade média de 38,3 anos, variando entre 18 e 92 anos, durante os meses de abril e maio de 2020, quando as mortes pelo novo coronavírus aumentaram. O levantamento revelou que 8 entre 10 brasileiros estavam sofrendo de algum transtorno de ansiedade.

Um outro estudo, que reuniu diversas universidades brasileiras, mostrou que o impacto negativo da pandemia na saúde mental da população brasileira evidenciou que os grupos mais afetados pela Coronafobia foram jovens mulheres, além de pessoas com diagnóstico prévio de algum distúrbio mental e dos grupos de alto risco para coronavírus.

Um dado que pode assustar é o fato de os jovens estarem presentes nos grupos mais afetados. Mas existe uma explicação possível: talvez, por terem de enfrentar a pausa nos estudos presenciais, o distanciamento físico de amigos, a falta de opções de lazer e entretenimento, e o medo de se tornar um transmissor da doença e assim, contaminar familiares pertencentes ao grupo de risco. Além disso, foi relatado também, nesse grupo, o início de problemas de sono durante a pandemia ou o agravamento desses quando preexistentes.

A pandemia por si só já nos assola com preocupações e sofrimentos reais. Mas, quando se está fora do controle, há como reverter esse cenário, portanto, para a Coronafobia, também chamada de “pandemia do medo” há tratamento, tanto cognitivo-comportamental, como por meio de medicamentos. Para quem busca qualidade de vida e prefere ter suporte da medicina alternativa, o uso de fitoterápicos, como a Passiflora incarnata associada a Crataegus rhipidophylla e Salix alba L, também pode ser um caminho. No entanto, qualquer um dos tratamentos acima deve ser prescrito por profissionais, que irão avaliar qual o tratamento de acordo com os sintomas e outros aspectos clínicos.

 

Dra. Rita de Cássia Salhani Ferrari é médica formada pela Universidade Federal de São Paulo, com Fellowship no Geriatric Medicine Program na University of Pennsylvania responsável pelo departamento de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Marjan Farma.

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Dia Mundial do Rim têm o objetivo de conscientizar milhões de pessoas sobre a Doença Renal Crônica, que atinge 10% da população brasileira adulta. Mas quais são os desafios para esses pacientes quando falamos em Covid-19? O especialista em nefrologia explica

Na próxima quinta-feira, dia 11, o Cristo Redentor receberá iluminação especial nas cores vermelho e azul para alertar milhões de pessoas sobre a Doença Renal Crônica (DRC). A campanha que acontece há 15 anos, têm como objetivo trazer notoriedade sobre a enfermidade que atinge 10% da população adulta brasileira e é caracterizada por uma lesão nos rins que se mantém por três ou mais meses e é capaz de alterar as funções vitais do órgão como filtrar o sangue, regular a pressão arterial, eliminar toxinas do corpo, controlar a quantidade de sal e água do organismo, produzir hormônios que evitam anemias e doenças ósseas.

Com o importante tema “Vivendo Bem com a Doença Renal”, o especialista em nefrologia da EdTech Jaleko, doutor Felipe Magalhães, alerta para outros temas mais factuais ao momento que vivenciamos: os de prevenção, uma vez que algumas principais causas da doença renais são também comorbidades fatais ao covid-19, como hipertensão e diabetes.

Um dos grandes problemas da DRC é que em seus estágios iniciais ela é silenciosa, portanto, não apresenta sintomas e quando o faz, geralmente são inespecíficos, tornando o diagnóstico tardio. Para pacientes que dependem de diálise ou já transplantados os riscos se tornam maiores ainda. Dr. Felipe falará sobre prevenção, os maiores riscos para as comorbidades, dicas fundamentais para manter uma boa rotina, informações e cuidados para evitar riscos desnecessários durante a pandemia.

– Como qualquer cidadão mundial todos os cuidados devem ser mantidos. Apenas saídas necessárias, máscara, álcool em gel e distanciamento.

– Os pacientes com DRC devem estar atentos às comorbidades, que devem ser levadas em consideração, como diabetes e hipertensão, muito comum nas doenças renais e que são um grande risco em relação ao COVID-19.

– Tratamentos e remédios não devem ser interrompidos. Qualquer risco de prejudicar o paciente, o médico informará. Portanto, a continuidade deve ser mantida.

– A hemodiálise, em hipótese alguma, deve ser interrompida. Apesar da dificuldade de manter o distanciamento das clínicas, é necessário fazer e tomar todas as precauções pessoais e observar se no local estão cumprindo com os requisitos necessários para a proteção.

– Para os transplantados, não muda muita coisa, é só dar continuidade nos remédios e no acompanhamento médico, para não prejudicar o órgão transplantado.

Felipe Magalhães é médico e diretor científico da EdTech Jaleko, graduado na UFF- Universidade Federal Fluminense, com residência clínica médica no Hospital Adventista Silvestre e residência em nefrologia na UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente é  também coordenador da comissão de residência médica do Hospital Federal da Lagoa.

 

 

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