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A depressão pode provocar cardiopatias e, da mesma forma, doenças do coração pode acabar gerando um quadro depressivo. Entenda como as condições se relacionam.

Fortes emoções podem gerar palpitações no peito, falta de ar e outros sintomas que, em geral, associamos às doenças cardíacas. De fato, o coração é afetado pelo que pensamos e sentimos. E quando o coração vai mal, ele também pode afetar nosso estado de espírito.

“Quem tem problemas de coração com frequência tem depressão. Após um infarto ou derrame, a taxa pode chegar a até 50%”, afirma Roberto Miranda, cardiologista parceiro do Coletivo Pode Contar. “Provavelmente, essa pessoa já tinha um transtorno de humor prévio e o quadro físico foi o gatilho. Nesses casos, o risco de morte aumenta de duas a cinco vezes”.

Por isso, os sintomas emocionais manifestados por pessoas que têm cardiopatias nunca devem ser ignorados por familiares ou amigos próximos. Paralelamente, quem é deprimido também tem mais chances de desenvolver doenças do coração. “Muitas vezes a pessoa é diagnosticada apenas como apresentando um quadro emocional, mas a cardiopatia está lá. Portanto, diagnosticar é um desafio”, explica.

A mente e o coração

Pressão no peito, sensação de bola na garganta, falta de ar e palpitações são alguns dos sintomas físicos que podem estar associados a problemas emocionais. Isso é consequência da conexão entre corpo e mente, gerada principalmente pelo sistema nervoso autônomo — a parte do sistema nervoso responsável por coordenar o funcionamento dos órgãos internos do corpo, como estômago, genitais e coração.

Assim, quando recebemos uma ótima notícia ou ficamos emocionados, nosso coração acelera. Da mesma forma, quando somos surpreendidos por algo negativo, podemos sentir palpitações. Estas reações do organismo são normais e todo mundo as sente. Porém, quando as emoções negativas se perpetuam, provocando descargas contínuas de cortisol e outros hormônios, o corpo pode sofrer as consequências. Sono, apetite e humor podem ficar prejudicados, gerando distúrbios emocionais e cardiopatias relacionadas.

O luto, por exemplo, é um dos gatilhos que pode gerar a depressão. “Quando o paciente chega para o profissional, a ideia é que a gente consiga separar e entender o que sente hoje e como era antes. Seu histórico é fundamental. Portanto, conversamos com ele e com a sua família para identificar quais são as causas dos sintomas”, explica Miranda. “Às vezes aquela pessoa era ativa, dinâmica e hoje está desmotivada. Isso é o que chamamos de depressão reacional, com um motivo bem definido”, completa.

Tratamento combinado

Quando a causa da depressão não é bem definida, ou a doença não se manifesta da forma mais recorrente, o diagnóstico é mais complicado. Muitas vezes, o indivíduo deprimido pode não parecer tão triste ou desmotivado, mas apresenta os sintomas físicos.

“Devemos tomar cuidado, pois a pessoa com sinais físicos pode ter doença cardíaca e depressão, mas receber tratamento para apenas uma delas”, afirma Miranda. “Conforme uma condição é tratada, a outra corre livre e, por consequência, todo o seu estado se agrava. Por exemplo, podemos reconhecer o quadro cardíaco, mas não olhar para o quadro depressivo associado. Por consequência, o paciente não irá se recuperar como deveria”, completa.

O especialista também explica que, assim como a depressão pode gerar cardiopatias, o inverso pode ocorrer. Ter um infarto ou uma doença crônica do coração são motivos para deprimir quem já tem predisposição à distúrbios de humor. Portanto, devemos ficar atentos.

Ofereça ajuda

Miranda destaca que o apoio e compreensão de parentes e amigos é muito importante para quem sofre com depressão e cardiopatias. “ Nem sempre é fácil conviver com a pessoa deprimida, ela pode causar desconforto e os amigos acabam se afastando. Por isso, precisamos praticar a empatia e nos colocar no lugar dela para tentar ajudar. Diga que entende e percebe que está sofrendo. Ofereça-se, então, para ajudá-la a procurar apoio profissional”, finaliza.

Referências

Conteúdo produzido a partir de entrevista com o médico Cardiologista Roberto Miranda, Chefe do Serviço de Cardiologia da Disciplina de Geriatria e Gerontologia da EPM/UNIFESP.

leia mais: medley.com.br

fonte: Medley

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Segundo OMS, 80% das mortes por doenças cardíacas poderiam ser evitadas com mudanças de comportamento.

​A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 80% das mortes por doenças cardíacas no mundo seriam evitadas apenas com mudanças no estilo de vida.

“Tirando as doenças congênitas, os outros males que acometem o coração e podem culminar em insuficiência cardíaca são evitáveis”, diz o cardiologista Félix Ramires, responsável pelo Programa de Insuficiência Cardíaca do HCor (Hospital do Coração).

O médico cita como exemplo a classificação da American Heart Association para caracterizar os estágios de insuficiência cardíaca — síndrome em que o coração se torna incapaz de bombear sangue suficiente para atender às necessidades do organismo.

No estágio inicial, a pessoa ainda não mostra sinais da doença, mas tem fatores de risco, como tabagismo, obesidade e alcoolismo.

Segundo Ramires, nessa fase é quando há maior chance de evitar a progressão do quadro, deixando de lado o cigarro e o álcool, controlando o peso e cortando alimentos que favorecem males como hipertensão e diabetes.

O tabagismo, explica, tem ação direta no sistema cardiovascular, aumentando o risco de obstrução das artérias, o que pode aumentar a pressão arterial e até levar ao infarto.

“É o hábito mais difícil de ser abandonado pela dependência psicológica e química. Alguns precisam de um tratamento personalizado, farmacológico e psicoterápico”, diz.

Já o álcool é uma substância cardiotóxica, que provoca alterações nas células do coração. “As que não morrem com a toxicidade do álcool perdem parte da função”, afirma.

Apesar da literatura médica ser controversa, a recomendação de Ramires é não consumir mais de 30 gramas de álcool por dia, sendo equivalente a uma dose de uísque, uma taça de vinho ou até duas latas de cerveja.

Já os demais fatores estão associados a aspectos comportamentais. O estresse crônico, por exemplo, aumenta a quantidade de hormônios como adrenalina, noradrenalina e cortisol na corrente sanguínea. Essas substâncias elevam a frequência cardíaca e a pressão arterial, podendo lesar o coração.

Denilson Albuquerque, diretor da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), lembra que quem tem diabetes, hipertensão ou colesterol alto não pode deixar de tomar os medicamentos.

“As pessoas têm dificuldade de entender que precisam do remédio para o resto da vida. Não é uma pneumonia, que a pessoa toma a medicação por sete dias e fica bem”, afirma.

Dados da OMS de 2016 mostram que Coreia do Sul, França e Japão são os países com os menores índices de mortalidade por doenças do coração.

Com culturas e hábitos diferentes, esses países têm em comum níveis baixos de obesidade. Na Ásia, a alimentação é rica em peixes e vegetais e pobre em gordura.

“Na França, podemos citar o valor que a população dá ao momento da refeição. Eles consomem porções menores, possuem hábitos da dieta mediterrânea e ingerem menos açúcares”, explica Leilane Giglio, nutricionista responsável pelo programa de insuficiência cardíaca do HCor (Hospital do Coração).

A dieta mediterrânea é associada à menor incidência de doenças cardíacas e a altas taxas de longevidade em países como Itália e Grécia. O cardápio se baseia no consumo de peixes, grãos, vegetais, legumes e frutas frescos e azeite de oliva.

Segundo Giglio, o ideal é manter uma dieta regrada pelo menos durante a semana, controlando a ingestão de sódio (presente em industrializados, embutidos e enlatados) e gorduras saturadas, e consumindo alimentos ricos em fibras, como grãos integrais, frutas com casca, verduras, leguminosas e cereais.

Aos finais de semana, a recomendação é não exagerar: a pessoa pode comer uma fatia média de bolo em uma festa, mas não pode repetir.

A nutricionista do Incor Anna Carolina Di Creddo Alves explica que nenhum nutriente deve ser visto de forma isolada. O ômega 3, por exemplo, é recomendado para situações específicas, mas sozinho não promove a saúde do coração.

“Um só alimento não é a solução dos problemas. É o contexto de uma alimentação equilibrada que fará diferença”, afirma a nutricionista.

O exercício físico, por sua vez, ajuda a controlar a frequência cardíaca, fazendo o coração trabalhar menos e de forma mais eficiente, explica Carlos Eduardo Negrão, diretor da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Incor.

“As pessoas ativas têm capacidade física maior e vivem 15 a 20 anos mais do que as pessoas sedentárias, independentemente de ter uma doença cardiovascular”, diz o diretor.

Antes de iniciar uma rotina de exercícios, Negrão reforça que é necessário consultar o médico e fazer uma avaliação cardiovascular. A partir daí, a recomendação é praticar atividades de três a cinco vezes por semana, com duração de 60 minutos cada sessão.

Para torna-lo um hábito, o exercício não pode ser um sacrifício, tem que ser prazeroso. “Não adianta a gente falar: o melhor exercício para você é hidroginástica. Se a academia fica a uma hora de casa, a pessoa não vai fazer. Tem que ser prazerosa e fácil”, diz o cardiologista Félix Ramires.

leia mais: hcor.com.br

fonte: HCor

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Conheça novos dispositivos, tratamentos e iniciativas que estão se tornando realidade para melhorar a vida dos seres humanos

A evolução no setor da saúde acontece desde sempre – motivada por necessidade, por descobertas científicas, pela dedicação em atender mais pessoas do modo mais eficiente possível.

Esse movimento ganhou incentivos ao longo do tempo, mas, há alguns anos, as inovações em saúde tomaram força em faculdades, hospitais e centros de pesquisa que se dispuseram a criar o futuro – inclusive com startups voltadas a construir novos horizontes para o setor.

A revolução digital e tecnológica vem fazendo surgir, ano a ano, iniciativas que, antes, pareciam ideias de ficção científica. 

leia mais: coracaoevida.com.br

fonte: Coração & Vida

 

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saúde do coração merece a nossa total atenção, não apenas no sentido de tratar as doenças cardíacas existentes, mas principalmente para poder preveni-las.

Caso você não saiba, as enfermidades cardíacas são a maior causa de morte em países desenvolvidos e emergentes — e o Brasil não está fora dessa estatística.

De acordo com o Ministério da Saúde, alguns dados sobre a saúde do coração no Brasil apontam que o número de pessoas que sofrem de problemas cardíacos chega a 300 mil. Isso significa uma morte a cada dois minutos.

Entre os problemas mais comuns, estão o acidente vascular cerebral (AVC), seguido por infarto, parada cardíaca devido à insuficiência cardíaca e ainda doenças ocasionadas pela hipertensão.

Entretanto, o que todos deveríamos saber é que 80% desses casos poderiam ser evitados com simples alterações nos hábitos de vida — a começar por evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo e o sedentarismo.

O que são doenças cardiovasculares?

São distúrbios que atingem o coração e/ou os vasos sanguíneos, provocando sérias complicações à saúde do coração e do corpo como um todo. Grande parte dessas doenças é resultado de problemas crônicos, que se desenvolvem com o tempo. As principais doenças cardiovasculares são:

  • infarto;
  • AVC;
  • Arritmias cardíacas;
  • Parada cardiorrespiratória;
  • Trombose venosa profunda e embolia pulmonar;
  • Insuficiência cardíaca, entre outras.

Essas patologias cardíacas afetam, geralmente, mais homens que mulheres, com idade acima dos 50 anos. A possibilidade de desenvolvê-las é maior em pessoas que apresentam alguns fatores de risco, como colesterol alto, diabetes, pressão alta, entre outros.

O nível alto de estresse e alguns maus hábitos de vida, como o fumo, o sedentarismo, a obesidade, podem também desencadear doenças do coração. Por conta disso, é possível, em grande parte dos casos, prevenir tais doenças.

Quer saber um pouco mais sobre o assunto? 

leia mais: cmosdrake.com.br

fonte: CMOSDRAKE

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Como manter a saúde vascular em dia nesses tempos tão estranhos?

A pandemia do coronavírus chegou para valer e afetou os hábitos da sociedade completamente. O isolamento social, tão necessário para frear a progressão da doença, tem deixado as pessoas doentes. O sofrimento psíquico e orgânico é evidente nesse momento, além também do econômico.

As pessoas cansaram de ficar em casa. Estão saindo agora em procura de auxílio médico. Como angiologista, tenho atendido atualmente uma grande quantidade de pacientes que estão psicologicamente carentes e também com a saúde geral e vascular comprometidas.

A falta do convívio com familiares, com amigos e com colegas de trabalho tem aumentado significativamente o número de pacientes com depressão. As pessoas estão carentes, necessitando de um abraço, de um sorriso e de compania.

Esse sofrimento psíquico se reflete também no orgânico. Dores nas pernas, síndrome das pernas inquietas e queimação nos membros inferiores são queixas rotineiras dos pacientes.

Outro achado que me chamou a atenção foi o aumento do número de pacientes com edema nas pernas. Isso tem uma relação direta com o confinamento nos lares, com a falta de deambulação e de atividades físicas. A imobilização favorece o acúmulo de líquidos nas pernas e pode causar o inchaço (edema em membros inferiores). O calor dos últimos dias também contribui ainda mais para agravar a situação.

Quais as alternativas para manter a circulação saudável então diante de tantas mudanças?

leia mais: www.uai.com.br

fonte: Uai

 

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Às vésperas do Dia Mundial da Alimentação, HCor reforça importância de uma dieta equilibrada para a prevenção de doenças cardíacas

Dieta cardioprotetora? Conheça receitas aliadas para a saúde do coração

Risoto, massa, carne de porco. Dá para comer tudo isso sem colocar em risco a saúde do coração? De acordo com a pesquisadora do maior estudo de nutrição clínica já realizado no Brasil no HCor, Ângela Bersch, a resposta é sim. E, segundo a especialista, que tem formação em Nutrição, a estratégia está justamente na chamada Dieta Cardioprotetora Brasileira (Dica BR), criada pelo Instituto de Pesquisa do HCor em parceria com o Ministério da Saúde.

Para ela, o segredo da dieta cardioprotetora é não restringir o cardápio, mas, sim, promover algumas adaptações em receitas. Tudo ingerido na medida certa, valorizando os ingredientes mais saudáveis e em porções que correspondam às necessidades diárias de cada paciente.

“A frequência no consumo de determinadas comidas precisa ser equilibrada, a fim de não aumentar os níveis de glicemia, colesterol, pressão e também o peso, considerados fatores de risco para as doenças cardiovasculares”, explica.

Pensando nisso, às vésperas do Dia Mundial da Alimentação, celebrado no dia 16 de outubro, o HCor destaca algumas receitas mais saudáveis e super saborosas, preparadas com ingredientes aliados na manutenção da saúde cardíaca. 

leia mais: paranashop.com.br

fonte: Paranashop

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