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Prevenção & Saúde

No Brasil, 52% das pessoas de 18 anos ou mais informaram que receberam diagnóstico de pelo menos uma doença crônica em 2019. É o que mostra a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019, divulgada na quarta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, feito em 108 mil domicílios, tem parceria com o Ministério da Saúde.

Segundo o IBGE, as doenças crônicas são um dos maiores problemas de saúde pública do Brasil e do mundo, com impactos que permeiam a ocorrência de mortes prematuras, a perda de qualidade de vida, o aparecimento de incapacidades e elevados custos econômicos para a sociedade e para os sistemas de saúde.

A hipertensão arterial atinge 23,9% dos indivíduos, o que representa 38,1 milhões de pessoas (26,4% mulheres e 21,1% homens). Em 2013, eram 21,4%. A pressão alta é mais comum à medida que a população envelhece: 56,6% das pessoas de 65 a 74 anos tiveram esse diagnóstico e 62,1% entre a população de 75 anos ou mais de idade.

 

O Brasil tem 16,3 milhões de pessoas diagnosticadas com depressão. Foi estimado que 10,2% das pessoas de 18 anos ou mais de idade receberam diagnóstico de depressão por profissional de saúde mental contra 7,6% em 2013. Em mulheres, a prevalência da doença é de 14,7%, frente a 5,1% entre os homens. Entre as pessoas que informaram diagnóstico de depressão,18,9% faziam psicoterapia e 48% usaram medicamentos para a doença nas duas últimas semanas anteriores à pesquisa.

No ano passado, 14,6% das pessoas de 18 anos ou mais de idade (23,2 milhões) tiveram diagnóstico médico de colesterol alto. Em 2013, foram 12,5%. As mulheres apresentaram proporção maior de diagnóstico médico de colesterol alto (17,6%) do que os homens (11,1%).

A PNS estimou que 7,7% da população de 18 anos ou mais de idade informaram ter recebido diagnóstico médico de diabetes, o equivalente a 12,3 milhões de pessoas, sendo 8,4% das mulheres e entre homens, 6,9%. Em 2013, foram 6,2%.

Em 2019, 5,3% (8,4 milhões) de pessoas de 18 anos ou mais de idade tiveram diagnóstico médico de alguma doença do coração. Em 2013, foram 4,1%. No grupo dos mais idosos, com 75 anos ou mais de idade, 17,4% relataram diagnóstico médico de alguma doença do coração.

Entre a população adulta, 2% informaram diagnóstico de acidente vascular cerebral, representando aproximadamente 3,1 milhões de pessoas de 18 anos ou mais.

Em 2019, a Pesquisa Nacional de Saúde estimou que 2,6% das pessoas de 18 anos ou mais de idade (4,1 milhões de adultos) receberam diagnóstico médico de câncer no Brasil. Em 2013, foi 1,8%.

No ano passado, foram estimadas aproximadamente 21,6% de pessoas de 18 anos ou mais de idade (34,3 milhões) que relataram problema crônico de coluna no Brasil. Em 2013, eram 18,5%.

Segundo a PNS, em 2019, haviam no Brasil 159,1 milhões de pessoas com 18 anos ou mais de idade. Dessas, 66,1% autoavaliaram sua saúde como boa ou muito boa – percentual similar ao referido em 2013 (66,2%). Já 28,1% avaliaram seu estado de saúde como regular, e 5,8%, como ruim ou muito ruim.

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Um estudo observacional apresentado recentemente no congresso da American Heart Association associou o uso da maconha com um risco duas vezes maior de cardiomiopatia de Takotsubo, também chamada de cardiomiopatia do estresse e caracterizada pelo balonamento apical transitório do VE. Nunca ouviu falar em Takotsubo? 

 

Similar a outros levantamentos prévios, a maioria dos pacientes com Takotsubo eram mulheres de meia-idade que haviam passado por algum estresse emocional ou físico importante. No entanto, no subgrupo de homens com Takotsubo foi identificado uma parcela significativamente maior de usuários da cannabis. E embora esse subgrupo fosse composto por indivíduos mais jovens (44 vs. 66 anos) e com perfil de menor risco cardiovascular, a probabilidade de parada cardíaca e implante de CDI foi expressivamente maior.

Esse levantamento avaliou uma coorte de 33.343 pacientes admitidos com Takotsubo entre 2003 e 2011 nos EUA, dos quais 210 eram usuários regulares de maconha. Na análise multivariada ajustada pelos fatores de risco, o uso de maconha foi identificado como um preditor independente de Takotsubo. E embora o desenho do estudo não permita estabelecer uma relação temporal de causa-efeito há no mínimo uma forte correlação entre o uso de maconha e a cardiomiopatia do estresse. Na prática, usuários regulares de maconha com quadro de dor torácica, ou outro equivalente anginoso, podem na verdade estar apresentando Takotsubo.

A cardiomiopatia de Takotsubo foi descrita pela primeira vez na década de 1990 em uma população japonesa, e foi assim denominada devido à comparação do formato que o VE assume durante a sístole com uma armadilha usada no Japão para prender polvos, o “Tako-tsubo”. A fisiopatologia da Takotsubo ainda é incerta, mas acredita-se que seja decorrente de uma estimulação simpática exagerada em resposta ao estresse e que os níveis elevados de catecolaminas circulantes poderiam atordoar o miocárdio. Assim, os receptores endocanabinóides presentes no músculo cardíaco humano poderiam desempenhar um papel na fisiopatologia do Takotsubo. Estudos clínicos e experimentais já demonstraram que a ativação dos receptores endocanabinóides pode causar aumento da freqüência cardíaca e vasodilatação.

A principal crítica ao estudo, que ainda não foi publicado, é seu desenho não-randomizado retrospectivo e, portanto, sem poder estatístico para estabelecer causalidade. Além disso, a frequência e a regularidade do uso de maconha não foram informadas, nem tampouco o tempo decorrido entre seu uso e a hospitalização.

Estima-se que 22 milhões de norte-americanos façam uso regular de maconha, com 7.000 novos adeptos por dia. Indivíduos que fazem uso recreativo da maconha devem ser avisados dos riscos potenciais de Takotsubo e procurar imediatamente um pronto-socorro em caso de sintomas de dor torácica, dispnéia ou palpitações.

Singh A, Agrawal S, Fegley M, et al. Marijuana (cannabis) use is an independent predictor of stress cardiomyopathy in younger men.. American Heart Association 2016 Scientific Sessions; November 13, 2016; New Orleans, LA. Abstract S4054

Fonte: cardiopapers.com.br

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Realizada em novembro, campanha “Coração na Batida Certa” tem como objetivo alertar a população sobre a doença.

Instituído pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), desde 2007, no dia 12 de novembro é celebrado o Dia de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita. Anualmente, a Sociedade realiza, juntamente com as Instituições ligadas à área de Cardiologia de todo o país, a campanha “Coração na Batida Certa”, que tem como objetivo organizar atividades de educação/orientação para a população sobre a prevenção e tratamento das doenças do coração.

As doenças cardiovasculares ocupam um lugar de destaque entre as causas de morte no Brasil e no mundo. Entre essas doenças, as arritmias cardíacas, têm grande impacto na mortalidade e na qualidade de vida da população mundial. No Brasil, anualmente, a doença acomete mais de 20 milhões de pessoas e é responsável por mais de 320 mil mortes súbitas no país.

Durante uma arritmia cardíaca o coração pode bater rápido, lento ou em velocidade normal, porém, “fora do compasso”. Mesmo que o paciente não perceba a arritmia, ela pode acarretar efeitos sérios que vão desde um derrame até a possível morte do paciente. Para o cardiologista eletrofisiologista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), José Sobral Neto, a doença precisa não apenas de atenção, mas principalmente de prevenção.

“Precisamos chamar a atenção para o assunto, que apesar de comum não recebe a importância que deveria da população. A campanha trabalha com dois pilares principais: social – que visa conscientizar a população da existência e modo de prevenir os fatores de risco para o desenvolvimento de arritmias cardíacas e da morte súbita e educativa – para disseminar e implementar diretrizes e guias práticos de prevenção da doença e suas consequências”, alerta.

leia mais: jornaldebrasilia.com.br

fonte: Jornal de Brasília

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Aquele barulho produzido pelo seu parceiro quando está dormindo e não te deixa pregar os olhos pode não ser um mal apenas ao casamento, mas também à saúde de quem o emite.  Isso porque o ronco pode ser indício de apneia ? pausa respiratória que ocorre durante o sono. E é aí que mora o perigo.
 
 
O ronco, segundo especialistas, é considerado apenas uma doença social. Já a apneia é um fator de risco para doenças cardiovasculares e até Alzheimer ou perda de memória. Mas é importante lembrar que nem todo roncador sofre de apneia.
 
“O ronco ocorre quando a via aérea está estreitada; já na apneia ela está totalmente fechada. Há uma má oxigenação do cérebro, que aumenta os riscos de infarto, AVC (Acidente Vascular Cerebral). Anos e anos de apneia também podem levar à perda de memória e ao Alzheimer”, observa o médico Gilberto Sitchin, especialista em sono do Instituto Paulista de Otorrinolaringologia.  
 
A estimativa é de que 25% dos homens e 15% das mulheres ronquem ou apresentem apneia. Os ruídos noturnos são mais comuns entre os obesos e se tornam mais frequentes à medida que a idade aumenta.
 
“Nestes casos há um aumento da flacidez dos tecidos do pescoço e da orofaringe”, observa o médico Arthur Castilho, otorrinolaringologista do Hospital das Clínicas da Unicamp.
 
Sitchin afirma que, além da observação do parceiro sobre o “roncador”, ter sono durante o dia e acordar com a sensação de cansaço também podem ser sintomas de apneia.
 
“Quem sofre de apneia não tem um sono mais profundo e restaurador, por isso costuma apresentar um quadro de sonolência diurna excessiva”, explica.  O médico ressalta que a gravidade do problema é diagnosticada com uma polissonografia, um exame que faz um registro do sono habitual.
 
Tratamentos
 
O tratamento indicado para ronco e apneia do sono depende das causas. Quando o motivo é a obstrução nasal, tratamento de rinite e cirurgia para correção do septo nasal são opções para dar fim ao ruído noturno. Pacientes com amígdalas grandes também podem tê-la extraída.
 
Já se a causa é a flacidez do céu da boca, técnicas de enrijecimento e o uso de um aparelho de radiofrequência no local podem ajudar. “Entretanto, o ronco dificilmente tem apenas um único motivo. É preciso investigar”, diz Sitchin.
 
Há ainda a opção de tratamento com laser, mas, segundo os especialistas, esta técnica causa dores aos pacientes para se alimentar e até respirar. “Há várias técnicas para diminuir o tamanho do palato (céu da boca) ou aumentar a rigidez. Usar o laser para fazer uma destas duas coisas é viável, mas é cada vez menos usado, pois a dor pós- operatória é intensa”, explica Castilho, reforçando que a radiofrequência tem sido a opção mais usada pelos médicos.
 
Perda de peso
 
Em outros casos, a indicação médica é a perda de peso e o uso de aparelhos intraorais, feitos sob medida por dentistas especialistas em ronco. “O paciente dorme com o queixo meio centímetro à frente. Tem um efeito bom e é confortável”, diz Sitchin.
 
Para os casos mais graves, no entanto, a saída é o uso contínuo do CPAP (na sigla em inglês, Continuous Positive Airway Pressure), um compressor que fornece um fluxo de ar contínuo de ar ao paciente durante o sono.  
 
Vale lembrar que é normal roncar ao dormir de costas, pois a musculatura fica flácida e a língua cai um pouco para trás. Por isso, uma simples mudança de posição pode eliminar o ruído. Evitar bebidas alcoólicas e se alimentar duas horas antes de dormir são fundamentais para uma noite de sono em silêncio.
 
Fonte: Uol
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Mais do que um desconforto na estética, o efeito sanfona também pode causar problemas cardiovasculares

Para muitas pessoas, perder peso não é um processo fácil! A possibilidade e medo de reaver todos os quilos eliminados é temido por quem decide começar uma dieta. Conhecido como efeito sanfona, a perda e ganho de peso em curtos espaços de tempo pode causar não apenas problemas relacionados à autoestima, como também aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

 

Uma pesquisa publicada pelo periódico New England Journal of Medicine, aponta que engordar e emagrecer ciclicamente aumenta o risco de problemas cardiovasculares e de morte prematura, em especial nos grupos de risco para doenças do coração, ou pessoas com níveis altos de colesterol.

O estudo acompanhou 9 mil pessoas com idades entre 35 e 75 anos de idade e constatou que as mudanças constantes na balança em apenas 1kg já é o suficiente para aumentar o risco de problemas no coração em 4% e o de morte prematura em até 9%.

A nutricionista Gabi Lodewijks argumenta que para que o processo de emagrecimento seja duradouro, saudável e respeite o corpo é necessário trocar o pensamento de uma dieta restritiva por uma reeducação alimentar. “Há um falso achismo de que é preciso cuidar da alimentação apenas quando se quer perder peso. Na verdade, quando você abre mão dessa ideia, entende que a manutenção de peso é constante, pois é um estilo de vida que precisa ser adotado”, explica.

leia mais: folhavitoria.com.br

fonte: Folha de Vitória

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No mês de conscientização sobre o tema, médicos indicam os check-ups necessários por faixa etária

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, quase um terço dos homens não têm o hábito de ir ao médico para prevenir doenças e buscar qualidade de vida. De acordo com a pasta, a falta de cuidados tem consequências: eles morrem mais cedo do que as mulheres e de doenças que poderiam ser prevenidas, como acidentes vasculares, infartos, câncer e doenças do aparelho digestivo.

 
 
Especialistas afirmam que não há uma tabela de exames comuns, conforme a faixa etária, para todos os pacientes. É preciso salientar que cada indivíduo é único. Apesar disso, a realização de determinados exames ainda na juventude pode determinar uma velhice mais saudável. Confira, a seguir, um calendário de avaliações médicas pelo qual os homens devem passar ao longo da vida:
 

Entre nove e 11 anos  

Triagem para dislipidemias (elevação de colesterol e triglicerídeos no plasma ou a diminuição dos níveis de HDL que contribuem para a aterosclerose): coletas de sangue para medidas que incluem colesterol total, triglicerídios, HDL e LDL.

Entre 11 e 14 anos  

Vacina HPV: vale conversar com o pediatra ou o urologista infantil sobre a imunização. Segundo o Ministério da Saúde, os HPVs são vírus capazes de infectar a pele ou as mucosas. Existem mais de 150 tipos, dos quais 40 podem infectar a região genital e provocar cânceres, como de colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe, e outros podem causar verrugas genitais. Os principais vírus são combatidos com duas doses da vacina de HPV, disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

A partir dos 20 anos

Hemograma: consegue dar uma visão sistêmica do corpo, permitindo identificar sinais de doenças ou disfunções. Obesos e hipertensos devem fazer anualmente. Recomendado a cada três anos até os 40 anos. Depois dos 40 anos, deve ser feito anualmente.

Exame de glicemia: serve para medir o nível da glicose na circulação sanguínea do paciente. Obesos e hipertensos devem fazer anualmente. Recomendado a cada três anos até os 40 anos. Depois dos 40, deve ser feito anualmente.

Exame de colesterol: inclui uma série de análises, determinando os níveis de colesterol total (CT), triglicerídeos (TG) e colesterol da lipoproteína HDL (HDL-C), e principalmente o LDL. Obesos e hipertensos devem fazer anualmente. Recomendado a cada três anos até os 40 anos. Depois dos 40, deve ser feito anualmente.

Dosagem de creatinina: confere o funcionamento dos rins. Obesos e hipertensos devem fazer anualmente. Recomendado a cada três anos até os 40 anos. Depois dos 40, deve ser feito anualmente.

Autoexame nos testículos: realizar, pelo menos a cada seis meses, para detectar a presença de nódulos no local. Apesar de raro (5% do total de casos de câncer entre os homens), preocupa porque a maior incidência é em homens em idade produtiva. É facilmente curado na fase inicial. Em caso de dor testicular, não espere o autoexame: consulte um urologista.  

A partir dos 30 anos

Eletrocardiograma básico: detecta arritmias, aumento de cavidades cardíacas, patologias coronarianas, infarto do miocárdio e outros diagnósticos. Permite avaliação da atividade cardíaca em repouso.

A partir dos 35 anos

Exame de TSH: identifica doenças da tireoide. Recomendado a cada cinco anos.

A partir dos 40 anos

Teste ergométrico (de esforço): exame que estima o risco cardiovascular, a frequência cardíaca, o ritmo cardíaco, a pressão arterial e outros parâmetros cardiológicos durante a realização de um esforço físico gradual e crescente. É realizado com o paciente caminhando ou correndo em uma esteira rolante ou pedalando em uma bicicleta ergométrica.

Ecocardiograma: para avaliar a parte mecânica e funcional do coração e as válvulas internas. Realizado conforme decisão clínica. A periodicidade dependerá da presença ou não de patologias.

Ecografia abdominal total: identifica alterações no abdômen, visualizando órgãos internos, como fígado, vesícula biliar, pâncreas, baço, rins, útero, ovário, bexiga e próstata. Recomendada a cada dois anos.

Ecodopler de carótidas: para pacientes com histórico familiar de pressão alta, diabetes, colesterol alto e casos de AVC. Exame complementar de diagnóstico que mostra a anatomia e circulação nas artérias carótidas e vertebrais (que fornecem sangue para o cérebro). Exame usado para avaliar idade vascular e complementar a estratificação de risco. Indicada a cada dois anos. Em caso de placas significativas, anualmente.

Laboratório: creatinina, ureia, tireoide, glicose, colesterol, triglicerídeos, de urina e de fezes. Deve ser realizado anualmente.

Avaliação dermatológica: previne o câncer de pele.

Preste atenção

Lembre-se do hemograma e dos exames de glicemia, colesterol, creatinina e transaminase, que a partir dos 40 anos devem ser feitos anualmente.

A partir dos 45 anos até os 75

Consulta com urologista: o especialista deve ser visitado anualmente para averiguar a próstata. O volume de uma próstata normal é de até 30 gramas. Homens da raça negra ou com histórico de câncer de próstata devem consultar a partir dos 45 anos.  

A partir dos 50 anos

Urologista: discutir com o urologista questões relacionadas à disfunção erétil, em caso de ocorrência.

Colonoscopia: se tiver sintomas intestinais ou histórico familiar de pólipos ou câncer de intestino precoce (antes dos 60 anos), realizar antes dessa idade. A regularidade do exame será apontada pelo médico, dependendo do caso. Deve ser rotineira a cada cinco anos.

Eletrocardiograma em repouso: detecta arritmias, aumento de cavidades cardíacas, patologias coronarianas, infarto do miocárdio e outros diagnósticos. Permite avaliação da atividade cardíaca em repouso. Deve ser feito anualmente.

Teste ergométrico (de esforço): anual em pacientes de risco intermediário e a cada dois anos em pacientes de baixo risco.

Densitometria óssea: serve para verificar a densidade dos ossos e deve ser realizada para verificar a ocorrência de osteoporose.

Teste de Vitamina D e Vitamina B12: deve ser realizado a cada dois anos. Indicações de dosagens mais frequentes devem ser individualizadas, de acordo com a situação do paciente.

Escore de cálcio coronariano: avalia e quantifica a presença de cálcio nas artérias do coração. Exame utilizado em pacientes de risco intermediário, com obesidade, hipertensão, diabetes e histórico familiar importante, em que os outros métodos de estratificação de risco tenham resultados conflitantes. Identifica calcificações nas coronárias por meio de uma tomografia de tórax. Nesses pacientes, pode ser indicado a partir dos 40 anos.

Angiotomografia de coronárias: exame de diagnóstico por imagem que usa um tomógrafo para evidenciar características das artérias. Cateterismo virtual.

Fontes: Eduardo Carvalhal, presidente da seccional RS da Sociedade Brasileira de Urologia e chefe do Serviço de Urologia do Hospital Moinhos de Vento; Jacqueline Rizzolli, endocrinologista do Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS; Fabio Canellas, cardiologista e chefe do serviço de check-up cardiovascular da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre

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O risco de morte por AVC na faixa dos 40 anos não é maior do que em outras faixas etárias, o que difere, segundo o neurologista Fabio Porto, do Hospital das Clínicas de São Paulo, é a causa. A principal causa de AVC em idosos é pressão alta.

“Um AVC isquêmico, quando há obstrução do vaso, em jovem, normalmente é por arritmia do coração, por uma doença que se chama dissecção da artéria, que a artéria se rompe, e anomalias congênitas do coração. No caso do AVC hemorrágico, em que há extravasamento de sangue, a principal causa em jovens é o rompimento de aneurisma e no aneurisma a mortalidade é muito alta quando ele se rompe”, explica.

O ator Tom Veiga, 47, intérprete do Louro José, morreu no domingo (1º) devido a um AVC hemorrágico. Ele foi encontrado por um amigo em casa. O acidente vascular cerebral ocorre quando um vaso sanguíneo do cérebro fica bloqueado por um coágulo (AVC isquêmico) ou se rompe e sangra (AVC hemorrágico).

Foto: Reprodução

“Independemente se está sozinho ou acompanhado, se há qualquer sintoma neurológico agudo, é preciso procurar a emergência. A frase ‘tempo é cérebro’ é fundamental. Na dúvida, vá para o pronto-socorro”, afirma.

Os principais sintomas do AVC são perda da força de um lado do corpo, que fica fraco ou paralisado, perda da sensibilidade de um lado do corpo e alteração na fala, “não acha a palavra ou fala como se estivesse bêbado”, segundo o neurologista. Além disso, paralisia de um lado do rosto. “O sintoma depende de qual região do cérebro foi acometida”, afirma. “Sempre que a pessoa tem ausência de uma função neurológica que aconteceu de segundos a minutos, pense em AVC”, completa.

Ele destaca que a dor de cabeça é rara nos AVCs isquêmicos, mas frequentes nos hemorrágicos. “No caso de aneurisma, é a pior dor de cabeça que já teve na vida e se instala muito rápido. Já começa de forma intensa. É como se fosse um raio que caiu na cabeça”.

Os fatores de risco para um AVC são pressão alta, diabetes, obesidade, colesterol alto, tabagismo e sedentarismo. “Histórico familiar também conta. Se tem na família alguém que teve AVC mais precocemente, por volta de 50 anos em homens e 60 anos em mulheres, deve ficar atento”.

Reduzir os fatores de risco diminui a chance de ter o problema, ressalta o médico. “Isso é prevenir para evitar o risco, mas há também o tratamento para depois que ocorre, que é ir a um hospital o mais rápido possível, para evitar um dano maior”, diz.

Ele explica que, quando há obstrução da artéria, existem medicamentos que são usados par desobstrui-la, só que esses remédios só podem ser usados até quatro horas e meia depois do início dos sintomas. A cirurgia também é realizada com esse fim, como o cateterismo. Já no caso do AVC hemorrágico o tratamento é cirúrgico. “Por isso que o tempo é fundamental”.

Um estudo recente realizado nos Estados Unidos identificou que mulheres de 25 a 44 anos sofrem mais AVCs do que homens na mesma faixa etária. Uso de anticoncepcional com estrogênio, fumo e excesso de peso foram apontados no estudo como fatores que aumentam o risco de mulheres sofrerem um derrame.

Fonte: R7

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As doenças cardiovasculares (DCV) são a causa número um de mortes no planeta. Os fatores de risco são variados: desde fumo, diabetes, hipertensão e obesidade, até poluição do ar e condições raras e negligenciadas, como Doença de Chagas e amiloidose cardíaca.

Em tempos de COVID-19, os pacientes com DCV enfrentam uma ameaça dupla, pois correm mais risco de desenvolver formas graves da doença, mas também por medo de buscar cuidados contínuos para o coração.

Não se sabe o curso que a pandemia terá no futuro, mas cuidar de nossos corações agora é mais importante do que nunca. Portanto, neste 29 de setembro, a campanha da World Heart Federation pede ao mundo para que “use o coração para vencer as doenças cardiovasculares”.

 

Use o coração:

  • para fazer escolhas melhores: podemos cuidar de nossos corações e ajudar a prevenir doenças cardiovasculares, tendo uma dieta saudável, dizendo não ao fumo e ao álcool, praticando exercícios, dando bons exemplos para nossos filhos e entes queridos;
  • para estar atento ao seu coração: se você tem uma condição de saúde subjacente, como doença cardíaca, insuficiência cardíaca, diabetes, pressão alta ou obesidade, não deixe o COVID-19 impedi-lo de fazer seus check-ups regulares e procure os serviços de emergência, se precisar;
  • pela sociedade, por seus entes queridos e por você;
  • para agradecer aos profissionais de saúde;
  • para participar e ajudar a tornar o Dia Mundial do Coração 2020 mais impactante do que nunca – uma plataforma poderosa para mudanças positivas e para ajudar as pessoas a viverem mais, melhor e com mais saúde.

As doenças cardiovasculares podem afetar o coração e os vasos sanguíneos, destacando-se a doença arterial coronariana, que envolve dor no peito e infarto agudo do miocárdio, sendo esta a maior causa de morbimortalidade no mundo.

No Brasil, as doenças cardiovasculares representam as principais causas de mortes. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil indivíduos por ano sofrem Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), ocorrendo óbito em 30% desses casos. Estima-se que até 2040 haverá aumento de até 250% desses eventos no país.

E apesar das doenças do coração manifestarem-se, em sua grande maioria, na vida adulta, é na infância que o processo de aterosclerose tem seu início. A prática de atividades físicas regularmente e a redução do estresse, associadas ao controle do colesterol elevado e a uma alimentação saudável, tendem a reduzir em 80% esses óbitos.


Prevenção:

A melhor prevenção é ir ao cardiologista e seguir suas orientações:

  • abandonar o sedentarismo, o tabagismo e praticar atividade física, conforme orientação médica;
  • fazer trinta minutos de caminhada, pelo menos três vezes por semana, já é benéfico ao coração;
  • manter uma alimentação saudável, sem gorduras ou frituras, dando preferência às carnes brancas;
  • inserir vegetais, folhas e legumes nas refeições;
  • trocar a sobremesa calórica por uma fruta;
  • evitar o consumo excessivo de açúcar, massas, pães e alimentos industrializados;
  • restringir a ingestão de bebidas alcoólicas.

Fontes:

Ministério da Saúde
Sociedade Brasileira de Cardiologia
World Heart Federation

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Arritmia, doença arterial coronariana, hipertensão, infarto, insuficiência cardíaca, aterosclerose, taquicardia. Não importa qual, os problemas de coração são as maiores causas de mortes no Brasil. E, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), representam 31% dos óbitos ao longo de um ano.

As doenças cardíacas também são a maior causa de mortes de mulheres: uma em cada cinco corre o risco de desenvolvê-las. Elas têm o coração dois terços menor que o do homem, frequência cardíaca média mais acelerada e as artérias coronárias são mais finas.

Após a menopausa, há redução do estrogênio. Por consequência, aumenta a concentração de colesterol no organismo feminino. Além disso, hipertensão na gravidez ou diabetes gestacional, ovários policísticos e uso de anticoncepcional podem aumentar a possibilidade de doença cardíaca entre as mulheres mais jovens.

Portanto, os cuidados devem começar desde cedo. Especialmente se a mulher tiver histórico familiar de infartos, for sedentária, tiver pressão alta, ser obesa, fumante, tiver diabetes ou colesterol alto.

É fundamental consultar o (a) cardiologista, realizar exames periódicos e adotar um modo de vida mais saudável para prevenir doenças e suas complicações.

Sintomas diferentes em caso de infarto
Também chamado de ataque cardíaco, o infarto agudo do miocárdio ocorre quando um coágulo bloqueia de alguma forma o fluxo sanguíneo para o coração. Segundo especialistas da Rede D’Or São Luiz, é o resultado de uma série de processos que culmina em uma situação extrema: o dano ao tecido do coração. Isso pode comprometer para sempre a capacidade cardíaca ou levar a pessoa à morte. Os riscos de óbito são maiores nas mulheres que nos homens.

O Ministério da Saúde ressalta que as mulheres apresentam sintomas diferentes de infarto: dor no abdome, semelhante a dor de uma gastrite ou esofagite de refluxo; enjoo; e mal-estar geral, além de cansaço excessivo, sem causa aparente.

Também podem ocorrer a dor ou desconforto na região peitoral – só que no caso das mulheres, semelhante a agulhadas ou pequenas facadas, que pode irradiar para o braço esquerdo, as costas e o rosto. Outros sintomas comuns como suor frio, palidez, falta de ar e sensação de desmaio podem ocorrer, mas nem sempre estão associados.

leia mais: portalr3.com.br

fonte: Portal R3

 

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Alguns sinais, como fraturas, dor nos ossos, fadiga, infecções e redução da urina podem indicar a doença

O mieloma múltiplo é o câncer de um tipo de célula da medula óssea chamada de plasmócito, responsável pela produção de anticorpos que combatem vírus e bactérias. No mieloma múltiplo, os plasmócitos são anormais e se multiplicam rapidamente, comprometendo a produção das outras células do sangue.

A doença não costuma apresentar sintomas em seus estágios iniciais, o que dificulta o diagnóstico nessa fase. Nas manifestações sintomáticas podem ocorrer:

  • Fraturas: as células do mieloma produzem substâncias chamadas citocinas que podem fazer com que algumas células dos ossos, os osteoclastos, destruam o tecido ósseo ao seu redor. As apresentações mais comuns aos raios-x são as lesões líticas (aspecto de buracos negros). Mais frágil, essa parte do osso pode se partir causando fraturas espontâneas ou com mínimo esforço.
  • Dor nos ossos: especialmente na coluna lombar, nas costelas ou nos quadris e que piora com o movimento.
  • Fadiga ou cansaço: causados por anemia.
  • Infecções: pode ocorrer um prejuízo ao sistema imune no combatem a vírus e bactérias, tornando os pacientes mais vulnerável a infecções. Pneumonia, infecções urinárias, além de sinusite e infecções da pele, são as mais comuns.
  • Redução do volume da urina: provocada por insuficiência renal, já que as proteínas anormais produzidas pelo câncer em grande quantidade se acumulam nos rins.

 

Quer saber mais sobre mieloma?

Assista ao vídeo com a Dra. Fernanda Lemos Moura, médica titular do Centro de Referência em Tumores Hematológicos do A.C.Camargo Cancer Center, no seguinte link: https://www.accamargo.org.br/

 

Fonte: A.C.Camargo Cancer Center

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