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Prevenção & Saúde

O infarto segue entre as principais causas de mortes no Brasil. Segundo os dados da Central de Informações do Registro Civil (CRC Nacional), disponíveis no Portal da Transparência, a doença foi a causa de 5.840 óbitos, sendo de 3.453 homens e de 2.383 mulheres até 1º de fevereiro de 2021. Em todo o ano de 2020, 93.652 morreram pelo mesmo motivo: 55.271 homens e 38.328 mulheres.

Fonte: Pixabay

Uma pessoa pode sofrer um infarto agudo do miocárdio quando há algum bloqueio no fluxo sanguíneo para o coração, geralmente causado por placas de gordura e outras substâncias nas paredes das artérias e de vasos que levem ao órgão. Sem sangue, a artéria fica sem oxigênio e morre. Isso impede que o órgão funcione por algum tempo, causando necrose de parte do tecido do coração ou dano irreversível, podendo ser fatal para a pessoa.

De acordo com os especialistas em cardiologia, o infarto costuma ser o fim de um processo de desgaste das artérias. Homens com mais de 45 anos e mulheres com mais de 55 estão mais vulneráveis a passar pelo problema.

Além de se cuidar e prevenir, é importante reconhecer quando pode estar havendo um infarto e, assim, obter o socorro mais rapidamente possível.

Como reconhecer um infarto

Os sinais mais comuns do infarto são a dor – leve ou aguda – no peito e dor que irradia do peito para outros lugares do corpo, geralmente braço esquerdo, pescoço e mandíbula.

Outros sintomas são as sensações de compressão no peito por mais de 30 minutos e de queimação no peito similar à da azia. A pessoa pode desmaiar ou reclamar de tontura, ficar pálida, ter vômitos, palpitações e falta de ar, além de suar frio, ter ansiedade, agitação ou sonolência.

Mulheres geralmente se queixam de uma dor no peito similar a agulhadas ou pequenas facadas. Pessoas diabéticas ou idosas podem sentir falta de ar, sem apresentar outro sintoma.

Sinais pouco comuns, mas também relacionados ao infarto são enjoo, mal-estar geral, cansaço excessivo, sem causa aparente, e dor no abdome, semelhante à gastrite ou esofagite de refluxo.

Diante de sintomas, é recomendado fazer uso de aspirina ou outro medicamento com o mesmo efeito caso a pessoa seja alérgica. Imediantamente, deve-se solicitar o atendimento de uma equipe de emergência ou levar o paciente para um hospital.

Diagnóstico e tratamento

No hospital, será realizado um eletrocardiograma (EGC) para verificar se houve ataque cardíaco e qual o tipo específico, o que orienta o atendimento imediato. Para complementar, são feitos exames de sangue para checar as doses de enzimas que surgem após a lesão cardíaca, quando é solicitada a dosagem de CPK para avaliar o infarto, junto com outros marcadores, principalmente, como a mioglobina e a troponina.

Dependendo do tipo do infarto, pode ser necessário o cateterismo para acessar as artérias com circulação interrompida. Logo em seguida, a angioplastia coronária é realizada para desobstruí-la. Os procedimentos são pouco invasivos e com histórico de resultados positivos.

Também conforme a situação, pode ser necessário o implante de um stent ou uma cirurgia de “safena”, que é a revascularização do miocárdio, para salvar o paciente.

Fonte: rededorsaoluiz

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O metabolismo e o equilíbrio do organismo passam pelo bom funcionamento da tireoide. A glândula fica na parte anterior do pescoço e pode interferir no coração, no cérebro, no fígado, no rins, no ciclo menstrual, na fertilidade, no peso e até no estado emocional. 

O texto fala sobre a importância da Tireóide e mostra como identificar problemas na glândula

Comandada pela hipófise, glândula que fica no cérebro, a tireoide produz e libera os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina) na corrente sanguínea que regulam e influenciam em todas estas funções, além da temperatura do corpo e da transformação dos alimentos ingeridos em energia. 

Alteração, problema ou mau funcionamento da tireoide podem ocorrer por diferentes causas, das mais comuns às mais raras. Como nem sempre os sintomas indicam diretamente que há algo errado na atividade da glândula, é fundamental se consultar com um endocrinologista para que sejam solicitados os exames que permitam a identificação de qual é o caso e o que precisa ser feito. 

Doenças da tireoide 

Os dois casos mais comuns são o hipo e o hipertireoidismo, que ocorrem a partir de alterações nos níveis de hormônios secretados pela tireoide. Podem resultar de problemas congênitos, autoimunes, inflamatórios ou secundários a outras doenças ou efeitos colaterais de tratamentos. 

No hipotireoidismo, a diminuição da produção de hormônios T3 e T4 com elevação do TSH causa uma redução do metabolismo. Os sintomas mais comuns são aumento de peso, dores musculares, cansaço, prisão de ventre, intolerância ao frio, perda de memória, depressão, pele seca e fria. 

Quando há aumento da produção de hormônios T3 e T4 e diminuição de TSH, é diagnosticado hipertireoidismo. O metabolismo acelera e aumenta o consumo de energia pelo corpo. A pessoa tem aumento de apetite, mas emagrece, diarreia, suor excessivo e batimentos cardíacos acelerados. 

A tireoidite ocorre quando a glândula inflama, causando dor na tireoide, dificuldade para engolir, febre ou calafrios. Os motivos são infecções virais, autoimunidade ou intoxicações por certos remédios. 

Outro problema é o bócio, caracterizado pelo aumento do tamanho da tireoide, por falta de iodo, por inflamação ou por formação de nódulos Entre os sintomas estão rouquidão, tosse, sensação de aperto na garganta, dificuldade para engolir e para respirar nos casos mais graves. 

Nódulos também podem surgir na tireoide. Detectados como caroços na parte anterior do pescoço, na maioria das vezes, são benignos, não causando dor. 

Apesar de raro, 5% dos casos são câncer. O sintoma é ao aparecimento de um nódulo na frente da garganta, com mais de 1 cm de diâmetro. Em estágio avançado, pode causar rouquidão inexplicável e dificuldade para engolir ou respirar.  

Diagnóstico e tratamento 

A tireoide recebe comandos de outra glândula, a hipófise, que fica no cérebro e libera o hormônio estimulador da tireoide (TSH), que desencadeia a produção do T3 e do T4. Quando há algo errado neste processo, surgem os problemas.

Para identificar se há alterações no funcionamento da tireoide, em geral, os médicos pedem exames de dosagem no sangue de T3, T4 e TSH, além da tireoperoxidade, que faz a pesquisa dos anticorpos antitireoidianos (anti-TPO). 

Dependendo dos sintomas, também serão solicitados exames de imagem como ultrassonografia e cintilografia. Em caso de nódulos, é pedida biópsia para identificar se é benigno ou se é câncer.

Conforme o quadro do paciente, podem ser receitados uso de iodo e medicamentos para controlar o hiper ou o hipotireoidismo. Nos casos de nódulos ou cistos, o endocrinologista avalia a possibilidade de monitoramento ou retirada. Para o tumor maligno, a opção é a retirada da glândula, com alguma terapia complementar, como iodo radioativo ou radioterapia.

Fonte: site Rede Dor

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares vitimam 8,5 milhões de mulheres por ano e as que estão acima dos 60 anos correm ainda mais riscos. Cuidados com alimentação, saúde mental e prática de atividade física podem auxiliar a diminuir esse índice.

Conforme a cardiologista, mestre e doutora em Ciências da Saúde, professora do curso de Medicina da Universidade Tiradentes Sergipe, Úrsula Maria Moreira Costa Burgos, a mulher apresenta condições que as deixam sob maior risco, como a possibilidade de hipertensão e de diabetes gestacional.

“ Após a menopausa, também aumenta o risco de problemas cardiovasculares, além de apresentar muitas vezes sintomas pouco típicos e por conta disso ter um diagnóstico retardado. Em termos de cuidados,  falando em prevenção,  as recomendações são gerais independente do sexo; cuidar da alimentação,  atividade física, higiene do sono e gerenciamento do estresse”, disse.

Faixa etária

A médica explica que a idade é fundamental porque a mulher apresenta menopausa, fase da vida em que ocorre a interrupção natural da menstruação, pois os hormônios femininos (estrogênio e progesterona) já não são mais produzidos pelos ovários.

“Após os 60 anos, por conta da queda de estrogênio, hormônio que a protegia até então, a mulher passa a ser mais suscetível. A prevenção não muda, precisa ser mais agressiva. E não há indicação de reposição hormonal com o intuito de proteção cardiovascular”, afirmou.

Fonte: imprensa24h.com.br

Assessoria de Imprensa  | Unit

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O aumento da temperatura no verão sobrecarrega a circulação. E quem tem varizes sabe: é uma época em que o desconforto aumenta, com aquela sensação de peso e cansaço nas pernas e pés.

Segundo o médico cirurgião Breno Caiafa, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV-RJ), no calor podem ocorrer “dores nos membros inferiores, inchaço, sensação de peso, câimbras associadas ao ressecamento da pele, coceira e ardência, principalmente se a pessoa já tem doença vascular prévia como varizes dos membros inferiores”.

A aposentada Sônia Maria Faria Novaes, de 69 anos, sente o problema na pele. Com varizes há mais de dez anos, ela já sabe que, quando o clima esquenta, o incômodo vai ser ainda maior.

— No verão a gente sofre, é muito ruim esse calorão para quem tem problema. Minha concentração maior é no pé e no tornozelo e essa região incha e incomoda muito, até para andar — conta.

Para lidar com o problema, ela já conhece as dicas: colocou dois tocos de madeira no pé da cama e dorme com ela um pouquinho inclinada para levantar pernas e pés. Também prefere usar tênis a sapatilhas e chinelos e, por orientação médica, toma todos os dias o seu remédio.

Caifa reforça a importância de ter um acompanhamento com médico angiologista ou cirurgião vascular. Ele pode receitar o melhor medicamento para controle das varizes, avaliando também a possibilidade de algum tratamento específico e até cirurgia. Também orientará sobre o uso de meias elásticas e pode dar dicas para diminuir o desconforto.

Fernanda Frederico, cirurgiã vascular da Clínica Leger, explica que as varizes são veias dilatadas e tortuosas que se desenvolvem mais frequentemente nos membros inferiores. O surgimento delas tem um fator hereditário importante, e a doença pode ser agravada por certos hábitos de vida como, por exemplo, sedentarismo.

Estudos nacionais mostram que 37,5% da população apresenta varizes. Elas surgem mais frequentemente a partir dos 30 anos e vão ficando mais frequentes com o envelhecimento. É quatro vezes mais comum nas mulheres do que nos homens.

Dicas para evitar que o problema se agrave

Hidratação e exposição ao sol

Mantenha uma boa hidratação e modere o consumo de sal. Além disso, evite expor as pernas ao sol e aplique filtro solar se o fizer. No final do dia, faça massagem de baixo para cima com um creme frio.

Caminhadas e controle de peso

Coloque os pés para cima por alguns minutos, movendo-os constantemente. Realize caminhadas e exercícios físicos com supervisão médica. Também é preso controlar o peso e manter dieta rica em fibras.

Varie posição

Os médicos alertos que a pessoa não deve ficar muito tempo em pé ou sentado. Também alertam que o uso de cintas abdominais apertadas podem resultar em varizes. Prefira e meias elásticas, principalmente se for ficar muito tempo em pé.

Uso de remédios

Evite pílula anticoncepcional caso haja predisposição genética. Para melhorar a circulação, deite com as pernas levantadas acima do nível do coração por 30 minutos, 3 vezes por dia

Sob prescrição médica, faça uso de medicamentos para controle das varizes.

Longas viagens

Em viagens com mais de quatro horas, pare, ande e movimente pernas e pés

No avião ou no ônibus, caminhe pelo corredor, movimente joelho, panturrilha, tornozelo e dedos dos pés, beba bastante água, evite roupas apertadas, utilize meias compressivas e não cruze ou sente sobre as pernas.

Fonte: extra.globo.com

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Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são responsáveis por 63% das mortes no mundo. No Brasil, são a causa de 74% dos óbitos.

Apesar desta realidade, a maioria das doenças crônicas pode ser prevenida ou controlada, possibilitando viver com qualidade. Para isso é preciso, em primeiro lugar, conhecer a doença e, em segundo, tratá-la de forma correta, completa e contínua.

O que é?

Doenças crônicas são aquelas de progressão lenta e longa duração, que muitas vezes levamos por toda a vida. Podem ser silenciosas ou sintomáticas, comprometendo a qualidade de vida. Nos dois casos, representam risco para o paciente.

Entre as principais DCNT estão: doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas (bronquite, asma, DPO, rinite), hipertensão, câncer, diabetes e doenças metabólicas (obesidade, diabetes, dislipidemia).

Causas

As doenças crônicas não estão associadas a uma causa única. Normalmente são decorrentes de múltiplos fatores relacionados, que podem ser:

  • Condições de saúde
  • Obesidade
  • Doença congênita (que se adquire com o nascimento)
  • Doença genética (produzida por alterações no DNA)
  • Comorbidades (coexistência de doenças)
Hábitos de saúde

Embora os fatores de risco devam ser considerados em conjunto para compreender e tratar uma doença crônica, podemos relacioná-las com hábitos de vida que influenciam seu surgimento.

Prevenção e Controle

Mudanças nos hábitos são necessárias tanto no controle como na prevenção das doenças crônicas. Os fatores de risco evitáveis têm um papel importante no surgimento e progressão destas doenças. Um estilo de vida saudável pode melhorar a expectativa e a qualidade de vida.

Comece incluindo no seu dia a dia:
  • Alimentação saudável e variada, rica em frutas, vegetais e cereais e com consumo reduzido de industrializados, açúcar e sódio.
  • Atividades físicas regulares, programada (academia, esportes) ou não programada (recreativa).
    Consumo reduzido de bebidas alcoólicas.
  • Não fumar.
  • Reservar um tempo para realizar atividades que tragam prazer, tranquilidade e relaxamento.

Fonte: ladoaladopelavida.org.br

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Em tempos de pandemia é preciso usar máscaras nos rosto para se proteger.

Todavia, a máscara deve ser colocada de forma correta.

As máscaras de proteção de uso não profissional são confeccionadas de tecidos como algodão, tricoline e outros.

A máscara deve cobrir o nariz e a boca quando usada em espaços públicos na época de pandemia.

Por serem de uso individual não podem ser compartilhadas entre as pessoas. Somente o seu dono pode lavá-la.

O queixo também deve ser coberto pela máscara.

Para retirá-la do rosto procure tocar apenas nos elásticos presos nas orelhas. Não deve ser tocada na parte frontal.

Procure sempre lavar as mãos e após utilize o álcool gel.

É muito importante prevenir-se contra a doença.

 

fonte: portal.anvisa.gov.br; saude. estadao.com.br; foto ilustrativa Brasil- escola (UOL)

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O cardiologista, Dr. Ricardo da Provida indica algumas atitudes diárias e avaliações médicas em caso de desconfortos

Ser saudável e sentir-se bem é um prazer que deve ser cultivado na rotina diária, principalmente em tempos de pandemia, como a atual da Covid-19. Cuidados periódicos que se estendem, não somente a medidas de higienização, uso de máscara e a evitar aglomerações de pessoas, mas também na adoção de hábitos que se estendem desde adotar alimentação saudável, práticas de atividades físicas, controle da pressão arterial e do estresse, entre tantos outros. Fatores que precisam de atenção redobrada quando se busca prevenir doenças cardíacas, principalmente quando existe histórico familiar e a presença de desconfortos.
 

Dr. Ricardo da Provida

“A indicação é sempre procurar um cardiologista de sua confiança ao apresentar algum sintoma e se possível, fazer avaliações periódicas, como a realização de um check-up para controle e prevenções de doenças. Muitas vezes não identificamos doença cardiológica, mas só o fato de conversarmos e explicarmos para o paciente sobre o quadro, já o orienta a ter maiores cuidados com a saúde”, relata Dr. Ricardo.

Leia mais: notisul.com.br

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Com vida desregrada, ídolo argentino, que faleceu aos 60 anos, sofria com desgastes no coração: ‘Não tinha força para bombear sangue com eficiência’

O mundo do esporte parou para homenagear o eterno camisa 10 da Argentina Diego Maradona, que morreu na última quarta-feira (25). Pouco depois de completar 60 anos, o craque faleceu em sua casa, em Tigre, cidade próxima à Buenos Aires, vítima de uma parada cardiorrespiratória. Tendo driblado muito mais que adversários em campo, Maradona vinha superando uma luta contra problemas no coração e a superação contra as drogas.

De acordo com as informações do laudo da necropsia, Maradona morreu por insuficiência cardíaca aguda. A reportagem conversou com o especialista no assunto e cardiologista Nabil Ghorayeb, médico do esporte do Hospital do Coração, em São Paulo, que revelou mais detalhes sobre a doença que vinha acompanhando o astro do futebol.

Maradona teve uma vida de ‘excessos’ e morreu aos 60 anos/Lance

“A gente chama de edema agudo de pulmão, quando o coração não consegue bombear o sangue para a circulação de forma eficiente. O sangue se acumula no pulmão. É uma complicação final de uma doença grave chamada insuficiência cardíaca, uma doença que ele já tinha há anos. O coração dele não tinha força para bombear sangue com eficiência para o corpo”, explica o especialista.

A vida de Diego dentro dos gramados sempre rendeu elogios por seus dribles e sua genialidade em campo. Contudo, fora das quatro linhas, o ex-atleta não mantinha uma vida das mais regradas. Por conta da fama, Maradona nunca escondeu seus problemas com vícios em substâncias químicas. Para o médico, a vida indisciplinada foi a grande causa do problema cardíaco.

“O que se sabe é que ele tinha uma dependência química muito grande de drogas lícitas e ilícitas, como cocaína e álcool, pelo o que se lê na imprensa. Isso provocou uma miocardiopatia dilatada, quando o músculo do coração perde a força e aumenta de tamanho. Então ele fica com o coração grande, um ‘coração de boi’, e perde a força. É uma situação que se pensa em transplante cardíaco, o que geralmente não se usa em caso de dependentes químicos.”

Maradona gostava de fumar charutos Reprodução/Instagram

O especialista afirma que as drogas podem afetar o corpo humano de diversas maneiras, dependendo do conteúdo utilizado. Para um esportista, é evidente que as substâncias podem afetar diretamente a atuação em campo. Contudo, no caso de Maradona, pelo uso de drogas ilícitas, como cocaína, o risco cardíaco era maior.

Nabil ainda ressalta que a abstinência é uma dependência de ordem psicológica e química e que, por isso, podemos afirmar que o corpo humano possui dificuldade em parar. Os efeitos que podem levar à abstinência são parecidas com as da overdose: arritmia, mal estar. Por ser um cardiopata, as complicações do não uso podem sim ter afetado a ausência de substâncias tão poderosas.

Na Copa do Mundo de 1994, o argentino chegou a ser flagrado em um teste antidoping, que verificou uma substância ilegal em seus sangue, em um momento marcante que acabou sendo seu capítulo final como jogador da seleção nacional.

Quando pendurou as chuteiras, Maradona também viveu problemas com seu peso e sempre teve no coração seu ponto fraco. O especialista do Hospital do Coração lembra que, independente da substância ingerida ou utilizada pelo ex-jogador, que era fã de charutos cubanos e não negava seu vício em cocaína, de alguma maneira elas afetaram, inclusive, seu rendimento dentro dos campos.

“Qualquer droga, como cocaína, maconha, ou as lícitas, como energéticos e anabolizantes, podem modificar a performance do atleta, variando pela quantidade, tipo de substância. Por exemplo, o anabolizante não é proibido, é um remédio. Só que, se usado em ciclo de dois meses, pode levar ao deterioramento do músculo cardíaco, aumento da pressão, entre outras lesões pelo organismo.”

Maradona chegou a ficar internado por alguns dias pouco antes de falecer e teve que passar por uma cirurgia na cabeça por uma dificuldade na pressão sanguínea. Embora o laudo médico não tenha explicado a fundo o motivo da internação e poucas notícias tenham revelado o que houve com o craque, Maradona se recuperou e voltou para casa. Para o médico, ainda não é possível identificar como a preocupação com o cérebro tenha afetado nas dores no coração.

“Não se sabe bem o que aconteceu (nesta última cirurgia no cérebro de Maradona). Ele tinha um hematoma na cabeça. Pode ser um trauma? Bateu? Foi um rompimento de um aneurisma? Não sabemos direito. O que se supõe, não era algo muito grave, porque ele estava acordado, foi decidido a data e hora, não foi uma emergência… Não tem como saber se levou à outros riscos. Ele tinha um problema cardiológico crônico. Então não foi um infarto, mas uma deficiência cardíaca.”

Fonte: esportes.r7.com

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Mais de 1100 mortes por dia. O número é chocante, mas traduz uma realidade que precisa da nossa atenção. As doenças cardiovasculares, afecções do coração e da circulação sanguínea são a principal causa de morte no Brasil e no Mundo. E isso pode estar diretamente relacionado aos hábitos de vida e à medida da circunferência abdominal dos pacientes.

“São cerca de 400 mil mortes por ano. E grande parte desses óbitos poderiam ser evitados ou postergados com medidas preventivas e terapêuticas. Mas, infelizmente, muitas pessoas só percebem a gravidade da situação após um evento cardíaco grave.” – Dra. Ana Teresa Glaser Carvalho, Médica Cardiologista (CRM 12083 | RQE 14741 | RQE 14740).

O sobrepeso e a obesidade estão entre os principais fatores de risco para a ocorrência de problemas cardíacos. Eles estão relacionados não só à características genéticas, mas também ao estilo de vida das pessoas.

Síndrome Metabólica

Para entender o risco que o aumento da circunferência abdominal representa para o nosso coração, é preciso conhecer a Síndrome Metabólica. Ela consiste em um conjunto de fatores de risco que se manifestam em um indivíduo e aumentam as chances de desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes.  

A síndrome metabólica envolve a presença de 3 ou mais dos seguintes critérios:

  • Aumento da circunferência abdominal ( > 94 cm em homens e > 80 cm em mulheres);
  • Glicemias > 100 mg/dl ou diabetes em tratamento;
  • Pressão arterial > 130/85 mmHg ou hipertensão em tratamento;
  • Triglicerídeos > 150 mg/dl;
  • HDL- colesterol < 40 em homens e < 50 em mulheres.

“O excesso de células de gordura provoca uma série de reações metabólicas inflamatórias que se espalham por todo o corpo. Isso prejudica o funcionamento dos órgãos e sistemas. Por isso a obesidade é considerada uma doença crônica e grave.” – Dra. Ana Teresa Glaser Carvalho, Médica Cardiologista (CRM 12083 | RQE 14741 | RQE 14740).

Circunferência Abdominal

Um dos principais sinais de que precisamos prestar mais atenção à nossa saúde é o aumento da circunferência abdominal. Ele significa uma maior quantidade de tecido adiposo (gordura) acumulada em nosso corpo. Especialmente aquela localizada no abdome, entre os órgãos. A chamada gordura visceral.

“É muito importante que as pessoas façam acompanhamento regular com o médico cardiologista. Nessa oportunidade, além de uma série de outros exames, o profissional poderá medir a circunferência abdominal do paciente.” – Dra. Ana Teresa Glaser Carvalho, Médica Cardiologista (CRM 12083 | RQE 14741 | RQE 14740).

Como prevenir doenças cardiovasculares 

O tratamento da síndrome metabólica e a prevenção das doenças cardíacas passa por uma mudança ampla no estilo de vida das pessoas. E, entre os objetivos, está a redução da circunferência abdominal.

Para tanto, é necessário adotar as seguintes medidas:

Consultar o médico cardiologista periodicamente: 

Muitas doenças, como a hipertensão, não apresentam sintomas, devendo ser rastreadas.  Além disso, possuímos predisposições genéticas que podem se manifestar ao longo dos anos. Reconhecê-las precocemente é fundamental para que possamos atuar na prevenção. 

Terapias como o uso de medicamentos para o controle da hipertensão arterial e do diabetes, assim como para o controle do colesterol e dos triglicerídeos, são extremamente importantes para evitar agravos à saúde.

Praticar exercícios físicos: 

Com orientação profissional, o exercício físico auxilia de forma segura na perda de peso e na redução da circunferência abdominal. Além disso, a ciência comprova que a prática regular de exercícios físicos traz inúmeros benefícios para a saúde, como: 

  • Redução da pressão arterial sistêmica; 
  • Redução do estresse;
  • Fortalecimento dos ossos e músculos; 
  • Maior sensibilidade à insulina e maior tolerância à glicose (prevenção e tratamento do diabetes);
  • Maior concentração de HDL (colesterol bom) e menor concentração de triglicerídeos e LDL (colesterol ruim);
  • Melhora a atividade sexual. 

Alimentação saudável: 

Uma dieta saudável é fundamental para a redução da circunferência abdominal. A ciência comprova que os alimentos que consumimos podem ser decisivos tanto para causar, como para prevenir doenças. 

Consumir produtos naturais como legumes, frutas, verduras, grãos, proteínas e gorduras de boa qualidade está diretamente relacionado a uma redução dos processos inflamatórios (especialmente nas artérias e intestino). 

Já o consumo de produtos industrializados, que costumam possuir muito sódio, açúcar e farinhas brancas, pode levar à carência nutricional e, ao mesmo tempo, favorece a obesidade, o aumento da circunferência abdominal e ao desenvolvimento da síndrome metabólica.

Parar de fumar: 

A cada tragada, o fumante  absorve substâncias tóxicas e inflamatórias. Entre elas, está a nicotina. Tais substâncias são despejadas no sangue do paciente e têm um efeito inflamatório. Além de provocarem diversos tipos de câncer, elas causam lesão das camadas mais internas dos vasos sanguíneos. Tal efeito inflamatório pode levar à obstrução das artérias, ao infarto do coração e ao Acidente Vascular Cerebral.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia alerta que o tabagismo é o maior risco controlável na prevenção de doenças cardiovasculares. Os tabagistas têm de 2 a 3 vezes mais risco de sofrer um derrame( AVC), um infarto do miocárdio e doença arterial periférica. Além disso, têm 12 a 13 vezes mais risco de ter doença pulmonar obstrutiva crônica. E quando os fumantes sofrem um infarto, eles morrem mais que os não fumantes. 

Combater o Alcoolismo: 

O consumo excessivo de álcool aumenta a pressão arterial e o risco de arritmias cardíacas, aumentando o risco cardiovascular. As bebidas alcoólicas também podem provocar danos ao Sistema Nervoso Central e acúmulo de gordura no fígado. A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda moderação no consumo de álcool.

Viva mais e com melhor qualidade de vida. Consulte o Médico Cardiologista regularmente e fique atento à circunferência abdominal. Os médicos da Equipe Seu Cardio estão a sua disposição. 

Fonte: seucardio.com.br

Sobre a Autora:

Dra. Ana Teresa Glaser Carvalho é Médica Cardiologista (CRM 12083 | RQE 14741 | RQE 14740).

Especialidades:

– Cardiologia (14741);

– Clínica Médica (14740).

Formação acadêmica:

– Graduação em Medicina pela UFPR (1992 – 1998);

– Residência Médica em Clínica Médica no Hospital Governador Celso Ramos (2013 – 2015);

– Residência Médica em Cardiologia no Instituto de Cardiologia de Santa Catarina (2015 – 2017);

– Estágio em Ecocardiografia no Instituto de Cardiologia de Santa Catarina

(2017 – 2019);

– Título de Especialista em Cardiologia pela AMB e SBC (2017).

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O objetivo é alertar as sociedades médicas e a sociedade civil em geral sobre a relevância do tema. Sabe-se que a cada 37 segundos uma pessoa morre no mundo em decorrência da trombose.

 

 

Mas o que é a trombose venosa?

Trombose venosa é a formação ou desenvolvimento de um coágulo sanguíneo no interior de uma veia, conhecida pelos médicos como trombose venosa profunda (TVP).

Quais são os principais fatores de risco?

  • História de trombose prévia;
  • Cirurgias de médio ou grande portes;
  • Falta de movimentos/ exercícios físicos;
  • História familiar de trombose (hereditariedade; trombofilias);
  • Problemas cardíacos;
  • Câncer;
  • Tabagismo;
  • Terapia hormonal (anticoncepcionais; reposição hormonal).

Quais são os sinais e sintomas da trombose?

  • Inchaço na perna (geralmente uma perna incha e a outra não);
  • Dor na perna, com endurecimento ao nível da panturrilha;
  • Alterações de coloração da pele (fica avermelhada ou azulada).

Em caso de suspeita, procurar auxílio médico imediato. Alguns casos podem ter sintomas leves e somente o médico poderá suspeitar e fazer o diagnóstico.

Quais os principais exames para se fazer o diagnóstico?

O principal deles é o exame de ultra-som com Doppler, que evidencia o coágulo no interior da veia. Outro exame que pode auxiliar é a dosagem do dímero-D no sangue.

Qual o principal risco da trombose venosa?

O principal risco é o coágulo se soltar da veia da perna e ir para o pulmão, causando a embolia pulmonar, que nos casos graves poderá levar ao óbito.

Existe tratamento para a trombose?

Sim. O tratamento é feito pelo médico com o uso de anticoagulantes orais, que irão dissolver os coágulos e impedir que os mesmos causem a embolia pulmonar.

Como posso prevenir a trombose venosa?

São aqueles hábitos saudáveis de vida que visam à manutenção da saúde vascular:

– Praticar atividades físicas regularmente. Não precisa ser atleta, pois uma caminhada diária de 30 minutos cinco dias na semana já é suficiente;

  • Alimentação saudável;
  • Não fumar;
  • Movimentar as pernas quando permanecer muito tempo sentado na mesma posição, como durante uma viagem prolongada;
  • Manter o corpo hidratado, com ingestão regular de líquidos;
  • Uso de meias elásticas.

Aqueles pacientes com histórico familiar ou pessoal prévio de trombose, que serão submetidos a uma grande cirurgia ou uma viagem aérea de mais de 5 horas de duração, deverão procurar um especialista médico para prescrever as medidas adequadas de proteção e prevenção.

Fonte: uai.com.br

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