Especialista do Sistema Hapvida fala sobre prevenção e cuidados em tempos de Covid-19
Ansiedade, alimentação desequilibrada e sedentarismo são algumas das consequências do impacto negativo que a pandemia do novo coronavírus trouxe para a sociedade, as quais também têm sido também as principais vilãs do ataque ao coração. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares ainda continuam sendo a principal causa de morte no mundo. Por este motivo, o cardiologista do sistema Hapvida, Dr. Railton Cordeiro, explica como manter a saúde do coração em dia.

Segundo o especialista, a prática regular de exercício físico, ter um sono reparador, em média sete horas por dia, manter o peso corporal, reduzir o percentual de gordura, controlar e aferir com frequência a pressão arterial, evitar o estresse, realizar os exames do coração com a periodicidade correta, e, sobretudo, ter uma alimentação equilibrada, livre de sal, gordura e açúcares – estes em excesso, são prejudiciais para as artérias do coração -, são dicas simples, mas fundamentais, de como ter uma vida saudável e longe dos riscos de doenças cardiopatas.
Mas antes de começar a praticar qualquer atividade física é recomendável a realização de exames médicos. O procedimento serve para detectar problemas que possam limitar, ou mesmo contra-indicar, a execução de determinados exercícios, e, ajudar o indivíduo a selecionar o tipo de esporte que melhor se adapta às suas necessidades e gosto pessoal. “A atividade física é um remédio, mas deve ser praticada com responsabilidade”, afirma Cordeiro.
Os exames médicos prévios são indispensáveis para as pessoas que desejam iniciar a prática de exercício físico, e também, para aqueles que levam uma vida sedentária. “A realização dos exames também é essencial para as pessoas afetadas por vários tipos de problemas, como, doença coronária, hipertensão arterial, diabetes, obesidade, asma, dependência do tabaco, entre outras”, informa o especialista.
Atenção a alimentação
A alimentação balanceada é o segredo para quem deseja reduzir os fatores de riscos que comprometem a saúde do coração. “As pessoas precisam criar o hábito de incluir frutas, verduras e carnes magras em seu plano alimentar. É orientado também evitar alimentos preparados com farinha branca e ficar muitas horas sem se alimentar. A atenção ao colesterol, controle da glicose e do tabagismo também são medidas a serem adotadas por todos”, conclui o cardiologista. Ainda segundo ele, o estilo de vida não saudável, envolto ao estresse, são as formas mais comuns de desenvolver doenças cardiovasculares.
Outro fator importante da alimentação saudável é o bom funcionamento intestinal. No intestino humano, encontra-se a microbiota intestinal – formada por um conjunto de bactérias benéficas com função essencial ao sistema imunológico – sendo assim responsáveis pelo controle da multiplicação de patógenos causadores de doenças. Dessa forma, essas bactérias funcionam como barreiras naturais a doenças. Com isso, o médico destaca que, na pandemia de COVID-19, o uso de probiótico pode promover a regulação do sistema imunológico, em função do risco de agressão que este vírus promove no corpo humano, mas não é fator excludente para a infecção, podendo apenas otimizar a resposta imunológica.


Assim, quando recebemos uma ótima notícia ou ficamos emocionados, nosso coração acelera. Da mesma forma, quando somos surpreendidos por algo negativo, podemos sentir palpitações. Estas reações do organismo são normais e todo mundo as sente. Porém, quando as emoções negativas se perpetuam, provocando descargas contínuas de cortisol e outros hormônios, o corpo pode sofrer as consequências. Sono, apetite e humor podem ficar prejudicados, gerando distúrbios emocionais e cardiopatias relacionadas.
O médico cita como exemplo a classificação da American Heart Association para caracterizar os estágios de insuficiência cardíaca — síndrome em que o coração se torna incapaz de bombear sangue suficiente para atender às necessidades do organismo.
De acordo com o 