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Com vida desregrada, ídolo argentino, que faleceu aos 60 anos, sofria com desgastes no coração: ‘Não tinha força para bombear sangue com eficiência’

O mundo do esporte parou para homenagear o eterno camisa 10 da Argentina Diego Maradona, que morreu na última quarta-feira (25). Pouco depois de completar 60 anos, o craque faleceu em sua casa, em Tigre, cidade próxima à Buenos Aires, vítima de uma parada cardiorrespiratória. Tendo driblado muito mais que adversários em campo, Maradona vinha superando uma luta contra problemas no coração e a superação contra as drogas.

De acordo com as informações do laudo da necropsia, Maradona morreu por insuficiência cardíaca aguda. A reportagem conversou com o especialista no assunto e cardiologista Nabil Ghorayeb, médico do esporte do Hospital do Coração, em São Paulo, que revelou mais detalhes sobre a doença que vinha acompanhando o astro do futebol.

Maradona teve uma vida de ‘excessos’ e morreu aos 60 anos/Lance

“A gente chama de edema agudo de pulmão, quando o coração não consegue bombear o sangue para a circulação de forma eficiente. O sangue se acumula no pulmão. É uma complicação final de uma doença grave chamada insuficiência cardíaca, uma doença que ele já tinha há anos. O coração dele não tinha força para bombear sangue com eficiência para o corpo”, explica o especialista.

A vida de Diego dentro dos gramados sempre rendeu elogios por seus dribles e sua genialidade em campo. Contudo, fora das quatro linhas, o ex-atleta não mantinha uma vida das mais regradas. Por conta da fama, Maradona nunca escondeu seus problemas com vícios em substâncias químicas. Para o médico, a vida indisciplinada foi a grande causa do problema cardíaco.

“O que se sabe é que ele tinha uma dependência química muito grande de drogas lícitas e ilícitas, como cocaína e álcool, pelo o que se lê na imprensa. Isso provocou uma miocardiopatia dilatada, quando o músculo do coração perde a força e aumenta de tamanho. Então ele fica com o coração grande, um ‘coração de boi’, e perde a força. É uma situação que se pensa em transplante cardíaco, o que geralmente não se usa em caso de dependentes químicos.”

Maradona gostava de fumar charutos Reprodução/Instagram

O especialista afirma que as drogas podem afetar o corpo humano de diversas maneiras, dependendo do conteúdo utilizado. Para um esportista, é evidente que as substâncias podem afetar diretamente a atuação em campo. Contudo, no caso de Maradona, pelo uso de drogas ilícitas, como cocaína, o risco cardíaco era maior.

Nabil ainda ressalta que a abstinência é uma dependência de ordem psicológica e química e que, por isso, podemos afirmar que o corpo humano possui dificuldade em parar. Os efeitos que podem levar à abstinência são parecidas com as da overdose: arritmia, mal estar. Por ser um cardiopata, as complicações do não uso podem sim ter afetado a ausência de substâncias tão poderosas.

Na Copa do Mundo de 1994, o argentino chegou a ser flagrado em um teste antidoping, que verificou uma substância ilegal em seus sangue, em um momento marcante que acabou sendo seu capítulo final como jogador da seleção nacional.

Quando pendurou as chuteiras, Maradona também viveu problemas com seu peso e sempre teve no coração seu ponto fraco. O especialista do Hospital do Coração lembra que, independente da substância ingerida ou utilizada pelo ex-jogador, que era fã de charutos cubanos e não negava seu vício em cocaína, de alguma maneira elas afetaram, inclusive, seu rendimento dentro dos campos.

“Qualquer droga, como cocaína, maconha, ou as lícitas, como energéticos e anabolizantes, podem modificar a performance do atleta, variando pela quantidade, tipo de substância. Por exemplo, o anabolizante não é proibido, é um remédio. Só que, se usado em ciclo de dois meses, pode levar ao deterioramento do músculo cardíaco, aumento da pressão, entre outras lesões pelo organismo.”

Maradona chegou a ficar internado por alguns dias pouco antes de falecer e teve que passar por uma cirurgia na cabeça por uma dificuldade na pressão sanguínea. Embora o laudo médico não tenha explicado a fundo o motivo da internação e poucas notícias tenham revelado o que houve com o craque, Maradona se recuperou e voltou para casa. Para o médico, ainda não é possível identificar como a preocupação com o cérebro tenha afetado nas dores no coração.

“Não se sabe bem o que aconteceu (nesta última cirurgia no cérebro de Maradona). Ele tinha um hematoma na cabeça. Pode ser um trauma? Bateu? Foi um rompimento de um aneurisma? Não sabemos direito. O que se supõe, não era algo muito grave, porque ele estava acordado, foi decidido a data e hora, não foi uma emergência… Não tem como saber se levou à outros riscos. Ele tinha um problema cardiológico crônico. Então não foi um infarto, mas uma deficiência cardíaca.”

Fonte: esportes.r7.com

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Cardiologista e nutrólogo do HCor dá dicas sobre como incluir substâncias benéficas ao coração nas três refeições, além de ensinar como evitar a dose extra de gordura e calorias dos lanches e guloseimas que comemos ao longo do dia ou antes de dormir

Se por um lado, as refeições diárias garantem os nutrientes que precisamos, por outro, a dieta que fazemos no dia-a-dia pode trazer uma série de outras substâncias nocivas ao bom funcionamento do organismo e, em especial, do coração. “Para manter uma dieta mais saudável para o coração é preciso incluir substâncias como fibras, Omega 3 e antioxidantes com regularidade, no café, almoço e jantar (veja abaixo), sem esquecer de moderar o consumo de alimentos mais calóricos e gordurosos como carne vermelha, embutidos, doces, bolos e biscoitos. Também não se deve esquecer que reduzir o sal é uma das melhores ações em prevenção”, orienta o cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração, Daniel Magnoni.

Outro fator que também pode afetar a saúde cardíaca é o hábito de ingerir alimentos pouco saudáveis nos intervalos entre as três refeições ou antes de dormir. “É importante evitar a dose extra de gordura e colorias que vem com os lanches e guloseimas que comemos ao longo do dia ou nos minutos que antecedem o sono”, diz o Dr. Magnoni. “Para isso, é preciso trocar a ingestão de doces industrializados, refrigerantes, salgados e sanduíches gordurosos, por exemplo, por frutas, cereais, bebidas naturais com pouco açúcar ou água, em intervalos de três em três horas, pelo menos”, recomenda o nutrólogo do HCor.

Para demonstrar, na prática, como adotar uma dieta mais saudável para coração, o Dr.Magnoni tem algumas dicas de como incluir no café, almoço e jantar alimentos capazes de prevenir, além das altas taxas de colesterol e diabetes, hipertensão e aterosclerose. “É imprescindível o consumo de pratos que contenham fibras, Omega 3 e antioxidantes”, diz o médico. “Tais substâncias, entre algumas outras (veja abaixo), cumprem muito bem com a tarefa de combater todos esses problemas, já que reduzem os níveis de colesterol ruim (LDL), aumentam o colesterol bom (HDL), além de diminuir também triglicérides e a pressão arterial”, explica o nutrólogo do HCor.

Café com pão integral, frutas e cereais

Para o café da manhã, a dica do Dr. Magnoni é dar preferência ao pão integral que é rico em fibras e menos calórico. Outra orientação é ingerir frutas, como acerola, morango e laranja. Ricas em vitamina C, elas possuem ação antioxidante. Isso diminui o risco de acúmulo de placas de gordura no interior das artérias, o que é bastante eficaz na prevenção da aterosclerose. Outra fruta benéfica ao coração é o abacate. “Ele ajuda na redução da taxa de homocisteína no sangue, cujo o excesso compromete a circulação e aumenta o risco de coágulos ou de entupimento das artérias”, explica o nutrólogo do HCor. “Vale lembrar que frutas ricas em potássio, como a banana, também ajudam a proteger a musculatura que forma o coração”, acrescenta.

Uma boa pedida também para o café são cereais como aveia, chia, quinoa e semente de linhaça. Consumida na forma integral ou de farelo, a aveia, por exemplo, também atua na redução do colesterol ruim, na prevenção de diabetes e é rica em fibras, vitaminas e minerais. “A quantidade ideal de aveia é de pelo menos duas colheres de sopa por dia. Vale lembrar que este tipo de alimento também é bastante versátil, já que pode ser batido com leite como ingrediente de uma vitamina de frutas, por exemplo”, sugere o Dr. Magnoni. “Segundo um estudo recente da Universidade de Harvard, as fibras da linhaça podem reduzir os níveis de colesterol ruim em até 20%”, afirma o médico do HCor.

Dr. Magnoni ainda lembra que as margarinas e cremes vegetais que antes eram tidas como vilãs por conterem gordura trans, hoje podem ser aliadas. “Como essa substância não é mais utilizada na composição de alimentos desse tipo, as margarinas de hoje em dia podem ser benéficas ao coração, já que ainda são uma fonte de gorduras poli-insaturadas”, diz o médico. “Contudo é importante tomar cuidado com os excessos. Afinal, elas são bem calóricas”, avisa.

Almoce peixe

Para o almoço, a sugestão do nutrólogo do HCor é o peixe. Segundo ele, uma das atitudes mais saudáveis que se pode tomar é trocar regularmente a carne bovina, de porco ou mesmo a de frango, por atum, salmão, sardinha ou anchovas, por exemplo. Afinal, esse tipo de alimento tem pouca gordura saturada – que eleva os níveis de colesterol ruim – e ainda oferece gorduras boas, como o ômega 3, que sempre faz muito bem ao coração. “Uma dica ainda mais saudável é consumir peixes acompanhados de ingredientes como tomate e azeite que também são benéficos à saúde cardíaca (veja abaixo)”, explica o Dr. Magnoni. “Vale lembrar que o alho, que sempre está presente na hora do almoço, também contribui com a saúde do coração. Afinal, ele é rico em duas substâncias: alicina e ajoene. Ambas fluidificam o sangue, diminuem a pressão arterial e dificultam a coagulação sanguínea”, explica o médico do HCor.

Salada com azeite e sementes ou grãos no jantar

Durante o jantar, o Dr. Magnoni sugere algo mais leve, como uma salada temperada com azeite extra virgem. Afinal, este alimento é outro grande aliado da saúde do coração, já que, além de aumentar o colesterol bom, possui antioxidantes que combatem os radicais livres, o que ajuda na prevenção de doenças degenerativas como as cardíacas. “A dica é ingerir uma colher de chá de azeite extra virgem por dia como tempero para salada ou como acompanhamento para fatias de pão”, decorar e incrementar as saladas com sementes e grãos torna-as mais saborosas e nutritivas. Estes grãos e sementes possuem zinco, selênio e gordura monoinsaturada orienta o Dr. Magnoni.

O nutrólogo do HCor lembra ainda que o tomate, comum em saladas, é outro alimento que faz bem ao sistema cardiovascular em função da quantidade de licopeno que possui. “Este outro tipo de antioxidante limpa as artérias e também bloqueia radicais livres”, explica o médico do HCor. “Além disso, o tomate possui fibras que reduzem o colesterol e ajudam a prevenir câncer, ao melhorarem o funcionamento do intestino”, afirma.

Beba suco de uva natural ou vinho tinto

Segundo o Dr. Magnoni, suco de uva natural, ou mesmo uma taça de vinho tinto, ao final de cada refeição, podem ser uma boa pedida para o coração. Rico em reservatrol,  ambos os tipos de bebida previnem o envelhecimento das células e combatem o colesterol ruim. O reservatrol pode ser encontrado também em forma de cápsulas. Neste caso, a recomendação é ingerir de 250 a 500 mg da substância por dia, o que equivale a uma taça de vinho tinto. “De qualquer forma, é muito importante termos em mente que, ao procurarmos incluir todos os alimentos que acabamos de mencionar em nossa dieta, moderando o consumo de outros mais calóricos e gordurosos, podemos reduzir o risco de doenças cardíacas em até 80%”, revela o Dr. Magnoni. “Vale lembrar que o consumo de sal pode ser reduzido também por meio da ingestão de sais dietéticos, com menos sódio. Outra atitude importante para a saúde é aumentar a ingestão de leite e derivados, como os iogurtes, principalmente, já que são ricos em probióticos”, acrescenta o médico do HCor.

Fonte: hcor.com.br

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O oxímetro pode ajudar a avaliar quanto de oxigênio você precisa e quando você pode precisar dele

Um dos legados da pandemia da COVID-19 é aumentar o nível de informação das pessoas sobre diversos conceitos de saúde utilizados pelos profissionais da área.

Uma dessas práticas que se tornou protagonista na monitorização dos acometidos pela doença é a oximetria digital.
 
 

Caso você tenha uma doença pulmonar, seu nível de oxigênio sanguíneo pode vir a ser menor do que o normal. É importante saber se e quando isso ocorre, pois, quando seu nível de oxigênio é baixo, as células do seu corpo podem ter dificuldade de trabalhar apropriadamente.

O oxigênio é o “gás” que faz seu corpo “funcionar”. Se você está com o “gás” baixo, seu corpo trabalha mal. Ter um nível muito baixo de oxigênio sanguíneo pode sobrecarregar seu coração e seu cérebro.

A maioria das pessoas precisa de um nível de saturação de no mínimo 89% para manter suas células saudáveis. Acredita-se que um nível menor do que esse por um curto tempo não cause danos. Entretanto, suas células podem ser agredidas e sofrer danos se a baixa nos níveis de oxigênio ocorrer muitas vezes.

Veja a dica com Dr. Julio Pereira – Neurocirurgião

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=5Pe9_dbHpio[/embedyt]

 

Se seu nível de oxigênio é baixo em ar ambiente, você pode ser solicitado a usar oxigênio suplementar (extra). O oxímetro pode ajudar a avaliar quanto de oxigênio você precisa e quando você pode precisar dele.

Por exemplo, algumas pessoas precisam mais de oxigênio quando dormem do que quando acordadas. Outras precisam mais de oxigênio durante atividades do que quando em repouso.

Um oxímetro de pulso vem como uma pequena unidade a ser colocada no dedo, ou um pequeno dispositivo portátil que conectado a um fio pode ser fixado ou adaptado ao seu dedo ou lóbulo da orelha. Os aparelhos menores são mais baratos e práticos para o uso domiciliar.

Feixes de luz do dispositivo passam através do sangue no seu dedo (ou lóbulo da orelha) para mensurar seu oxigênio. Você não sentirá isso acontecer. Os feixes de luz são “lidos” para calcular a porcentagem do transporte de oxigênio.Esse método também proporciona a leitura da sua frequência cardíaca (pulso). Para garantir que o oxímetro está lhe dando uma boa leitura, conte seu pulso por um minuto e compare com o número obtido pelo oxímetro. Se eles são semelhantes, você está tendo um bom sinal.

A maioria das pessoas não precisa de um oxímetro de pulso. Para outras o oxímetro de pulso é prescrito pela possibilidade de elas terem períodos de baixa oxigenação sanguínea, como, por exemplo, quando estão se exercitando ou viajando a altas altitudes.

Ter um oxímetro de pulso nesses casos lhes permitirá monitorar seu nível de oxigênio sanguíneo e saber quando precisam de aumentar o seu fluxo de oxigênio suplementar.

Fonte: uai.com.br

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O estudo realizado pela organização Walnuts and Healthy Aging

Uma nova pesquisa realizada com mais de 600 idosos saudáveis apurou que comer nozes regularmente pode contribuir para prevenir a ocorrência de inflamações crônicas, promovendo consequentemente a saúde coronária.

(WAHA), publicado no Journal of the American College of Cardiology, aponta que indivíduos entre os 60 e 70 anos que ingerem nozes com frequência apresentam um menor risco de sofrer de inflamações ou que estas incidam de forma ligeira, o que significa uma probabilidade menor de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, comparativamente a quem não consome o fruto seco, reporta um artigo publicado na revista Galileu.

O estudo realizado por pesquisadores e médicos do Hospital Clínico de Barcelona, na Espanha, em parceria com a Universidade Loma Linda, dos Estados Unidos, examinou mais de 600 idosos saudáveis, que foram divididos em dois grupos. Um dos grupos ingeriu entre 30g e 60g de nozes diariamente e outros não comeram o fruto durante dois anos.

Os idosos que ingeriram nozes registraram, conforme explica a Galileu, resultados anti-inflamatórios significativos na sua saúde. Os seus marcadores inflamatórios na corrente sanguínea apresentaram uma diminuição até 11,5%, incluindo a citocina pró-inflamatória interleucina-1β cuja inativação foi altamente associada a níveis reduzidos de doenças cardíacas.

Emilio Ros, líder do estudo, afirmou: “a inflamação a curto prazo ajuda-nos a curar feridas e a combater infecções, mas a inflamação que persiste com o tempo (crônica) — causada por fatores como dieta inadequada, obesidade, estresse e pressão alta — é prejudicial, principalmente no que diz respeito às doenças cardiovasculares“.

As nozes têm uma mistura ideal de nutrientes essenciais, como o ácido alfa-linoléico ômega-3, ou ALA (2,5g/oz), e outros componentes altamente bioativos, como os polifenóis, que provavelmente desempenham um papel na ação anti-efeito inflamatório e outros benefícios para a saúde“, disse o especialista.

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Por Dr. Juliano Slhessarenko

Já ouviu as expressões “você quase me deu um ataque cardíaco”, “Eu estava morrendo de preocupação” ou “isso partiu meu coração”?

O coração e a mente estão intimamente conectados. Estados mentais negativos, incluindo depressão, ansiedade, solidão, raiva e estresse crônico, podem aumentar o risco de doenças cardíacas com o tempo ou piorar os problemas cardíacos já existentes.

Como as emoções negativas afetam a saúde do coração?

Veja, por exemplo, a síndrome do coração partido, também chamada de cardiomiopatia de estresse. Estudos demonstraram que o risco de um ataque cardíaco aumenta 21 vezes em 24 horas após a perda de um ente querido.

O coração pode ser afetado por outros choques além da perda de um ente querido. A cardiomiopatia por estresse pode ocorrer em reação a notícias estressantes, como o diagnóstico de câncer de um ente querido. E emoções fortes, como raiva, podem causar ritmos cardíacos irregulares.

O estresse também pode ser prejudicial ao coração. Se você está sob estresse, sua pressão arterial e freqüência cardíaca aumentam. O estresse crônico expõe seu corpo a níveis insalubres e persistentemente elevados de hormônios do estresse, como o cortisol, e também pode alterar a forma como o sangue coagula. Todos esses fatores podem preparar o terreno para um ataque cardíaco ou derrame.

As emoções negativas também podem afetar os hábitos de vida, o que, por sua vez, pode aumentar o risco de doenças cardíacas. Por exemplo, pessoas que estão cronicamente estressadas, ansiosas, deprimidas ou com raiva podem ter maior probabilidade de beber muito álcool, fumar, comer demais e fazer menos exercícios – todos hábitos prejudiciais à saúde que fazem mal ao coração.

E se seu coração já estiver vulnerável?

Se você tem uma doença cardíaca, ela pode ser agravada pelo estresse emocional. Pacientes com doenças cardíacas e ansiedade têm duas vezes mais chances de morrer três anos após um evento cardíaco.

Além disso, os pacientes com doenças cardíacas têm três vezes mais probabilidade de sofrer de depressão. Para aqueles recém-diagnosticados com doenças cardíacas, a depressão aumenta o risco de um evento prejudicial relacionado ao coração ocorrer naquele ano. Mesmo em pessoas sem doenças cardíacas anteriores, a depressão grave dobra o risco de morte por causas relacionadas ao coração.

O que você pode fazer? A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que todo paciente cardíaco seja rotineiramente examinado para depressão. Além disso, uma nova abordagem baseada na emoção para a saúde cardíaca, chamada psicologia cardíaca, enfoca as necessidades de saúde mental dos pacientes cardíacos. Promove ferramentas, como gerenciamento de estresse e psicoterapia, para ajudar os pacientes a lidar com sua doença.

O coração e a mente coexistem. Não ignore as emoções que podem sobrecarregar sua vida, como estresse crônico, ansiedade, depressão e raiva. Encontre maneiras de cuidar de seu bem-estar emocional e seu coração agradecerá.

Experimente estas dicas saudáveis ​​para o coração:

  1. Reconheça seus sentimentos e expresse-os. Fale com seus entes queridos, escreva em um diário ou junte-se a um grupo de apoio. Procure ajuda profissional se precisar. Controle o estresse com exercícios diários de meditação consciente, ioga ou respiração profunda.
  2. Evite beber muito e não fumar.
  3. Exercício. Experimente uma caminhada rápida de 15 minutos, nadar, andar de bicicleta, fazer jardinagem ou dançar.
  4. Faça uma dieta saudável com bastante ácidos graxos ômega-3, que têm efeitos antiinflamatórios.

Como minhas emoções podem afetar a insuficiência cardíaca?

O estresse não gerenciado pode causar hipertensão, danos às artérias, ritmos cardíacos irregulares e enfraquecimento do sistema imunológico.

A depressão em pacientes com insuficiência cardíaca aumenta o risco de hospitalização; eventos cardíacos, como dor no peito e ataque cardíaco; e morte.

Você pode se sentir deprimido porque não sabe o que esperar ou porque não consegue realizar tarefas simples sem ficar excessivamente cansado. Outros fatores podem contribuir para a depressão, como:

Sua história familiar, saúde física e estado de espírito e meio ambiente
Transições de vida, perdas e altos níveis de estresse.

Por que o impacto psicológico de um evento cardíaco é importante?

Não há dúvida de que ter um ataque cardíaco ou ser admitido por um evento cardíaco pode ser muito estressante e, portanto, precisamos entender como as pessoas passam por esse processo e como podemos apoiá-las da melhor forma.

Além disso, ficou claro nos últimos 20 anos ou mais que algumas pessoas têm reações psicológicas bastante graves. Em particular, você tende a obter níveis bastante elevados de sintomas depressivos e o que foi descoberto é que aqueles que apresentam sintomas depressivos são, na verdade, mais propensos a ter problemas cardíacos recorrentes. Acredita-se que haja um risco duplo [nessas pessoas] de ter outro ataque cardíaco ou morrer de doença cardíaca, e há muita preocupação no momento sobre como essa ligação ocorre e o que podemos fazer a respeito.

Fonte: olhardireto.com.br

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O chá de canela é uma bebida popular, favorecida tanto por suas propriedades medicinais quanto por seu sabor delicioso e calmante. Mas beber chá de canela é bom para você? Nos últimos anos, pesquisas descobriram uma série de benefícios poderosos da canela , além de várias maneiras impressionantes pelas quais a canela pode afetar sua saúde. Da regulação dos níveis de açúcar no sangue à preservação das funções cerebrais, a canela garantiu seu status como uma fonte de alimentação nutricional.

Então, o que exatamente é o chá de canela e como você pode começar a prepará-lo em casa? Vamos olhar mais de perto.

O que é chá de canela?

O chá de canela é uma bebida preparada fervendo um pedaço de canela em água e deixando-o em infusão para infundir a bebida com seu sabor doce e perfumado. Embora muitas pessoas combinem a canela com outros ingredientes, como gengibre , mel ou leite, outros preferem apreciá-la como está e permitir que os sabores naturais brilhem.

Então, para que serve o chá de canela? Além de ser uma bebida deliciosa e calmante, sem cafeína, este chá também pode apresentar vários benefícios importantes. Na verdade, alguns dos benefícios potenciais do chá de canela para a saúde incluem melhora da saúde do coração, melhor controle do açúcar no sangue, aumento da perda de peso e muito mais.

Tipos

Chá de canela é bom para você? E qual é o melhor chá de canela?

Existem dois tipos de canela comumente usados ​​para fazer esta bebida poderosa. Canela cássia é a forma mais comum de canela. É o que costuma ser encontrado no corredor de especiarias da maioria das superlojas. Embora seja originária da China, a canela Cassia é amplamente cultivada e usada em todo o mundo. No entanto, a canela Cassia pode realmente ser prejudicial em altas doses, graças à presença de um composto chamado cumarina , que pode ser tóxico se consumido em grandes quantidades.

Enquanto isso, a canela do Ceilão, também conhecida como “canela verdadeira”, é outra forma de canela associada a uma longa lista de benefícios à saúde. Embora também contenha cumarina, é encontrada em quantidades muito menores no chá do Ceilão do que na canela cássia, tornando-se uma alternativa muito mais segura à canela cássia.

Benefícios para a saúde

  1. Estabiliza o açúcar no sangue
  2. Suporta a saúde do coração
  3. Tem propriedades anticâncer
  4. Pode promover perda de peso
  5. Diminui a inflamação
  6. Preserva a função cerebral

1. Estabiliza o açúcar no sangue

A canela demonstrou ter um poderoso impacto nos níveis de açúcar no sangue. Algumas pesquisas mostram que ela age como a insulina no corpo, que é o hormônio responsável pelo transporte do açúcar da corrente sanguínea para os tecidos. Também pode aumentar a eficácia da insulina no corpo e proteger contra a resistência à insulina. De acordo com uma revisão conduzida pela Thames Valley University, no Reino Unido, a canela pode diminuir os níveis de açúcar no sangue em jejum em até 29% em pessoas com diabetes tipo 2.

2. Apoia a saúde do coração

Adicionar chá de canela à sua rotina diária pode trazer grandes benefícios quando se trata da saúde do coração. Na verdade, foi demonstrado que a canela reduz vários fatores de risco de doenças cardíacas para manter o coração funcionando com eficiência. Além de reduzir os níveis de açúcar no sangue, a canela também pode ajudar a diminuir os níveis de colesterol LDL total e “ruim”, bem como de triglicerídeos. Também pode aumentar os níveis de colesterol HDL benéfico, que ajuda a remover o excesso de colesterol das artérias.

3. Possui propriedades anticâncer

Alguns estudos in vitro e modelos animais impressionantes descobriram que a canela pode ajudar na prevenção do câncer. Um estudo publicado na revista  BMC Cancer mostrou que o extrato de canela foi capaz de induzir a morte de células tumorais em células de câncer de pele, modificando a atividade de proteínas específicas. Outro estudo in vitro em Maryland teve resultados semelhantes, observando que os polifenóis isolados da canela ajudaram a reduzir o crescimento e a disseminação das células cancerosas do fígado. No entanto, são necessários mais estudos para entender se os efeitos da canela no combate ao câncer também podem se aplicar aos humanos.

 

4. Pode promover perda de peso

Beber chá de canela pode ajudar a perder peso? Embora a pesquisa seja limitada sobre os efeitos do chá de canela na perda de peso, vários estudos encontraram alguns resultados promissores. Por exemplo, um estudo realizado na Índia mostrou que a suplementação com três gramas de canela diariamente durante 16 semanas resultou em diminuições significativas na circunferência da cintura e índice de massa corporal em comparação com um grupo de controle. Outro estudo in vitro publicado na Scientific Reports descobriu que o extrato de canela induziu o escurecimento das células de gordura, que é um processo que aumenta o metabolismo e protege contra a obesidade.

5. Diminui a inflamação

Estudos mostram que a canela é rica em antioxidantes e potentes propriedades antiinflamatórias. Por exemplo, um estudo conduzido pela China Medical University demonstrou que certos compostos encontrados na canela foram eficazes na redução dos marcadores de inflamação in vitro. Isso poderia se traduzir em benefícios de longo alcance do chá de canela para a saúde da pele, dores nas articulações, prevenção de doenças e muito mais. Como? A pesquisa sugere que a inflamação pode estar na raiz de doenças crônicas como câncer, diabetes e doenças auto-imunes.

6. Preserva a função cerebral

Um dos benefícios mais impressionantes do chá de canela antes de dormir é sua capacidade de proteger e preservar a função cerebral. Curiosamente, vários estudos indicam que certos compostos encontrados no chá de canela podem ajudar na prevenção de doenças neurodegenerativas como a doença de Alzheimer. Por exemplo, um modelo animal mostrou que a canela melhorou a função motora e ajudou a proteger as células cerebrais em ratos com Parkinson. Outro estudo in vitro realizado na Califórnia demonstrou que compostos específicos da canela ajudaram a prevenir modificações anormais nas proteínas do cérebro, o que poderia ajudar na prevenção do Alzheimer.

Como fazer (mais receitas)

Existem vários métodos diferentes de como fazer chá de canela para diabetes, perda de peso, inflamação ou saúde geral, além de várias opções de receitas de chá de canela disponíveis também.

Uma das maneiras mais fáceis de fazer um chá quente de canela com especiarias é simplesmente adicionar uma colher de chá de canela em pó a uma xícara de água quente e mexer. Você também pode fazer um chá em pau de canela, mergulhando um pedaço de canela em água fervente por 10 a 15 minutos. Isso permite que o sabor único e os compostos promotores da saúde se infundam na bebida. Os saquinhos de chá de canela também estão disponíveis em muitas lojas de produtos naturais e costumam ser combinados com outras ervas ou tipos de chá, como chá verde de canela , chá de gengibre e canela ou chá de mel de canela.

Você também pode tentar temperar sua xícara de chá com seus mix-ins favoritos, especiarias e adoçantes naturais. Cúrcuma , maçãs, limões e bananas são formas deliciosas e nutritivas de adicionar um toque de sabor à sua bebida. Aqui estão algumas receitas simples para você começar:

  • Chá de Canela Coreano
  • Chá de cúrcuma, canela e gengibre
  • Chá de Canela e Banana
  • Chá Limão Canela Mel
  • Canela e Maçã Chá Latte

Embora não haja diretrizes específicas sobre quando beber o chá de canela, muitos preferem tomá-lo logo de manhã ou um pouco antes de dormir para uma bebida relaxante que promova o sono. No entanto, você pode desfrutar desta saborosa bebida a qualquer hora do dia para aproveitar os benefícios exclusivos para a saúde que ela tem a oferecer.

Riscos e efeitos colaterais

Quais são os efeitos colaterais do chá de canela? Quando consumido com moderação, o risco de potenciais efeitos colaterais do chá de canela é muito baixo. No entanto, comer grandes quantidades de canela pode causar problemas como feridas na boca, baixo nível de açúcar no sangue e problemas respiratórios. Certifique-se de usar canela do Ceilão em vez da canela de Cássia para manter baixo o consumo de cumarina e evitar efeitos colaterais negativos.

Se usar chá de canela para perder peso, preste atenção aos ingredientes que usa na xícara. Adicionar adoçantes como mel, xarope de bordo ou açúcar à sua bebida pode melhorar o sabor, mas também pode fazer com que as calorias do chá de canela se acumulem rapidamente.

Além disso, lembre-se de que a canela pode interferir nos medicamentos usados ​​para reduzir os níveis de açúcar no sangue. Se você toma algum medicamento para diabetes, converse com seu médico antes de adicionar o chá de canela à sua rotina para evitar efeitos adversos à saúde.

Fonte: opetroleo.com.br

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O anticoagulante Rivaroxabana é uma opção segura, eficaz e com menor riscos aos pacientes com fibrilação atrial e doença cardíaca valvar do que a Varfarina, de acordo com um estudo publicado neste sábado, 14, no renomado periódico científico The New England Journal of Medicine. A pesquisa inédita liderada por especialistas do HCor reconhece uma nova opção de tratamento para essas doenças, que têm como maior consequência o aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC).

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores acompanharam 1.005 pacientes, de 49 centros médicos, com doença valvar – que fazem uso de prótese biológica (produzida a partir do tecido de porco ou boi) – e fibrilação atrial. O estudo dividiu os participantes aleatoriamente em dois grupos: o primeiro, designado ao uso de Rivaroxabana, e o segundo, que manteve o tratamento clínico padrão com Varfarina. Ambos foram acompanhados durante 12 meses.

Os resultados mostraram que o anticoagulante Rivaroxabana se mostrou tão eficaz e seguro quanto a Varfarina, medicação de referência no tratamento, além de proporcionar mais comodidade e qualidade de vida aos pacientes por reduzir as consultas de monitoramento frequente e ter menos interações medicamentosas ou com alimentos.

A conclusão pode mudar o protocolo utilizado internacionalmente para tratar quem precisa se submeter à cirurgia de troca de valva para corrigir disfunções no coração. “Estudos de não-inferioridade são desenvolvidos com o objetivo de determinar se um novo tratamento ou procedimento preserva a eficácia e segurança de outro já estabelecido”, explica Alexandre Biasi, superintendente do Instituto de Pesquisa do HCor (IP-HCor).

A fibrilação atrial é o tipo mais comum de arritmia cardíaca e decorre da irregularidade da transmissão dos impulsos elétricos que coordenam as batidas do coração. Por causa disso, os átrios, localizados na parte superior do músculo cardíaco, se contraem de forma irregular e o número de batidas por minuto pode aumentar de repente. A fibrilação provoca má circulação sanguínea e os anticoagulantes são prescritos para evitar o risco de AVC e até infarto.

Já a doença cardíaca valvar ocorre quando uma das quatro válvulas do coração, que são responsáveis por manter o fluxo de sangue na direção adequada, não funciona normalmente. Para corrigir esse problema, o paciente passa por uma cirurgia de reparação ou mesmo para implantar uma válvula mecânica (de metal) ou biológica.

A estimativa é de que 300.000 válvulas sejam implantadas a cada ano. No Brasil, o quadro representa uma das principais causas de hospitalização devido a problemas cardíacos. “A associação entre o implante e o risco maior de eventos trombóticos faz com que o uso de anticoagulantes orais seja indicado a longo prazo, ou até pelo resto da vida”, explica Otávio Berwanger, pesquisador sênior do HCor.

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Um estudo observacional apresentado recentemente no congresso da American Heart Association associou o uso da maconha com um risco duas vezes maior de cardiomiopatia de Takotsubo, também chamada de cardiomiopatia do estresse e caracterizada pelo balonamento apical transitório do VE. Nunca ouviu falar em Takotsubo? 

 

Similar a outros levantamentos prévios, a maioria dos pacientes com Takotsubo eram mulheres de meia-idade que haviam passado por algum estresse emocional ou físico importante. No entanto, no subgrupo de homens com Takotsubo foi identificado uma parcela significativamente maior de usuários da cannabis. E embora esse subgrupo fosse composto por indivíduos mais jovens (44 vs. 66 anos) e com perfil de menor risco cardiovascular, a probabilidade de parada cardíaca e implante de CDI foi expressivamente maior.

Esse levantamento avaliou uma coorte de 33.343 pacientes admitidos com Takotsubo entre 2003 e 2011 nos EUA, dos quais 210 eram usuários regulares de maconha. Na análise multivariada ajustada pelos fatores de risco, o uso de maconha foi identificado como um preditor independente de Takotsubo. E embora o desenho do estudo não permita estabelecer uma relação temporal de causa-efeito há no mínimo uma forte correlação entre o uso de maconha e a cardiomiopatia do estresse. Na prática, usuários regulares de maconha com quadro de dor torácica, ou outro equivalente anginoso, podem na verdade estar apresentando Takotsubo.

A cardiomiopatia de Takotsubo foi descrita pela primeira vez na década de 1990 em uma população japonesa, e foi assim denominada devido à comparação do formato que o VE assume durante a sístole com uma armadilha usada no Japão para prender polvos, o “Tako-tsubo”. A fisiopatologia da Takotsubo ainda é incerta, mas acredita-se que seja decorrente de uma estimulação simpática exagerada em resposta ao estresse e que os níveis elevados de catecolaminas circulantes poderiam atordoar o miocárdio. Assim, os receptores endocanabinóides presentes no músculo cardíaco humano poderiam desempenhar um papel na fisiopatologia do Takotsubo. Estudos clínicos e experimentais já demonstraram que a ativação dos receptores endocanabinóides pode causar aumento da freqüência cardíaca e vasodilatação.

A principal crítica ao estudo, que ainda não foi publicado, é seu desenho não-randomizado retrospectivo e, portanto, sem poder estatístico para estabelecer causalidade. Além disso, a frequência e a regularidade do uso de maconha não foram informadas, nem tampouco o tempo decorrido entre seu uso e a hospitalização.

Estima-se que 22 milhões de norte-americanos façam uso regular de maconha, com 7.000 novos adeptos por dia. Indivíduos que fazem uso recreativo da maconha devem ser avisados dos riscos potenciais de Takotsubo e procurar imediatamente um pronto-socorro em caso de sintomas de dor torácica, dispnéia ou palpitações.

Singh A, Agrawal S, Fegley M, et al. Marijuana (cannabis) use is an independent predictor of stress cardiomyopathy in younger men.. American Heart Association 2016 Scientific Sessions; November 13, 2016; New Orleans, LA. Abstract S4054

Fonte: cardiopapers.com.br

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Realizada em novembro, campanha “Coração na Batida Certa” tem como objetivo alertar a população sobre a doença.

Instituído pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), desde 2007, no dia 12 de novembro é celebrado o Dia de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita. Anualmente, a Sociedade realiza, juntamente com as Instituições ligadas à área de Cardiologia de todo o país, a campanha “Coração na Batida Certa”, que tem como objetivo organizar atividades de educação/orientação para a população sobre a prevenção e tratamento das doenças do coração.

As doenças cardiovasculares ocupam um lugar de destaque entre as causas de morte no Brasil e no mundo. Entre essas doenças, as arritmias cardíacas, têm grande impacto na mortalidade e na qualidade de vida da população mundial. No Brasil, anualmente, a doença acomete mais de 20 milhões de pessoas e é responsável por mais de 320 mil mortes súbitas no país.

Durante uma arritmia cardíaca o coração pode bater rápido, lento ou em velocidade normal, porém, “fora do compasso”. Mesmo que o paciente não perceba a arritmia, ela pode acarretar efeitos sérios que vão desde um derrame até a possível morte do paciente. Para o cardiologista eletrofisiologista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), José Sobral Neto, a doença precisa não apenas de atenção, mas principalmente de prevenção.

“Precisamos chamar a atenção para o assunto, que apesar de comum não recebe a importância que deveria da população. A campanha trabalha com dois pilares principais: social – que visa conscientizar a população da existência e modo de prevenir os fatores de risco para o desenvolvimento de arritmias cardíacas e da morte súbita e educativa – para disseminar e implementar diretrizes e guias práticos de prevenção da doença e suas consequências”, alerta.

leia mais: jornaldebrasilia.com.br

fonte: Jornal de Brasília

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Aquele barulho produzido pelo seu parceiro quando está dormindo e não te deixa pregar os olhos pode não ser um mal apenas ao casamento, mas também à saúde de quem o emite.  Isso porque o ronco pode ser indício de apneia ? pausa respiratória que ocorre durante o sono. E é aí que mora o perigo.
 
 
O ronco, segundo especialistas, é considerado apenas uma doença social. Já a apneia é um fator de risco para doenças cardiovasculares e até Alzheimer ou perda de memória. Mas é importante lembrar que nem todo roncador sofre de apneia.
 
“O ronco ocorre quando a via aérea está estreitada; já na apneia ela está totalmente fechada. Há uma má oxigenação do cérebro, que aumenta os riscos de infarto, AVC (Acidente Vascular Cerebral). Anos e anos de apneia também podem levar à perda de memória e ao Alzheimer”, observa o médico Gilberto Sitchin, especialista em sono do Instituto Paulista de Otorrinolaringologia.  
 
A estimativa é de que 25% dos homens e 15% das mulheres ronquem ou apresentem apneia. Os ruídos noturnos são mais comuns entre os obesos e se tornam mais frequentes à medida que a idade aumenta.
 
“Nestes casos há um aumento da flacidez dos tecidos do pescoço e da orofaringe”, observa o médico Arthur Castilho, otorrinolaringologista do Hospital das Clínicas da Unicamp.
 
Sitchin afirma que, além da observação do parceiro sobre o “roncador”, ter sono durante o dia e acordar com a sensação de cansaço também podem ser sintomas de apneia.
 
“Quem sofre de apneia não tem um sono mais profundo e restaurador, por isso costuma apresentar um quadro de sonolência diurna excessiva”, explica.  O médico ressalta que a gravidade do problema é diagnosticada com uma polissonografia, um exame que faz um registro do sono habitual.
 
Tratamentos
 
O tratamento indicado para ronco e apneia do sono depende das causas. Quando o motivo é a obstrução nasal, tratamento de rinite e cirurgia para correção do septo nasal são opções para dar fim ao ruído noturno. Pacientes com amígdalas grandes também podem tê-la extraída.
 
Já se a causa é a flacidez do céu da boca, técnicas de enrijecimento e o uso de um aparelho de radiofrequência no local podem ajudar. “Entretanto, o ronco dificilmente tem apenas um único motivo. É preciso investigar”, diz Sitchin.
 
Há ainda a opção de tratamento com laser, mas, segundo os especialistas, esta técnica causa dores aos pacientes para se alimentar e até respirar. “Há várias técnicas para diminuir o tamanho do palato (céu da boca) ou aumentar a rigidez. Usar o laser para fazer uma destas duas coisas é viável, mas é cada vez menos usado, pois a dor pós- operatória é intensa”, explica Castilho, reforçando que a radiofrequência tem sido a opção mais usada pelos médicos.
 
Perda de peso
 
Em outros casos, a indicação médica é a perda de peso e o uso de aparelhos intraorais, feitos sob medida por dentistas especialistas em ronco. “O paciente dorme com o queixo meio centímetro à frente. Tem um efeito bom e é confortável”, diz Sitchin.
 
Para os casos mais graves, no entanto, a saída é o uso contínuo do CPAP (na sigla em inglês, Continuous Positive Airway Pressure), um compressor que fornece um fluxo de ar contínuo de ar ao paciente durante o sono.  
 
Vale lembrar que é normal roncar ao dormir de costas, pois a musculatura fica flácida e a língua cai um pouco para trás. Por isso, uma simples mudança de posição pode eliminar o ruído. Evitar bebidas alcoólicas e se alimentar duas horas antes de dormir são fundamentais para uma noite de sono em silêncio.
 
Fonte: Uol
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