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Estilo de vida

Levantamentos realizados ao redor do mundo calculam que até 16% dos pacientes com covid-19 apresentam algum tipo de complicação cardíaca. Os danos ao coração independem do grau da doença: mesmo os quadros mais leves podem trazer prejuízos ao sistema cardiovascular.

Antes de retomar os treinos, especialistas brasileiros sugerem que todos os recuperados da covid-19 façam uma avaliação médica e alguns exames

 O problema é que, muitas vezes, essa sequela no peito não dá sintoma algum e a pessoa só vai sentir suas consequências ao exigir um trabalho extra do sistema cardiovascular.

Isso acontece, por exemplo, durante uma atividade física: o coração precisa bater mais para bombear sangue aos músculos e, se tiver com algum dano provocado pelo coronavírus, pode funcionar mal e até pifar.

Foi para evitar que isso aconteça que a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) fez uma parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) para lançar a primeira diretriz sobre o retorno aos exercícios com segurança após a covid-19.

 

Veja a entrevista médica Cléa Simone Colombo, representante da SBC

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=gTfIQtgEhjA[/embedyt]
 
Fonte: BBC
 
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O sedentarismo é caracterizado pela falta ou diminuição das atividade física. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o sedentarismo é considerado o mal do século e um dos fatores de risco para doenças cardiovasculares. Um estudo clínico, que se estende ao longo de quase meio século, mostra que o sedentarismo é o segundo maior fator de risco para a mortalidade. Nesse contexto, perde posição apenas para o tabagismo.

Sedentarismo: os perigos da inatividade física

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de exercícios físicos por, pelo menos, 150 minutos por semana. No entanto, a OMS revela que uma, a cada três pessoas, não pratica atividades físicas regularmente. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o corpo humano funciona melhor quando recebe estímulos. Dessa forma, quando o indivíduo é ativo, as funções vitais acontecem de forma regular e com menor desgaste. 

Em contrapartida, o indivíduo sedentário sobrecarrega o organismo, prejudicando o seu funcionamento. Como consequência, ocorre o sobrepeso, a obesidade, além de doenças como diabetes e hipertensão.  

Estudo evidencia riscos do sedentarismo

O estudo conduzido pelo Dr. Per Ladenvall, do Departamento de Biologia Molecular e Medicina Clínica, Sahlgrenska Academy da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, e Publicado no European Journal of Preventive Cardiology, é considerado um dos mais longos do seu gênero.

Entitulado ”The dangers of physical inactivity revisited in 45-year study”, foi realizado com o intuito de investigar os fatores de risco do sedentarismo para doenças cardiovasculares e mortalidade. Ao longo de quase meio século, os pesquisadores investigaram a atividade física e seu efeito sobre a expectativa de vida.

A equipe de pesquisadores acompanhou um grupo de 792 homens, por 45 anos. Os participantes eram todos homens de 50 anos de idade quando foram recrutados em Gotemburgo, em 1963. Durante a realização do estudo, foram realizados testes de esforço, ergoespirometria e exames físicos.

De acordo com os índices de VO2, os homens foram divididos em três seções. São elas: 2,00 litros por minuto, 2,26 litros por minuto e 2,56 litros por minuto. No resultado, um claro padrão foi identificado: cada aumento no VO2 max reduziu em 21% o risco de morte durante o curso do estudo. Essa relação se manteve mesmo após o controle de pressão arterial, tabagismo e níveis sérios de colesterol.

O estudo concluiu que o estilo de vida sedentário é associado ao risco aumentado de Diabetes, de doença cardiovascular e de morte. A baixa capacidade aeróbica foi associada ao aumento da mortalidade. Assim, o efeito do sedentarismo sobre a mortalidade é menor apenas que o impacto do fumo.

Nos últimos anos o número de fumantes reduziu significativamente, muito em razão das campanhas antitabagismo. Agora, o próximo desafio é encorajar as pessoas a se manterem ativas.

Mudança de Hábitos no Combate ao Sedentarismo 

Não só uma alimentação regrada garante uma vida saudável. A prática de atividades físicas regular, aliada à dieta, é fundamental para a manutenção da qualidade de vida ideal. 

O estilo de vida atual da maioria das pessoas, com uma rotina corrida, muitas vezes é usado como empecilho para a realização de exercícios físicos. No entanto, como vimos, o sedentarismo pode trazer muitos danos à saúde. Assim, é preciso separar algum momento do dia para a prática de exercícios. 

Para começar, 30 minutos de caminhada diária já são suficientes. Além disso, adotar uma alimentação saudável é capaz de proporcionar uma melhora da qualidade de vida e também a redução do peso, afastando assim, riscos para a saúde. 

Cuide da sua saúde. Adote hábitos saudáveis, entre eles a prática de atividade física. Afinal, agora você já sabe que o sedentarismo é também um importante fator de risco para o coração. 

Fonte: seucardio.com.br

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Engana-se quem pensa que é preciso ser jovem, atleta ou ter tempo livre para ser saudável. Algumas práticas diárias contribuem para prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida da população. Neste post, elencamos 4 medidas essenciais para incentivar um estilo de vida saudável. Confira.

 

 

1 – Alimentação controlada

Manter uma alimentação balanceada é a primeira medida para ter uma estilo de vida saudável. Com a correria do dia a dia, sabemos que é difícil se alimentar bem e com calma. Nesse caso, uma boa saída é oferecer alimentos saudáveis aos colaboradores, substituindo os lanches gordurosos por frutas e outros aperitivos assados. Trocar o refrigerante por suco ou água também contribui.

2 – Não fumar

Estima-se que um fumante viva cerca de 10 anos menos que uma pessoa que nunca fumou. Por isso, promover programas de combate ao tabagismo em empresas é outra medida que melhora a qualidade de vida da população. Além disso, pessoas que não fumam tendem a ter mais disposição para praticar atividades físicas e cuidar da sua saúde.

3 – Atividade física com frequência

A prática de atividades físicas também tem influência em uma vida mais saudável, pois promove a prevenção de doenças, diminuem o estresse a auxiliam o envelhecimento ativo. Praticar algum tipo de exercício durante 30 minutos por dois dias da semana é o mínimo indicado por especialistas. Vale caminhada, natação, andar de bicicleta, entre outros.

4 – Realizar exames preventivos

A realização de exames preventivos é a peça final para completar um estilo de vida saudável. Aqui é fundamental a atuação das operadoras de planos de saúde com a promoção e programas de medicina preventiva. As ações planejadas devem sempre ter o objetivo de mostrar a importância da prevenção e doenças e, com isso, incentivar a realização de exames.

É fundamental ressaltar ainda que mesmo as pessoas que se mantém uma alimentação controlada, bons hábitos e fazem atividade física devem realizar exames preventivos regularmente para garantir que sua saúde está sob controle.

fonte: Previva

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Uma pessoa é considerada sedentária quando não consegue gastar o mínimo de 2.200 calorias por semana com atividades físicas. O indivíduo ativo deve gastar no mínimo 300 calorias por dia.

O sedentarismo possui alta incidência na população, sendo considerado um problema de saúde pública.

Acredita-se que 46% da população brasileira seja sedentária. Ainda, estima-se que o sedentarismo esteja relacionado com quase 14% das mortes no Brasil.

Sedentarismo

Existem várias causas para o sedentarismo, sendo a principal delas a falta de atividades físicas e de uma alimentação saudável.

Algumas atividades do atual modo de vida das pessoas favorecem o sedentarismo, por exemplo:

  • Fazer uso de carro mesmo em pequenos trajetos;
  • Utilizar escadas rolantes;
  • Rotina tomada por diversas atividades;
  • Deixar de realizar algumas atividades domésticas;
  • Consumo exagerado de alimentos industrializados;
  • Passar várias horas utilizando o computador ou em frente a TV.

Consequências do sedentarismo

As consequências do sedentarismo são:

  • Perda de força física;
  • Atrofia muscular;
  • Surgimento de doenças: diabetes tipo 2, hipertensão arterial e infarto do miocárdio;
  • Acúmulo de gordura;
  • Em alguns casos mais graves pode até levar à morte súbita.

Sedentarismo infantil e na adolescência

O sedentarismo não acomete apenas os adultos, ele também é bastante comum na infância e adolescência, trazendo consequências para a vida adulta.

Uma criança sedentária pode tornar-se um adulto obeso. Porém, as crianças magras também podem sofrer as consequências do sedentarismo.

Muitas crianças substituíram o ato de brincar por assistir TV, jogar videogame, usar computadores e tabletes. Os adolescentes também passam horas em frente aos computadores, TV e utilizando celulares.

Além da falta de atividades físicas, crianças e adolescentes tendem a se alimentar de mais doces, chocolates, biscoitos e refrigerantes, o que contribui para a obesidade.

Sedentarismo e obesidade

A obesidade pode surgir em decorrência do sedentarismo. Isso acontece quando o sedentarismo é associado a uma dieta rica em açúcares e gorduras.

 

A obesidade é o acúmulo de gordura corporal em excesso, caracterizada pelo volume excessivo do ventre e de outras partes do corpo.

Dicas para sair do sedentarismo

Para sair do sedentarismo é necessário dar início a realização de atividades físicas. Elas podem iniciar de forma leve e aumentar de intensidade com o tempo.

A atividade física é fundamental para uma vida saudável e longe do sedentarismo

As principais dicas para sair do sedentarismo são:

  • Realizar uma alimentação saudável;
  • Praticar no mínimo 30 minutos de atividade física por dia;
  • Preferir realizar pequenos trajetos caminhando;
  • Praticar a ginástica laboral, no caso de trabalhos em escritórios;
  • Trocar elevadores por escadas;
  • Realizar atividades domésticas.

leia mais: todamateria.com.br

fonte: Toda Matéria

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Segundo OMS, 80% das mortes por doenças cardíacas poderiam ser evitadas com mudanças de comportamento.

​A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 80% das mortes por doenças cardíacas no mundo seriam evitadas apenas com mudanças no estilo de vida.

“Tirando as doenças congênitas, os outros males que acometem o coração e podem culminar em insuficiência cardíaca são evitáveis”, diz o cardiologista Félix Ramires, responsável pelo Programa de Insuficiência Cardíaca do HCor (Hospital do Coração).

O médico cita como exemplo a classificação da American Heart Association para caracterizar os estágios de insuficiência cardíaca — síndrome em que o coração se torna incapaz de bombear sangue suficiente para atender às necessidades do organismo.

No estágio inicial, a pessoa ainda não mostra sinais da doença, mas tem fatores de risco, como tabagismo, obesidade e alcoolismo.

Segundo Ramires, nessa fase é quando há maior chance de evitar a progressão do quadro, deixando de lado o cigarro e o álcool, controlando o peso e cortando alimentos que favorecem males como hipertensão e diabetes.

O tabagismo, explica, tem ação direta no sistema cardiovascular, aumentando o risco de obstrução das artérias, o que pode aumentar a pressão arterial e até levar ao infarto.

“É o hábito mais difícil de ser abandonado pela dependência psicológica e química. Alguns precisam de um tratamento personalizado, farmacológico e psicoterápico”, diz.

Já o álcool é uma substância cardiotóxica, que provoca alterações nas células do coração. “As que não morrem com a toxicidade do álcool perdem parte da função”, afirma.

Apesar da literatura médica ser controversa, a recomendação de Ramires é não consumir mais de 30 gramas de álcool por dia, sendo equivalente a uma dose de uísque, uma taça de vinho ou até duas latas de cerveja.

Já os demais fatores estão associados a aspectos comportamentais. O estresse crônico, por exemplo, aumenta a quantidade de hormônios como adrenalina, noradrenalina e cortisol na corrente sanguínea. Essas substâncias elevam a frequência cardíaca e a pressão arterial, podendo lesar o coração.

Denilson Albuquerque, diretor da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), lembra que quem tem diabetes, hipertensão ou colesterol alto não pode deixar de tomar os medicamentos.

“As pessoas têm dificuldade de entender que precisam do remédio para o resto da vida. Não é uma pneumonia, que a pessoa toma a medicação por sete dias e fica bem”, afirma.

Dados da OMS de 2016 mostram que Coreia do Sul, França e Japão são os países com os menores índices de mortalidade por doenças do coração.

Com culturas e hábitos diferentes, esses países têm em comum níveis baixos de obesidade. Na Ásia, a alimentação é rica em peixes e vegetais e pobre em gordura.

“Na França, podemos citar o valor que a população dá ao momento da refeição. Eles consomem porções menores, possuem hábitos da dieta mediterrânea e ingerem menos açúcares”, explica Leilane Giglio, nutricionista responsável pelo programa de insuficiência cardíaca do HCor (Hospital do Coração).

A dieta mediterrânea é associada à menor incidência de doenças cardíacas e a altas taxas de longevidade em países como Itália e Grécia. O cardápio se baseia no consumo de peixes, grãos, vegetais, legumes e frutas frescos e azeite de oliva.

Segundo Giglio, o ideal é manter uma dieta regrada pelo menos durante a semana, controlando a ingestão de sódio (presente em industrializados, embutidos e enlatados) e gorduras saturadas, e consumindo alimentos ricos em fibras, como grãos integrais, frutas com casca, verduras, leguminosas e cereais.

Aos finais de semana, a recomendação é não exagerar: a pessoa pode comer uma fatia média de bolo em uma festa, mas não pode repetir.

A nutricionista do Incor Anna Carolina Di Creddo Alves explica que nenhum nutriente deve ser visto de forma isolada. O ômega 3, por exemplo, é recomendado para situações específicas, mas sozinho não promove a saúde do coração.

“Um só alimento não é a solução dos problemas. É o contexto de uma alimentação equilibrada que fará diferença”, afirma a nutricionista.

O exercício físico, por sua vez, ajuda a controlar a frequência cardíaca, fazendo o coração trabalhar menos e de forma mais eficiente, explica Carlos Eduardo Negrão, diretor da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Incor.

“As pessoas ativas têm capacidade física maior e vivem 15 a 20 anos mais do que as pessoas sedentárias, independentemente de ter uma doença cardiovascular”, diz o diretor.

Antes de iniciar uma rotina de exercícios, Negrão reforça que é necessário consultar o médico e fazer uma avaliação cardiovascular. A partir daí, a recomendação é praticar atividades de três a cinco vezes por semana, com duração de 60 minutos cada sessão.

Para torna-lo um hábito, o exercício não pode ser um sacrifício, tem que ser prazeroso. “Não adianta a gente falar: o melhor exercício para você é hidroginástica. Se a academia fica a uma hora de casa, a pessoa não vai fazer. Tem que ser prazerosa e fácil”, diz o cardiologista Félix Ramires.

leia mais: hcor.com.br

fonte: HCor

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