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Doença que atinge cerca de 30% da população adulta no Brasil, pode se agravar caso paciente não mude seu estilo de vida

Neste 7 de abril, Dia da Saúde, tenha certeza que apesar dos significativos avanços da moderna medicina, o seu bem-estar físico e mental está essencialmente em suas mãos. Médicos especialistas são unânimes em afirmar que a grande maioria das doenças, entre elas alguns tipos de câncer, podem ser evitadas com um estilo de vida mais saudável. 

A doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é um bom exemplo de como maus hábitos, especialmente aqueles ligados à alimentação e à prática de atividades físicas, tiram muito da nossa qualidade de vida. A patologia, que atinge aproximadamente 30% da população adulta no Brasil, segundo dados da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), afeta o sono, agrava doenças pulmonares como pneumonia, bronquite e asma, ocasiona inflamação das cordas vocais, úlcera e pode até evoluir para um câncer de esôfago.

O Refluxo Gastroesofágico consiste no retorno involuntário e repetitivo do conteúdo do estômago para o esôfago. Os alimentos mastigados na boca passam pela faringe, pelo esôfago (tubo digestivo que desce pelo tórax) e caem no estômago, situado no abdômen. “Entre o esôfago e o estômago, existe uma válvula que se abre para dar passagem aos alimentos e se fecha imediatamente para impedir que o suco gástrico penetre no esôfago, pois a mucosa que o reveste não está preparada para receber uma substância tão irritante. O refluxo ocorre justamente quando há baixo tônus nesta válvula gastroesofágica”, explica o cirurgião do aparelho digestivo e especialista em  endoscopia digestiva, Eduardo Grecco (CRM 97960). 

Mas apesar de ser uma patologia relativa comum no Brasil e no mundo, os mitos e dúvidas sobre a doença do refluxo são muitos, e esta desinformação sobre o problema pode levar a um diagnóstico tardio ou a um tratamento inadequado, muitas vezes com base na automedicação. Para esclarecer algumas das perguntas mais frequentes sobre o tema, ouvimos vários especialistas médicos que atendem em seus consultórios muitas pessoas que sofrem com esse problema. Confira seguir:

Quais são os principais sintomas do refluxo?
Conforme o cirurgião do aparelho digestivo e especialista em  endoscopia digestiva, Eduardo Grecco, os principais sintomas da doença são a azia, que é aquela famosa “queimação no estômago”; o refluxo propriamente dito, que é justamente a sensação do retorno do alimento ao esôfago; pigarro e dor na garganta. “Temos também outros sintomas não tão frequentes, mas que podem sim caracterizar a doença do refluxo, como tosse seca contínua, situações de engasgo noturno que trazem para algumas pessoas uma sensação bem aflitante de sufocamento durante o sono. Temos também a ocorrência de uma dor torácica muito forte do lado esquerdo do peito, e que muitas vezes se assemelha ao infarto do miocárdio”, acrescenta o médico.

O refluxo pode causar câncer?
Sim, como explica o cirurgião do aparelho digestivo e gastroenterologista Manoel Galvão (CRM 64803- SP / RQE 20872 / RQE 20873). De acordo com o especialista, a doença do refluxo está ligada a uma agressão crônica da mucosa do esôfago, principalmente na sua parte distal mais perto do estômago, que a princípio reage com inflamação (esofagite) e, se não tratada, pode evoluir para uma metaplasia. “Essa agressão provoca a formação de um novo revestimento do esôfago, o epitélio de Barrett que, apesar de mais resistente ao refluxo, é geneticamente mais instável, podendo levar a um câncer do tipo adenocarcinoma. Já em nível mais proximal, perto da garganta, qualquer refluxo ácido é mal tolerado e gera inflamação e que também, se não for tratada, pode gerar um câncer nesta região”, explica. O médico lembra, porém, que apesar de haver a possibilidade, o risco de câncer relacionado a doença do refluxo é baixa. 

Pessoas obesas correm mais risco de desenvolver a doença do refluxo?
Sim. Quando se trata de pacientes obesos, quase a totalidade apresenta algum sintoma de refluxo. E, o pior, muitas vezes de forma mais acentuada e com maior risco de complicações, conforme explica a gastroenterologista e endoscopista digestiva, Caroline Saad (CRM 20632 PR).

Segundo a especialista, a obesidade tem uma relação direta com a DRGE, e quanto maior o volume de gordura abdominal do paciente, maior será a pressão exercida sobre o estômago, ocasionando assim frequentes episódios de refluxo. “Essa influência é tão grande que no caso de tratamentos em pacientes obesos, além das ações clínicas e mudanças comportamentais, é preciso reforçar a atenção com sua dieta, com a prática de atividade física e consequente perda de peso. Isso porque se esse paciente não perder peso, certamente, ele nunca conseguirá ficar assintomático para o refluxo”, destaca. 

A doença do refluxo só se trata com o remédio?
De acordo com o gastroenterologista Manoel Galvão, a maioria dos casos de refluxo podem ser tratados com algumas mudanças comportamentais no estilo de vida, assim como adaptações da dieta, já que em muitos casos, essas alterações relativamente simples são capazes de aliviar os sintomas, sem ser necessário qualquer outro tipo de tratamento.

Em casos crônicos, a DRGE não tem cura, mas tem controle, com tratamentos que trazem grande efetividade contribuindo muito para a qualidade de vida do paciente. O médico explica que nessas situações, além da necessidade de se adotar hábitos saudáveis e controlar o peso, é preciso lançar mão de medicamentos do tipo inibidores de bomba de prótons.

Mas segundo dados da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), do total de pacientes que sofrem de refluxo no País, 40% não têm resultados efetivos apenas com o tratamento medicamentoso e precisam apelar para um tratamento cirúrgico. Nesses casos, é indicada a cirurgia de fundoplicatura, em que o cirurgião, confecciona uma válvula anti-refluxo com tecido do próprio estômago do paciente. Se houver uma hérnia de hiato associada, a mesma é corrigida. 

Manoel Galvão destaca também um recurso terapêutico que acaba de chegar ao Brasil e que tem a mesma eficácia da cirurgia convencional, porém é minimamente invasivo. “Esse tratamento por endoscopia já é aprovado pela FDA  nos Estados Unidos, e recentemente foi aprovado pela nossa Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. Por meio da técnica de endoscopia, também é possível confeccionar uma válvula anti-refluxo sem necessidade de cirurgia, com o uso do dispositivo médico Esophyx. 

Qual especialista devo procurar para tratar a doença do refluxo?
Apesar de diferentes especialistas serem capazes de diagnosticar o refluxo, o profissional médico melhor habilitado para tratar a DRGE é o gastroenterologista. O gastro, como é chamado pela maioria das pessoas, é o especialista em tratar doenças ou alterações de todo o trato gastrointestinal, que vai da boca ao ânus. Assim, esse profissional médico é responsável por tratar diversas doenças relacionadas à digestão, dores de estômago, cólicas intestinais, prisão de ventre e diarreia e outras.

Para realização de procedimentos cirúrgicos e endoscópicos relacionados ao tratamento da doença, é preciso que o médico seja cirurgião geral com especialização em cirurgias gastrointestinais ou especializado em endoscopia digestiva.

Fonte: FB:/semfronteirascomunica

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Exame de laboratório analisa os principais componentes do sangue e deve ser feito pelo menos uma vez ao ano; mas quais informações estão escondidas em cada parte do teste?

O hemograma completo é um dos exames mais solicitados pelos médicos e todo mundo já fez pelo menos uma vez na vida. Mas quando o laudo chega, pouca gente entende o que os índices querem dizer sobre o equilíbrio do organismo. Para desvendar os principais pontos desse exame, o bioquímico especialista em análises clínicas e citopalogia e responsável pelo Laboratório de Análises Clínicas da Paraná Clínicas, Roberto Guerra Dall Stella (CRF-PR 2.009), preparou um guia rápido sobre o assunto:

O que é analisado?

O hemograma avalia as células sanguíneas, entre elas os leucócitos ou células brancas, as hemácias ou células vermelhas e as plaquetas ou trombócitos. O teste também mede os índices de hemoglobina e hematócritos. “O exame tem papel importante no diagnóstico de doenças hematológicas e sistêmicas, mas também auxilia o acompanhamento de terapias medicamentosas e a avaliação de doenças coagulatórias”, explica.

O que dizem os leucócitos?

As células brancas são responsáveis pelo sistema de defesa. A contagem da quantidade e o formato dos leucócitos ajudam a entender se o paciente tem alguma infecção ou inflamação, identificando também se o agente causador é uma bactéria, um vírus ou outro tipo de organismo. Segundo Roberto, “os índices de leucócitos orientam ainda a diferenciação entre neoplasias hematológicas”, como leucemias e linfomas.

O que dizem as hemácias?

As células vermelhas têm como principal função o transporte de oxigênio, mas também auxiliam na eliminação do gás carbônico do organismo. O tamanho, a cor e a estrutura das hemácias ajudam a avaliar se há anemia e de qual tipo, “sendo essencial para o direcionamento do diagnóstico e do tratamento adequado”, completa o bioquímico do Laboratório da Paraná Clínicas.

O que dizem as plaquetas?

Também conhecidas como trombócitos, as plaquetas carregam a tarefa de coagular o sangue na velocidade adequada. Em quantidade acima do considerado normal, podem causar a formação de coágulos no organismo, enquanto índices abaixo do recomendado, resultam em sangramentos e, até mesmo, em casos de hemorragia.

Mais informações em www.paranaclinicas.com.br.

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A pandemia tem gerado mais tempo em casa para muitos brasileiros, principalmente agora com restrições maiores novamente.  Apesar do momento turbulento, muita gente tem aproveitado esse tempo de isolamento para cuidar da aparência, com destaque para os casos de quem procura a cirurgias plásticas.

Brasil é pelo segundo ano consecutivo o país que mais realiza cirurgias estéticas

O Brasil, campeão pelo segundo ano seguido em cirurgias do tipo, realizando 13,1% do total mundial segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, viu um aumento significativo na procura durante a pandemia.

A grande vantagem, que vem impulsionando essa busca, é o tempo que pode se passar em casa, já que o período de repouso é uma das partes mais importantes para o pós-operatório. “Nosso corpo consome muita energia enquanto se recupera e cicatriza, ter uma fase de pouco movimento físico é essencial tanto para a saúde como para alcançar o resultado desejado”, explica Dr. Pedro Lozano, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Outro fator para esse aumento, que segundo Lozano tem sido pauta em seu consultório, é o quanto as pessoas passam agora se observando durante reuniões e encontros on-line, e também na hora de postar suas fotos nas redes sociais. “Muitos pacientes chegam na consulta com insatisfações que foram notadas enquanto se observavam pelas das telas, coisa que talvez não tivessem o mesmo tempo para fazer antes”, complementa.

Apesar de parecer um momento vantajoso para se dedicar à estética, existe um lado que requer maior cuidado devido a pandemia do coronavírus. O especialista explica que durante a recuperação de qualquer cirurgia, sofremos um abalo no sistema imunológico, e por isso o policiamento deve ser ainda maior.

“Nossas defesas ficam enfraquecidas naturalmente, por isso procuramos realizar apenas cirurgias de pequeno ou médio porte, para evitar longos períodos de internação” comenta o cirurgião.

“Hoje temos hospitais com fluxo Covid-Free, onde a equipe médica, de enfermagem, assim como o paciente e acompanhante, são testados antes da cirurgia, minimizando o risco de infecção,” explica. Apesar disso, além de todas recomendações que já são praxe hora de voltar para casa, o especialista também frisa muito a importância de lavar as mãos, higienizar tudo que venha de fora e sempre que possível, praticar o isolamento social.

Escutar as recomendações médicas neste momento em que passamos, é essencial, ainda mais quando falamos de uma intervenção cirúrgica. Doutor Lozano acredita que aproveitar a oportunidade de ficar em casa seja uma ótima decisão, desde que seja de forma responsável. “Seguindo os protocolos e tendo um médico especializado membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, as chances de infecção e complicações são mínimas”, finaliza.

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Aproximadamente 5% da população mundial é afetada por uma ou mais doenças autoimunes, sendo que a prevalência é mais alta em mulheres do que nos homens. Pacientes com um distúrbio autoimune têm maior risco de desenvolver um segundo transtorno, como é o caso da Miastenia Gravis (MG).

A MG é uma doença autoimune neuromuscular que afeta a junção muscular, causando fraqueza em diversos grupos musculares do corpo e dificultando – ou até impedindo – que a pessoa execute movimentos de forma voluntária. “Ela está diretamente associada a doenças reumáticas autoimunes incidentes, com risco maior de Artrite Reumatoide (AR), Síndrome de Sjogren primária (SSp) e Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), entre outras comorbidades”, reforça o Dr. Eduardo Estephan, médico neurologista e diretor científico da Abrami (Associação Brasileira de Miastenia).

Dr. Eduardo Estephan
Divulgação

O estudo denominado Thymectomy in patients with myasthenia gravis increases the risk of autoimmune rheumatic diseases: a nationwide cohort study”, traduzido para o português como “A timectomia em pacientes com Miastenia Gravis aumenta o risco de doenças reumáticas autoimunes: um estudo de corte nacional” e publicado em janeiro de 2019 na Revista Rheumatology, da Oxford Academy, apontou que o risco de doenças reumáticas foi 6,34 vezes maior em pacientes com Miastenia Gravis se comparados a outros sem a comorbidade.

A pesquisa foi feita a partir da identificação de pessoas com Miastenia Gravis na base de dados “Registro de Doenças Catastróficas” de médicos de Taiwan, que foi comparada com todos os dados da população geral do National Health Insurance Research Database e segmentada por sexo, idade e data de índice. A amostra reuniu 6.478 pacientes com Miastenia Gravis (58,3% mulheres com idade entre 50 e 55 anos) e 25.912 sem Miastenia Gravis (58,3% mulheres com idade entre 50 e 52 anos).

Os resultados mostraram que as mulheres miastênicas apresentaram risco significativamente maior de desenvolver Síndrome Sjogren primária (15,84%), Lúpus Eritematoso Sistêmico – LES (11,32%) e outros tipos de doenças reumáticas autoimunes (4,07%). Além disso, pacientes com Miastenia Gravis submetidos à timectomia (cirurgia para retirada do timo) apresentaram riscos ainda maior para essas doenças.

Muito comum em miastênicos, a timectomia é uma cirurgia para a remoção do timo, glândula localizada entre os pulmões e à frente do coração. Se ele não funciona bem, aumenta o risco de infecções e de doenças autoimunes, como a MG.

Cerca de 10% dos miastênicos têm tumor de timo (timoma) e esses pacientes produzem anticorpos para combater o tumor, que acabam também reconhecendo o receptor de acetilcolina erroneamente como um “invasor”. A cirurgia de timo, entretanto, também pode ser indicada para pacientes sem tumor. Segundo o especialista, “a cirurgia só é indicada para pacientes com diagnóstico positivo para os anticorpos, que têm a doença há poucos anos e com idade não muito avançada”.

Doenças Reumatológicas Autoimunes

Artrite Reumatoide (AR)

Doença inflamatória crônica, autoimune, que afeta as membranas sinoviais (fina camada de tecido conjuntivo) das articulações – mãos, punhos, cotovelos, joelhos, tornozelos, pés, ombros e coluna cervical. Em pacientes geneticamente predispostos, pode afetar também os órgãos internos, como pulmões, coração e rins. Sintomas como rigidez matinal (regredindo durante o dia) e inchaço nas juntas são comuns, sendo que progressão da doença está associada a deformidades e alterações das articulações, que podem comprometer os movimentos.

Mulheres entre 50 e 70 anos têm duas vezes mais chances de desenvolver a AR do que os homens da mesma faixa etária, embora possa se manifestar em qualquer idade e em ambos os sexos.

Síndrome de Sjogren primária (SSp)

Doença reumática autoimune caracterizada pela secura excessiva dos olhos, boca e outras membranas e mucosas. Considerada a mais frequente entre as doenças raras, a SSp afeta 2% da população mundial e tem duas formas de apresentação: a primária, que ocorre de forma isolada e sem nenhuma relação com outras inferminades do tecido conjuntivo, e a secundária, quando outras doenças reumatológicas se manifestam simultaneamente, como artrite reumatoide, lupus eritematoso sistêmico, vasculite e tireoidite de Hashimoto.

Entre os principais sintomas estão pele seca, dor nas articulações, secura vaginal, alergias, alterações no intestino, rim e pulmões, dormência ou formigamento nas mãos e pés e fadiga extrema.

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)

O lúpus é uma doença inflamatória autoimune desencadeada por um desequilíbrio no sistema imunológico, que pode se manifestar sob a forma cutânea (atinge apenas a pele) ou ser generalizado.

Fatores genéticos e ambientais estão envolvidos no aparecimento das crises de lúpus. Entre as causas externas estão exposição ao sol, uso de determinados medicamentos e ação de alguns vírus e bactérias. O estrógeno (hormônio sexual feminino) também está entre os fatores, o que pode justificar a prevalência maior nas mulheres em idade fértil.

“Ainda não há estudos conclusivos para traduzir as opções terapêuticas clínicas para as doenças reumáticas associadas à Miastenia Gravis. A recomendação é procurar um neurologista, preferencialmente especializado em Miastenia que, com base na história de cada paciente e nos resultados de exames neurológicos e laboratoriais, poderá definir o tratamento mais adequado, além de identificar fatores determinantes à evolução da doença ao longo da vida”, finaliza o médico.

 

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As doenças do trato respiratório são enfermidades que demandam atenção, principalmente, pela complexidade e a forma em que podem se apresentar nos seres humanos. Todo este cenário pode ser ainda mais forte com o início do Outono, estação iniciada no dia 20 de março. O período dura até o dia 20 de junho e é caracterizado por ser a estação do ano que sucede o verão e antecede o inverno. Além disso, nas regiões de clima temperado ou subtropical, o outono apresenta uma queda gradativa na temperatura e, além do amarelar, é início da frequente queda das folhas das árvores, considerado como principal indicador de início da estação.

Com a pandemia da Covid-19, os cuidados com a saúde devem ser redobrados

Nesse sentido, as doenças do trato respiratório, tais como rinite, bronquite, sinusite, asma, resfriado, gripe, pneumonia e, neste momento pandêmico, o novo coronavírus, tornaram-se enfermidades que recebem grande atenção, pois, muitas delas, se não tratadas devidamente, são capazes de levar uma pessoa a óbito.

Um dos principais agravamentos para estas doenças durante a estação do outono se dá, principalmente, pela mudança de temperatura e pela chegada do frio que, por si só, é prejudicial às vias aéreas. Além disso, também é um período marcado pela redução da umidade do ar, ocasionando um grande acúmulo de poluentes na atmosfera e, assim, o aumento de casos destas doenças no período.

As doenças mais comuns neste período

As principais doenças respiratórias que podem se manifestar neste período do outono são:

  1. Rinite: caracterizada pela inflamação interna do nariz e estruturas próximas, ocasionada pela exposição aos agentes alérgicos, tais como poeira e mofo, principalmente. Seus principais sintomas são: obstrução nasal, coriza, espirros, irritação ocular e coceira nasal.
  2. Bronquite: é a inflamação dos brônquios – dutos que levam o oxigênio aos pulmões. Os principais sintomas são falta de ar, chiado no peito, dor no peito, tosse seca e febre.
  3. Sinusite: é uma inflamação das mucosas da face, localizadas ao redor do nariz. Possui sintomas similares à rinite, especificamente, dor de cabeça, congestão nasal, coriza, tosse e, em alguns casos, pode apresentar febre.
  4. Asma: geralmente, ocorre quando os pequenos dutos pulmonares, chamados bronquíolos, são estreitados por um processo inflamatório, dificultando a respiração.
  5. Resfriado: é uma infecção viral que afeta o sistema respiratório, podendo ser causada por diversos tipos de vírus. Um ser humano infectado por um vírus que lhe provoque resfriado, geralmente, se recupera em um período de 7 a 10 dias após o início dos sintomas.
  6. Gripe: assim como o resfriado, a gripe é causada por um vírus, o Influenza. Neste caso, os sintomas se apresentam de forma mais intensa, tais como: tosse, dor de garganta, febre, indisposição e dores nas articulações.
  7. Pneumonia: é uma infecção no pulmão causada por um vírus ou bactéria, normalmente desencadeada por uma gripe ou um resfriado mal cuidado. Os sintomas que se apresentam frequentemente em um quadro de pneumonia são dor no peito para respirar, tosse com catarro, fadiga, febre, calafrios, náusea e dificuldade para respirar.
  8. Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica: considerada como um problema progressivo e irreversível, a DPOC afeta diretamente os pulmões, destruindo os alvéolos pulmonares.

Vale destacar que os sintomas apresentados em um resfriado e, principalmente, na gripe são muito parecidos com os da Covid-19, por isso, é muito importante que o paciente busque o tratamento médico mais adequado possível. “Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a febre, tosse seca, dor de garganta e a falta de ar foram considerados os principais indicadores de que uma pessoa possa estar contaminada pela Covid-19. Porém, os sintomas são semelhantes nos casos de gripe e resfriado, por isso, buscar ajuda médica nestes casos é fundamental”, afirma Milton Monteiro Júnior, enfermeiro infectologista SCIH do Hospital HSANP.

As principais formas de tratamento

Após o atendimento médico adequado, grande parte das doenças respiratórias podem ser tratadas por meio de medicamentos como antibióticos, corticoides e broncodilatadores, além de fisioterapia. Lavar bem as mãos, não fumar, ingerir bastante água e ter uma boa alimentação também podem auxiliar no tratamento. Importante saber que, no caso da gripe, principalmente, já existem vacinas capazes de imunizar e proteger o ser humano contra o vírus Influenza.

A vacinação pode ajudar?

A vacinação pode ser uma grande aliada na prevenção e imunização para doenças como gripe e, atualmente, o novo coronavírus. Na última semana, o Governo Federal anunciou o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza (gripe), entre o período de 12 de abril a 9 de julho. Entretanto, vale destacar que, por se tratar de uma campanha a ser realizada simultaneamente à de imunização da Covid-19, o indivíduo precisa se atentar ao tomar as vacinas. Segundo recomendações do Ministério da Saúde, o cidadão brasileiro precisa priorizar a vacinação da Covid-19 e, além disso, respeitar um intervalo mínimo de 14 dias entre tomar a vacina do novo coronavírus e a de gripe, devido à falta de estudos sobre a coadministração dos imunizantes. “É muito importante que as pessoas se conscientizem da importância das vacinas e, principalmente, quanto ela pode salvar vidas. Respeitar esse período apresentado pelo Ministério da Saúde é essencial para a imunização em massa da população diante do cenário tão grave que o nosso país se encontra”, conclui Milton.

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O comprometimento da memória recente acende o sinal de alerta sobre a Doença de Alzheimer. Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), este é o principal sintoma deste tipo mais frequente de demência. A doença afeta especialmente idosos, mas pode acometer pacientes mais jovens, causando a diminuição progressiva da capacidade cognitiva, alterações de comportamento e perda da funcionalidade. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a estimativa é de que há 35,6 milhões de pessoas com Alzheimer no mundo. O número deve dobrar até 2030 e triplicar até 2050. O Ministério da Saúde estima 1,2 milhão de casos no Brasil, sendo que a maioria não foi diagnosticada.

A doença não tem cura, mas a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) reforça que o diagnóstico na fase inicial permite retardar o avanço e dá maior controle sobre os sintomas. Por ser um quadro crônico, pacientes e familiares podem recorrer a grupos de apoio onde são acolhidos e orientados por diferentes especialistas.

As fases e sintomas do Alzheimer

Segundo o Ministério da Saúde e a Abraz, o Alzheimer tem quatro estágios. A divisão é didática, já que sintomas de fases distintas podem ocorrer de forma simultânea, dependendo da velocidade do desenvolvimento da doença em cada paciente.

A forma inicial é marcada por alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais. A fase seguinte é a forma moderada, quando o paciente apresenta agitação e insônia, dificuldade para falar, coordenar movimentos e realizar tarefas simples.

A forma grave é o terceiro estágio, quando a pessoa resiste à execução de tarefas diárias, pode ter incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer e deficiência motora progressiva. O quarto estágio é o terminal, com o paciente restrito ao leito e falando pouco. Pode haver queixas de dor à deglutição e infecções intercorrentes.

Além destes sintomas, depressão, ansiedade e apatia podem ocorrer junto com Alzheimer. O Ministério da Saúde aponta que a sobrevida média dos pacientes oscila entre 8 e 10 anos, a partir do diagnóstico.

Diagnóstico e tratamento do Alzheimer

A Abraz destaca que o estágio inicial raramente é percebido, por ser encarado pelas pessoas próximas como algo normal no processo do envelhecimento. Por isso, é importante o monitoramento nas consultas regulares com o médico ou o geriatra. Em caso de sinais de alerta – como a perda recorrente da memória recente -, a orientação é procurar o médico neurologista.

A Associação aponta que a idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento do Alzheimer. Após os 65 anos, o risco dobra a cada cinco anos. As mulheres parecem ser mais vulneráveis, possivelmente por viverem mais que os homens. A doença não é considerada hereditária, mas familiares de uma pessoa diagnosticada têm mais risco de desenvolvê-la e também de apresentar sintomas precocemente, antes dos 65 anos.

Também em relação ao Alzheimer, hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo são considerados fatores de risco. As formas indicadas para prevenção são adotar estilo de vida com alimentação saudável e prática de exercícios, além de estudar, ler, pensar e manter a mente sempre ativa.

Exames clínicos, neurológicos, psiquiátricos, rastreamento neuropsicológico, de sangue e de imagem, com tomografia do cérebro e ressonância magnética do cérebro ajudam a compor o diagnóstico.  

Centros de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) disponibilizam tratamento multidisciplinar integral e gratuito para pacientes com Alzheimer. Os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas da saúde pública determinam a distribuição de medicamentos indicados para retardar a evolução dos sintomas e os distúrbios da doença.

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia destaca que as universidades têm investido em pesquisas sobre causas, tratamentos e aperfeiçoamento dos métodos de diagnóstico para detectar a doença cada vez mais cedo.

Cuidar do paciente e dos familiares

Com o avanço do Alzheimer, o paciente se torna cada vez mais dependente, necessitando de cuidados em tempo integral. A psicóloga do grupo de apoio do Hospital Rios D’Or, Mariana Guedes, avalia o impacto do diagnóstico de uma doença complexa como o Alzheimer em uma família.

“A gente tende a ver aqui no grupo que normalmente esse cuidado fica restrito a uma pessoa da família, que acaba gerando uma sobrecarga. Há uma ambivalência: o amor, a paciência, o cuidado e, ao mesmo tempo, a exaustão. Acho que o principal para esses familiares é a busca de informações, de orientações sobre como lidar, de uma rede de apoio que pode ser formada por familiares, vizinhos ou grupos como o nosso em que acontece muitas trocas de informações e de experiência”, orienta.

Mariana Guedes lembra que os cuidadores não podem se negligenciar, para também não adoecerem. “O principal é estarem atentos à saúde física e emocional. Essa exaustão é grande, muitas vezes emocional e acaba repercutindo na parte física, em uma depressão e em sintomas de ansiedade”, afirma a psicóloga.

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Fonte: site Rede Dor

Hepatites, esteatose hepática, problemas causados em decorrência do consumo de álcool, cirrose e câncer são algumas das doenças que podem atingir o fígado. Um dos agravantes é que essas intercorrências costumam ser silenciosas e só apresentar sintomas em estágios mais graves.

A mais frequente é a hepatite. O boletim epidemiológico sobre a doença apresentado pelo Ministério da Saúde em 2020, com base de dados em 2019, aponta que no Brasil foram 891 casos de hepatite A; 13.971 do tipo B; 27.747 do tipo C e 164 do tipo D, a única que teve aumento. A maior parte do contágio foi por via sexual, atingindo mais homens do que mulheres.

Nesse quadro, o diagnóstico precoce e a prevenção são importantes para permitir o tratamento adequado e evitar o agravamento das lesões.

Como diagnosticar algum problema no fígado

Alguns sintomas indicam que há necessidade de se realizar diagnósticos próprios para a descoberta de problemas no fígado. Urina escurecida, fígado aumentado, pele e olhos amarelos, dor na região do abdômen e fezes mais claras do que o comum são sinais de alterações.

Nos casos assintomáticos, a opção é manter em dia os exames de rotina, como os de sangue. Se o médico perceber alguma anormalidade, pode pedir ultrassonografia, tomografia computadorizada, elastografia hepática e ressonância magnética para ter mais elementos de análise e encaminhar para o tratamento com um hepatologista conforme o caso.

Um dos componentes analisados no exame de sangue é a bilirrubina. A substância alaranjada é produzida quando o fígado decompõe glóbulos vermelhos velhos, sendo eliminada nas fezes e em pequena porção na urina. O excesso da substância mostra que ela não está sendo filtrada a descartada de forma adequada pelo fígado, o que indica doenças como cálculo biliar, cirrose ou hepatite. 

Em recém-nascidos, este exame ajuda a investigar a causa de icterícia neo-natal. O nível elevado de bilirrubinas no organismo de bebês deve ser tratado rapidamente porque pode prejudicar a saúde do bebê.

Outro exame para diagnóstico de doença no fígado é de Gama Glutamil Transferase (GGT). Esta enzima, encontrada no fígado e em outros órgãos, como rins, vesícula biliar e pâncreas, pode indicar alguma alteração no funcionamento do corpo. A investigação costuma ser solicitada em conjunto com a análise de fosfatase alcalina. Resultados elevados no exame de GGT dão sinais de diabetes, hepatite, cirrose e bloqueios no fluxo de bile para o fígado, por exemplo.

As medidas de tratamento variam conforme o tipo e o desenvolvimento da doença. Pode ser desde medicamentos adequados e dieta saudável, até a retirada de parte do fígado, nos casos de maior gravidade ou mesmo transplante em algumas situações específicas.

Como prevenir doenças do fígado

O fígado desempenha diversas funções metabólicas, endócrinas e imunológicas. Sintetiza carboidratos, gorduras e aminoácidos para armazenar nutrientes como fonte de energia, produz fatores de coagulação do sangue, faz a secreção da bile que ajuda a decompor e absorver gorduras, filtra o sangue e elimina toxinas e impurezas.

Todos estes processos são vitais para o ser humano: qualquer inflamação ou lesão colocam em risco a saúde e a vida da pessoa. Entre os motivos de doenças hepáticas estão fatores genéticos, obesidade e diabetes. A hipertensão pode agravar o quadro.

Alimentação saudável e atividade física

A prevenção passa por adotar um estilo de vida saudável. A alimentação natural é a primeira forma de prevenção. Produtos saudáveis são mais indicados que do opções processadas e gordurosas. Da mesma forma, a prática de atividades físicas regulares também deve ser incentivada, para evitar o sobrepeso.

Fumo, bebidas e medicação em excesso

Os profissionais orientam que seja evitado o consumo de bebidas alcoólicas e o uso medicamentos em excesso. Ambos podem sobrecarregar e causar lesões silenciosas no fígado e, com o tempo, atrapalham o funcionamento do órgão. O tabagismo também é um comportamento que deve ser desconsiderado.

Doenças sexualmente transmissíveis

Dois tipos de hepatite são sexualmente transmissíveis: a B, mais comum, e a C, com transmissão sexual mais rara. Portanto, é altamente recomendado o uso de preservativos durante todas as relações sexuais. Seringas não devem ser compartilhadas em qualquer hipótese.

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Por Dr. Breno Gusmão

Para entender o que é o mieloma múltiplo, tipo de câncer que atinge, na maior parte dos casos, pessoas acima dos 60 anos, é fundamental conhecer primeiro o sangue. E você já vai saber o porquê!

Ele é constituído por uma parte líquida (o plasma, que é formado por água e elementos químicos, como proteínas, hormônios, minerais, vitaminas e anticorpos) e por uma parte celular (as células sanguíneas).

Tanto o plasma, quanto as células sanguíneas, circulam por todo o corpo, nos chamados vasos sanguíneos. Então, o sangue, os vasos sanguíneos e o coração, juntos, formam o sistema circulatório.

AGORA, O SANGUE UM POUCO MAIS DE PERTO 

A medula óssea é o tecido encontrado no interior dos ossos, chamado popularmente por ‘tutano’. Ela produz todas as células presentes na corrente sanguínea.

As células sanguíneas são formadas a partir das células-tronco hematopoiéticas, que são células muito jovens. Com o processo de maturação, as células ficam mais maduras e passam a se diferenciar em diversos tipos.

Os três tipos básicos de células do sangue são: 

  • Glóbulos vermelhos ou hemácias – que transportam oxigênio para o corpo
  • Glóbulos brancos ou leucócitos – responsáveis por defender o corpo contra vírus, bactérias, dentre outros perigos 
  • Plaquetas – que coagulam o sangue, evitando hemorragias.

Em um processo normal, o indivíduo produz continuamente estas células. Mas no mieloma múltiplo, os glóbulos brancos começam a dar problema.

ENTENDA OS GLÓBULOS BRANCOS 

São dois os principais tipos de glóbulos brancos (ou leucócitos), que defendem o organismo: os mieloides e os linfoides.

Os tipos de células mieloides agem no sistema de defesa “comendo” os invasores. Já as células linfoides (ou linfócitos) fazem com que o corpo “lembre e reconheça” os invasores, ajudando em sua destruição.

Os linfócitos podem ser divididos em dois subtipos: os de células T e os de células B. Ambos estão presentes em diversas áreas do corpo, como axila, virilha, pescoço, intestino, corrente sanguínea…

Porém, suas funções são diferentes. Os linfócitos de células B agem sempre buscando os alvos malignos para “denunciar” aos linfócitos T, que então irão destruir os invasores.

Os linfócitos B, quando reconhecem a presença de um invasor (antígeno), se diferenciam e se multiplicam, transformando-se em milhões de plasmócitos. Estes, por sua vez, vão produzir bilhões de anticorpos de defesa, chamados imunoglobulinas. 

MAS, O QUE É O MIELOMA MÚLTIPLO?

O mieloma múltiplo tem início na medula óssea, quando no momento em que os linfócitos se diferenciam para, então, tornarem-se plasmócitos, ocorre uma mutação celular em um ou mais genes e passam a produzir plasmóticos anormais.

Os plasmócitos defeituosos/doentes acumulam-se na medula óssea, formando os plasmocitomas, que atrapalham o funcionamento das células saudáveis. Os plasmocitomas podem crescer dentro do osso e também fora dele.

Quando crescem dentro do osso, podem danificar a estrutura óssea. O mieloma múltiplo acontece quando estas células doentes estão dentro e fora do osso.

Este tipo de câncer corresponde a cerca de 1% dos tumores malignos e 15% das neoplasias hematológicas. Em estudos, observou-se que o MM é duas vezes mais comum entre os negros e também tem maior probabilidade de desenvolvimento em homens.

E A PROTEÍNA M?

A principal função dos plasmócitos é produzir as imunoglobulinas, responsáveis pela defesa do corpo.

Plasmócitos anormais produzem imunoglobulinas anormais, que não conseguem exercer suas funções de proteção e formam um amontoado de proteínas “bagunçadas”, chamadas proteína monoclonal ou proteína M.

Esta é uma outra característica bem típica e bastante importante em pacientes com mieloma múltiplo, que pode ser detectada no sangue ou urina.

Alguns pacientes não apresentam sintomas. Mas, dentre aqueles que apresentam, os mais comuns são:

  • Cansaço e fraqueza
  • Palidez
  • Perda de peso
  • Mau funcionamento dos rins, inchaço nas pernas
  • Sede exagerada e perda de apetite
  • Dores ósseas (especialmente na coluna) e fraturas espontâneas;
  • Infecções constantes
  • Anemia
  • Nível elevado de cálcio no sangue

Importante! O médico responsável por diagnosticar e tratar o mieloma múltiplo é o onco-hematologista.

Para os pacientes que não apresentam sintomas, muitas vezes o diagnóstico é realizado em um exame de rotina, como o hemograma (exame de sangue). Nele, será possível ver as alterações celulares.

Para uma melhor análise, o médico pedirá uma biópsia da medula óssea, quando um fragmento do osso da bacia é retirado e analisado em laboratório para definir a quantidade de plasmócitos presentes.

Ao desconfiar que pode ser um mieloma múltiplo, serão indicados eletroforese de proteína imunofixação de proteína, ambos realizados por meio de coletas de sangue e urina. O objetivo é encontrar a proteína M no sangue do paciente.

Também é possível que sejam solicitados exames como radiografia óssea, tomografia computadorizada, PET Scan e ressonância magnética, para verificar se há alterações nos ossos e se também há presença de plasmocitomas.

Está bem estabelecido o consenso de iniciar tratamento nos pacientes com sintomas CRAB:

  • C – Cálcio elevado
  • R – Insuficiência Renal
  • A – Anemia
  • B – Lesões ósseas

Recentemente, o grupo internacional de mieloma recomendou o início do tratamento nos pacientes com doença assintomática de alto risco. São os casos que o mieloma não apresenta CRAB, porém há alto risco de progressão em pouco tempo de evolução.

São várias as opções de medicamentos que compõe o tratamento do mieloma múltiplo.

Quimioterapia

Este é o tratamento mais comum. Vários medicamentos extremamente potentes no combate à doença são utilizados com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes.

Sua administração é feita em ciclos, com um período de tratamento, seguido por um período de descanso, para permitir ao corpo um momento de recuperação. O uso de cateteres é necessário.

Alguns efeitos colaterais podem surgir, como enjoo, diarreia, obstipação (intestino preso), alteração no paladar, boca seca e feridas na boca (mucosite). Mas existem medicamentos que podem amenizá-los.

A queda de cabelo também costuma acontecer, pois a quimioterapia atinge as células malignas e as saudáveis também, em especial as que se multiplicam com mais rapidez, como os folículos pilosos responsáveis pelo crescimento dos cabelos.

A imunidade baixa, comum a esta fase do tratamento, pode facilitar o surgimento das infecções.

Imunomoduladores

Estes medicamentos atuam diretamente no sistema imunológico do paciente e apresentam melhores respostas.

Talidomida – Este medicamento é utilizado como primeira linha para o tratamento de pacientes refratários ou que tenham recidivado à quimioterapia. Dentre seus efeitos colaterais estão sonolência, fadiga, constipação (intestino preso) e neuropatia (fraqueza, dormência e dor principalmente nas mãos e nos pés).

Lenalidomida – Utilizado em combinação com a Dexametasona em pacientes de mieloma múltiplo recidivados e que já tenham recebido ao menos um protocolo de tratamento. Também está indicada em terapia combinada na primeira linha de tratamento, quando não é possível realizar o transplante de medula óssea e também como terapia de manutenção nos pacientes que realizaram o transplante. Dentre as ações no organismo estão a melhora das atividades das células imunes e a inibição da inflamação destas células, melhorando a ativação dos linfócitos T e das células conhecidas por natural killer (NK) – que ajudam a matar as células do câncer.

Pomalidomida – Em combinação com a Dexametasona, é indicado no tratamento de pacientes com mieloma múltiplo em recidiva (quando a doença volta), que tenham recebido pelo menos dois tratamentos prévios, incluindo a Lenalidomida e Bortezomib. Este medicamento ainda não está aprovado no Brasil.

Ouça o podcast do Dr. Breno Gusmão no YouTube: 


 

Dr. Breno Gusmão:  Formado em Medicina pela Universidade Complutense de Madrid, especializado em Hematologia e Hemoterapia pelo Hospital San Pedro e mestre em Medicina pela Universidade de Zaragoza. Atualmente, integra o corpo clínico de Onco-Hematologia da BP – A Beneficência Portuguesa, em São Paulo.

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O mês de março é marcado pelo Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia, que acontece no dia 26. O Purple Day (Dia Roxo) foi criado por meio de um esforço internacional e voltado para ações que reforçam a data e a importância da conscientização sobre a doença.

No mundo, aproximadamente 50 milhões de pessoas sofrem com a doença

 

A epilepsia é uma doença neurológica crônica que acomete pessoas de todas as idades ao redor do mundo. É caracterizada por crises recorrentes, sendo que a mais conhecida da população é a convulsão, mas ela não é a única. A médica convidada pela Prati-Donaduzzi para abordar o tema, a neurologista e membro da Comissão de Jovens Pesquisadores da Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), Eliane Keiko Fujisao, explica que “as crises podem se apresentar como movimentos e espasmos de somente um membro; um mal-estar, ou também alterações visuais e de sensibilidade”.

Suas causas são múltiplas, e dentro desse conjunto de doenças existem as que são oriundas de uma predisposição genética; as que são consequências de problemas ocorridos durante a gestação ou o parto; as que são secundárias a doenças infecciosas, inflamatórias ou metabólicas e as que são chamadas de estruturais, que foram causadas por traumatismo craniano ou por um acidente vascular cerebral (AVC).

Em pouco mais de 60% dos casos, há controle das crises com medicamentos, no entanto, as comorbidades cognitivas, como dificuldade de memória e atenção, e as comportamentais, como depressão e ansiedade, ainda estão presentes e podem afetar a qualidade de vida.

Apesar dos impactos no dia a dia do paciente, os especialistas garantem que é possível controlar a doença e reduzir as crises. “Hoje, há muitos tratamentos alternativos como a dieta cetogênica e o uso do Canabidiol”, afirma a neurologista.

Desafios da falta de informação

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3 milhões de brasileiros sofrem com a enfermidade. No mundo, são aproximadamente 50 milhões de pessoas. Além da busca por melhor qualidade de vida, uma das principais lutas de quem vive com a doença é contra o preconceito.

“Além de todas as dificuldades que o paciente passa com a doença, ele ainda precisa lidar com a desinformação de amigos, familiares e comunidade, que podem piorar esse quadro com preconceito e estigma. Por isso que ações como o Purple Day são tão importantes”, reforça a Dra. Fujisao.

Em prol da conscientização

Um exemplo de ação que busca justamente contribuir nesta luta através de informação é o Purple Day Brasil. Marcado para o dia 27 de março, às 9h30, acontece de forma on-line – por conta da pandemia da Covid-19 – e objetiva tratar o tema da epilepsia sem preconceito. A ação reúne grandes personalidades, médicos especialistas, profissionais da saúde e pacientes para dialogarem sobre a vida com epilepsia e a inscrição gratuita pode ser feita pelo site: http://bit.ly/purpledaybrasil.

“Tenho certeza de que será um evento transformador na vida de muitas pessoas que têm epilepsia e não reconhecem a necessidade e a importância de saber sobre outras que passam pela mesma condição que elas, entendendo seus medos, inseguranças, sonhos e criando referências para se autoconhecer e buscar qualidade de vida”, assegura o embaixador do movimento Purple Day, Eduardo Caminada Junior.

A Prati-Donaduzzi apoia pelo segundo ano consecutivo a ação, que converge com o objetivo da empresa em levar saúde por meio de informações para as pessoas, principalmente sobre as patologias do Sistema Nervoso Central (SNC). Além disso, a farmacêutica disponibiliza à comunidade e aos profissionais médicos um website (https://www.evolucaoparavida.com.br/) com conteúdos exclusivos.

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Fonte: site Rede Dor

Um dos critérios usados por reumatologistas para identificar doenças inflamatórias é a análise clínica da Velocidade de Hemossedimentação (VHS) A Sociedade Brasileira de Reumatologia cita o exame como um dos preconizados no diagnóstico de polimialgia reumática, artrite reumatóide, fibromialgia e febre reumática.  

Assim como a medição da dosagem da proteína C reativa (PCR), o VHS é parte dos protocolos de encaminhamento do paciente da Atenção Básica para a Atenção Especializada em Ortopedia e Reumatologia, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).  

O procedimento mede a velocidade da separação entre os glóbulos vermelhos e o plasma – parte líquida do sangue – pela ação da gravidade em um período de tempo de uma hora. Alterações no índice de referência indicam quadros inflamatórios ou infecciosos e uma série de doenças. O valor também pode aumentar com a idade e durante a gravidez. 

De acordo com o Comitê Internacional de Padronização em Hematologia (ICSH), abaixo dos 50 anos, o valor de referência do VHS nos homens é de até 15 mm/h e nas mulheres, 20 mm/h. Acima dos 50 anos, o resultado sobe respectivamente para 20 mm/h em homens e 30 mm/h em mulheres. Para pessoas idosas acima de 85 anos, a referência é de 30 mm/h em homens e 42 mm/h em mulheres. Em crianças, o ideal é que o resultado varie entre 3 mm/h e 13 mm/h. 

Quando mais intensa a inflamação, maior a elevação. Doenças reumatológicas e câncer podem aumentar o VHS no organismo do paciente para acima de 100 mm/h. 

Qual a finalidade do exame de VHS 

Em artigo para a Revista HU do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), os autores Antônio Scotton, Marcelo Alvarenga, Rafael Fraga, Juliana Pernambuco, Ana Carolina Scotton e Márcio Goldner explicam que o VHS é um método indireto, simples e barato para medir proteínas de fase aguda, em especial, o fibrinogênio. 

O texto dos profissionais do laboratório de Reumatologia do HU-UFJF aponta que anemia, gravidez, temperatura alta e paraproteinanemia aumentam o índice de VHS. Se o valor estiver alto, as causas podem ser infecções virais ou bacterianas, como gripe, sinusite, amigdalite, pneumonia; infecção urinária ou diarreia; tuberculose e câncer. 

A redução do VHS indica alterações na forma das hemácias, policitemia – aumento das células do sangue -, hipoalbuminemia, insuficiência cardíaca congestiva, hiperviscosidade e hipofibrinogemia. O valor também aparece reduzido quando há retardo na realização do exame. 

No artigo, os autores ressaltam que, além de diagnóstico, o procedimento é usado para monitorar a evolução e a resposta ao tratamento de artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, espondiloartropatias soronegativas, arterite temporal e polimialgia reumática. O exame também pode ser usado por outras especialidades médicas, por contribuir para diagnosticar pacientes com traumas, doenças autoimunes, condições metabólicas inflamatórias, alergias, insuficiência renal e cardíaca.  

O VHS com resultado alto indica a existência de inflamação, mas não é capaz de determinar a causa, o local ou a gravidade. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, o exame deve ser interpretado no contexto clínico do paciente. A partir do resultado e do histórico, o médico tende a solicitar exames complementares que ajudam a identificar e fechar o diagnóstico.  

Como é feito o exame de VHS  

Em geral, não é necessário jejum. No entanto, o paciente deve informar se faz uso de medicamentos podem interferir no resultado. Além disso, devem ser considerados quadros que alterem a diluição ou a composição do sangue como gravidez, diabetes, obesidade, insuficiência cardíaca, insuficiência renal, alcoolismo, alterações da tireoide ou anemias.  

O exame é feito por coleta de sangue, a partir de uma veia do braço. A amostra é encaminhada ao laboratório para a análise que ocorre por meio de duas medições em milímetros por hora. Os valores do exame VHS na primeira hora são os mais importantes e mais utilizados.

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