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Prevenção & Saúde

Alerta para uma complicação que ainda é pouco debatida: a trombose é a segunda causa de morte de doentes oncológicos no mundo. O médico hematologista, patologista clínico e diretor do Laboratório São Paulo, Daniel Dias Ribeiro, revela que a incidência de trombose em pacientes com câncer é até sete vezes maior do que em pessoas saudáveis. “O doente oncológico tem maior probabilidade de desenvolver distúrbios de coagulação e consequentemente a complicação da trombose. Cerca de 10% dos pacientes com câncer terão trombose”, acrescenta.

Daniel Dias Ribeiro É médico hematologista, patologista clínico. Foto divulgação

Além do câncer elevar as chances de trombose, o tratamento da doença, que pode incluir sessões de quimioterapia, repouso e o pós-operatório, também contribui para aumentar as ocorrências dessa complicação. Alguns tipos de câncer se associam ao maior risco de Tromboembolismo Venoso (TEV), como os tumores no cérebro, estômago, pâncreas, linfomas, rins e ovário.

Daniel Ribeiro entende que a informação e a prevenção são as melhores medidas para reduzir a incidência e o óbito por incidência do TEV em pacientes oncológicos. É possível realizar algumas medidas de profilaxia logo que a pessoa é diagnosticada com o câncer, antes e depois de cirurgias e internações. “É preciso fazer uma avaliação individual e, em algumas situações, utilizar medicamentos, como anticoagulantes para prevenir a trombos. O TEV em pacientes com câncer pode exigir internação, atrasar o tratamento (quimioterapia, radioterapia) e reduzir a sobrevida”, alerta ele.

O médico acrescenta que é muito importante ficar atento aos sinais do TEV. Cerca de 70% dos casos ocorrem nas pernas, outros 25% são no pulmão e os 5% restantes em outros órgãos, como o cérebro. Entre os sintomas, estão: dor ou desconforto na panturrilha ou coxa, aumento da temperatura e inchaço da perna, pés ou tornozelos, vermelhidão e/ou palidez, sensações e/ou falta de ar, dor no peito (que pode piorar com a inspiração), taquicardia, tontura e/ou desmaios.

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*Por Beny Schmidt

A esclerose múltipla é uma doença autoimune que atinge o cérebro, os nervos ópticos e a medula espinhal. O sistema imunológico ataca a camada protetora que envolve os neurônios, chamada mielina, e atrapalha o envio dos comandos do cérebro para o resto do corpo. Esse processo é chamado de desmielinização.

Cláudia Rodrigues foi diagnosticada com esclerose múltipla em 2000 (Foto: Reprodução )

Entre os fatores de risco da esclerose múltipla, existem alguns que são genéticos e que podem estar relacionados à causa da doença. Mas há fatores de risco que são ambientais, tais como infecções virais (herpesvírus ou retrovírus); exposição ao sol insuficiente, o que leva a ter níveis baixos de vitamina D por tempo prolongado; exposição a solventes orgânicos; tabagismo; obesidade.

A doença pode apresentar os mais diversos sintomas possíveis, porque as lesões desta patologia, conhecidas como placas e desmielinização, podem ocorrer em vários níveis da medula, do tronco cerebral ou do encéfalo. Portanto, dependendo do local onde essas placas são formadas, o sintoma pode se apresentar de formas diferentes.

As pessoas portadoras de Esclerose Múltipla podem ter:

  • Dores locais: nos olhos
  • Dores circunstanciais: com o movimento dos olhos ou nas costas ao acenar com a cabeça
  • Nos músculos: dificuldade para caminhar, fraqueza muscular, incapacidade de mudar rapidamente os movimentos, músculos rígidos, problemas de coordenação, rigidez muscular, espasmos musculares ou reflexos hiperativos
  • No corpo: fadiga, falta de equilíbrio, intolerância ao calor, tontura ou vertigem
  • No trato urinário: desejo persistente de urinar, incontinência urinária, micção excessiva durante a noite ou retenção urinária
  • Sensorial: formigamento, formigamento e queimação desconfortável ou redução na sensação de tato
  • Na visão: perda de visão, visão dupla ou visão embaçada
  • Na fala: dificuldade de fala ou fala arrastada
  • No humor: ansiedade ou mudanças de humor
  • No sexo: disfunção erétil ou disfunção sexual

Também é comum: constipação, dificuldade em engolir, dificuldade em pensar e compreender, dor de cabeça, dormência na língua, dormência no rosto, movimento rápido involuntário dos olhos, privação de sono ou tremor durante movimentos precisos

Mas podemos dizer que os sintomas mais frequentes são alteração na marcha do ser humano e fraqueza muscular.

Em lugares muito frios, com pouca prevalência do sol, a esclerose múltipla é extremamente prevalente, com mais de 200 casos por 100 mil habitantes. No Brasil, estima-se 40.000 casos, uma incidência média de 15 casos por 100.000 habitantes, sendo a maioria jovens.

A população global do planeta de pacientes com esclerose múltipla é de aproximadamente 2,5 milhões de pessoas, sendo mais frequente nos jovens entre 20 e 40 anos, principalmente mulheres.

Ainda não foi encontrada a cura para a doença, mas, além dos medicamentos utilizados para o controle, também podemos aderir a outros tratamentos para o controle e preservação da qualidade de vida do ser humano.

A inteligência neuromuscular atrelada à medicina humanista e interdisciplinar, centralizada no ser humano, é uma das opções de tratamento para a doença. Este tratamento conta com a união de diversos profissionais qualificados e de áreas complementares da saúde, atuando, juntos, na reabilitação de cada paciente de acordo com o histórico, a necessidade e a patologia. São especialistas nos ramos da psiquiatria, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, musicoterapia, educação física e terapia educacional.   

*Dr. Beny Schmidt.Beny Schmidt é médico patologista neuromuscular, fundador do centro de reabilitação Brazilian Medical Partners e chefe do Laboratório de Patologia Neuromuscular e professor adjunto de Patologia Cirúrgica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele e sua equipe são responsáveis pelo maior acervo de doenças musculares do mundo, com mais de 12 mil biópsias realizadas e 1 milhão de pacientes atendidos, e ajudou a localizar, dentro da célula muscular, a proteína indispensável para o bom funcionamento do músculo esquelético – a distrofina.

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São Paulo, dezembro de 2021 – Com a aproximação do verão e férias escolares, os parques aquáticos, praias, lagoas, rios e cachoeiras são os destinos preferidos de muitas pessoas, principalmente após o longo período de isolamento social, porém, nesta época do ano, a atenção também deve estar voltada para os mergulhos em águas rasas.

Pensando no aumento do número de possíveis novos casos de fraturas na coluna vertebral, a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) faz um alerta para os cuidados em mergulhos em águas desconhecidas, já que, este tipo de prática é a quarta causa de lesão medular no Brasil e no verão este número passa a ocupar a segunda posição. 

Como o acidente acontece

Ao efetuar um mergulho sem o devido preparo e sem conhecer o ambiente, corre-se o risco de fraturar a coluna vertebral, principalmente a coluna cervical, devido a grande quantidade de energia recebida na região pelo ato do pulo. 

Para a Dra. Vanessa Holanda, Diretora de Comunicação da SBN, esta época do ano é a hora que os profissionais de saúde precisam alertar a população sobre os perigos que esta prática, aparentemente inofensiva, provoca.

“Fora a morte por afogamento, o mergulho pode causar a fratura tanto das vértebras quanto da medula que está no interior da coluna vertebral. O salto em águas rasas pode provocar lesões irreparáveis como a paraplegia e a tetraplegia”, comenta a especialista.

Qual o objetivo da campanha?

A nova campanha foi discutida internamente e busca conscientizar a população sobre os perigos que uma simples atividade como um mergulho pode provocar na saúde das pessoas.

“A SBN tem como foco neste momento a busca pela diminuição dos casos citados anteriormente. Queremos que todos aproveitem o verão, mas com responsabilidade. Previna-se para este tipo de lesão que é bastante grave. Cabe a nós agora fazermos nossa parte nessa batalha”, finaliza a Dra. Vanessa.  

Vale lembrar que ainda existem restrições para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Não deixe de usar máscaras, se possível evite aglomerações e ao sentir qualquer sintoma procure ajuda médica. Aproveite o verão com responsabilidade. 

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A enxaqueca é uma doença neurológica genética, mas existem diversos fatores que podem contribuir para a condição. Mudanças nos padrões do sono, nos níveis hormonais e até mesmo mudanças climáticas podem desencadear enxaquecas. Às vezes, basta comer uma determinada comida. A Dra. Amaal Starling, neurologista na Mayo Clinic, compartilha cinco mudanças de estilo de vida que podem ajudar a lidar com as enxaquecas:

  • Sono.
  • Exercícios físicos.
  • Alimentação saudável.
  • Evitar a desidratação.
  • Lidar com o estresse.

A Dra. Starling aconselha tentar evitar mudanças no padrão de sono, mesmo aos finais de semana. “Alguns de meus pacientes dirão: ‘eu tenho ataques de enxaqueca nos finais de semana quando não estou trabalhando.’ E, então, pergunto para eles: ‘bem, geralmente qual é o horário que você acorda? Qual é o horário que você vai dormir?’ E isso é nitidamente diferente do que acontece no final de semana, o que pode desencadear um ataque de enxaqueca”, afirma ela. “A consistência no padrão de sono é muito importante.”

A prática programada de exercícios físicos pode ser muito importante e isso pode aumentar a tolerância em relação à enxaqueca. “De acordo com os estudos, exercícios aeróbicos praticados três vezes por semana por cerca de 20 minutos funcionam tão bem quanto algumas de nossas prescrições médicas,” afirma a Dra. Starling.

Ela aconselha comer alimentos integrais saudáveis sem pular as refeições.“Evite alimentos processados, além dos picos e decaídas dos níveis de açúcar no sangue,” afirma a Dra. Starling. “Evite também pular refeições. Todas essas estratégias podem ser utilizadas para elevar essa tolerância.”

Também é importante garantir uma boa hidratação. “Isso é muito importante, especialmente durante os meses de inverno. Durante os meses de inverno, como faz mais frio, as pessoas não sentem tanta sede, e na verdade elas ficam mais desidratadas do que durante o verão”, afirma a Dra. Starling.

Lidar com o estresse também é fundamental. Isso pode ser feito por meio da prática de atenção plena e meditação. “Todos nós passamos por situações estressantes na vida”, diz a Dra. Starling. “De fato, isso tem a ver com a maneira como administramos e lidamos com o estresse.”

A Dra. Starling diz que fazer essas mudanças no estilo de vida pode ajudar a aumentar a tolerância em relação à enxaqueca para que as coisas fora de nosso controle, como o clima, não sejam fatores tão decisivos para o desencadeamento de um ataque de enxaqueca. “As pessoas ficam realmente empoderadas quando ouvem falar sobre as coisas que elas podem controlar versus as coisas que não podem controlar tanto,” ela diz.

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A colocação de um implante dentário pode trazer de volta o sorriso e as funções mastigatórias. Para obter esses benefícios, as pessoas que perderam um ou mais dentes costumam procurar as clínicas para esse tratamento, mas antes sempre se questionam sobre quanto custa. O cirurgião dentista fundador e presidente da OdontoCompany, maior rede de clínicas odontológicas do mundo, Dr. Paulo Zahr, esclarece esta dúvida e explica os fatores envolvidos nessa conta. 

Em média, o preço cobrado por implante varia de R$ 1.500,00 a R$ 3.000,00. No entanto, não há uma regra geral sobre o valor que deve ser pago. Isso porque esse tipo de tratamento envolve diversos fatores que acabam fazendo o preço cobrado variar. Confira, a seguir, alguns deles:

  • Material utilizado – O tipo de material pode influenciar diretamente no preço. Por exemplo, a coroa, ou seja, a parte visível do dente implantado, se for feita em porcelana tem um valor mais elevado. Já a de resina é mais acessível, mas tem uma qualidade inferior ao da porcelana. É importante destacar que o tipo de material também costuma estar diretamente relacionado ao tempo de duração do implante.
  • Clínica odontológica – A maneira pela qual o implante dentário é confeccionado também impacta no seu valor final. Assim, o preço de um varia de acordo com o padrão de qualidade da clínica escolhida. Vale conferir a experiência e a especialização dos profissionais que ali trabalham e as tecnologias utilizadas para confeccionar o implante. Além disso, considera-se o suporte oferecido ao paciente e a estrutura física da clínica. Todos esses aspectos entram na conta para chegar ao custo final.
  • Situação da saúde bucal do paciente – Esse fator é comumente ignorado pelas pessoas. Dependendo das condições de saúde bucal do paciente, será necessário realizar intervenções pré-cirúrgicas para garantir a boa fixação do implante e um bom pós-operatório. Por exemplo, se for preciso fazer um tratamento de perda óssea, pode-se aumentar os custos da colocação.

A escolha de uma clínica correta para colocação de um implante dentário é fundamental para o sucesso desse tratamento. Por isso, antes de iniciar o procedimento é importante checar se local conta com:

  • Profissional com especialização em Implantodontia para realizar o procedimento e com vasta experiência nessa área.
  • Uso de tecnologias modernas para área de implantodontia.
  • Um profissional que saiba passar as informações do tratamento de maneira clara e seja empático a fim de oferecer segurança para o paciente.

Vale destacar que é preciso duvidar dos implantes que tem preço muito abaixo de mercado, pois a má qualidade dos componentes ou realizada por maus profissionais podem impactar diretamente na saúde bucal, aumentando outros custos futuros.

Fonte: https://odontocompany.com/

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De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apresenta altos percentuais de cura, se for detectado e tratado precocemente. Entre os tumores de pele, é o mais frequente e de menor mortalidade, porém, se não tratado adequadamente pode deixar mutilações bastante expressivas. Já o melanoma representa apenas 3% das neoplasias malignas do órgão, é o tipo mais grave, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase.

ombinação de verão e férias deixam as pessoas mais expostas ao sol, veja os cuidados básicos
Divulgação

Buscando alertar e prevenir as pessoas sobre o câncer de pele, dezembro ganha a cor laranja. Neste mês, há ainda o início do verão e os cuidados com a pele não podem ser esquecidos. “Nunca podemos nos expor ao sol de maneira desprotegida. Focarmos em filtros solares com fator de proteção no mínimo 30 (FPS 30), que protejam também para raios ultravioleta A, que é visto na embalagem como PPD. Usarmos roupas que cubram o corpo dos raios ultravioletas, se forem com fator de proteção na trama do tecido é melhor”, destaca a dermatologista Gislaine Sales Gomes Lara.

A dermatologista Gislaine Sales, do Órion Complex, dá dicas de como aproveitar a praia com segurança Arquivo Pessoal

Ela, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, reforça que deve-se evitar a exposição solar entre às 10h e às 16h, pois é nesse período em que a radiação ultravioleta B (UVB) é mais acentuada. Em dezembro, muitas pessoas entram de férias ou recesso e acabam se expondo mais ao sol. “Todos esses cuidados devem ser redobrados em ambientes com muita exposição solar como praias e clubes. Os protetores solares devem ser reaplicados a cada duas ou três horas, usar chapéus e óculos de sol para proteger couro cabeludo, orelhas e olhos, regiões muitas vezes negligenciadas nos momentos de lazer”, salienta a médica.

Um hábito apreciado por algumas mulheres, o bronzear não é aconselhado por Gislaine Sales. “Qualquer tipo de bronzeamento deve ser evitado, principalmente se usar produtos que aceleram o processo. A exposição solar, quando ocorrer, deve ser por pouco tempo (uma média de cinco minutos) diariamente e, nos melhores horários, pensando mais nos benefícios do sol do que na mudança de cor da pele”, ressalta a dermatologista.

O câncer de pele é uma doença silenciosa, mas a especialista explica quais os sinais devem ser observados. “Devemos ficar atentos a toda lesão que apareça e seja difícil de cicatrizar, manchas que não existiam previamente e pintas antigas que mudam de aspecto, com alteração de cor, formato, tamanho ou que apresentem dor, prurido ou sangramento”, destaca a médica. 

Como muitas pessoas aproveitam essa época para viajar para a praia, a dermatologista Gislaine Sales dá algumas dicas para aproveitar o passeio sem intercorrências com a pele. Acompanhe: 

  1. Sempre lavar bem a pele após um dia de praia para retirar todo resquício de produto que tenha sido aplicado;
  2. Evitar banhos de chuveiro quente e o uso de buchas no banho para não aumentar o ressecamento da pele;
  3. Caprichar na hidratação da pele pós banho para repor a barreira lipídica, muitas vezes perdida pelos excessos na praia;
  4. Usar produtos com fator de proteção solar, inclusive em cabelos e todo o corpo;
  5. Cuidados redobrados com bebidas que tenham cítricos, como limão, pois podem levar a manchas escuras com o contato com o sol. Os mesmos cuidados também devem ser tomados com frutos do mar.
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Utilidade Pública

O ponto de partida para a mudança. É com esse lema que a ASID Brasil (Ação Social para Igualdade das Diferenças do Brasil) está realizando a Consulta Nacional Agentes da Inclusão para descobrir o que é realmente prioridade na vida de pessoas com deficiência (PcD) em todo o país. Os dados obtidos por meio de formulário on-line ajudarão a definir caminhos e soluções para a construção de uma sociedade mais inclusiva. Pessoas com deficiência, familiares, amigos e pessoas próximas à causa são convidados a participar da pesquisa. 

Descrição da imagem: Arte gráfica com fundo verde e logotipo do Projeto Ponto de Partida da ASID Brasil e com o título “Consulta Agentes da Inclusão” centralizado. No centro da arte está o site para a
Divulgação

A Consulta Nacional Agentes da Inclusão faz parte do Projeto Ponto de Partida, realizado pela ASID Brasil, e se divide em três pilares: compreender, compartilhar e acelerar novos projetos e inovações sociais com embasamento. Ao compilar dados e pesquisas pré-existentes no contexto de oportunidades de inclusão social da pessoa com deficiência no Brasil será possível entender o panorama socioeconômico do país, o que será o Ponto de Partida para gerar um relatório digital, acessível e replicável com foco na chamada para ação. 

“O Ponto de Partida é inspirado em outros projetos de mapeamento local, tanto da ASID como outros grandes institutos do setor e teses de impacto social. Após termos esses dados compilados, é preciso fazer uma validação com o público alvo por meio do compartilhamento dos relatórios e encontros de discussão coletiva, e a partir daí iniciar a articulação com os três setores encaminhando ações da Asid e oportunidade de parcerias”, explica Leonardo Mesquita, líder do Projeto e responsável pelo setor de Inovação Social e Redes da ASID Brasil.

Escuta com beneficiários

Em 2020, famílias de pessoas com deficiência se cadastraram em uma campanha da ASID para doação de cestas básicas. Neste cadastro, a organização tentou compreender mais sobre o perfil dessas famílias. Entre as prioridades identificadas, as principais eram de uma olhar mais atento para o setor público e a preparação de seus profissionais; educação; acesso a informações; e maior sensibilização da sociedade.

“O resultado dessa consulta de 2020 não é uma conclusão ou um censo. Porém, é um indicativo de que há, sim, pessoas em vulnerabilidade e são números relevantes a serem explorados. Mesmo fora de um contexto de vulnerabilidade social, percebemos que há grande parcela da população sem acesso a oportunidades de inclusão social. Por isso estamos agora fazendo essa consulta a nível nacional e não somente com beneficiários da Asid, o que chamamos de Ponto de Partida justamente por ser o início para chegarmos na ação”, conclui Leonardo Mesquita.

Bússola de oportunidades

  Na consulta on-line, os participantes poderão responder com base em uma ‘bússola’ utilizada em encontros com beneficiários da ASID. Com escala de 0 a 3, sendo que 0 significa um cenário de total exclusão e três de total inclusão de acesso a oportunidades. São questões como o grau de dificuldade em acessar serviços, benefícios e direitos, percepções sobre renda e escolaridade, serviços prioritários e urgentes, rotinas e redes de apoio. Ainda, é possível compartilhar ideias de soluções. O tempo para preenchimento da consulta é de aproximadamente cinco minutos. 

  A Consulta Nacional Agentes de Inclusão, que pode ser acessada até o dia 12 de dezembro, no link https://asidbrasil.org.br/ponto-partida é dividida em três etapas, sendo a primeira para dados pessoais e demográficos, a segunda para informações sobre inclusão social e, por último, sobre a política de utilização de dados e privacidade. 

Além de apoiar na construção de soluções inclusivas, os respondentes irão receber de forma prioritária os resultados e análises da pesquisa, além de convites para participar de eventos virtuais da ASID Brasil de forma antecipada, sendo respeitados todos os protocolos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Organizações sociais que queiram apoiar a consulta poderão ter suas marcas vinculadas ao projeto.

Esse é apenas um ponto de partida, teremos uma grande jornada ainda pela frente. Nossos agentes da inclusão, os participantes dessa primeira campanha, irão nos apoiar na construção de soluções inovadoras ao longo do próximo ano. Irão receber de maneira prioritária os materiais e primeiras conclusões do projeto por e-mail ou acessando nosso site. Ainda, vamos organizar encontros coletivos para a discussão de ideias de soluções. Nossos agentes da inclusão terão um papel fundamental nessas definições. É o lema ‘Nada sobre nós sem nós, colocado em prática’. É importante ressaltar nossos cuidados com a proteção de dados. Estamos seguindo a LGPD e nenhum dado pessoal será publicado. Todas as nossas conclusões respeitarão a anonimidade dos respondentes”, complementa Mesquisa, da ASID Brasil. 

Todos que participarem da pesquisa nacional receberão um certificado de Agente da Inclusão – ASID Brasil, que poderá ampliar a representatividade aos seus grupos, organizações e movimentos. Dúvidas sobre a pesquisa podem ser enviadas para leonardo@asidbrasil.org.br

Sobre a ASID Brasil

A ASID é uma organização social voltada à construção de uma sociedade inclusiva por meio de projetos de responsabilidade social, como voluntariado, inclusão no mercado de trabalho e desenvolvimento de gestão de organizações parceiras. Com mais de dez anos de atividades, tem mais de 100 mil pessoas impactadas e mais de 7 mil voluntários. A ASID também possui reconhecimento a partir de prêmios de empreendedorismo social nacionais e internacionais, como o Melhores ONGs Época,United People Global, e o Prêmio Viva Idea como melhor solução de impacto coletivo da América Latina Mais informações, acesse www.asidbrasil.org.br

Serviço:
Consulta Nacional Agentes de Inclusão – Projeto Ponto de Partida Asid Brasil
Até 12 de dezembro de 2021
Formulário disponível em: https://asidbrasil.org.br/ponto-partida
Dúvidas e informações: leonardo@asidbrasil.org.br (41) 9 98734-0232

Descrição da arte do Projeto Ponto de Partida

Descrição da imagem: Arte gráfica com fundo verde e logotipo do Projeto Ponto de Partida da ASID Brasil e com o título “Consulta Agentes da Inclusão” centralizado.
No centro da arte está o site para acesso à consulta nacional: asidbrasil.org.br/ponto-partida. Abaixo uma frase destacada de um representante da causa da pessoa com deficiência entre aspas: Eu acredito que minha opinião importa para a construção de uma sociedade inclusiva.

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Seguindo essas instruções, é possível evitar alergias e irritações em decorrência da depilação com lâmina, no entanto, dê preferência por métodos menos agressivos e duradouros.

A depilação com lâmina é um dos métodos mais utilizados, já que envolve baixo custo, praticidade e pode ser realizado em qualquer lugar e a qualquer momento. Principalmente as mulheres acabam recorrendo a esta opção quando se deparam com alguma emergência, mas o ponto negativo são as reações alérgicas relatadas por muitas delas. Para esclarecer mais sobre o tema, a fundadora e CEO da rede de franquias Pello Menos, pioneira nos serviços de depilação à cera indolor e sem hora marcada no Brasil, Regina Jordão, destaca os cuidados a se considerar em relação ao procedimento. Confira:

  • Durabilidade

A primeira desvantagem é que o procedimento corta o pelo de forma superficial, eliminando-o apenas por cerca de dois dias, sendo necessário repetir o método em um curto período de tempo.

  • Riscos de alergia

Mulheres com a pele mais sensível costumam sofrer muito com o uso de lâminas para se depilar, apresentando bolinhas indesejadas como a foliculite – uma infecção dos bulbos em que cresce o pelo. Neste caso, o melhor é suspender o procedimento, pois a inflamação constante pode acarretar em uma vasodilatação crônica na superfície da pele e até deixar cicatrizes permanentes. 

  • Ficou com alergia? O que fazer? 

O mais recomendado nesse caso é procurar um especialista, como um médico dermatologista. O profissional vai avaliar a alergia e identificar a causa da reação para recomendar o tratamento mais apropriado. Vale lembrar que a automedicação é muito arriscada e nessa situação pode acabar piorando o quadro.

  • Evite irritações com a esfoliação constante

A esfoliação ajuda na retirada de células mortas e minimiza as chances da lâmina provocar irritações na superfície da pele. Porém, é indicado fazê-la duas vezes na semana, não mais do que isso, pois a região pode ficar sensibilizada até demais. Esse cuidado não deve ser realizado pouco antes ou logo depois da depilação e a dica é respeitar o período de três dias antes e depois do procedimento. 

  • Evite produtos com álcool

Produtos que tenham álcool ou ácidos na composição devem ser evitados, pois eles também podem deixar a pele mais sensibilizada e suscetível a alergias. Outra opção para ficar livre de irritações é apostar em óleos vegetais, já que preparam a pele e ajudam a acalmá-la logo depois da utilização da lâmina, tratando rapidamente a região. 

  • Mantenha-se hidratada

Durante a depilação são removidos os queratinócitos, elementos presentes na pele que dão sustentação à ela, assim como a camada superficial de oleosidade que dá proteção. Logo, é preciso recuperar essa película protetora e a melhor forma é com a hidratação diária, que além de deixar a pele macia, ajuda a suavizar o pelo em crescimento.

  • Água quente ou fria? 

Para quem prefere se depilar durante o banho, tenha preferência pela água quente, pois a temperatura mais alta vai dilatar os poros, facilitando a eliminação dos pelos e minimizando as chances de alergia. Após o procedimento, lave a pele com água fria para fechá-los. 

Seguindo essas instruções, é possível evitar alergias e irritações em decorrência da depilação com lâmina, no entanto, dê preferência por métodos menos agressivos e duradouros.

Fonte: www.pellomenos.com.br

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A resistência à insulina é um distúrbio metabólico que tem a capacidade de gerar uma série de doenças, entre as quais a esteatose hepática não alcoólica, que se caracteriza pela gordura elevada nas células do fígado e que pode acarretar cirrose hepática (quadro irreversível de danificação do tecido do fígado).

O médico cirurgião do aparelho digestivo e membro do corpo diretivo da Brasil Low Carb (BLC), Dr. Carlos Bastian, explica que a esteatose hepática tem como condições uma série doenças que, por sua vez, estão associadas à resistência à insulina, tais como: obesidade; hipertensão arterial; diabetes tipo 2; e síndrome metabólica. “De fato, a esteatose hepática não alcóolica é uma doença que vem crescendo gradativamente acompanhando as epidemias de obesidade e diabetes.”, diz.

Dr. Carlos Bastian, explica que a esteatose hepática tem como condições uma série doenças

Na Europa, por exemplo, estima-se que 25% da população tenham esteatose hepática e que essa incidência seja maior entre obesos (cerca de 90%) e pessoas com diabetes tipo 2 (aproximadamente 70%). Levando-se em conta que restringir a ingestão de carboidratos – que leva à diminuição de concentração glicose no sangue e portanto à diminuição da resistência à insulina – já foi considerado tratamento eficaz para mitigar os efeitos nocivos tanto da obesidade quanto do diabetes tipo 2, pode-se chegar à conclusão de que uma dieta low carb também é benéfica no combate à esteatose hepática.

O médico lembra, aliás, que até o momento não foram encontradas provas científicas de outros tratamentos a não ser aqueles que proporcionam redução de peso para combater a esteatose hepática. Conforme Dr. Bastian, em uma revisão sistemática de 2017 disponibilizada pela Biblioteca Cochrane (coleção de bancos de dados em medicina e outras especialidades da área de saúde), pesquisadores concluíram que até hoje foram encontradas apenas evidências de baixa qualidade sobre a eficácia de tratamentos farmacológicos para a doença, sendo necessário ainda a realização de mais ensaios clínicos randomizados bem desenhados e com amostras suficientemente grandes.

O médico ainda afirma que o tratamento mais eficaz para a esteatose hepática é a perda de peso. O que se evidencia, segundo ele, em estudo clínico publicado em fevereiro deste ano na Clinical Liver Disease, cujo intuito foi definir o papel das modificações no estilo de vida no tratamento da doença hepática gordurosa não alcoólica. A pesquisa constatou que a perda crescente de peso estava diretamente associada à melhora do quadro de esteatose.

E, conforme Dr. Bastian, no que tange aos procedimentos voltados à perda de peso e gordura, a dieta cetogênica leva vantagem em relação a outras estratégias alimentares. Como mostrou estudo clínico randomizado feito com 39 pacientes, que comparou a dieta cetogênica com baixíssima caloria e a dieta padrão de baixa caloria na redução do acúmulo de gordura visceral e hepática em pessoas com obesidade. “O estudo concluiu que a perda de peso e a redução na gordura visceral e na gordura do fígado foram maiores no grupo que aderiu a dieta cetogênica”, diz.

Outro estudo clínico randomizado realizado com 40 adolescentes durante oito semanas também concluiu os benefícios da dieta low carb para a mitigação dos efeitos da doença hepática gordurosa não alcoólica. O grupo de jovens que adotou uma dieta com baixo teor de açúcar apresentou maiores reduções de esteatose hepática e de enzimas hepáticas do que o grupo que aderiu à dieta padrão.

Além disso, a prática clínica também demonstra como a adoção de uma dieta com restrição de carboidratos, ao agir reduzindo o peso do paciente, auxilia no tratamento da gordura no fígado. Dr. Bastian cita o exemplo de uma mulher, com 67 anos de idade, obesa, diabética e polimedicada, que foi encaminhada ao seu consultório para avaliação de gordura no fígado, no início de 2021. Em sete meses, após adoção de dieta, ela emagreceu 16 quilos. Em decorrência, seu índice de hemoglobina glicada (que mede a diabetes) baixou de 7,2 % para 5,4¨% e seu índice de GPT (que ajuda a identificar lesões no fígado) foi de 94 U/l para 40 U/l.

Resistência à insulina
A resistência à insulina surge quando tecidos corporais, principalmente músculos esqueléticos e gordura, se tornam menos sensíveis à ação da insulina na captação da glicose que circula no sangue e também aos efeitos inibidores que a insulina exerce sobre a produção hepática da glicose. Este mau funcionamento leva a um aumento da insulina no organismo e à diminuição da tolerância à glicose, o que tende a levar a quadros diabéticos, por exemplo.

Dr. Bastian preocupa-se com o potencial nocivo dessa condição metabólica. “Dados sugerem que metade da população norte-americana adulta tenha resistência à insulina e que a parcela de crianças desse país afetada por essa condição já seja de 10%”, diz. O problema não se restringe aos Estados Unidos, pondera o membro diretivo da ABLC, destacando que, segundo a Federação Internacional de Diabetes, o número de casos de resistência à insulina dobrou nas últimas três décadas.

O problema maior, segundo o médico cirurgião, é a ignorância a respeito da condição.  “A maioria das pessoas que apresenta resistência à insulina, não sabe que tem e nunca ouviu falar dessa condição”, explica. Assim, de acordo com Dr. Bastian, quando se trata de combater o aumento das taxas globais desta doença, tem-se uma barreira adicional: fazer com que as pessoas entendam isso e sua relevância para a sua saúde.

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Especialista revela que incômodos auditivos costumam apontar para outras questões de saúde

A maioria das pessoas já deve ter sentido algum tipo de zumbido no ouvido. Muitas vezes, o incômodo está relacionado à acontecimentos sem muita relevância para a saúde, como um leve acúmulo de cerúmen – cera de ouvido -, ou alterações de pressão atmosférica ao subir uma montanha.

No entanto, de acordo com a Dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, apesar do zumbido no ouvido não ser uma doença, ele pode indicar a presença de problemas mais graves para a saúde.

“O zumbido pode derivar de uma doença otológica, como a perda auditiva induzida por ruído ou a presbiacusia (relacionada à idade), mas também pode surgir a partir de problemas farmacológicos e vasculares, cardiovasculares. Metabólicos (diabetes e alteração na glândula tireoide), neurológicos e odontogênicos (disfunção na articulação da mandíbula e nos músculos ao redor)”, explica.

A relação entre problemas cardíacos e zumbidos no ouvido

Conforme a médica disse, os zumbidos no ouvido podem estar relacionados à problemas vasculares e cardíacos. Isso acontece devido aos bloqueios do fluxo sanguíneo na parte interior das orelhas, ou ao aumento da viscosidade do sangue nessa região. Fonômenos que, geralmente, acometem pessoas que possuem hipertensão. 

Como identificar se o zumbido no ouvido é um problema mais sério

Para saber se o zumbido no ouvido está relacionado à presença de alguma doença ou condição mais grave, é preciso ficar atento aos sintomas e à periodicidade do incômodo. Se ele aparece constantemente, demora para desaparecer e ainda é acompanhado de dores e mal-estar, é melhor ficar atento. A recomendação é procurar auxílio médico o quanto antes, para que o problema seja investigado e tratado da melhor maneira possível.

Mesmo que não seja nada grave, o zumbido no ouvido também pode ser combatido com auxílio especializado. A Dra. Cristiane ainda ressalta que, apesar do incômodo ser mais comum entre as pessoas idosas, ele também pode aparecer em indivíduos mais jovens e não deve ser ignorado em hipótese alguma.

“Um estudo realizado na cidade de São Paulo atestou a prevalência do zumbido em 22% da população. Entre os jovens, o índice foi de 12% e, entre os idosos, de 36%. Ainda que não existam estudos recentes e abrangentes sobre o problema, a prática clínica aponta para maior ocorrência, de fato, entre aqueles com mais de 65 anos”, diz a médica.

Por fim, também é necessário destacar os impactos que alguns hábitos ruins podem ter diante dos nossos ouvidos. “O estresse e o consumo excessivo de cafeína, cigarro ou álcool, por exemplo, podem ser determinantes para a manifestação do zumbido, em alguns casos”, finaliza a Dra. Cristiane.

Fonte: Sáude em Dia

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