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O pagamento do 13º salário do INSS começou em 24 de abril para aposentados, pensionistas e outros segurados com direito ao abono anual. A primeira parcela será paga até 8 de maio. A segunda parcela está prevista para o período de 25 de maio a 8 de junho.

A antecipação envolve cerca de 35,2 milhões de benefícios em abril e maio. Segundo o Ministério da Previdência Social, serão transferidos cerca de R$ 39 bilhões na primeira parcela e mais R$ 39 bilhões na segunda, totalizando R$ 78,2 bilhões.

Quem recebe o 13º do INSS

Têm direito ao 13º os segurados que receberam, em 2026, aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, salário-maternidade ou auxílio-reclusão.

Já quem recebe Benefício de Prestação Continuada, o BPC, ou Renda Mensal Vitalícia não recebe o abono anual. Isso acontece porque esses benefícios têm regra diferente e não incluem 13º salário.

Como saber a data do pagamento

A data depende do número final do cartão de benefício, sem considerar o dígito verificador, aquele número que aparece depois do traço. Por exemplo, se o benefício termina em 0108-4, o número a ser considerado é o 8.

Para quem recebe até um salário mínimo, o calendário de abril é este:

Final do benefício Data de pagamento
1 24 de abril
2 27 de abril
3 28 de abril
4 29 de abril
5 30 de abril
6 4 de maio
7 5 de maio
8 6 de maio
9 7 de maio
0 8 de maio

Para quem recebe acima de um salário mínimo, as datas são:

Final do benefício Data de pagamento
1 e 6 4 de maio
2 e 7 5 de maio
3 e 8 6 de maio
4 e 9 7 de maio
5 e 0 8 de maio

As datas constam na tabela oficial de pagamentos do INSS para 2026.

Como consultar o valor com segurança

A consulta deve ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS, na opção Extrato de pagamento. Também é possível obter informações pelo telefone 135, que atende de segunda a sábado, das 7h às 22h.

O passo a passo é simples:

  1. Acesse o aplicativo ou site Meu INSS.
  2. Faça login com CPF e senha.
  3. Clique em “Extrato de pagamento”.
  4. Confira o detalhamento do benefício.

Cuidado com golpes usando o 13º

Pagamentos do INSS costumam atrair tentativas de golpe. Criminosos podem enviar mensagens prometendo antecipação extra, liberação imediata, revisão de benefício ou atualização cadastral urgente.

O Governo do Brasil reforça que não envia links para clique em comunicações sobre o pagamento. Também não solicita dados pessoais, como CPF e endereço, nem faz cobranças ou pedidos de pagamento por WhatsApp.

O INSS também alerta que não envia servidores à casa dos segurados para pedir senhas, documentos, dados pessoais ou informações bancárias. Qualquer visita com esse tipo de pedido deve ser tratada como suspeita.

Sinais de alerta

Desconfie se a mensagem:

  • pedir senha, CPF completo ou dados bancários;
  • mandar clicar em link para liberar o 13º;
  • prometer pagamento maior mediante taxa;
  • ameaçar bloqueio do benefício;
  • pedir Pix, boleto ou transferência;
  • orientar a baixar aplicativo fora da loja oficial.

O INSS informa que o único aplicativo oficial para serviços previdenciários é o Meu INSS, disponível nas lojas oficiais. O órgão também orienta desconfiar de páginas não oficiais que prometem liberação de valores.

O que fazer se receber mensagem suspeita

Não clique no link.

Não envie documentos.

Não informe senha.

Não faça pagamento.

Confirme a informação pelo Meu INSS, pela Central 135 ou pelo site oficial do INSS. Em caso de suspeita de golpe, interrompa o contato e procure as autoridades policiais.

O que muda na vida prática

O 13º pode ajudar no orçamento, mas exige atenção. Antes de contar com o dinheiro, confira a data correta pelo número final do benefício. Antes de responder qualquer mensagem, confira se a informação aparece nos canais oficiais.

A regra mais segura é simples. O pagamento cai conforme o calendário. Não é preciso pagar taxa, clicar em link nem informar senha para receber.

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A partir deste mês, os aposentados e pensionistas não precisam mais fazer a prova de vida presencialmente nos bancos onde recebem o benefício. Com a nova portaria, assinada pela Presidência da República, a prova de vida poderá ser feita pelo cruzamento de dados dos Governos Federal, Estaduais e Municipais, além de instituições privadas. A medida facilitará principalmente os beneficiários com problemas de locomoção, e é um avanço para a garantia de continuar a receber o benefício frente as medidas de prevenção do Coronavírus.

É extremamente importante seguir com as recomendações para evitar ataques de invasão a aparelhos com dados pessoais e acesso à internet, como celulares, tablets, computadores e outros dispositivos

A medida beneficiará todos os aposentados e pensionistas. No entanto, este público é um dos alvos mais crescentes dos criminosos cibernéticos. Segundo o INSS, o Brasil tem cerca de 36 milhões de aposentados e pensionistas, aproximadamente cinco milhões deles com mais de 80 anos. Por isso, é extremamente importante seguir com as recomendações para evitar ataques de invasão a aparelhos com dados pessoais e acesso à internet, como celulares, tablets, computadores e outros dispositivos.

Luli Rosenberg é formado em Combate a Crimes digitais e Perícia Forense Digital pelo IFCI (EUA), também é membro de fóruns internacionais de hackers éticos e palestrante de cibersegurança ofensiva e defensiva. O especialista recomenda que seja repensada a segurança de idosos nos dias atuais, principalmente por conta do impacto que isso pode trazer para o recebimento dos benefícios do INNS. Algumas das principais orientações são:

Exposição de dados

É bastante comum pessoas deixarem senhas e informações pessoais com o computador aberto, assim como as câmeras de diversos dispositivos ficam cada vez mais tempo ativadas e selfies se proliferam nas redes sociais. “É justamente a busca por informações sensíveis, muitas vezes expostas desnecessariamente e por descuido, a primeira arma que o hacker tem. Dessa forma, ele pode não só encontrar dados confidenciais, como descobrir redes de relacionamento pessoal e profissional para enviar, por exemplo, um e-mail se passando por outra pessoa para infectar, roubar informações pessoais e controlar um computador”, alerta o especialista da CySource.

Aprimorar conhecimento sobre Segurança:

Apesar de já ser comum em alguns países, no Brasil ainda não vimos grandes campanhas de conscientização sobre cibersegurança para mostrar como acontecem os crimes virtuais. Com a falta de conhecimento, alguns ataques bastante populares como o phising, golpe que engana as vítimas com sites e aplicativos falsos, crescem cada vez mais. As tentativas nessa modalidade podem chegar por diversos meios, como SMS, e-mail, aplicativos de mensagens e falsas atualizações. Basta que a vítima clique em um link malicioso ou digite informações em uma página falsa para que o hacker consiga controlar a sua máquina. “Para evitar esse ataque, é fundamental analisar com atenção se a mensagem era esperada pelo remetente e se estava no prazo previsto. No caso de dúvidas, deve-se entrar em contato diretamente com o responsável pelo envio por meio de um outro canal de comunicação para confirmar a sua veracidade” recomenda Rosenberg.

Realizar as atualizações nos dispositivos: 

A maioria das pessoas não gosta de parar e esperar para fazer atualizações. Contudo, não atualizar softwares e smartphones facilita o caminho de possíveis invasores, já que as novas versões apresentam correções e melhorias relacionadas principalmente a segurança. Com bastante frequência um programa ou sistema operacional é lançado e, depois disso, são descobertas falhas de vulnerabilidades para possíveis ataques.  De acordo com o especialista da CySource, as atualizações têm a finalidade justamente de corrigir esses problemas. “Quando não se realiza atualizações de segurança nos sistemas, pode-se manter no seu ambiente vulnerabilidades já conhecidas e que podem ser exploradas mais facilmente por hackers mal-intencionados”, alerta.


Luli Rosenberg, Hakcer Ético e professor na CySource no Brasil, alerta para os cuidados que idosos devem ter para proteção de dados

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