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Manter o foco em uma tarefa simples, ler um texto longo ou acompanhar uma reunião inteira tornou-se mais difícil para muitas pessoas. A sensação de dispersão constante tem sido associada ao aumento do consumo de vídeos curtos, um formato que se popularizou nas redes sociais e passou a ocupar parte significativa do tempo diário.

A relação entre esse tipo de conteúdo e a atenção ainda é objeto de estudo, mas pesquisas recentes já indicam mudanças importantes na forma como o cérebro reage a estímulos rápidos, repetitivos e altamente recompensadores.

Estímulo contínuo e recompensa imediata

Vídeos curtos são desenhados para capturar atenção rapidamente. Em poucos segundos, entregam informação, humor ou impacto visual, seguida por outro conteúdo semelhante. Esse fluxo contínuo ativo circuitos de recompensa do cérebro limitado à dopamina, neurotransmissor associado à motivação e ao prazer.

Segundo pesquisadores da Universidade de Stanford , estímulos frequentes e imprevisíveis tendem a fortalecer comportamentos de busca constante por novidade, alterando a tolerância às atividades que desativam o esforço mental prolongado.

Não se trata de dano imediato, mas de adaptação.

Atenção fragmentada vira padrão

Estudos em neurociência cognitiva mostram que a atenção não desaparece, ela se fragmenta. O cérebro passa a alternar rapidamente entre estímulos, em vez de se manter em um único foco por longos períodos.

Pesquisas publicadas pela American Psychological Association indicam que a alternância frequente entre tarefas e estímulos digitais está associada a um pior desempenho em atividades que prejudicam a concentração contínua, como leitura, escrita e resolução de problemas complexos.

No trabalho e nos estudos, isso se traduz em maior sensação de cansaço mental, mesmo sem aumento real da carga de tarefas.

Não há falta de disciplina individual

Os especialistas alertam que abranger a dificuldade de foco apenas a falta de autocontrole é uma simplificação envolvente. As plataformas digitais são projetadas para maximizar a retenção de atenção, utilizando mecanismos testados em larga escala.

De acordo com análises do Massachusetts Institute of Technology , ambientes digitais altamente estimulantes competem diretamente com tarefas que oferecem recompensa mais lenta, como estudar ou trabalhar.

O cérebro responde ao ambiente em que está inserido.

Impactos percebidos no trabalho e nos estudos

No cotidiano profissional e acadêmico, os efeitos mais relatados incluem:

  • dificuldade para iniciar tarefas por mais tempo
  • necessidade constante de interrupção
  • leitura menos profunda
  • sensação de improdutividade ao fim do dia

Esses sinais não indicam perda de capacidade intelectual, mas adaptação a um padrão de estímulo mais rápido.

O que ainda não está comprovado

Apesar das evidências, os pesquisadores destacam que ainda não há consenso sobre efeitos permanentes ou irreversíveis. A maior parte dos estudos aponta para mudanças comportamentais e cognitivas que podem ser moduladas com ajustes no uso da tecnologia.

Organização Mundial da Saúde reforça que o problema não está no uso isolado das plataformas, mas no excesso e na ausência de pausas cognitivas ao longo do dia.

Ajustes possíveis sem abandonar a tecnologia

Os especialistas recomendam estratégias simples e realistas:

  • delimitar períodos sem vídeos curtos
  • evitar o consumo desse tipo de conteúdo entre tarefas longas
  • reduza o uso antes de atividades que desliguem o foco
  • criar blocos de trabalho sem ambientes virtuais

Pequenas mudanças costumam gerar melhorias na atenção em poucos dias.

Atenção é habilidade treinável

A ciência indica que a atenção não foi perdida, ela foi condicionada a outro ritmo. Com configurações no ambiente digital, o cérebro tende a recuperar a capacidade de foco prolongado.

Vídeos curtos não são vilões isolados. O desafio é considerar como eles moldam hábitos cognitivos e decisões deliberadas quando os usam.

Matéria do site: https://dicasparaviver.com.br/

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No último relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil figurou entre os países com maior índice de ansiedade e depressão. Um dado que mostra quão importante é a preocupação em trabalhar uma boa saúde mental.

Assim como exercícios físicos têm impactos positivos em questões cardiológicas, de circulação e ortopédicas, há muitos hábitos diários que podem reverberar de forma benéfica na saúde da nossa mente. Confira sete hábitos que fazem toda a diferença para manter a mente sã.

1) Evite fazer comparações sociais: Na prática, é se perceber único (a) na relação com o outro, nem mais, nem menos, nem melhor ou pior. A pessoa consciente da sua unicidade amplia a autorresponsabilidade e se compromete a transformar o próprio caos em ordem.

2) Treine, identifique e avalie os pensamentos: O que você pensa influencia o que você sente e faz. A questão é que, às vezes, o pensamento contém distorções, falhas cognitivas ou erros de lógica. Não aceite qualquer coisa que passe pela sua cabeça como sendo 100% verdadeira. Examine as evidências e verifique se o seu pensamento realmente condiz com a realidade a fim de responder, nas esferas emocional e comportamental, de uma forma mais adaptativa.

3) Foque na autocompaixão e não só na autoestima: Autoestima não é gostar de si. É cuidar de si para gostar de si. Já a habilidade de ser autocompassivo vai além da autoestima e pode ser treinada. A autocompaixão é o que nos permite enfrentar os desafios nos sentindo à altura deles. É a capacidade de valorizar o próprio tempo e presença, mesmo quando não se obtém o resultado pretendido.

4) Aprenda a manter-se conectado com a vida: A pessoa que sofre de depressão está totalmente desconectada com a vida, com suas belezas e mistérios. Mas todos nós podemos nos desconectar, de forma parcial, em algum momento do dia. O estresse e ansiedade podem nos visitar sem interromper a conexão com a vida. Para isso, é preciso aprender a viver no entorno da dor ao invés de nos concentrarmos nela o tempo todo.

5) Pratique a flexibilidade: A flexibilidade cognitiva e comportamental, que parece representar a simples capacidade de mudar de opinião e de atitude, pode significar uma autotransformação maior. Flexibilidade significa trocar de lugar com aquele a quem julgamos “certo”, “errado”, “bom”, “mau”, “adequado”, “inadequado”. Significa desaprender conceitos e ir além dos que os outros pensam de você para atrever-se a ser quem realmente se é.

6) Expresse gratidão: Mérito é o exercício que fazemos para enxergar a graça. Tudo é graça: a experiência renovada a cada manhã, a dádiva de respirar, de realizar movimentos (no corpo e na alma), enxergar as cores, ouvir os sons, sentir os gostos e os abraços. Expressar gratidão e enxergar a graça é uma questão de percepção. Os nossos comportamentos relacionam-se mais com a forma como percebemos as situações (construção da realidade) do que com a realidade em si.

7) Aprenda a perdoar: “Não errasse o sol por toda a noite, como poderia ser o mundo iluminado a cada nova manhã? ” Rumi (1207-1273). O acerto e o erro são interagentes, faces de uma mesma moeda, dois aspectos diferentes da aprendizagem. Ambos são significativos na medida que têm algo a nos dizer. E cada experiência cotidiana pode estar comprometida em respeitar e incorporar esses dois fenômenos na busca pelo conhecimento mais profundo de si mesmo e do outro.

Fonte: Lidiane Passos Pontes é psicóloga, graduada pela Universidade Veiga de Almeida, UVA-RJ, com formação em Terapia Cognitivo-Comportamental pelo Centro de Psicologia Aplicada e Formação, CPAF-RJ e pós-graduação em Gestão de Relações Humanas pela PUC-GO. Atende pela plataforma on-line Zenklub

 

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