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Que a dicotomia entre as mudanças provocadas pela pandemia e o modelo de trabalho poderiam gerar impactos na saúde ocupacional, já não era dúvida. Basta um breve acompanhamento das equipes para identificar que sintomas de exaustão e perda de eficácia não resultavam somente no efeito do trabalho remoto. Mais do que isso: é a Síndrome de Burnout se revelando aos poucos. Fato que pode ser comprovado pelos dados reunidos por Conexa. Afinal, de novembro de 2021 a março de 2022, ocorreu um aumento de 12% nas consultas de telepsiquiatria com registros de quadros relacionados à doença.  As teleconsultas psicológicas também tiveram um boom em março, chegando a 120 mil atendimentos, contra apenas 5 mil no mesmo mês em 2020.

“Diferentemente do início da pandemia de Covid-19, hoje as empresas já conseguem analisar como está a saúde de seus colaboradores de uma forma mais ampla. Afinal, além dos mecanismos, como a telemedicina e a telepsicologia, há programas de bem-estar que oferecem uma nossa visão à liderança, a qual deixa de ser pautada no controle e passa a acolher e humanizar profissionais em quadro de estresse crônico”, destaca a psicóloga Luciene Bandeira, diretora de saúde mental de Conexa e responsável técnica por Psicologia Viva.

Visão holística

O primordial, de acordo com Luciene, é o meio corporativo compreender o conceito de saúde como algo que não se restringe aos comportamentos e resultados no ambiente de trabalho, mas sim a uma ação global, que, inclusive, resvala nas premissas de ESG (Environmental, Social and Corporate Governance). “As organizações podem gerar relatórios variados para mostrar as iniciativas em prol da preservação ambiental, das relações com a comunidade, com acionistas e governo, mas se atentar ao social como uma forma de entender as particularidades do indivíduo e o que o aflige nos âmbitos profissional e pessoal se faz essencial. O bem-estar deixou de ser algo de responsabilidade particular e o mundo já está abrindo os olhos para o cuidado integral da saúde, sem dissociar os ambientes frequentados, suas práticas e impactos”, ressalta.

Desafios para o RH

Se antes seguir a legislação já era o suficiente para ofertar o básico à saúde dos colaboradores, hoje o verdadeiro desafio dos departamentos de recursos humanos é ir além. Com a pandemia, questões atreladas à produtividade e clima organizacional são relatadas de forma recorrente por líderes e funcionários e saber endereçá-las de forma propositiva se tornou parte de um processo de assessment em todos os níveis. “A adoção de protocolos de Covid-19, a manutenção de ritos que mantivesse o engajamento em dia, as orientações aos gestores para manter os times motivados e o tato para lidar com quadros de medo generalizado, necessidade de reintegração social e questões de ansiedade, depressão e burnout foram apenas algumas das atribuições incorporadas à área.

Por essa razão, segundo Luciene, a tendência de atuação humanizada e pautada em pessoas precisou sair rapidamente do discurso e entrar na prática. “A Conexa tem mais de 280 clientes B2B que decidiram ofertar os serviços de saúde digital e treinamentos à liderança como uma maneira de suportar as demandas destinadas ao RH. Vemos nisso um movimento interessante com ampla projeção de crescimento e do reconhecimento do bem-estar como o pilar prioritário na condução de qualquer estratégia de negócios”, pontua.

Fonte: https://www.conexasaude.com.br/

Por Rafael Kenji Fonseca Hamada

Com o anúncio do metaverso pela empresa Meta, em 2021, algumas companhias já estão em busca do pioneirismo nesse novo universo, que se propõe a ser o maior avanço de tecnologia desde o surgimento da internet. Com o 5G e o aumento da velocidade de download e navegação, o metaverso ganha ainda mais notoriedade.

Em 2022, a previsão é de um maior surgimento de startups voltadas à acessibilidade e inclusão, uma vez que o modo de se relacionar está cada vez mais virtual. Já existem discussões para transferência de reuniões de trabalho para o ambiente de realidade virtual, o que facilita o acesso a pessoas com deficiência física e motora, mas é um grande desafio a pessoas com déficit de acuidade visual e auditiva. A boa notícia é que existem diversas startups brasileiras com soluções para esses problemas que já existem no meio real e serão transferidos para o virtual.

Os avanços na a área da saúde não serão diferentes. Em breve os novos consultórios serão virtuais formados por avatares, uma evolução da telemedicina tradicional. O paciente ganha ainda mais conforto ao solicitar um atendimento de sua casa, sem precisar de deslocar para alguma unidade de saúde para triagem ou em casos leves, como muito utilizado no enfrentamento da pandemia de COVID-19. A possibilidade de gameficação em todo esse processo aumenta o protagonismo do paciente no acompanhamento do seu cuidado em saúde e facilita a prevenção de agravos.

O metaverso será um grande aliado ao enfrentamento de problemas de saúde e nos programas de prevenção, já que surge uma nova forma de disseminação de informações, coleta de padrões de uso, pensamento e atuação, além de estimular o comportamento de usuários para o cuidado de sua própria saúde.

A promessa das healthtechs, startups com soluções voltadas para a saúde, é o uso da realidade virtual e da inteligência artificial na educação em saúde e no acesso aos serviços de saúde. Faculdades de medicina já utilizam a realidade virtual par ao ensino de disciplinas como anatomia e radiologia. Psiquiatras e psicólogos já usam há algum tempo a realidade virtual para o tratamento de fobias e transtornos do pânico. Isso tudo vem complementar a tecnologia tradicional, que, ao contrário do que se pensa, tecnologias como a telemedicina e os óculos de realidade virtual já estão presentes no Brasil desde antes dos anos 2000.

Como em todo período de catástrofes, guerras ou situações de privação durante a História, apesar dos momentos infelizes, foram desenvolvidas tecnologias essenciais em saúde. A amoxicilina, a dipirona e o soro fisiológico surgiram durante as guerras, e a pandemia de Covid-19 certamente será um momento de descoberta e desenvolvimento de novas tecnologias e produtos que impactarão a saúde das próximas gerações. A criação acelerada das vacinas, que demoraram menos de um ano para serem testadas, aprovadas e aplicadas, já é um grande exemplo dessa evolução.

No próximo ano, aguardamos o surgimento de novas tecnologias e produtos que auxiliarão no combate desta e de próximas pandemias e facilitarão o acesso à saúde, bem como já esperamos um aumento do investimento em healthtechs, além da criação de novas healthtechs nos segmentos de realidade virtual, inteligência artificial, acessibilidade e inclusão, telemedicina — apesar da saturação vista no último ano — e biotecnologia.


*Rafael Kenji Hamada é médico, investidor anjo e CEO da Feluma Ventures, uma corporate venture builder cujo principal objetivo é desenvolver soluções inovadoras voltadas ou adaptadas para as áreas de saúde e educação. É, também, fundador da @academy.abroad; intercambista da Harvard Medical School e speaker do TEDx FCMMG — [email protected]

A telemedicina, aliada ao prontuário eletrônico, que utiliza a tecnologia de assinatura digital e as plataformas de teleconferências, contribuíram para melhores resultados no combate à pandemia

A pandemia da covid-19 evidenciou as realidades sociais e econômicas, mostrando ao mundo que o acesso à saúde é deficitário não só no Brasil, mas em todo o mundo. Países como Itália e Espanha foram os primeiros a sofrer com o aumento do número de mortes causadas pelo novo coronavírus e até mesmo na maior potência do mundo, Estados Unidos, os hospitais tiveram a totalidade dos seus leitos ambulatoriais e de internação ocupados.

O Brasil possui o maior sistema de saúde pública do mundo, através do SUS (Sistema Único de Saúde), com a garantia de acesso à saúde descrita em lei, o que possibilitou uma distribuição facilitada de vacinas e acesso a atendimento médico e de demais profissionais da área. Entretanto, a velocidade de expansão de novos casos superou a capacidade de atendimento, levando à saturação dos sistemas de saúde, tanto público como privado.

Para levar acesso à toda população, as ferramentas digitais de saúde foram e continuam sendo imprescindíveis para o atendimento de qualidade, com seu uso ainda mais necessário durante a pandemia. A principal ferramenta utilizada como forma de melhoria do acesso durante a crise sanitária foi a telemedicina. Empresas que já possuíam a tecnologia saíram na frente na corrida de ampliar o acesso.

Por Rafael Kenji Hamada, CEO da Feluma Ventures. Foto: Divulgação

Com a telemedicina, pacientes com sintomas leves de covid-19, ou aqueles que necessitavam apenas de uma orientação, foram atendidos de forma remota, evitando a sobrecarga dos sistemas de saúde e evitando a contaminação de mais pessoas. O atendimento médico remoto ainda passou a ter um papel de prevenção, já que um paciente com sintomas leves de doenças virais, como cefaleia, tosse, coriza e mialgia, deixou de ir ao hospital para ser atendido e orientado à distância. Dessa forma, enfermos que estavam com outras doenças, como infecção pelo vírus influenza, rotavírus ou bactérias deixaram de ter contato com o SARS-CoV-2, causador do novo coronavírus, logo, evitando uma nova contaminação oriunda do ambiente hospitalar.

A telemedicina passou a ter papel epidemiológico também, quando integrado a uma plataforma de gestão e prontuário eletrônico que registram os dados dos pacientes e seus atendimentos. Isso acontece porque doente de todo o Brasil, inclusive de áreas remotas do interior dos estados foram atendidos por médicos também espalhados por todo o país. Dessa forma, além do registro e da análise dos sintomas apresentados, as plataformas passaram a registrar o endereço do paciente e realizar a notificação compulsória, por meio do e-SUS. Com isso, ampliou-se o desenho do mapa do coronavírus no território nacional e assegurou-se uma melhor acurácia na notificação compulsória, já que muitos dos pacientes orientados em áreas remotas nunca seriam notificados, porque dificilmente seriam atendidos em casos leves a moderados da doença.

Essa atuação da telemedicina e dos prontuários eletrônicos se estendeu não apenas para a covid-19, mas como outras doenças, como a dengue. Entre fevereiro e abril deste ano, pacientes com sintomas sugestivos de covid-19, mas com teste negativo para a doença, foram testados para dengue pelos médicos de teleconsulta. O resultado foi que a grande maioria apresentava sorologia positiva para a doença, gerando um alerta epidemiológico às autoridades de saúde, meses antes de serem notificados oficialmente os surtos de dengue espalhados pelo Brasil.

Vimos iniciativas em todo país de atendimento em saúde a populações ribeirinhas, indígenas, quilombolas e demais pessoas que ainda possuem o atendimento dificultado, muitas vezes de forma gratuita.

A telemedicina, aliada ao prontuário eletrônico, que utiliza a tecnologia de assinatura digital e as plataformas de teleconferências, contribuíram para melhores resultados no combate à pandemia no Brasil e no mundo, além de criar uma nova cultura de transformação digital no país.

*Rafael Kenji Hamada é CEO da Feluma Ventures uma Corporate Venture Builder cujo principal objetivo é desenvolver soluções inovadoras voltadas ou adaptadas para as áreas de saúde e educação – [email protected]

 

Na semana das festas de final de ano, os números de atendimentos por telemedicina para casos de Influenza e COVID-19 entre os associados da Saúde Digital Brasil dispararam, saltando de 7 mil para 15 mil, nos últimos sete dias. A Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digita, organização sem fins lucrativos que congrega entidades que atuam na cadeia de prestação de serviços de telemedicina, representam 90% deste mercado no Brasil. 

Segundo Caio Soares, presidente da Saúde Digital Brasil, esses números são alarmantes e demandam cuidados redobrados por parte da população, sendo inclusive bastante semelhantes aos números de atendimentos registrados em pleno o pico da pandemia, em março de 2021. Esses números observados entre os associados também coincidem ao número de hospitalizações de casos suspeitos de Covid-19 no Município de São Paulo, que segundo nota do Observatório COVID BR tem crescido rapidamente desde o início de dezembro. 

O especialista explica quem a telemedicina,  além de desafogar o sistema de saúde e evitar tanto a subutilização de especialistas quanto a superutilização do sistema, pela agilidade que proporciona e pelo volume de dados que registra, consegue evidenciar, do ponto de vista populacional, os movimentos que acontecem de saúde e o adoecimento com alguma antecedência. O que, nesse caso, é bem preocupante. 

“Isso tem se mostrado bastante verdadeiro durante a pandemia toda e nos coloca mais uma vez em alerta. Realizando uma análise estatística com base nas curvas de crescimento dos atendimentos via telemedicina, no caso da Covid-19, por exemplo, percebemos que eles permitem antecipar a informação entre cinco e sete dias em relação ao que é observado no presencial. Ou seja, se já há uma tendência crescente antes das festas, imagine durante este período em que as pessoas tendem a relaxar com os cuidados”, ressalta Soares.

Desta forma, evitar o máximo aglomerações, seguir com os cuidados de higiene, uso de máscaras, a vacinação segue sendo muito importante neste mimento. Além disso, procurar um médico e realizar o teste sempre que tiver sintomas ou contato com contaminados também é importante para o controle e combate a pandemia.

Fonte: Saúde Digital Brasil 

Atendimento remoto permite avaliação, acompanhamento no pós-operatório e proximidade do médico com pacientes que moram no Exterior

Realidade em várias especialidades médicas, a telemedicina tem se mostrado um recurso eficiente também nas clínicas de cirurgia plástica. “Em tempos de pandemia, esta é uma ferramenta que permite uma conexão segura com o paciente para atendê-lo nas mais variadas necessidades”, observa o médico Juliano Pereira, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Com as recomendações para o isolamento social, uma forma de evitar a disseminação do novo coronavírus, causador da Covid-19, a procura dos pacientes por atendimento remoto, segundo Pereira, aumentou em cerca de 50%.

Em 16 de abril de 2020, por meio de decreto presidencial, foi sancionado o Projeto de Lei nº 13.989/20, que permite o uso da telemedicina durante a pandemia de Covid-19. Desde então, o recurso passou a ser prática diária nos consultórios médicos, incluindo as clínicas de cirurgia plástica do Brasil.

De acordo com levantamento realizado com 900 associados da SBCP, 43% dos cirurgiões plásticos brasileiros passaram a atendimentos on-line após o decreto presidencial. “No período de pandemia, a ferramenta é um acessório importante na avaliação pré-operatória, no acompanhamento de pacientes a distância e também no seguimento tardio no pós-operatório”, afirma Juliano Pereira, ressaltando que o exame físico permanece como uma exigência essencial nos procedimentos de cirurgia plástica e dificilmente será substituído por exames virtuais.

O atendimento “sem fronteiras”, propiciado pela telemedicina, fez com que a procura aumentasse em 50% na clínica de Juliano Pereira. A ferramenta tem favorecido também as consultas on-line com pacientes que moram fora da cidade, em outros Estados e mesmo em outros países. “Em avaliações e mesmo no pré-operatório, a consulta remota costuma adiantar as etapas de preparação para os procedimentos”, observa o cirurgião plástico, que só neste ano já atendeu remotamente pacientes do Japão, Estados Unidos, Portugal, Inglaterra e Austrália.

No dia a dia de clínicas e consultórios, o aprimoramento e o uso cada vez mais intensificado da telemedicina, como demonstra a pesquisa realizada com o apoio da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, vai permitir, de acordo com os especialistas ouvidos no estudo, aumentar a eficiência dos cuidados no pós-operatório e nos cuidados com pacientes que sofreram queimaduras, por exemplo. Facilidade de comunicação com as equipes médicas e conexão com pacientes que estão distantes dos principais centros, sem que isso afete a qualidade e a precisão dos serviços prestados, foram os outros dois pontos citados.

“Vale a pena destacar que para o cirurgião plástico a teleconsulta, no estágio em que nos encontramos na pandemia, é eficiente para orientar o paciente”, diz Juliano Pereira. “O exame físico continua sendo importante e é fundamental para que possamos decidir sobre os procedimentos que precisamos realizar”, conclui.

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