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obesidade

A resistência à insulina é um distúrbio metabólico que tem a capacidade de gerar uma série de doenças, entre as quais a esteatose hepática não alcoólica, que se caracteriza pela gordura elevada nas células do fígado e que pode acarretar cirrose hepática (quadro irreversível de danificação do tecido do fígado).

O médico cirurgião do aparelho digestivo e membro do corpo diretivo da Brasil Low Carb (BLC), Dr. Carlos Bastian, explica que a esteatose hepática tem como condições uma série doenças que, por sua vez, estão associadas à resistência à insulina, tais como: obesidade; hipertensão arterial; diabetes tipo 2; e síndrome metabólica. “De fato, a esteatose hepática não alcóolica é uma doença que vem crescendo gradativamente acompanhando as epidemias de obesidade e diabetes.”, diz.

Dr. Carlos Bastian, explica que a esteatose hepática tem como condições uma série doenças

Na Europa, por exemplo, estima-se que 25% da população tenham esteatose hepática e que essa incidência seja maior entre obesos (cerca de 90%) e pessoas com diabetes tipo 2 (aproximadamente 70%). Levando-se em conta que restringir a ingestão de carboidratos – que leva à diminuição de concentração glicose no sangue e portanto à diminuição da resistência à insulina – já foi considerado tratamento eficaz para mitigar os efeitos nocivos tanto da obesidade quanto do diabetes tipo 2, pode-se chegar à conclusão de que uma dieta low carb também é benéfica no combate à esteatose hepática.

O médico lembra, aliás, que até o momento não foram encontradas provas científicas de outros tratamentos a não ser aqueles que proporcionam redução de peso para combater a esteatose hepática. Conforme Dr. Bastian, em uma revisão sistemática de 2017 disponibilizada pela Biblioteca Cochrane (coleção de bancos de dados em medicina e outras especialidades da área de saúde), pesquisadores concluíram que até hoje foram encontradas apenas evidências de baixa qualidade sobre a eficácia de tratamentos farmacológicos para a doença, sendo necessário ainda a realização de mais ensaios clínicos randomizados bem desenhados e com amostras suficientemente grandes.

O médico ainda afirma que o tratamento mais eficaz para a esteatose hepática é a perda de peso. O que se evidencia, segundo ele, em estudo clínico publicado em fevereiro deste ano na Clinical Liver Disease, cujo intuito foi definir o papel das modificações no estilo de vida no tratamento da doença hepática gordurosa não alcoólica. A pesquisa constatou que a perda crescente de peso estava diretamente associada à melhora do quadro de esteatose.

E, conforme Dr. Bastian, no que tange aos procedimentos voltados à perda de peso e gordura, a dieta cetogênica leva vantagem em relação a outras estratégias alimentares. Como mostrou estudo clínico randomizado feito com 39 pacientes, que comparou a dieta cetogênica com baixíssima caloria e a dieta padrão de baixa caloria na redução do acúmulo de gordura visceral e hepática em pessoas com obesidade. “O estudo concluiu que a perda de peso e a redução na gordura visceral e na gordura do fígado foram maiores no grupo que aderiu a dieta cetogênica”, diz.

Outro estudo clínico randomizado realizado com 40 adolescentes durante oito semanas também concluiu os benefícios da dieta low carb para a mitigação dos efeitos da doença hepática gordurosa não alcoólica. O grupo de jovens que adotou uma dieta com baixo teor de açúcar apresentou maiores reduções de esteatose hepática e de enzimas hepáticas do que o grupo que aderiu à dieta padrão.

Além disso, a prática clínica também demonstra como a adoção de uma dieta com restrição de carboidratos, ao agir reduzindo o peso do paciente, auxilia no tratamento da gordura no fígado. Dr. Bastian cita o exemplo de uma mulher, com 67 anos de idade, obesa, diabética e polimedicada, que foi encaminhada ao seu consultório para avaliação de gordura no fígado, no início de 2021. Em sete meses, após adoção de dieta, ela emagreceu 16 quilos. Em decorrência, seu índice de hemoglobina glicada (que mede a diabetes) baixou de 7,2 % para 5,4¨% e seu índice de GPT (que ajuda a identificar lesões no fígado) foi de 94 U/l para 40 U/l.

Resistência à insulina
A resistência à insulina surge quando tecidos corporais, principalmente músculos esqueléticos e gordura, se tornam menos sensíveis à ação da insulina na captação da glicose que circula no sangue e também aos efeitos inibidores que a insulina exerce sobre a produção hepática da glicose. Este mau funcionamento leva a um aumento da insulina no organismo e à diminuição da tolerância à glicose, o que tende a levar a quadros diabéticos, por exemplo.

Dr. Bastian preocupa-se com o potencial nocivo dessa condição metabólica. “Dados sugerem que metade da população norte-americana adulta tenha resistência à insulina e que a parcela de crianças desse país afetada por essa condição já seja de 10%”, diz. O problema não se restringe aos Estados Unidos, pondera o membro diretivo da ABLC, destacando que, segundo a Federação Internacional de Diabetes, o número de casos de resistência à insulina dobrou nas últimas três décadas.

O problema maior, segundo o médico cirurgião, é a ignorância a respeito da condição.  “A maioria das pessoas que apresenta resistência à insulina, não sabe que tem e nunca ouviu falar dessa condição”, explica. Assim, de acordo com Dr. Bastian, quando se trata de combater o aumento das taxas globais desta doença, tem-se uma barreira adicional: fazer com que as pessoas entendam isso e sua relevância para a sua saúde.

O comprometimento da memória recente acende o sinal de alerta sobre a Doença de Alzheimer. Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), este é o principal sintoma deste tipo mais frequente de demência. A doença afeta especialmente idosos, mas pode acometer pacientes mais jovens, causando a diminuição progressiva da capacidade cognitiva, alterações de comportamento e perda da funcionalidade. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a estimativa é de que há 35,6 milhões de pessoas com Alzheimer no mundo. O número deve dobrar até 2030 e triplicar até 2050. O Ministério da Saúde estima 1,2 milhão de casos no Brasil, sendo que a maioria não foi diagnosticada.

A doença não tem cura, mas a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) reforça que o diagnóstico na fase inicial permite retardar o avanço e dá maior controle sobre os sintomas. Por ser um quadro crônico, pacientes e familiares podem recorrer a grupos de apoio onde são acolhidos e orientados por diferentes especialistas.

As fases e sintomas do Alzheimer

Segundo o Ministério da Saúde e a Abraz, o Alzheimer tem quatro estágios. A divisão é didática, já que sintomas de fases distintas podem ocorrer de forma simultânea, dependendo da velocidade do desenvolvimento da doença em cada paciente.

A forma inicial é marcada por alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais. A fase seguinte é a forma moderada, quando o paciente apresenta agitação e insônia, dificuldade para falar, coordenar movimentos e realizar tarefas simples.

A forma grave é o terceiro estágio, quando a pessoa resiste à execução de tarefas diárias, pode ter incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer e deficiência motora progressiva. O quarto estágio é o terminal, com o paciente restrito ao leito e falando pouco. Pode haver queixas de dor à deglutição e infecções intercorrentes.

Além destes sintomas, depressão, ansiedade e apatia podem ocorrer junto com Alzheimer. O Ministério da Saúde aponta que a sobrevida média dos pacientes oscila entre 8 e 10 anos, a partir do diagnóstico.

Diagnóstico e tratamento do Alzheimer

A Abraz destaca que o estágio inicial raramente é percebido, por ser encarado pelas pessoas próximas como algo normal no processo do envelhecimento. Por isso, é importante o monitoramento nas consultas regulares com o médico ou o geriatra. Em caso de sinais de alerta – como a perda recorrente da memória recente -, a orientação é procurar o médico neurologista.

A Associação aponta que a idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento do Alzheimer. Após os 65 anos, o risco dobra a cada cinco anos. As mulheres parecem ser mais vulneráveis, possivelmente por viverem mais que os homens. A doença não é considerada hereditária, mas familiares de uma pessoa diagnosticada têm mais risco de desenvolvê-la e também de apresentar sintomas precocemente, antes dos 65 anos.

Também em relação ao Alzheimer, hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo são considerados fatores de risco. As formas indicadas para prevenção são adotar estilo de vida com alimentação saudável e prática de exercícios, além de estudar, ler, pensar e manter a mente sempre ativa.

Exames clínicos, neurológicos, psiquiátricos, rastreamento neuropsicológico, de sangue e de imagem, com tomografia do cérebro e ressonância magnética do cérebro ajudam a compor o diagnóstico.  

Centros de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) disponibilizam tratamento multidisciplinar integral e gratuito para pacientes com Alzheimer. Os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas da saúde pública determinam a distribuição de medicamentos indicados para retardar a evolução dos sintomas e os distúrbios da doença.

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia destaca que as universidades têm investido em pesquisas sobre causas, tratamentos e aperfeiçoamento dos métodos de diagnóstico para detectar a doença cada vez mais cedo.

Cuidar do paciente e dos familiares

Com o avanço do Alzheimer, o paciente se torna cada vez mais dependente, necessitando de cuidados em tempo integral. A psicóloga do grupo de apoio do Hospital Rios D’Or, Mariana Guedes, avalia o impacto do diagnóstico de uma doença complexa como o Alzheimer em uma família.

“A gente tende a ver aqui no grupo que normalmente esse cuidado fica restrito a uma pessoa da família, que acaba gerando uma sobrecarga. Há uma ambivalência: o amor, a paciência, o cuidado e, ao mesmo tempo, a exaustão. Acho que o principal para esses familiares é a busca de informações, de orientações sobre como lidar, de uma rede de apoio que pode ser formada por familiares, vizinhos ou grupos como o nosso em que acontece muitas trocas de informações e de experiência”, orienta.

Mariana Guedes lembra que os cuidadores não podem se negligenciar, para também não adoecerem. “O principal é estarem atentos à saúde física e emocional. Essa exaustão é grande, muitas vezes emocional e acaba repercutindo na parte física, em uma depressão e em sintomas de ansiedade”, afirma a psicóloga.

A obesidade infantil é um tema que vem preocupando os pais e médicos a cada ano que passa. Segundo  dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma a cada três crianças, com idade entre cinco e nove anos, está acima do peso. Já uma pesquisa feita em 2019 pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, revelou que 16,33% das crianças brasileiras entre cinco e dez anos estão com sobrepeso, 9,38% com obesidade e 5,22% com obesidade grave. Entre os adolescentes, os números também são preocupantes: 18% apresentam sobrepeso, 9,53% são obesos e 3,98% têm obesidade grave. A doença é uma preocupação generalizada e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2025 o número de crianças obesas no planeta pode chegar a 75 milhões. 

Os números são realmente preocupantes se pensarmos que estamos vivendo uma pandemia há um ano, com escolas fechadas, rotinas completamente diferentes e ansiedade alta. Além disso, com a dificuldade econômica, o acesso a uma alimentação mais equilibrada e saudável, também está mais difícil. Com a alta dos preços dos alimentos, muitas pessoas acabam substituindo alimentos ricos em nutrientes por opções industrializadas e com excesso de açúcar e gorduras. 

“Estamos vivendo um momento muito atípico no mundo, mas é importante alertar que a obesidade infantil é um problema antigo e que precisa de mais atenção tanto dos pais como dos nossos líderes políticos, com ações como merendas mais saudáveis e ricas em nutrientes, além de uma educação alimentar”, explica a Pediatra Felícia Szeles. 

Além da alimentação, outro fator importante para o sobrepeso infantil é o estilo de vida das crianças e adolescentes, que estão cada vez mais sedentários por conta do excesso de telas e poucos estímulos físicos na rotina familiar. Os tempos também são outros, isso é fato: a nova geração não brinca na rua como a geração de seus pais, que jogavam bola na rua, brincavam de pega-pega ou tinham que exercitar a mente com brincadeiras criativas para ocupar o tempo. 

“As telas são, sem dúvida nenhuma, um dos fatores que mais facilitam o sedentarismo e, consequentemente, a obesidade. E com a pandemia, isso só piorou, já que a maioria das crianças acorda e já vai para as aulas online ou para o desenho. O desafio para os pais é grande, mas é preciso impor limites pensando na saúde e qualidade de vida dos pequenos. Por mais chato que seja ver a criança chorar ou fazer manha querendo as telas, vale a pena segurar agora para garantir mais saúde e qualidade de vida para os pequenos”, ressalta a Dra. 

#FicaADica – pequenas atitudes que incentivam as crianças a uma vida mais saudável: 

  • Use e abuse dos alimentos coloridos. As cores estimulam as crianças, facilitando a ingestão de verduras, legumes e frutas; 
  • Ofereça água várias vezes ao dia, seu filho pode achar que está com fome e muitas vezes ele está com sede.
  • Não dê suco de rotina. Mesmo os naturais são muito calóricos e possuem poucas fibras. 
  • Evite falar: “você tem que comer isso”. No lugar, coloque no prato de todos da casa e coma junto, o exemplo vale mais que mil palavras; 
  • Sempre  introduza novos alimentos – pode ser tipo ou forma de preparo -isso favorece a aceitação e dificulta a seletividade ; 
  • Faça da refeição um momento agradável. Comer sempre que possível em família e respeitar os sinais de saciedade de cada criança. Lembra-se que a quantidade que você acha ideal pode ser muito para seu filho; 
  • Leve seu filho à feira, deixe ele conviver com aquela variedade linda de cores e sabores. Deixe ele escolher o que quer experimentar, cheirar, tocar. Se sentir útil e importante já é meio caminho andado; 
  • Limite horários para as telas, evitando pelo menos duas horas antes de dormir. Dormir bem também é importante no combate à obesidade;  
  • Reserve um tempo para brincadeiras mais ativas, em pé, correndo, dançando ou fazendo algum esporte. Faça também alguma atividade física, atitudes saudáveis inspiram e estimulam;
  • Insira a criança em rotinas da casa, como por exemplo: peça ajuda para guardar os brinquedos,  arrumar a cama ou mesmo lavar as frutas e saladas;  
  • Não faça estoque de bolachas, refrigerantes e doces. É muito mais fácil falar que não tem do que não pode; 
  • Evite ao máximo o consumo de frituras 
Dra. Felícia Szeles
Formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC – Campinas), é especialista em Pediatria e Alergia e Imunologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Pediatra nas áreas de Puericultura, Infância e Adolescência, também realiza acompanhamento pediátrico pré-natal em gestante. Como Alergista, atua com foco no atendimento infantil.

Quando o objetivo é a perda de gordura e peso, almejando o bem-estar e a promoção de saúde, a mudança de hábitos é de suma relevância. Afinal, foi uma determinada rotina que levou ao estado atual de sobrepeso, e necessita ser modificada para que a meta de emagrecimento seja alcançada. Contudo, não se trata de tarefa fácil alterar costumes tão arraigados, sendo necessário esforço contínuo.

O médico endocrinologista, especialista em emagrecimento, Rodrigo Bomeny, destaca a importância do hábito para a sobrevivência humana. Conforme Bomeny, quando se exerce um ato de decisão consciente, costuma-se despender muita energia no processo. “É por isso que aprender a dirigir, por exemplo, causa tanto stress e cansaço” diz. Dessa forma, para poupar energia, o ser humano desenvolve hábitos. De maneira geral, 40% das decisões que o ser humano toma é automatizada. Por exemplo: andar, correr, comer, escovar os dentes.

Especialista em emagrecimento, Rodrigo Bomeny é graduado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), com residência em clínica médica e em endocrinologia e metabologia pela mesma instituição de ensino.

Os hábitos e as decisões conscientes são realizadas em locais distintos do cérebro. O processo decisório surge no córtex pré-frontal. Os hábitos são controlados gânglios da base. “Porque são funções executadas em regiões distintas é tão difícil entendermos e aceitarmos que tomamos ações irrefletidas e, consequentemente, mudarmos nossos hábitos”, diz Bomeny. Além disso, contribui para frustrar a alteração de rotinas, o fato de que elas são resultados de um processo adaptativo, visando à economia de energia para sobrevivência. “Nesse sentido, para mudar hábitos, será preciso usar aquela energia poupada. Isso é difícil, porque o corpo quer permanecer na zona de conforto”, explica.

O médico endocrinologista, explica que a formação de hábitos passa por três pontos principais, que são: o gatilho; a rotina; e a recompensa. “O gatilho é aquilo que desencadeia a ação que gera o hábito”, relata. Há diversos tipos de gatilho, tais como: emocional (tristeza, raiva, cansaço stress); relativo a lugar (restaurante, casa da mãe, escritório); e associado a determinada situação (reunião de trabalho, encontro de amigos etc.). A rotina é ação aquilo que deriva do gatilho. Por exemplo: comer um doce sempre que está triste ou como sobremesa quando vai a um restaurante.

Já a recompensa, destaca Bomeny, é aquilo que faz com que o nosso cérebro entenda que o comportamento promovido pelo gatilho é uma boa ação. “Nossa mente nunca desenvolverá um hábito que nos faça sofrer, por isso todo hábito é recompensador”, diz. Assim, de acordo com o médico especialista em emagrecimento, para mudar hábitos, será preciso investigar os gatilhos, as rotinas e as recompensas, tarefa que nem sempre é fácil, já que se trata de processos inconscientes.

Para iniciar o processo de transformação do hábito é preciso incialmente, segundo o médico endocrinologista, estabelecer uma prioridade. “Não adianta querer mudar sua vida inteira de uma só vez, você dificilmente irá conseguir. Escolha um hábito e foque nele”, diz.

Após estabelecer qual o hábito deseja modificar, o primeiro passo a ser dado é a identificação da rotina que necessita ser alterada. Por exemplo: comer pão de manhã ou comer muito à noite. Conforme Bomeny, trata-se da engrenagem mais simples de ser identificada nesse complexo mecanismo que é o hábito. 

O segundo passo é discernir a recompensa obtida dessa ação rotineira. “Trata-se de tarefa complicada porque podem existir várias recompensas para a mesma ação”, explica o médico endocrinologista, ressaltando, porém, a importância desse reconhecimento para a transformação do hábito. “A recompensa, de certa forma, atende a um desejo, a uma expectativa que se tem de determinado gatilho. Se você não souber qual a sua recompensa, fica muito mais difícil mudar a rotina”, destaca.

A melhor maneira de identificar a recompensa é por meio de testes. Nesse sentido, explica Bomeny, caso a pessoa já tenha estabelecido a rotina de comer um salgado no meio da tarde, durante o trabalho, por exemplo, e ache que faz isso porque tem fome, ela deve testar essa hipótese. Assim, inicialmente, substituirá o lanche por um alimento saudável. Depois, deve anotar o que sentiu: se a fome continuou, cessou etc. “É importante anotar para refletir e assim conseguir detectar com mais facilidade a recompensa” diz.

Por fim, o terceiro passo é a identificação do gatilho. Conforme Bomeny, também é uma ação de difícil resolução porque existem diversos gatilhos possíveis para uma mesma rotina. “No caso do lanche da tarde, por exemplo, o gatilho pode ser a hora do dia, o local de trabalho, o estado emocional (tédio, cansaço, irritação), até a presença de outras pessoas”, destaca. A fim de conseguir distinguir o gatilho para determinada rotina, mais uma vez, anotar o que está sentindo, o momento que se encontra no dia, o horário, a tarefa que está fazendo, é imprescindível.

A partir do momento que as rotinas, recompensas e gatilhos estiverem bem estabelecidas, deve-se passar para o planejamento de ações que precisam ser realizadas para modificar o hábito visando a perda de gordura e peso. “Todo conhecimento do mundo será inútil se não for praticado, principalmente quando o assunto é hábito, cuja mudança requer esforço e constância”, afirma.

Segundo o médico endocrinologista, pensando em hábitos que promovem o ganho peso, o gatilho mais comum é o emocional e a rotina é o ato de comer. Dessa maneira, visando ao emagrecimento, a pessoa necessita aprender novas rotinas (prática de exercícios e meditação, por exemplo) e tentar evitar os gatilhos. Conforme Bomeny, nesse ponto, o ambiente interno (as emoções) não pode ser negligenciado.

As explicações sobre formação de hábitos fazem parte do Você+, método de acompanhamento multidisciplinar desenvolvido por Bomeny que foca no desenvolvimento de 5 níveis considerados essenciais para a mudança do estilo de vida e emagrecimento.

Levar um estilo de vida ativo não é suficiente para combater os efeitos negativos do excesso de peso na saúde do coração, de acordo com uma pesquisa publicada recentemente. Isso desafia a ideia de que condicionamento físico é mais importante do que peso para levar um estilo de vida saudável e apela às empresas que repensem políticas de saúde internas que priorizam a atividade física em vez de perda de peso.

Pesquisadores analisaram dados de mais de 500 mil adultos e agruparam pessoas com base nos níveis de atividade e peso corporal, avaliando a saúde do coração e três principais fatores de risco para derrame e ataque cardíaco: diabetes, pressão alta e colesterol alto.

Embora ser ativo esteja relacionado a uma melhor saúde cardíaca para qualquer pessoa, o autor do estudo, Alejandro Lucia, da Universidade Europeia de Madri, disse que os resultados indicam que “o exercício não parece compensar os efeitos negativos do excesso de peso”, contradizendo a popular noção de que alguém pode ser “gordo, mas saudável”.

Lucia disse que essa noção “levou a propostas controversas de políticas de saúde para priorizar a atividade física e a boa forma acima da perda de peso”, políticas que ele acredita que devam ser reconsideradas para tornar a “perda de peso um alvo principal” na luta para reduzir o risco de doenças cardiovasculares em pessoas com sobrepeso e obesas.

Embora uma quantidade substancial de pesquisas mostrem que ser ativo protege contra várias doenças, o impacto do peso corporal tem se mostrado mais controverso. Muitos, como Lucia observou, apoiam a ideia de que alguém pode ser “gordo, mas em forma” (em inglês, “fat but fit”) e há evidências que sugerem que o condicionamento físico pode ajudar a compensar o excesso de peso. É improvável que o estudo resolva essa controvérsia e há uma série de falhas metodológicas que precisariam ser abordadas para resolver a questão de forma conclusiva. Keith Frayn, professor emérito de metabolismo humano da Universidade de Oxford, disse que a pesquisa “deve ser considerada apenas um ponto de partida” ao falar sobre a relação entre condicionamento físico, peso e saúde.
 
Frayn disse que o desenho do estudo significa que ele poderia ter perdido fatores de saúde que “não estão necessariamente refletidos nas medições de sangue relatadas aqui”, bem como benefícios que vão “além da proteção contra doenças cardiovasculares (e) metabólicas”.

Michael Pencina, vice-reitor de ciência de dados e tecnologia da informação na Duke University School of Medicine, disse à CNN que o estudo não pode levar a uma conclusão sobre a causa dos problemas de saúde. “Este é um estudo transversal”, disse ele. “Tudo o que podemos falar é sobre associações”. O estudo não pode, por exemplo, nos dizer se uma pessoa se tornou ativa porque era obesa ou se era ativa e ainda assim se tornou obesa, explicou Pencina.

Já o professor Metin Avkiran, diretor médico associado da British Heart Foundation, disse que o estudo “acrescenta evidências existentes de que não existe “obesidade saudável”, além de confirmar que ser fisicamente ativo protege contra esses fatores de risco.

 
No Brasil
Para Pedro Augusto Bastos, cardiologista do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP), mesmo que pessoas em condição de obesidade tenham um estilo de vida saudável, o sobrepeso continua sendo um fator de risco para diversas doenças cardiovasculares. “Exercícios físicos e boa alimentação são essenciais, mas não garantem 100% de isenção do desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Somente se manter ativo não é o suficiente. É necessário direcionar as atividades para a perda real de peso”, explica o médico.
 
Segundo ele, em diversas famílias brasileiras, há a crença de que deixar as crianças muito bem alimentadas, às vezes de modo exagerado, significa torná-las fortes e imunes a qualquer enfermidade. Mas, é possível perceber o aumento de crianças e adolescentes acima do peso, com problemas de saúde em idades muito precoces em comparação a gerações anteriores às atuais. Bastos defende que a “obesidade saudável” é uma ilusão, visto que os fatores que mantêm o excesso de gordura corporal, como dieta inadequada e sedentarismo, deixam as pessoas propensas a adquirir problemas de saúde a qualquer momento. “Normalmente, aqueles que estão acima do peso têm uma alimentação de pior qualidade e praticam menos atividade físicas, o que pode provocar aumento de hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes, levando a infartos e acidentes vasculares encefálicos.”
 
Por outro lado, o médico garantiu que o corpo magro não necessariamente é um símbolo de saúde, já que algumas pessoas que não se encontram acima do peso também podem desenvolver doenças cardiovasculares, como diabetes do tipo 1, por questões genéticas ou dieta precária. “A ideia que tento manter em alta para os meus pacientes é que ter qualidade de vida, é um fator de proteção, mas, infelizmente, não nos deixa isentos das doenças cardiovasculares.” Além de buscar a perda de peso de maneira segura, a solução para qualidade de vida apresentada por Bastos inclui prática regular de exercícios físicos e boa alimentação.

Fonte: forbes.com.br

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são responsáveis por 63% das mortes no mundo. No Brasil, são a causa de 74% dos óbitos.

Apesar desta realidade, a maioria das doenças crônicas pode ser prevenida ou controlada, possibilitando viver com qualidade. Para isso é preciso, em primeiro lugar, conhecer a doença e, em segundo, tratá-la de forma correta, completa e contínua.

O que é?

Doenças crônicas são aquelas de progressão lenta e longa duração, que muitas vezes levamos por toda a vida. Podem ser silenciosas ou sintomáticas, comprometendo a qualidade de vida. Nos dois casos, representam risco para o paciente.

Entre as principais DCNT estão: doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas (bronquite, asma, DPO, rinite), hipertensão, câncer, diabetes e doenças metabólicas (obesidade, diabetes, dislipidemia).

Causas

As doenças crônicas não estão associadas a uma causa única. Normalmente são decorrentes de múltiplos fatores relacionados, que podem ser:

  • Condições de saúde
  • Obesidade
  • Doença congênita (que se adquire com o nascimento)
  • Doença genética (produzida por alterações no DNA)
  • Comorbidades (coexistência de doenças)
Hábitos de saúde

Embora os fatores de risco devam ser considerados em conjunto para compreender e tratar uma doença crônica, podemos relacioná-las com hábitos de vida que influenciam seu surgimento.

Prevenção e Controle

Mudanças nos hábitos são necessárias tanto no controle como na prevenção das doenças crônicas. Os fatores de risco evitáveis têm um papel importante no surgimento e progressão destas doenças. Um estilo de vida saudável pode melhorar a expectativa e a qualidade de vida.

Comece incluindo no seu dia a dia:
  • Alimentação saudável e variada, rica em frutas, vegetais e cereais e com consumo reduzido de industrializados, açúcar e sódio.
  • Atividades físicas regulares, programada (academia, esportes) ou não programada (recreativa).
    Consumo reduzido de bebidas alcoólicas.
  • Não fumar.
  • Reservar um tempo para realizar atividades que tragam prazer, tranquilidade e relaxamento.

Fonte: ladoaladopelavida.org.br

Mais de 1100 mortes por dia. O número é chocante, mas traduz uma realidade que precisa da nossa atenção. As doenças cardiovasculares, afecções do coração e da circulação sanguínea são a principal causa de morte no Brasil e no Mundo. E isso pode estar diretamente relacionado aos hábitos de vida e à medida da circunferência abdominal dos pacientes.

“São cerca de 400 mil mortes por ano. E grande parte desses óbitos poderiam ser evitados ou postergados com medidas preventivas e terapêuticas. Mas, infelizmente, muitas pessoas só percebem a gravidade da situação após um evento cardíaco grave.” – Dra. Ana Teresa Glaser Carvalho, Médica Cardiologista (CRM 12083 | RQE 14741 | RQE 14740).

O sobrepeso e a obesidade estão entre os principais fatores de risco para a ocorrência de problemas cardíacos. Eles estão relacionados não só à características genéticas, mas também ao estilo de vida das pessoas.

Síndrome Metabólica

Para entender o risco que o aumento da circunferência abdominal representa para o nosso coração, é preciso conhecer a Síndrome Metabólica. Ela consiste em um conjunto de fatores de risco que se manifestam em um indivíduo e aumentam as chances de desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes.  

A síndrome metabólica envolve a presença de 3 ou mais dos seguintes critérios:

  • Aumento da circunferência abdominal ( > 94 cm em homens e > 80 cm em mulheres);
  • Glicemias > 100 mg/dl ou diabetes em tratamento;
  • Pressão arterial > 130/85 mmHg ou hipertensão em tratamento;
  • Triglicerídeos > 150 mg/dl;
  • HDL- colesterol < 40 em homens e < 50 em mulheres.

“O excesso de células de gordura provoca uma série de reações metabólicas inflamatórias que se espalham por todo o corpo. Isso prejudica o funcionamento dos órgãos e sistemas. Por isso a obesidade é considerada uma doença crônica e grave.” – Dra. Ana Teresa Glaser Carvalho, Médica Cardiologista (CRM 12083 | RQE 14741 | RQE 14740).

Circunferência Abdominal

Um dos principais sinais de que precisamos prestar mais atenção à nossa saúde é o aumento da circunferência abdominal. Ele significa uma maior quantidade de tecido adiposo (gordura) acumulada em nosso corpo. Especialmente aquela localizada no abdome, entre os órgãos. A chamada gordura visceral.

“É muito importante que as pessoas façam acompanhamento regular com o médico cardiologista. Nessa oportunidade, além de uma série de outros exames, o profissional poderá medir a circunferência abdominal do paciente.” – Dra. Ana Teresa Glaser Carvalho, Médica Cardiologista (CRM 12083 | RQE 14741 | RQE 14740).

Como prevenir doenças cardiovasculares 

O tratamento da síndrome metabólica e a prevenção das doenças cardíacas passa por uma mudança ampla no estilo de vida das pessoas. E, entre os objetivos, está a redução da circunferência abdominal.

Para tanto, é necessário adotar as seguintes medidas:

Consultar o médico cardiologista periodicamente: 

Muitas doenças, como a hipertensão, não apresentam sintomas, devendo ser rastreadas.  Além disso, possuímos predisposições genéticas que podem se manifestar ao longo dos anos. Reconhecê-las precocemente é fundamental para que possamos atuar na prevenção. 

Terapias como o uso de medicamentos para o controle da hipertensão arterial e do diabetes, assim como para o controle do colesterol e dos triglicerídeos, são extremamente importantes para evitar agravos à saúde.

Praticar exercícios físicos: 

Com orientação profissional, o exercício físico auxilia de forma segura na perda de peso e na redução da circunferência abdominal. Além disso, a ciência comprova que a prática regular de exercícios físicos traz inúmeros benefícios para a saúde, como: 

  • Redução da pressão arterial sistêmica; 
  • Redução do estresse;
  • Fortalecimento dos ossos e músculos; 
  • Maior sensibilidade à insulina e maior tolerância à glicose (prevenção e tratamento do diabetes);
  • Maior concentração de HDL (colesterol bom) e menor concentração de triglicerídeos e LDL (colesterol ruim);
  • Melhora a atividade sexual. 

Alimentação saudável: 

Uma dieta saudável é fundamental para a redução da circunferência abdominal. A ciência comprova que os alimentos que consumimos podem ser decisivos tanto para causar, como para prevenir doenças. 

Consumir produtos naturais como legumes, frutas, verduras, grãos, proteínas e gorduras de boa qualidade está diretamente relacionado a uma redução dos processos inflamatórios (especialmente nas artérias e intestino). 

Já o consumo de produtos industrializados, que costumam possuir muito sódio, açúcar e farinhas brancas, pode levar à carência nutricional e, ao mesmo tempo, favorece a obesidade, o aumento da circunferência abdominal e ao desenvolvimento da síndrome metabólica.

Parar de fumar: 

A cada tragada, o fumante  absorve substâncias tóxicas e inflamatórias. Entre elas, está a nicotina. Tais substâncias são despejadas no sangue do paciente e têm um efeito inflamatório. Além de provocarem diversos tipos de câncer, elas causam lesão das camadas mais internas dos vasos sanguíneos. Tal efeito inflamatório pode levar à obstrução das artérias, ao infarto do coração e ao Acidente Vascular Cerebral.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia alerta que o tabagismo é o maior risco controlável na prevenção de doenças cardiovasculares. Os tabagistas têm de 2 a 3 vezes mais risco de sofrer um derrame( AVC), um infarto do miocárdio e doença arterial periférica. Além disso, têm 12 a 13 vezes mais risco de ter doença pulmonar obstrutiva crônica. E quando os fumantes sofrem um infarto, eles morrem mais que os não fumantes. 

Combater o Alcoolismo: 

O consumo excessivo de álcool aumenta a pressão arterial e o risco de arritmias cardíacas, aumentando o risco cardiovascular. As bebidas alcoólicas também podem provocar danos ao Sistema Nervoso Central e acúmulo de gordura no fígado. A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda moderação no consumo de álcool.

Viva mais e com melhor qualidade de vida. Consulte o Médico Cardiologista regularmente e fique atento à circunferência abdominal. Os médicos da Equipe Seu Cardio estão a sua disposição. 

Fonte: seucardio.com.br

Sobre a Autora:

Dra. Ana Teresa Glaser Carvalho é Médica Cardiologista (CRM 12083 | RQE 14741 | RQE 14740).

Especialidades:

– Cardiologia (14741);

– Clínica Médica (14740).

Formação acadêmica:

– Graduação em Medicina pela UFPR (1992 – 1998);

– Residência Médica em Clínica Médica no Hospital Governador Celso Ramos (2013 – 2015);

– Residência Médica em Cardiologia no Instituto de Cardiologia de Santa Catarina (2015 – 2017);

– Estágio em Ecocardiografia no Instituto de Cardiologia de Santa Catarina

(2017 – 2019);

– Título de Especialista em Cardiologia pela AMB e SBC (2017).

Cerca de 20% dos brasileiros estão obesos. É o que aponta a pesquisa da Vigitel  (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), divulgada pelo Ministério da Saúde.

Em 2006, quando a pesquisa começou, esse número era de 11,8%. Considerando o excesso de peso, 55,4% da população está nesta situação.

No Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, o médico cardiologista doutor Everton Dombeck, do Hospital Cardiológico Costantini, explica que a obesidade é um dos principais fatores de risco para as doenças. cardiovasculares.

“Nós costumamos falar sobre o tripé dos fatores que desencadeiam as doenças do coração: colesterol, pressão e glicemia. Esses são os índices que precisam estar controlados. Normalmente, quando elevados, associados a uma vida desregulada, sem dieta e exercícios físicos, a pessoa chega à obesidade”.

Em 2020, com a pandemia do coronavírus, esses números tendem a aumentar. “Nós já estamos vendo esse crescimento no consultório.

Os pacientes estão passando por mudanças bruscas nas rotinas e esse período de adaptação é muito complicado.

Pessoas que antes comiam nos refeitórios das empresas, com alimentação balanceada ou que costumavam levar marmita para o trabalho, hoje, com a falta de tempo, estão comendo mais industrializados e fast-food”, conta Dombeck.

Além disso, Dombeck explica que o isolamento social e as dúvidas sobre o futuro evidenciam o estresse e a ansiedade, o que acaba estimulando a alimentação por compulsão.

“Em uma rotina normal, o ideal é que a pessoa siga uma dieta equilibrada e faça exercícios físicos com frequência. Hoje, neste momento atípico, este controle ficou ainda mais difícil. As preocupações são outras, então, a última coisa que nós pensamos é na saúde física, o que não deveria acontecer”.

Cuidados para prevenção e tratamento

A obesidade é uma doença crônica e exige constante tratamento. A melhor saída é sempre a combinação entre dieta equilibrada e exercícios físicos.

O recomendado é fazer acompanhamento médico, com ajuda de nutricionistas, endocrinologistas, cardiologistas e um profissional da área de educação física para auxiliar nos exercícios.

Dombeck explica que é muito importante um acompanhamento psicológico:

“Eu costumo falar que é o ‘ping-pong de autossabotagem no padrão comportamental’ que leva as pessoas a cometerem erros básicos e muito frequentes no que diz respeito à dieta, atividade física e, consequentemente, no controle dos níveis de colesterol, pressão e glicemia. Não importa a idade, grau de escolaridade, nem a classe social, o ser humano é suscetível a repetir esse comportamento durante toda a vida. Precisa de uma reeducação”.

Por Dr. Everton Dombeck, do Hospital Cardiológico Costantini

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