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O sedentarismo é caracterizado pela falta ou diminuição das atividade física. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o sedentarismo é considerado o mal do século e um dos fatores de risco para doenças cardiovasculares. Um estudo clínico, que se estende ao longo de quase meio século, mostra que o sedentarismo é o segundo maior fator de risco para a mortalidade. Nesse contexto, perde posição apenas para o tabagismo.

Sedentarismo: os perigos da inatividade física

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de exercícios físicos por, pelo menos, 150 minutos por semana. No entanto, a OMS revela que uma, a cada três pessoas, não pratica atividades físicas regularmente. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o corpo humano funciona melhor quando recebe estímulos. Dessa forma, quando o indivíduo é ativo, as funções vitais acontecem de forma regular e com menor desgaste. 

Em contrapartida, o indivíduo sedentário sobrecarrega o organismo, prejudicando o seu funcionamento. Como consequência, ocorre o sobrepeso, a obesidade, além de doenças como diabetes e hipertensão.  

Estudo evidencia riscos do sedentarismo

O estudo conduzido pelo Dr. Per Ladenvall, do Departamento de Biologia Molecular e Medicina Clínica, Sahlgrenska Academy da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, e Publicado no European Journal of Preventive Cardiology, é considerado um dos mais longos do seu gênero.

Entitulado ”The dangers of physical inactivity revisited in 45-year study”, foi realizado com o intuito de investigar os fatores de risco do sedentarismo para doenças cardiovasculares e mortalidade. Ao longo de quase meio século, os pesquisadores investigaram a atividade física e seu efeito sobre a expectativa de vida.

A equipe de pesquisadores acompanhou um grupo de 792 homens, por 45 anos. Os participantes eram todos homens de 50 anos de idade quando foram recrutados em Gotemburgo, em 1963. Durante a realização do estudo, foram realizados testes de esforço, ergoespirometria e exames físicos.

De acordo com os índices de VO2, os homens foram divididos em três seções. São elas: 2,00 litros por minuto, 2,26 litros por minuto e 2,56 litros por minuto. No resultado, um claro padrão foi identificado: cada aumento no VO2 max reduziu em 21% o risco de morte durante o curso do estudo. Essa relação se manteve mesmo após o controle de pressão arterial, tabagismo e níveis sérios de colesterol.

O estudo concluiu que o estilo de vida sedentário é associado ao risco aumentado de Diabetes, de doença cardiovascular e de morte. A baixa capacidade aeróbica foi associada ao aumento da mortalidade. Assim, o efeito do sedentarismo sobre a mortalidade é menor apenas que o impacto do fumo.

Nos últimos anos o número de fumantes reduziu significativamente, muito em razão das campanhas antitabagismo. Agora, o próximo desafio é encorajar as pessoas a se manterem ativas.

Mudança de Hábitos no Combate ao Sedentarismo 

Não só uma alimentação regrada garante uma vida saudável. A prática de atividades físicas regular, aliada à dieta, é fundamental para a manutenção da qualidade de vida ideal. 

O estilo de vida atual da maioria das pessoas, com uma rotina corrida, muitas vezes é usado como empecilho para a realização de exercícios físicos. No entanto, como vimos, o sedentarismo pode trazer muitos danos à saúde. Assim, é preciso separar algum momento do dia para a prática de exercícios. 

Para começar, 30 minutos de caminhada diária já são suficientes. Além disso, adotar uma alimentação saudável é capaz de proporcionar uma melhora da qualidade de vida e também a redução do peso, afastando assim, riscos para a saúde. 

Cuide da sua saúde. Adote hábitos saudáveis, entre eles a prática de atividade física. Afinal, agora você já sabe que o sedentarismo é também um importante fator de risco para o coração. 

Fonte: seucardio.com.br

Cerca de 20% dos brasileiros estão obesos. É o que aponta a pesquisa da Vigitel  (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), divulgada pelo Ministério da Saúde.

Em 2006, quando a pesquisa começou, esse número era de 11,8%. Considerando o excesso de peso, 55,4% da população está nesta situação.

No Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, o médico cardiologista doutor Everton Dombeck, do Hospital Cardiológico Costantini, explica que a obesidade é um dos principais fatores de risco para as doenças. cardiovasculares.

“Nós costumamos falar sobre o tripé dos fatores que desencadeiam as doenças do coração: colesterol, pressão e glicemia. Esses são os índices que precisam estar controlados. Normalmente, quando elevados, associados a uma vida desregulada, sem dieta e exercícios físicos, a pessoa chega à obesidade”.

Em 2020, com a pandemia do coronavírus, esses números tendem a aumentar. “Nós já estamos vendo esse crescimento no consultório.

Os pacientes estão passando por mudanças bruscas nas rotinas e esse período de adaptação é muito complicado.

Pessoas que antes comiam nos refeitórios das empresas, com alimentação balanceada ou que costumavam levar marmita para o trabalho, hoje, com a falta de tempo, estão comendo mais industrializados e fast-food”, conta Dombeck.

Além disso, Dombeck explica que o isolamento social e as dúvidas sobre o futuro evidenciam o estresse e a ansiedade, o que acaba estimulando a alimentação por compulsão.

“Em uma rotina normal, o ideal é que a pessoa siga uma dieta equilibrada e faça exercícios físicos com frequência. Hoje, neste momento atípico, este controle ficou ainda mais difícil. As preocupações são outras, então, a última coisa que nós pensamos é na saúde física, o que não deveria acontecer”.

Cuidados para prevenção e tratamento

A obesidade é uma doença crônica e exige constante tratamento. A melhor saída é sempre a combinação entre dieta equilibrada e exercícios físicos.

O recomendado é fazer acompanhamento médico, com ajuda de nutricionistas, endocrinologistas, cardiologistas e um profissional da área de educação física para auxiliar nos exercícios.

Dombeck explica que é muito importante um acompanhamento psicológico:

“Eu costumo falar que é o ‘ping-pong de autossabotagem no padrão comportamental’ que leva as pessoas a cometerem erros básicos e muito frequentes no que diz respeito à dieta, atividade física e, consequentemente, no controle dos níveis de colesterol, pressão e glicemia. Não importa a idade, grau de escolaridade, nem a classe social, o ser humano é suscetível a repetir esse comportamento durante toda a vida. Precisa de uma reeducação”.

Por Dr. Everton Dombeck, do Hospital Cardiológico Costantini

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