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headhunter

O termo workaholic tem caído cada vez mais em desuso. Em um passado recente, era considerado de ‘respeito’ o profissional que trabalhava de forma excessiva nas organizações e que, quase nunca, conseguia tempo para seus compromissos pessoais. Hoje, ao contrário, o equilíbrio é muito valorizado. Há pesquisas que comprovam que ele promove felicidade e mais produtividade, pois o indivíduo consegue transitar, de forma adequada, por todas as esferas da vida: pessoal, profissional e espiritual.

De acordo com David Braga, CEO, board advisor e headhunter da Prime Talent, ao longo da carreira há fases em que é necessário se dedicar arduamente a tarefas profissionais, mas isso não precisa se transformar em rotina. “Manter o expediente por longos períodos, inclusive extrapolando os horários de descanso e fins de semana, não significa estar sendo produtivo. Outro ponto a ser avaliado é que a vida é muito mais do que apenas trabalhar e pagar boletos, não é verdade?”, diz.

Para o headhunter, que também é professor da Fundação Dom Cabral e conselheiro da Associação Brasileira de Recursos Humanos – seção Minas Gerais (ABRH MG), a gestão da rotina profissional, com equilíbrio e coerência, é de responsabilidade individual. Segundo ele, se o profissional não estabelece rotinas para si, as empresas acabam criando novas demandas e tarefas e o workaholic se vê atolado, pois quer “abraçar o mundo”.

“Claro que o bom colaborador deve estar sempre aberto a aceitar novos desafios e projetos em sua carreira, desde que consiga, na prática, conciliar com tarefas já preestabelecidas. Quando ele vai absorvendo novas atividades, sem respeitar o próprio limite, o corpo grita. Não à toa, o Brasil desponta nos índices de burnout, a famosa Doença do Século, que tem levado muitos profissionais à estafa mental”, acrescenta. Assim, perdem as corporações e os colaboradores.

David Braga, CEO da Prime Talent. Foto divulgação

Entre as orientações que o especialista em carreira elenca estão:

  • Priorizar o que é urgente em detrimento do importante;
  • Segmentar o que você precisa entregar;
  • Reavaliar se o que tem feito, hoje, produzirá resultados para o futuro;
  • Não criar ou manter a cultura do “tudo para ontem” – esse tipo de ambiente gera estresse, fica tóxico, adoece as pessoas e cria o sentimento de incompetência ou de incapacidade;
  • Fazer uma autorreflexão: se você está em uma empresa da qual não compactua com os valores, o que ainda faz aí? Sua opinião não é escutada ou você não é valorizado no emprego, o que tem feito para alterar esse contexto? Trabalha de forma excessiva? Reveja seu dia a dia;

“Antes de ter uma crise de burnout, promova mudanças na sua rotina para obter mais qualidade, assertividade e até mesmo produtividade. A vida pede atitude, mas também leveza. Viver com equilíbrio mostra sabedoria, especialmente porque já percebemos que a vida é curta. E, lembre-se: profissionais de sucesso assumem o controle de suas vidas – criam caminhos para mudar aquilo com o que não concordam ou que os deixa insatisfeitos. Já os demais – ou os medianos – o que fazem? Preferem deixar a vida passar por meses ou anos”, acrescenta Braga.

Segundo ele, na atualidade, e cada vez mais, as pessoas têm buscado o equilíbrio, afim de conseguir dar conta de todas as esferas da vida – profissional, pessoal e espiritual. “Saiba que você está exatamente onde batalhou para estar. E se não estiver contente com a situação, crie novas formas e maneiras para mudar este cenário. Como sabiamente disse o físico Albert Einstein: ‘A vida é como andar de bicicleta. Para manter em equilíbrio é preciso se manter em movimento’”, conclui.

 

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