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Sabemos que a vida de qualquer pessoa pode ser afetada negativamente com o problema da dor crônica. E, muitas vezes, medicamentos como anti-inflamatórios e outros analgésicos são insuficientes no alívio da dor.

Os antidepressivos são remédios considerados adjuvantes no tratamento da dor crônica. Os remédios adjuvantes são medicamentos que geralmente  foram desenvolvidas, e são utilizados, para tratar outras doenças e podem ser utilizados para aliviar dores. Eles funcionam alterando a forma com que os nervos processam a dor e reduzindo a sensibilização central.

Sempre que eu prescrevo um antidepressivo para um paciente com dor crônica eu gasto um tempo da minha consulta explicando o porquê. Muitos já passaram por outros médicos que também prescreveram, porém não aderiram ao tratamento, justamente por acharem estranho uma prescrição de antidepressivo – Comenta.

Alguns antidepressivos são conhecidos por sua eficácia no tratamento das dores neuropáticas e não neuropáticas, como os tricíclicos; em especial a nortriptilina e a amitriptilina.

Eu acho muito importante explicar isso – Continua a Dra. Amelie Falconi. Muitos pacientes com dores crônicas sofrem com os estigmas relacionados com as dores crônicas, entre eles o fato de a dor não aparecer em exames; que as dores deles são psicológicas, que as pessoas não acreditam em suas próprias dores, ou que eles utilizam as dores para chamar atenção. Então, se o médico não explica o porquê, e prescreve um antidepressivo para dor, o paciente vai pensar que é mais uma pessoa que não acredita na sua dor!

Os antidepressivos são uma classe de remédios com boas indicações para o tratamento da dor crônica. Assim como outros remédios eles apresentam efeitos colaterais. Retire suas dúvidas com seu médico sobre esses efeitos colaterais, quanto tempo para esses efeitos colaterais sumirem, quando tempo para a medicação apresentar efeito na dor, entre outras dúvidas.

Sempre retire todas suas dúvidas com o seu médico, e não com o Google ou com conhecidos! Ele que avaliou você, conhece o seu caso e é a melhor pessoa para esclarecer suas dúvidas! – alerta.

* Dra. Amelie Falconi possui formação em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora, com especialização em Anestesiologia MEC/ SBA, especialista em dor pela Santa Casa de São Paulo e Tratamento Intervencionista da Dor.

Já ouvir falar sobre ouvido de nadador? Esse apelido é de uma infecção do ouvido chamada de Otite. Só quem tem sabe a dor incômoda que é e isso acontece por causa do excesso de umidade (muitas vezes causada pelos mergulhos de piscina, mar, cachoeira). Infelizmente, esse problema pode trazer consequências ruins se não for tratado adequadamente, e claro, não só para crianças, os adultos estão na lista dos afetados, principalmente nesta época do verão.

Segundo Dr. Alexandre Colombini, otorrinolaringologista, as consultas triplicaram neste começo de ano novo em seu consultório quanto nos hospitais que ele atende.

“Os sintomas são diversos, entre eles, as queixas como entupimento, dores constantes, sensação de água no ouvido e surdez temporária. A famosa Otite Externa ou de Verão, que é uma doença causada por bactérias e fungos que geram inflamação ou obstrução e que está diretamente atrelada ao canal responsável por ligar nossa orelha ao tímpano. É uma infecção no canal auditivo externo que pode comprometer a porção mais externa da membrana do tímpano até o pavilhão auricular, comumente chamado de orelha”, explica o especialista.

Dr. Alexandre Colombini é Otorrinolaringologista. Foto: Divulgação

Colombini ressalta que trata-se de uma inflamação grave devido ao excesso de umidade e também de traumas causados nos ouvidos pelo uso recorrente e errado, por exemplo, de cotonetes. A água, em contato com a cera, gera uma hidratação extra no ouvido, por isso, dá essa sensação de estar cheio de líquido. Quando a pessoa tenta retirar a água, acaba retirando a cera também (proteção do canal auditivo), consequentemente deixar a região exposta para promoção de germes e bactérias.

Calma, tem prevenção. Confira a listinha de dicas do Dr. Alexandre Colombini e curta as piscinas e praia:

  • Procure se proteger durante os mergulhos.
  • Use protetores de silicone nas orelhas se possível, principalmente, as pessoas que já tiveram Otite.
  • Não utilize hastes flexíveis (cotonetes) e nem objetos ponte agudos em suas orelhas. Esses objetos retiram grande quantidade a cera do ouvido ( que é a proteção). 
  • Não use medicamento ou receitas caseiras, como óleo quente na região. Esses procedimentos prejudicam muito a integridade desse importante órgão, que é o ouvido.
  • Ao sair do banho, enxugue o ouvido com a ponta de uma toalha. Isso evita o excesso de umidade.  

“ Infelizmente, o brasileiro, muitas vezes, só vai ao médico quando está em estado grave. O ideal é procurar ajuda médica  já nos principais sintomas, pois é a melhor maneira de evitar complicações mais sérias”, finaliza o especialista.

Os impactos causados pela pandemia, nós já conhecemos e são muitos, mas ainda existem áreas que geram muitas dúvidas nas pessoas e é pouco comentado: O aumento do número de casos de dores crônicas, tanto em consultório quanto em hospitais e o impacto no Tratamento da Dor nestes pacientes, devido a pandemia.

A Especialista em Tratamento da Dor, Dra. Amelie Falconi, referência na área, diz que durante este tempo foram observadas algumas situações entre os pacientes. Entre elas:

  • Pacientes com dor apresentaram exacerbação da dor já existente;
  • Desenvolvimento de dor crônica em pacientes que tiveram Covid19;
  • Desenvolvimento de dor crônica em pacientes que não foram contaminados.

O isolamento social e as restrições causaram uma dificuldade e manutenção do tratamento. O acesso às prescrições e reabilitação foram limitados, causando exacerbação das dores.

Pacientes que não foram infectados apresentaram uma maior prevalência de distúrbios do sono, estresse, sofrimento emocional, interrupção das atividades físicas, redução da mobilidade e mudanças nas relações familiares, impostas pelo home office e educação escolar dentro de casa. Isso foram fatores que influenciaram no desenvolvimento de dores crônicas na população – Explica a Dra. Amelie Falconi,

Além disso, os pacientes que se infectaram com Covid19 cursam com uma incidência de dores ainda maior, especialmente cefaleias, dores musculares e neuropatias. Não podemos nos esquecer da importância dos procedimentos intervencionistas da dor nesse tempo, mesmo agora, “quase” pós pandemia.

Dra. Ameli explica que os procedimentos são minimamente invasivos, permitem uma alta rápida do ambiente hospitalar e aliviam o sofrimento, evitando assim, que esses pacientes busquem os hospitais para controle da dor e sejam expostos ao vírus. Além disso, os procedimentos permitiram a alta precoce de pacientes que estavam internados por dores após a infecção com COVID -19.

O campo da dor crônica é um dos mais atingidos pela pandemia COVID-19, deixando muitos pacientes sobrecarregados com o sofrimento causado pelas dores e o tratamento em curso atrasado – Ressalta a Dra. Amelie Falconi.

Alguns Fatores De Risco Para O Desenvolvimento De Dor Crônica Em Pacientes Que Tiveram COVID-19. 

  • Os pacientes que foram submetidos à muitos procedimentos dolorosos.
  • Na fase inicial, a covid acometeu a população mais idosa que, naturalmente, tem a saúde mais frágil, muitas vezes com outras doenças, tornando-se então, um grupo que já é alvo de dor crônica.
  • Quando os pacientes ficam imobilizados por muito tempo também é um fator de risco, isso porque há uma perda de massa muscular, podendo desenvolver um quadro de sarcopenia. Isso tudo leva a uma sobrecarga da estrutura esquelético-muscular e consequentemente causa muita dor, tanto muscular como articular.
  • Pacientes que na UTI, tiveram dificuldade de acesso à reabilitação, devido a grande demanda dos profissionais de fisioterapia terem ficado sobrecarregados com pacientes graves de ventilação mecânica.

Muito Se Fala Em Sequelas Respiratórias Associadas Ao COVID-19. Existem Outras?

Existe uma Síndrome que se chama Síndrome Pós-Terapia Intensiva, que se relaciona com várias disfunções físicas, cognitivas e psicológicas, presente em vários pacientes após a alta da UTI. A dor crônica costuma ser uma dessas disfunções. As estimativas de dor crônica após uma internação no CTI variam entre 14-77% – Explica a Dra. Amelie Falconi.

Levando isso em conta, além do grande número de pacientes internados em UTIs pelo COVID-19, pode ser que essa doença se torne mais um fator de risco para o desenvolvimento de dor crônica.

Dra. Amelie chama atenção para um fato importante: Em virtude de outras prioridades, a dor acaba sendo um sintoma frequentemente deixado para segundo plano nas UTIs. E se levarmos em conta que nessa situação de pandemia ocorreu uma demanda ainda maior das equipes, o problema se agravou.

Pacientes em UTI recebem muitos estímulos dolorosos ao longo do dia como aspiração de vias aéreas, mudanças de decúbito, troca de curativos, reposicionamento de tubo traqueal e outras intervenções. Além disso, muitos pacientes sobreviventes de COVD-19 ficam um período de tempo em sedação, imobilizados e em ventilação mecânica, causando fraqueza e fadiga, que sabemos, possui uma grande associação com a dor crônica. E mesmo em pacientes não internados em UTIS, sabemos que o COVID-19 está associado a diversos tipos de dores, entre eles mialgia, artralgia, dor abdominal, cefaleias, dores no peito e precisam ter um controle adequado dessas dores! – Conclui a Dra. Amelie Falconi

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CRÉDITOS:

  • Amelie Falconi possui formação em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Especialização em Anestesiologia MEC/ SBA
  • É especialista em dor pela Santa Casa de São Paulo
  • Tratamento Intervencionista da Dor
  • Possui Título de área de atuação em dor pela AMB (Associação médica brasileira / que determina os títulos de especialista em dor)
  • Fellow of International Pain Practice (FIPP) pela WIP (World Institute of Pain)
  • Sócia Diretora da Clínica PROSPORT
  • Professora /corresponsável da pós graduação de Tratamento Intervencionista da Dor no Einstein
  • Professora da Pós Graduação de Dor do Einstein – RJ

Autora de diversos capítulos de livros sobre dor.

Instagram: @amelie.falconi_medicin

Twitter: falconiamelie

Atendimento online e presencial -Juiz de Fora

CONTATO:

MMelo Assëssoria

Marcelā Mēlo

Jornalista/Assessora de Imprensa

@mmeloassessoria

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Pesquisa do IBGE aponta que um a cada cinco adultos tem problemas crônicos na coluna


A rotina agitada faz com as pessoas tenham cada vez menos tempo e disposição para cuidar da própria saúde. Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE mostra um dado alarmante: 40% da população brasileira adulta é insuficientemente ativa; ou seja, não pratica nenhuma atividade física ou realiza menos de 150 minutos por semana de exercícios. A pesquisa levou em conta as atividades físicas realizadas em três domínios: lazer, trabalho e deslocamento para o trabalho.

Entre as pessoas que são fisicamente ativas no trabalho, 60% delas são moradores de áreas rurais. Estes adultos praticam mais de 150 minutos de atividades que requerem esforço físico intenso durante a semana. Este fato se dá principalmente porque muitos trabalhos na zona rural são na lavoura e na pecuária, exigindo a movimentação do corpo. Já a grande maioria dos trabalhos na área urbana é automatizada e não demanda tanto esforço físico. Além disso, a maioria dos trabalhadores urbanos utilizam meios de transporte como ônibus, metrô, trem ou carros para realizar seu deslocamento diariamente para o trabalho, o que contribui para uma rotina sedentária.

Leia mais: https://www.jb.com.br

Fonte:  Jornal do Brasil

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