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Manter o foco em uma tarefa simples, ler um texto longo ou acompanhar uma reunião inteira tornou-se mais difícil para muitas pessoas. A sensação de dispersão constante tem sido associada ao aumento do consumo de vídeos curtos, um formato que se popularizou nas redes sociais e passou a ocupar parte significativa do tempo diário.

A relação entre esse tipo de conteúdo e a atenção ainda é objeto de estudo, mas pesquisas recentes já indicam mudanças importantes na forma como o cérebro reage a estímulos rápidos, repetitivos e altamente recompensadores.

Estímulo contínuo e recompensa imediata

Vídeos curtos são desenhados para capturar atenção rapidamente. Em poucos segundos, entregam informação, humor ou impacto visual, seguida por outro conteúdo semelhante. Esse fluxo contínuo ativo circuitos de recompensa do cérebro limitado à dopamina, neurotransmissor associado à motivação e ao prazer.

Segundo pesquisadores da Universidade de Stanford , estímulos frequentes e imprevisíveis tendem a fortalecer comportamentos de busca constante por novidade, alterando a tolerância às atividades que desativam o esforço mental prolongado.

Não se trata de dano imediato, mas de adaptação.

Atenção fragmentada vira padrão

Estudos em neurociência cognitiva mostram que a atenção não desaparece, ela se fragmenta. O cérebro passa a alternar rapidamente entre estímulos, em vez de se manter em um único foco por longos períodos.

Pesquisas publicadas pela American Psychological Association indicam que a alternância frequente entre tarefas e estímulos digitais está associada a um pior desempenho em atividades que prejudicam a concentração contínua, como leitura, escrita e resolução de problemas complexos.

No trabalho e nos estudos, isso se traduz em maior sensação de cansaço mental, mesmo sem aumento real da carga de tarefas.

Não há falta de disciplina individual

Os especialistas alertam que abranger a dificuldade de foco apenas a falta de autocontrole é uma simplificação envolvente. As plataformas digitais são projetadas para maximizar a retenção de atenção, utilizando mecanismos testados em larga escala.

De acordo com análises do Massachusetts Institute of Technology , ambientes digitais altamente estimulantes competem diretamente com tarefas que oferecem recompensa mais lenta, como estudar ou trabalhar.

O cérebro responde ao ambiente em que está inserido.

Impactos percebidos no trabalho e nos estudos

No cotidiano profissional e acadêmico, os efeitos mais relatados incluem:

  • dificuldade para iniciar tarefas por mais tempo
  • necessidade constante de interrupção
  • leitura menos profunda
  • sensação de improdutividade ao fim do dia

Esses sinais não indicam perda de capacidade intelectual, mas adaptação a um padrão de estímulo mais rápido.

O que ainda não está comprovado

Apesar das evidências, os pesquisadores destacam que ainda não há consenso sobre efeitos permanentes ou irreversíveis. A maior parte dos estudos aponta para mudanças comportamentais e cognitivas que podem ser moduladas com ajustes no uso da tecnologia.

Organização Mundial da Saúde reforça que o problema não está no uso isolado das plataformas, mas no excesso e na ausência de pausas cognitivas ao longo do dia.

Ajustes possíveis sem abandonar a tecnologia

Os especialistas recomendam estratégias simples e realistas:

  • delimitar períodos sem vídeos curtos
  • evitar o consumo desse tipo de conteúdo entre tarefas longas
  • reduza o uso antes de atividades que desliguem o foco
  • criar blocos de trabalho sem ambientes virtuais

Pequenas mudanças costumam gerar melhorias na atenção em poucos dias.

Atenção é habilidade treinável

A ciência indica que a atenção não foi perdida, ela foi condicionada a outro ritmo. Com configurações no ambiente digital, o cérebro tende a recuperar a capacidade de foco prolongado.

Vídeos curtos não são vilões isolados. O desafio é considerar como eles moldam hábitos cognitivos e decisões deliberadas quando os usam.

Matéria do site: https://dicasparaviver.com.br/

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O aumento da temperatura no verão sobrecarrega a circulação. E quem tem varizes sabe: é uma época em que o desconforto aumenta, com aquela sensação de peso e cansaço nas pernas e pés.

Segundo o médico cirurgião Breno Caiafa, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV-RJ), no calor podem ocorrer “dores nos membros inferiores, inchaço, sensação de peso, câimbras associadas ao ressecamento da pele, coceira e ardência, principalmente se a pessoa já tem doença vascular prévia como varizes dos membros inferiores”.

A aposentada Sônia Maria Faria Novaes, de 69 anos, sente o problema na pele. Com varizes há mais de dez anos, ela já sabe que, quando o clima esquenta, o incômodo vai ser ainda maior.

— No verão a gente sofre, é muito ruim esse calorão para quem tem problema. Minha concentração maior é no pé e no tornozelo e essa região incha e incomoda muito, até para andar — conta.

Para lidar com o problema, ela já conhece as dicas: colocou dois tocos de madeira no pé da cama e dorme com ela um pouquinho inclinada para levantar pernas e pés. Também prefere usar tênis a sapatilhas e chinelos e, por orientação médica, toma todos os dias o seu remédio.

Caifa reforça a importância de ter um acompanhamento com médico angiologista ou cirurgião vascular. Ele pode receitar o melhor medicamento para controle das varizes, avaliando também a possibilidade de algum tratamento específico e até cirurgia. Também orientará sobre o uso de meias elásticas e pode dar dicas para diminuir o desconforto.

Fernanda Frederico, cirurgiã vascular da Clínica Leger, explica que as varizes são veias dilatadas e tortuosas que se desenvolvem mais frequentemente nos membros inferiores. O surgimento delas tem um fator hereditário importante, e a doença pode ser agravada por certos hábitos de vida como, por exemplo, sedentarismo.

Estudos nacionais mostram que 37,5% da população apresenta varizes. Elas surgem mais frequentemente a partir dos 30 anos e vão ficando mais frequentes com o envelhecimento. É quatro vezes mais comum nas mulheres do que nos homens.

Dicas para evitar que o problema se agrave

Hidratação e exposição ao sol

Mantenha uma boa hidratação e modere o consumo de sal. Além disso, evite expor as pernas ao sol e aplique filtro solar se o fizer. No final do dia, faça massagem de baixo para cima com um creme frio.

Caminhadas e controle de peso

Coloque os pés para cima por alguns minutos, movendo-os constantemente. Realize caminhadas e exercícios físicos com supervisão médica. Também é preso controlar o peso e manter dieta rica em fibras.

Varie posição

Os médicos alertos que a pessoa não deve ficar muito tempo em pé ou sentado. Também alertam que o uso de cintas abdominais apertadas podem resultar em varizes. Prefira e meias elásticas, principalmente se for ficar muito tempo em pé.

Uso de remédios

Evite pílula anticoncepcional caso haja predisposição genética. Para melhorar a circulação, deite com as pernas levantadas acima do nível do coração por 30 minutos, 3 vezes por dia

Sob prescrição médica, faça uso de medicamentos para controle das varizes.

Longas viagens

Em viagens com mais de quatro horas, pare, ande e movimente pernas e pés

No avião ou no ônibus, caminhe pelo corredor, movimente joelho, panturrilha, tornozelo e dedos dos pés, beba bastante água, evite roupas apertadas, utilize meias compressivas e não cruze ou sente sobre as pernas.

Fonte: extra.globo.com

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Já se sabia que esse tecido adiposo ajuda a queimar calorias. Agora, pesquisadores estadunidenses descobriram que ele protege contra doenças cardiovasculares e metabólicas, como hipertensão e diabetes. Efeito poderá ser explorado em novas opções terapêuticas.

A gordura marrom é aquele “tecido mágico” que todo mundo gostaria de ter mais. Ao contrário da branca, que armazena calorias, ela queima energia, e os cientistas esperam que seja a chave para novos tratamentos contra a obesidade. Mas não está claro se as pessoas com grande quantidade de gordura marrom realmente são mais saudáveis. Por um lado, tem sido difícil até mesmo identificar esses indivíduos, já que a substância está escondida bem no fundo do corpo.

Agora, um novo estudo publicado na revista Nature Medicine oferece fortes evidências de que a gordura marrom está associada a uma saúde melhor. Entre mais de 52 mil participantes, aqueles que tinham esse tipo de tecido adiposo detectável eram menos propensos do que os demais a sofrerem de complicações cardíacas e metabólicas, que variam de diabetes tipo 2 a doença arterial coronariana, que é a principal causa de morte no mundo.

O estudo, o maior do tipo realizado em humanos, confirma e expande os benefícios à saúde da gordura marrom sugeridos por pesquisas anteriores. “Pela primeira vez, ele revela uma ligação para diminuir o risco de certas condições”, diz Paul Cohen, professor-assistente e médico do Hospital da Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos. “Essas descobertas nos deixam mais confiantes sobre o potencial de direcionar a gordura marrom para benefícios terapêuticos”.

Em pet scan, é possível ver que a pessoa da esquerda tem mais gordura marrom que a da direita – (crédito: Andreas G. Wibmer e Heiko Schöder/Divulgação)

Queima de calorias

Embora a gordura marrom tenha sido estudada por décadas em recém-nascidos e animais, foi apenas em 2009 que os cientistas perceberam que ela também pode ser encontrada em alguns adultos, geralmente em volta do pescoço e ombros. A partir de então, os pesquisadores se esforçaram para estudar essas células de gordura que têm o poder de queimar calorias para produzir calor em condições de frio.

Estudos em grande escala sobre a gordura marrom, no entanto, têm sido praticamente impossíveis porque esse tecido aparece apenas em exames de PET scan, um tipo especial de imagem médica. “Esses exames são caros. Mas, o mais importante, eles usam radiação”, explica Tobias Becher, o primeiro autor do estudo e ex-bolsista clínico no laboratório de Cohen. “Não queremos sujeitar muitas pessoas saudáveis a isso”, completa.

Becher propôs uma alternativa. Do outro lado da rua de seu laboratório, muitos milhares de pessoas visitam o Memorial Sloan Kettering Cancer Center todos os anos para se submeter a exames PET para avaliações oncológicas. O cientista sabia que, quando os radiologistas detectam gordura marrom nesses exames, eles rotineiramente a anotam para ter certeza de que não ela não será confundida com um tumor. “Percebemos que esse poderia ser um recurso valioso para começarmos a observar a gordura marrom em uma escala populacional”, diz.

Em colaboração com Heiko Schoder e Andreas Wibmer, no Memorial Sloan Kettering, os pesquisadores analisaram 130 mil tomografias PET de mais de 52 mil pacientes e descobriram a presença de gordura marrom em quase 10% dos indivíduos. Cohen observa que esse número, provavelmente, está subestimado, porque os pacientes foram instruídos a evitar exposição ao frio, exercícios e cafeína — condições que parecem aumentar a atividade da gordura marrom.

Redução de riscos

Várias doenças comuns e crônicas foram menos prevalentes entre as pessoas com gordura marrom detectável. Por exemplo, apenas 4,6% tinham diabetes tipo 2, em comparação com 9,5% das pessoas que não a tinham detectável. Da mesma forma, 18,9% apresentavam colesterol anormal, contra 22,2%. Além disso, o estudo revelou mais três condições para as quais as pessoas com esse tipo de tecido adiposo têm menor risco: hipertensão, insuficiência cardíaca congestiva e doença arterial coronariana — ligações que não haviam sido observadas em estudos anteriores.

Outra descoberta surpreendente foi que a gordura marrom pode atenuar os efeitos negativos da obesidade. Em geral, obesos apresentam risco aumentado de doenças cardíacas e metabólicas, mas os pesquisadores descobriram que, entre pessoas com peso acima do saudável e com gordura marrom, a prevalência dessas condições era semelhante à de pessoas não obesas.

Mais estudos

Os verdadeiros mecanismos pelos quais a gordura marrom pode contribuir para uma saúde melhor ainda não estão claros, mas existem algumas pistas. Por exemplo, as células desse tipo de lipídio consomem glicose para queimar calorias, e é possível que isso reduza os níveis de glicose no sangue, um importante fator de risco para o desenvolvimento de diabetes.

O papel da gordura marrom é mais misterioso em outras condições, como a hipertensão, que está intimamente ligada ao sistema hormonal. “Estamos considerando a possibilidade de que o tecido adiposo marrom faça mais do que consumir glicose e queimar calorias. Talvez, realmente, ele participe da sinalização hormonal para outros órgãos”, diz Cohen.

A equipe planeja estudar mais a biologia da gordura marrom, inclusive procurando por variantes genéticas que possam explicar por que algumas pessoas têm mais esse tecido do que outras — primeiros passos potenciais para o desenvolvimento de formas farmacológicas capazes de estimular a atividade da gordura marrom para tratar a obesidade e condições relacionadas. “A pergunta natural que todos têm é: ‘O que posso fazer para obter mais gordura marrom?’”, diz Cohen. “Não temos uma boa resposta para isso ainda, mas é um campo estimulante para os cientistas explorarem nos próximos anos.”

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Aprenda hábitos simples que podem mudar os seus dias para melhor em 2021!

Embora 2020 tenha sido desafiador, o novo ciclo que se inicia hoje pode ser uma oportunidade de tornar a sua vida mais saudável e feliz, mental e fisicamente. Para te ajudar nessa conquista, a terapeuta ortomolecular e especialista em emagrecimento Edivana Poltronieri indica abrir mão das listas de resoluções para se concentrar em fazer apenas uma coisa: transformar 2021 no ano da sua vida. Para isso, ela lista 5 passos simples que farão toda a diferença – para colocar em prática desde já. Confira!

Dicas para tornar o seu Ano Novo mais feliz

Crie um diário de elogios

“Anote tudo o que te deixou feliz em um momento do dia, que pode ser desde uma sensação até grandes ou pequenas conquistas”, diz a profissional. Outra opção é recorrer às notas manuscritas para escrever frases positivas ou trechos de músicas: “Cada vez que você olhar para esses recadinhos, vai se sentir mais alegre, positiva e motivada”.

“Alimentação, sono e exercícios são fatores fundamentais para manter o bom funcionamento físico e mental. Para ajustar cada uma dessas áreas em 2021, comece optando por menos embalagens e mais produtos para descascar, ou seja, menos guloseimas e mais comida saudável”, aconselha.

Sobre o sono, Edivana recomenda: “Procure dormir entre 6h e 8h por dia no escuro total e sem barulho. Isso vai repor as energias, regular as funções do corpo e ajustar os níveis de cortisol no sangue, que é o hormônio relacionado com o estresse”. A terapeuta ressalta que ter uma alimentação e um sono de qualidade e praticar atividades físicas diárias proporcionará mais disposição e bom humor.

“Conecte-se ao que importa. Passe menos tempo no celular e aproveite as horas para interagir com família e amigos”, indica a profissional. Ela também reforça a importância de controlar vícios como o fumo e a bebida alcoólica: “Tentar diminuir a quantidade de cigarro e álcool já é um grande passo para um ano mais leve e com mais saúde”.

Aprenda uma nova habilidade

Poltronieri explica que o cérebro é como um músculo e precisa ser exercitado para permanecer saudável: “A melhor maneira para isso é aprender coisas novas. Enquanto se aprende algo novo, a área do cérebro conhecida como ‘o centro da novidade’ acende e responde aos novos estímulos, mantendo-nos mais felizes. Além disso, essas novidades diminuem as chances de doenças neurológicas, como o Parkinson”.

Pratique a gentileza

Por fim, a especialista indica não abrir mão das boas práticas. “Especialmente nesse período de isolamento, ser gentil e mostrar que se importa fará toda a diferença no seu dia e no do próximo”, finaliza.

Fonte: Revista Malu (para ler a edição completa, acesse o GoRead aqui) | Edição: Mariana Oliveira e Renata Rocha

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Conquiste o bem-estar com uma dieta balanceada e rica em nutrientes!

Uma forma deliciosa e funcional de enfrentar o estresse e a inquietação é acrescentando ao seu cardápio alguns alimentos que ajudam a combater a ansiedade. Poderosos para a saúde da mente, eles minimizam alguns dos sintomas provenientes dessa patologia – que já atinge mais de 13,2 milhões de pessoas apenas no Brasil.

Entre tantas opções, a nutricionista Paula Castilho e médica ortomolecular e nutróloga Tamara Mazaracki ressaltam que priorizar alguns nutrientes é a chave para o sucesso: “Um dos principais aliados para controlar o transtorno é o magnésio, mineral encontrado em vegetais de cor verde-escura, cereais, peixes e oleaginosas. Alimentos que aumentam os níveis de serotonina também devem ganhar destaque à mesa, já que estimulam o bem-estar e a felicidade”.

As especialistas ainda explicam que o consumo dos alimentos contra ansiedade deve ser feito de forma equilibrada e distribuída ao longo da semana. “Opte por enriquecer cada prato, variando de refeição para refeição. Assim, você tem uma dieta balanceada e com todos os nutrientes necessários”, diz Tamara. É importante lembrar que a alimentação é a base de tudo, mas não dispensa tratamento médico e psicológico em casos de transtornos e distúrbios, sendo complementares. Confira!
 

Alimentos contra ansiedade para incluir no cardápio

Chocolate amargo

É um dos melhores alimentos contra ansiedade e estresse. “Diversos estudos comprovam que o chocolate ajuda a aliviar os sintomas, por ser rico em triptofano, magnésio e flavonoides. Ele também age de uma maneira muito positiva em mulheres na fase da tensão pré-menstrual”, afirma Paula. Na hora de consumir, priorize os tipos meio-amargo e amargo, com pelo menos 50% de cacau.

Antigamente, era apontado como vilão por conter colesterol. Porém, estudos comprovaram que os ovos possuem muitas substâncias positivas para a saúde. “São ricos em colina, substância que está diretamente ligada à melhora da depressão e da insônia, além de proteínas e vitamina B12”, pontua Tamara.

Chás

Erva-cidreira, valeriana e camomila são algumas das ervas que possuem efeito relaxante. As folhas de maracujá também estão entre os alimentos contra ansiedade, já que possuem substâncias com atividade sedativa, calmante e analgésica.

Castanha-do-Pará

Contém selênio, um oxidante poderoso que auxilia no funcionamento do sistema nervoso e, por isso, ajuda a combater a ansiedade.

Abacate

Rico em gorduras boas, que previnem o acúmulo do colesterol ruim (LDL) no sangue. O abacate ainda controla os níveis de cortisol, hormônio ligado ao nervosismo, irritabilidade e estresse. Vale ressaltar que seu consumo deve ser moderado por conter uma grande quantidade de calorias.

Agrião

É um vegetal rico em iodo, ferro, enxofre, fósforo, vitaminas A, C, E e do complexo B. Seus nutrientes são importantes para o funcionamento correto da glândula tireoide, evitando a fadiga e ajudando na manutenção da saúde da pele e na formação dos ossos e dentes.

Alface

Contém lactucina e lactupicrina, substâncias que acalmam e aliviam a insônia e a irritação. Além de outros nutrientes como potássio, fosfato e vitamina K que, em falta no organismo, podem causar depressão, confusão mental e cansaço.

Arroz integral

Leite e derivados magros

Aliados do bom funcionamento do sistema nervoso, o leite e seus derivados sem excesso de gordura, como o iogurte e o queijo branco, são fontes de vitaminas do complexo B.

Aveia

Devido ao alto teor de fibras, a aveia diminui a concentração de açúcar no sangue, reduzindo também o hormônio insulina. Ela sinaliza ao corpo para minimizar a produção do hormônio do estresse (cortisol), além de ser rica em vitaminas do complexo B que protegem contra o dano causado nos neurônios. Durante momentos emocionais conturbados, o corpo usa nosso estoque de zinco, no qual a aveia é uma ótima fonte. Seu carboidrato complexo promove energia de prazer ao cérebro, diminuindo a ansiedade.

Banana

A banana é indicada como um dos alimentos contra ansiedade devido à presença de triptofano, um aminoácido precursor da serotonina.

Brócolis

Fonte de cálcio, vitamina K, potássio, vitamina C e sulfurafano, um poderoso antioxidante. O brócolis é um belo representante da família dos glicosinolatos, compostos para prevenção do câncer de intestino, de próstata e de mama. Além disso, é importante para o controle do estresse, uma vez que auxilia na regulação da pressão sanguínea e também tem propriedades anti-inflamatórias que ajudam no relaxamento dos músculos do coração.

Ostras

“Algumas pesquisas correlacionam o desequilíbrio entre cobre e zinco como um dos fatores desencadeadores de ansiedade. Esses minerais agem sobre o neurotransmissor ligado ao estresse. As ostras são alimentos bastante ricos nesses nutrientes, diminuindo os sintomas ansiosos”, explica a nutróloga.

Açafrão da Terra (cúrcuma)

Fonte de ferro, manganês, potássio e vitamina B6, a cúrcuma é um poderoso anti-inflamatório natural, tornando-se indispensável para combater o estresse.

Espinafre

Contém potássio, ácido fólico, magnésio, fosfato e vitaminas A, C e do complexo B. É eficaz no combate à depressão e garante o bom funcionamento do sistema nervoso.

Couve

É rica em vitamina A (ótima para a vista e para a pele), vitamina C, K e algumas do complexo B. Também é fonte de cálcio, oferecendo tanto quanto o leite; fósforo e ferro, minerais muito importantes para a formação e manutenção dos ossos e dentes. Além disso, contém bastante celulose, uma substância boa para o funcionamento do intestino.

Rúcula

Tem grande quantidade de vitaminas A e C, potássio, enxofre e ferro. Exerce uma função especial sobre o funcionamento do intestino, atuando como anti-inflamatório. Possui ainda cálcio e outros minerais como ferro, fósforo, potássio, sódio, manganês e magnésio.

Escarola

Rica em fibras, a raiz da escarola tem uma substância chamada inulina, de efeito probiótico, que estimula a produção de bactérias benéficas que vivem no trato intestinal. É ótima fonte das vitaminas antioxidantes C e E, de vitaminas B e de minerais como cálcio, potássio, fósforo e ferro. É rica também em carotenoides.

Grão-de-bico

Fonte de fibras, magnésio, potássio, ferro, cálcio e triptofano, ele também auxilia na produção de serotonina pelo corpo humano. “A substância é produzida principalmente com a ingestão de carboidratos, pois estimulam a passagem do triptofano, diminuindo a ansiedade e promovendo a sensação de bem-estar”, relata a nutricionista.

Iogurte natural

O triptofano é o ingrediente para formar o hormônio do prazer e bem-estar, a serotonina. O cromo diminui a vontade de comer doces, muito presente em pessoas estressadas e ansiosas. O fósforo auxilia na produção de energia pelas células, aumentando a disposição e diminuindo o cansaço. Os probióticos são bactérias do bem que ajudam o intestino a absorver melhor os nutrientes da alimentação, melhoram a imunidade e também auxiliam na produção do hormônio do bem-estar e da felicidade.

Jabuticaba

Possui vitaminas B1 e B2, ferro e sais minerais. O ferro combate a anemia, enquanto as vitaminas do complexo B atuam como antidepressivas.

Laranja

Fonte de vitamina C, flavonoides e cálcio, ela beneficia o funcionamento correto do sistema nervoso. Suas folhas têm propriedades calmantes, por isso também é indicada para pessoas que sofrem de insônia.

Maçã

A maçã é fonte de fibras e antioxidantes. As fibras são responsáveis pela sensação de saciedade, fazendo com que a pessoa coma menos. Já os antioxidantes preservam a saúde das células.

Maracujá

Rico em vitamina C, fibras, potássio e pectina, carboidrato de cadeia complexa que funciona como um espessante natural e dá a sensação de saciedade quando ingerido. Seu suco age como calmante e é indicado para quem sofre com insônia.

Mel

Considerado um calmante natural, o mel está na lista dos alimentos para ansiedade porque estimula a produção de serotonina, responsável pela sensação de prazer e bem-estar.

Melancia

Sementes de abóbora

Contém triptofano, magnésio, proteínas e ômega 3, zinco e ferro. O triptofano auxilia na diminuição da ansiedade e na modulação do sono, promovendo um relaxamento. Já o magnésio potencializa o relaxamento, além de atuar nas enzimas do corpo contribuindo para gerar a sensação de tranquilidade. Por também conter ferro e proteínas, as sementes aumentam a disposição e a energia para o dia a dia.

Tomate

Presença garantida no prato de muitos brasileiros, o tomate está entre os alimentos para ansiedade pois contém diversos sais minerais como ferro, fósforo e manganês, além de vitaminas A, C e do complexo B, que agem como antidepressivos.

Coco

O TCM, uma das gorduras do coco, é responsável por diminuir a ansiedade por meio do controle hormonal. O potássio e o magnésio fazem a comunicação entre os neurônios responsáveis pelo pensamento e os neurônios motores, responsáveis pelos movimentos; dessa forma, melhoram a agilidade nas atividades, diminuindo a fadiga e o cansaço crônicos.

Carnes ou proteínas vegetais

Os diferentes tipos de carne auxiliam no funcionamento de todo o corpo, por conta da proteína. Ela está presente, por exemplo, nos nossos músculos, enzimas e hormônios. Na hora de combater a ansiedade, opte pelas carnes magras, pelos peixes e frutos do mar. No caso das vegetarianas e veganas, é importante consumir a quantidade proteica ideal diária da mesma forma, por meio de fontes vegetais como grão-de-bico, lentilha, soja, feijão e etc. Consulte um nutricionista ou nutrólogo!

Consultoria: Paula Castilho, nutricionista; Tamara Mazaracki, nutróloga e médica ortomolecular | Edição: Mariana Oliveira e Renata Rocha

Fonte: terra.com.br

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No último relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil figurou entre os países com maior índice de ansiedade e depressão. Um dado que mostra quão importante é a preocupação em trabalhar uma boa saúde mental.

Assim como exercícios físicos têm impactos positivos em questões cardiológicas, de circulação e ortopédicas, há muitos hábitos diários que podem reverberar de forma benéfica na saúde da nossa mente. Confira sete hábitos que fazem toda a diferença para manter a mente sã.

1) Evite fazer comparações sociais: Na prática, é se perceber único (a) na relação com o outro, nem mais, nem menos, nem melhor ou pior. A pessoa consciente da sua unicidade amplia a autorresponsabilidade e se compromete a transformar o próprio caos em ordem.

2) Treine, identifique e avalie os pensamentos: O que você pensa influencia o que você sente e faz. A questão é que, às vezes, o pensamento contém distorções, falhas cognitivas ou erros de lógica. Não aceite qualquer coisa que passe pela sua cabeça como sendo 100% verdadeira. Examine as evidências e verifique se o seu pensamento realmente condiz com a realidade a fim de responder, nas esferas emocional e comportamental, de uma forma mais adaptativa.

3) Foque na autocompaixão e não só na autoestima: Autoestima não é gostar de si. É cuidar de si para gostar de si. Já a habilidade de ser autocompassivo vai além da autoestima e pode ser treinada. A autocompaixão é o que nos permite enfrentar os desafios nos sentindo à altura deles. É a capacidade de valorizar o próprio tempo e presença, mesmo quando não se obtém o resultado pretendido.

4) Aprenda a manter-se conectado com a vida: A pessoa que sofre de depressão está totalmente desconectada com a vida, com suas belezas e mistérios. Mas todos nós podemos nos desconectar, de forma parcial, em algum momento do dia. O estresse e ansiedade podem nos visitar sem interromper a conexão com a vida. Para isso, é preciso aprender a viver no entorno da dor ao invés de nos concentrarmos nela o tempo todo.

5) Pratique a flexibilidade: A flexibilidade cognitiva e comportamental, que parece representar a simples capacidade de mudar de opinião e de atitude, pode significar uma autotransformação maior. Flexibilidade significa trocar de lugar com aquele a quem julgamos “certo”, “errado”, “bom”, “mau”, “adequado”, “inadequado”. Significa desaprender conceitos e ir além dos que os outros pensam de você para atrever-se a ser quem realmente se é.

6) Expresse gratidão: Mérito é o exercício que fazemos para enxergar a graça. Tudo é graça: a experiência renovada a cada manhã, a dádiva de respirar, de realizar movimentos (no corpo e na alma), enxergar as cores, ouvir os sons, sentir os gostos e os abraços. Expressar gratidão e enxergar a graça é uma questão de percepção. Os nossos comportamentos relacionam-se mais com a forma como percebemos as situações (construção da realidade) do que com a realidade em si.

7) Aprenda a perdoar: “Não errasse o sol por toda a noite, como poderia ser o mundo iluminado a cada nova manhã? ” Rumi (1207-1273). O acerto e o erro são interagentes, faces de uma mesma moeda, dois aspectos diferentes da aprendizagem. Ambos são significativos na medida que têm algo a nos dizer. E cada experiência cotidiana pode estar comprometida em respeitar e incorporar esses dois fenômenos na busca pelo conhecimento mais profundo de si mesmo e do outro.

Fonte: Lidiane Passos Pontes é psicóloga, graduada pela Universidade Veiga de Almeida, UVA-RJ, com formação em Terapia Cognitivo-Comportamental pelo Centro de Psicologia Aplicada e Formação, CPAF-RJ e pós-graduação em Gestão de Relações Humanas pela PUC-GO. Atende pela plataforma on-line Zenklub

 

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