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Aproximadamente 60 milhões de brasileiros, o que corresponde a 37% da população do país, sofrem de dor ocasionada pela má postura ao usar o celular. A informação é da Organização Mundial de Saúde (OMS) que afirma, ainda, que o problema no Brasil supera a média verificada no mundo, de 35%. 

Em um momento em que a sociedade passa cada vez mais tempo entre telas, por conta da necessidade de isolamento social para prevenir e conter a disseminação da Covid-19, os dados da OMS exigem mais atenção. A má postura pelo uso incorreto do celular pode ocasionar a “text neck”, conhecida como “síndrome do pescoço de texto”, que uma vez não corrigida pode levar à dor crônica e, até mesmo, à necessidade de intervenção cirúrgica.  

Foto: Thom Holmes/Unsplash

A síndrome é caracterizada pelo esforço repetitivo ao manter o pescoço flexionado enquanto se faz o uso do smartphone, o que provoca a dor na região cervical e pode ser acompanhada por dores nos ombros, nas costas, na região torácica e na cabeça. Em alguns casos, é possível sentir também o formigamento nos braços, sintomas oculares e psicológicos, como ansiedade e estresse.   

Como identificar  

A síndrome evolui de forma silenciosa e, por isso, preocupa os profissionais da área da saúde. Os pacientes que relatam sintomas, geralmente, já estão em estágio mais avançado do problema. Por isso, os cuidados com a postura devem ser diários.  

“Quando a pessoa fica muito tempo debruçada para frente olhando a tela do celular, ela aumenta o braço de alavanca, e o peso da cabeça fica maior”, define a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), esclarecendo que essa posição provoca dores na coluna cervical que podem irradiar para outras áreas do corpo.  

Aos primeiros sinais de dores em crianças, adolescentes ou adultos, é aconselhável buscar orientação médica. O diagnóstico pode ser realizado por meio de uma ressonância magnética de coluna cervical, exame de imagem que estuda a área da coluna compreendida entre o crânio e o pescoço.   

A ressonância permite visualizar ossos e músculos sem a necessidade de um procedimento cirúrgico, sendo, portanto, um método de avaliação menos invasivo. Apesar disso, é muito preciso na identificação de processos inflamatórios e problemas nas vértebras da coluna cervical, como hérnia de disco, desgaste e degeneração das articulações, deslocamentos, traumas, dentre outros.  

Orientações de prevenção e tratamento  

O tratamento da síndrome do pescoço de texto é feito a partir de medicamentos de combate às dores e do trabalho de correção da postura para evitar o agravamento da situação. Outros problemas de saúde desencadeados pela síndrome devem ser tratados caso a caso.   

A orientação da SBOT é para que as pessoas busquem minimizar os impactos do uso do celular. Assim, o ideal é tentar dividir o tempo que se gasta com o aparelho ao longo do dia. “Quando usar, é preciso deixar a tela na altura dos olhos para não inclinar tanto a cabeça”, pontua a Sociedade, ressaltando que a prática regular de atividade física também é uma aliada para fortalecer a musculatura da coluna.  

Evitar posturas estáticas por um tempo prolongado, utilizar as duas mãos para segurar o celular, digitar com os dois polegares e fazer pausas para descanso longe do aparelho ao longo do dia são algumas dicas para evitar o surgimento da síndrome, bem como possíveis complicações decorrentes dela.

Durante a pandemia, as recomendações para o isolamento social intensificaram o trabalho em home office, as aulas virtuais, os encontros a distância e, com isso, aumentaram de forma significativa o tempo em que se passa diariamente diante das telas dos celulares, dos computadores e também da televisão. Estes equipamentos eletrônicos, observa o especialista em Ciências Médicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Lucas Portilho, emitem luzes que, entre outros danos, enfraquecem as células responsáveis por sintetizar colágeno e elastina. “Este enfraquecimento resulta no envelhecimento precoce da pele”, pontua. Segundo o especialista, da mesma forma em que se utilizam filtros solares como medida efetiva para proteção contra os efeitos danosos dos raios UVA e UVB, é essencial aplicar uma barreira que bloqueie as luzes emitidas pelos monitores. À frente de uma equipe de formuladores, Portilho desenvolveu o Sérum antiluz de telas. Específico para ambientes indoor, o produto é inovador por oferecer proteção não apenas contra a radiação azul, como os filtros que estão no mercado, mas também sobre as luzes verde e vermelha, que provocam efeitos devastadores na pele.

Diante do aumento da exposição às telas de computadores, smartphones e celulares durante a pandemia, pesquisadores criaram um produto capaz de bloquear os raios que causam envelhecimento precoce e manchas

Dados pré-pandemia mostram que as pessoas passavam 3,2 horas diárias, em média, utilizando celulares. “Por estarmos mais em casa, o período de uso do aparelho aumentou bastante de um ano para cá”, observa Lucas Portilho. “Hoje, 84% dos usuários de smatphones também assistem simultaneamente à televisão, o que intensifica, significativamente, o tempo de exposição às radiações emitidas por estes equipamentos”, exemplifica.

Os efeitos da exposição às luzes azul, verde e vermelha provenientes das telas de celulares, computadores e TV mereceram estudos científicos na fundação francesa Gattefossé. Simulando as radiações emitidas pelos equipamentos eletrônicos, pesquisadores comprovaram que o organismo se ressente com a ação de enzimas que degradam o colágeno e a elastina. Da mesma forma, a formação de radicais livres aumenta e provoca inflamações cutâneas. Também as mitocôndrias, que atuam como usinas de energia das células da pele, sofrem danos quando em contato excessivo com essas luzes.

Lucas Portilho, Divulgação

Entre outras consequências da exposição à luminosidade emitida pelas telas dos aparelhos eletrônicos, Portilho destaca a menor produção de colágeno e elastina que levam ao enfraquecimento e envelhecimento precoce da pele. “As manchas são outro agravante relacionado à exposição excessiva da radiação das telas. As que são causadas por inflamação, potencializam-se diante desse tipo de luz. Também as pessoas que fazem procedimentos estéticos, que têm acne inflamatória, deveriam se proteger ainda mais dessa exposição”, afirma. O especialista considera ainda os danos oxidativos desta radiação ao DNA.

Para os efeitos nocivos dos raios UVA e UVB, a ciência comprova e investe na eficiência dos filtros solares. Alguns produtos, destaca Portilho, já oferecem proteção com as luzes azuis dos equipamentos eletrônicos. “O desafio, em tempos de pandemia, é fazer com que as pessoas usem os filtros também dentro de casa”, diz. Não menos desafiante foi a tarefa à qual o especialista se lançou com sua equipe. “Consideramos que era preciso desenvolver um produto que oferecesse proteção não apenas contra os raios azuis, mas que fosse eficiente também para as luzes verde e vermelha emitidas pelos aparelhos”, afirma.

A partir de intensas pesquisas, o especialista formulou o Sérum antiluz de telas, com tecnologia que protege os fibroblastos da pele, garantindo proteção contra a degradação do colágeno e da elastina.

Artemisia capillaris

O sérum é formulado com diversos ativos. Um deles é o Raykami, obtido de uma planta chamada Artemisia capillaris, proveniente do norte do Japão, onde se localiza uma das últimas florestas primordiais do Planeta. Cultivada na região de Shirakami, a planta é produzida a partir de métodos ancentrais, alinhados com conceitos de agricultura orgânica.

O produto desenvolvido pela equipe de Lucas Portilho pode ser formulado em farmácias de manipulação. “Diante dos efeitos danosos da luminosidade dos equipamentos eletrônicos sobre a pele, nunca é demais ressaltar que o uso do protetor em casa não é desperdício”, conclui o especialista.

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